Boletim Mensal da Associação Terra e Povo.
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
“GOSTO DISTO”
“Tens facebook? Eu procuro e depois adiciono-te como amigo.” Esta é a uma passagem de um diálogo que se tornou habitual nos dias que correm. As chamadas redes sociais na internet entraram nas nossas vidas e, quer queiramos quer não, muitas das nossas relações passam pelos computadores. É por isso que um filme que aborda a maior e mais bem sucedida dessas redes – daí o artigo definido no título, já que o facebook deixou de ser “uma” rede social, para se tornar “a” rede social – atrai sobre si toda a atenção do momento.
Aqui cruzam-se as histórias da génese do facebook e dos processos judiciais que se seguiram ao seu sucesso rápido, extraordinário, e principalmente milionário. Uma “seca”? Longe disso. Felizmente, o talentoso David Fincher está aos comandos. Este realizador norte-americano, que nos trouxe o profundo “Sete Pecados Mortais” (1997), o alucinante “O Jogo” (1995) e o magistral “Clube de Combate” (1999), continuando a mostrar a sua mestria em “Zodiac” (2007), consegue mais uma vez agarrar-nos ao ecrã com um trabalho impecável a um ritmo alucinante, onde tudo acontece à velocidade que Mark Zuckerberg (Jesse Eisenberg) escreve no teclado. Porque esta é a velocidade a que tudo aconteceu e acontece na era da internet e da informação ao momento.
Mas desengane-se que espera um filme documental sobre o facebook, o que aqui está em causa – como em qualquer rede social – são as relações humanas. Bem humanas, cara a cara, longe do relacionamento virtual, com zangas de melhores amigos, traições, desencontros amorosos, desilusões, ressentimentos. Esse é o prato forte e é por isso que, para mim, criticas à veracidade da história ou da personalidade de Zuckerberg não abalam este filme. Ainda por cima porque o argumento, redigido por Aaron Sorkin a partir do livro “The Accidental Billionaires” de Ben Mezrich, está muito bem escrito e alguns dos diálogos são pura e simplesmente notáveis.
Outro ponto muito interessante é a “viagem ao centro de Harvard”, nomeadamente ao choque entre dois mundos que lá co-existem: o dos génios e o dos descendentes das tradicionais famílias da elite norte-americana. Neste confronto as relações estão longe de ser fáceis e uma das coisas mais importante é o acesso a clubes restritos. Para conseguir entrar nesse mundo reservado, os alunos estão dispostos a passar por provas iniciáticas humilhantes. Mas os “nerds” que inventam todas estas novidades informáticas estão longe do estereótipo do “marrão”. Pelo contrário, são adolescentes de capacidades impressionantes, mas que estão muitas vezes bêbados, consumindo drogas ou em festas.
Esta é a nova elite norte-americana. De bilionários cada vez mais novos que ascendem a um patamar financeiro inimaginável num ápice, mas que mantêm uma irreverência infantil, como o demonstra, por exemplo, o cartão de visita de Mark Zuckerberg, que de início dizia “I’m CEO... bitch!”
Quando saí do cinema houve um pensamento que me passou pela cabeça: de certeza que toda a gente na sala tinha conta no facebook... [publicado na secção CineMais da edição desta semana de «O Diabo»]
Aqui cruzam-se as histórias da génese do facebook e dos processos judiciais que se seguiram ao seu sucesso rápido, extraordinário, e principalmente milionário. Uma “seca”? Longe disso. Felizmente, o talentoso David Fincher está aos comandos. Este realizador norte-americano, que nos trouxe o profundo “Sete Pecados Mortais” (1997), o alucinante “O Jogo” (1995) e o magistral “Clube de Combate” (1999), continuando a mostrar a sua mestria em “Zodiac” (2007), consegue mais uma vez agarrar-nos ao ecrã com um trabalho impecável a um ritmo alucinante, onde tudo acontece à velocidade que Mark Zuckerberg (Jesse Eisenberg) escreve no teclado. Porque esta é a velocidade a que tudo aconteceu e acontece na era da internet e da informação ao momento.
Mas desengane-se que espera um filme documental sobre o facebook, o que aqui está em causa – como em qualquer rede social – são as relações humanas. Bem humanas, cara a cara, longe do relacionamento virtual, com zangas de melhores amigos, traições, desencontros amorosos, desilusões, ressentimentos. Esse é o prato forte e é por isso que, para mim, criticas à veracidade da história ou da personalidade de Zuckerberg não abalam este filme. Ainda por cima porque o argumento, redigido por Aaron Sorkin a partir do livro “The Accidental Billionaires” de Ben Mezrich, está muito bem escrito e alguns dos diálogos são pura e simplesmente notáveis.
Outro ponto muito interessante é a “viagem ao centro de Harvard”, nomeadamente ao choque entre dois mundos que lá co-existem: o dos génios e o dos descendentes das tradicionais famílias da elite norte-americana. Neste confronto as relações estão longe de ser fáceis e uma das coisas mais importante é o acesso a clubes restritos. Para conseguir entrar nesse mundo reservado, os alunos estão dispostos a passar por provas iniciáticas humilhantes. Mas os “nerds” que inventam todas estas novidades informáticas estão longe do estereótipo do “marrão”. Pelo contrário, são adolescentes de capacidades impressionantes, mas que estão muitas vezes bêbados, consumindo drogas ou em festas.
Esta é a nova elite norte-americana. De bilionários cada vez mais novos que ascendem a um patamar financeiro inimaginável num ápice, mas que mantêm uma irreverência infantil, como o demonstra, por exemplo, o cartão de visita de Mark Zuckerberg, que de início dizia “I’m CEO... bitch!”
Quando saí do cinema houve um pensamento que me passou pela cabeça: de certeza que toda a gente na sala tinha conta no facebook... [publicado na secção CineMais da edição desta semana de «O Diabo»]
terça-feira, 9 de novembro de 2010
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
domingo, 7 de novembro de 2010
Michel Drac no Méridien Zéro
Hhoje às 22 horas é tempo de ouvir em directo a emissão do Méridien Zéro, o programa francês da Radio Bandiera Nera, que desta vez tem por convidado Michel Drac, autor do blog Choc et Simulacre.
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Jornadas da Dissidência
Pela primeira vez participarei nas Jornadas da Dissidência, em representação da associação Terra e Povo, que se realizam em Madrid pelo quinto ano consecutivo pelo Circulo de Estudios La Emboscadura, a frente cultural do MSR, e que contam com a participação de vários representantes europeus.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
O encanto da sereia
A faina árdua e solitária pode trazer a felicidade? Esta é questão que vai pairar na mente de Syracuse (Collin Farrell) depois de descobrir que entre o peixe, “apanhou” também uma mulher nas suas redes. Será uma sereia? De facto, veio da água e quando canta dá-lhe sorte, enchendo-lhe as redes.
De início, esta mulher misteriosa, interpretada pela actriz e cantora polaca Alicja Bachleda, não quer ser vista nem conhecer ninguém, mas acaba por dizer que se chama Ondine. O nome transporta-nos à mitologia europeia e podemos pensar nas ondinas, elementais da água, cantadas entre nós por Camões ou Teófilo Braga.
Rapidamente ela começa a mudar a vida deste pescador irlandês que por muitos ainda é conhecido por “Circus”, devido ao seu passado de alcoolismo e às figuras de palhaço que fazia. Agora está sóbrio e sabe dizer com precisão há quantos anos, meses e dias não toca numa gota de álcool. A mudança deu-se devido à filha, que sofre de uma doença que a obriga a deslocar-se muitas vezes em cadeira de rodas. Annie (Alison Barry), vive com a mãe e o padrasto, que continuam a beber como se não houvesse amanhã. Para a rapariga, Ondine é uma “selkie”; ela estudou essa criatura da mitologia celta, que alterna de forma entre mulher e foca, e está certa que a sua nova amiga é uma delas.
Colin Farrell, que para mim já foi uma desilusão em tantos filmes, tem aqui um papel que lhe assenta como uma luva. Às mulheres a quem desagradou esta observação peço que se lembrem da sua deplorável prestação em “Alexandre, o Grande” (2004). Stephen Rea, que podemos considerar actor residente dos filmes de Jordan, vai bem no papel de um padre amigo e Alicja Bachleda oferece todo o mistério que a sua personagem exige.
Há um paralelo entre a vida real e este filme, já que Farrell, depois de passar por uma cura de alcoolismo, viveu com Alicja, de quem teve um filho.
Todo este conto de fadas se passa na terra encantada que é a Irlanda. As paisagens são maravilhosas e proporcionam um pano de fundo maravilhoso. Tudo belissimamente filmado por um dos meus realizadores de eleição que está, mais uma vez, literalmente em casa. Neil Jordan dispensa apresentações, mas nunca é demais lembrar o enigmático “Jogo de Lágrimas” (1992), o nacional “Michael Collins” (1996) e o surpreendente “A Estranha em Mim” (2007).
Mas talvez pela minha admiração por este realizador irlandês tenha ficado desiludo pelo final. Jordan, que também escreve o argumento, decide dar-nos um fim de filme que mais parece de Domingo à tarde. É caso para dizer que tudo é excelente até ao final, que não se esperava tão simples e cor-de-rosa.
Expectativas à parte, este é um bom filme que vale a pena ver. Não é todos os dias que podemos assistir à exaltação dos valores familiares, tendo por contexto a mitologia europeia e como cenário uma terra céltica mágica. Deixem-se encantar. [publicado na secção CineMais da edição desta semana de «O Diabo»]
De início, esta mulher misteriosa, interpretada pela actriz e cantora polaca Alicja Bachleda, não quer ser vista nem conhecer ninguém, mas acaba por dizer que se chama Ondine. O nome transporta-nos à mitologia europeia e podemos pensar nas ondinas, elementais da água, cantadas entre nós por Camões ou Teófilo Braga.
Rapidamente ela começa a mudar a vida deste pescador irlandês que por muitos ainda é conhecido por “Circus”, devido ao seu passado de alcoolismo e às figuras de palhaço que fazia. Agora está sóbrio e sabe dizer com precisão há quantos anos, meses e dias não toca numa gota de álcool. A mudança deu-se devido à filha, que sofre de uma doença que a obriga a deslocar-se muitas vezes em cadeira de rodas. Annie (Alison Barry), vive com a mãe e o padrasto, que continuam a beber como se não houvesse amanhã. Para a rapariga, Ondine é uma “selkie”; ela estudou essa criatura da mitologia celta, que alterna de forma entre mulher e foca, e está certa que a sua nova amiga é uma delas.
Colin Farrell, que para mim já foi uma desilusão em tantos filmes, tem aqui um papel que lhe assenta como uma luva. Às mulheres a quem desagradou esta observação peço que se lembrem da sua deplorável prestação em “Alexandre, o Grande” (2004). Stephen Rea, que podemos considerar actor residente dos filmes de Jordan, vai bem no papel de um padre amigo e Alicja Bachleda oferece todo o mistério que a sua personagem exige.
Há um paralelo entre a vida real e este filme, já que Farrell, depois de passar por uma cura de alcoolismo, viveu com Alicja, de quem teve um filho.
Todo este conto de fadas se passa na terra encantada que é a Irlanda. As paisagens são maravilhosas e proporcionam um pano de fundo maravilhoso. Tudo belissimamente filmado por um dos meus realizadores de eleição que está, mais uma vez, literalmente em casa. Neil Jordan dispensa apresentações, mas nunca é demais lembrar o enigmático “Jogo de Lágrimas” (1992), o nacional “Michael Collins” (1996) e o surpreendente “A Estranha em Mim” (2007).
Mas talvez pela minha admiração por este realizador irlandês tenha ficado desiludo pelo final. Jordan, que também escreve o argumento, decide dar-nos um fim de filme que mais parece de Domingo à tarde. É caso para dizer que tudo é excelente até ao final, que não se esperava tão simples e cor-de-rosa.
Expectativas à parte, este é um bom filme que vale a pena ver. Não é todos os dias que podemos assistir à exaltação dos valores familiares, tendo por contexto a mitologia europeia e como cenário uma terra céltica mágica. Deixem-se encantar. [publicado na secção CineMais da edição desta semana de «O Diabo»]
terça-feira, 2 de novembro de 2010
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Verdun 1916
A entrega do passado sábado da colecção "Grandes Batalhas", distribuída pelo «Correio da Manhã», que aconselhei aqui quando saiu, é sobre Verdun, uma batalha que ficou na para História como um terrível morticínio e onde serviram muitos dos que se tornariam nomes bastantes conhecidos na Segunda Guerra Mundial.
La Voie Stratégique n.º 1
"La Voie Stratégique" é uma nova revista francesa que fiquei a conhecer através da crónica cultural da emissão do programa de rádio Libre Journal des Lycéens, feita pelo meu amigo Pascal Lassalle.
Fiquei curioso e nesta minha recente ida a Paris consegui comprá-la. Este primeiro número tem um excelente dossier dedicado ao Afeganistão e vários artigos e entrevistas. Dirigida por Guillaume Martins, a revista tem como chefe de redacção Laurent Schang, autor do blog Le Polémarque.
Para ficar a conhecer melhor a revista, está disponível em linha um extracto deste número em pdf, com boa qualidade. O número 2 sairá no próximo dia 13 de Novembro e pode ser adquirido directamente na LVS Shop.
Fiquei curioso e nesta minha recente ida a Paris consegui comprá-la. Este primeiro número tem um excelente dossier dedicado ao Afeganistão e vários artigos e entrevistas. Dirigida por Guillaume Martins, a revista tem como chefe de redacção Laurent Schang, autor do blog Le Polémarque.
Para ficar a conhecer melhor a revista, está disponível em linha um extracto deste número em pdf, com boa qualidade. O número 2 sairá no próximo dia 13 de Novembro e pode ser adquirido directamente na LVS Shop.
domingo, 31 de outubro de 2010
Programa para hoje
Como se tornou hábito semanal, hoje às 22 horas é altura de ouvir em directo a emissão do Méridien Zéro, o programa francês da Radio Bandiera Nera, que desta vez tem por tema as greves, as reformas e a crise social que se vive agora em França. A grande questão é "Que temos nós a dizer?".
sábado, 30 de outubro de 2010
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Crónica cultural
Como é hábito a seguir a todas as emissões do Méridien Zéro, a antena francesa da Radio Bandiera Nera, o enciclopédico Pascal Lassalle publica no blog do programa uma crónica cultural que inclui obras referidas e outras sobre o tema tratado.
A emissão dedicada a Portugal, na qual tive a honra de participar no passado fim-de-semana, não foi excepção. A crónica está já disponível nesta ligação e inclui várias referências a livros, revistas, artigos e filmes.
A emissão dedicada a Portugal, na qual tive a honra de participar no passado fim-de-semana, não foi excepção. A crónica está já disponível nesta ligação e inclui várias referências a livros, revistas, artigos e filmes.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Gettysburg
Sobre este tema há que recomendar o livro "Gettysburg" de Dominique Venner, e o n.º 17 de «La Nouvelle Revue d'Histoire», por ele dirigida, cujo tema é "A América dividida".
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
A outra filha
“A Nova Filha” conta-nos a história de John James (Kevin Costner), um escritor que parte com os seus dois filhos menores, Louisa (Ivana Baquero) e Sam (Gattlin Griffith), para a Carolina do Sul, após ter sido abandonado pela mulher. Na esperança de um recomeço, compra uma enorme casa isolada onde tenta reatar uma relação familiar.
A situação é desde logo complicada. A rapariga, que é a mais velha dos dois irmãos, está em plena adolescência e inferniza a vida do pai que não sabe como lidar com ela. O rapaz tenta agradar, mas cedo se nota que o trauma do abandono foi grande e teve as suas repercussões.
Como se tal não bastasse, o comportamento de Louisa começa gradualmente a alterar-se. O pai, de início, convence-se que são atitudes próprias da idade e vai tentar “chegar” a ela. Mas esta mutação está directamente ligada a um estranho monte que existe nas traseiras na casa.
Segundo alguns, esta é uma antiga campa de índios, e há inclusive quem as estude. É o caso de um professor universitário, uma das piores personagens da história, à qual se junta a má prestação do respectivo actor.
Estão reunidos todos os elementos para um filme de terror clássico. No entanto, os ‘clichés’ são tantos que até desesperamos, as actuações são sofríveis e mesmo Kevin Costner fica muito aquém do que já demonstrou. É a pergunta que nos salta automaticamente à cabeça é a seguinte: o que fará com que actores conceituados escolham filmes de tão baixa qualidade?
O espanhol Luis Berdejo, que surpreendeu com [Rec] (2007), realiza este filme com argumento de John Travis baseado num conto de John Connolly. Não conhecia a história original, mas ao que parece o filme é-lhe fiel. Tanto pior para o conto, que também deve ser outra desilusão.
O início até parece prometer, com alguns planos bons e uma boa ideia para um filme, mas rapidamente descamba e apercebemo-nos que vamos ser torturados na sala de cinema. Porque esta é uma película francamente má, há-que dizê-lo.
O desenrolar da acção é de início inexplicavelmente muito lento e de repente acelera como ninguém. Para terminar a pior maneira. A história não funciona, apesar do potencial, os actores vão mal, apesar da presença de uma estrela como protagonista, os lugares-comuns dos filmes de terror repetem-se enjoativamente. Este pesadelo, que parece não acabar, nem chega a ser um filme de terror. Talvez um suspense com aspirações a terror ‘light’…
A nós resta-nos fugir. Não dos inenarráveis seres monstruosos que no final de contas são os responsáveis por tudo, mas de quase duas horas de aborrecimento. [publicado na secção CineMais da edição desta semana de «O Diabo»]
A situação é desde logo complicada. A rapariga, que é a mais velha dos dois irmãos, está em plena adolescência e inferniza a vida do pai que não sabe como lidar com ela. O rapaz tenta agradar, mas cedo se nota que o trauma do abandono foi grande e teve as suas repercussões.
Como se tal não bastasse, o comportamento de Louisa começa gradualmente a alterar-se. O pai, de início, convence-se que são atitudes próprias da idade e vai tentar “chegar” a ela. Mas esta mutação está directamente ligada a um estranho monte que existe nas traseiras na casa.
Segundo alguns, esta é uma antiga campa de índios, e há inclusive quem as estude. É o caso de um professor universitário, uma das piores personagens da história, à qual se junta a má prestação do respectivo actor.
Estão reunidos todos os elementos para um filme de terror clássico. No entanto, os ‘clichés’ são tantos que até desesperamos, as actuações são sofríveis e mesmo Kevin Costner fica muito aquém do que já demonstrou. É a pergunta que nos salta automaticamente à cabeça é a seguinte: o que fará com que actores conceituados escolham filmes de tão baixa qualidade?
O espanhol Luis Berdejo, que surpreendeu com [Rec] (2007), realiza este filme com argumento de John Travis baseado num conto de John Connolly. Não conhecia a história original, mas ao que parece o filme é-lhe fiel. Tanto pior para o conto, que também deve ser outra desilusão.
O início até parece prometer, com alguns planos bons e uma boa ideia para um filme, mas rapidamente descamba e apercebemo-nos que vamos ser torturados na sala de cinema. Porque esta é uma película francamente má, há-que dizê-lo.
O desenrolar da acção é de início inexplicavelmente muito lento e de repente acelera como ninguém. Para terminar a pior maneira. A história não funciona, apesar do potencial, os actores vão mal, apesar da presença de uma estrela como protagonista, os lugares-comuns dos filmes de terror repetem-se enjoativamente. Este pesadelo, que parece não acabar, nem chega a ser um filme de terror. Talvez um suspense com aspirações a terror ‘light’…
A nós resta-nos fugir. Não dos inenarráveis seres monstruosos que no final de contas são os responsáveis por tudo, mas de quase duas horas de aborrecimento. [publicado na secção CineMais da edição desta semana de «O Diabo»]
terça-feira, 26 de outubro de 2010
sábado, 23 de outubro de 2010
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
XV Table Ronde
Como habitualmente, irei com uma delegação portuguesa da associação Terra e Povo à XV edição da Table Ronde, o maior encontro identitário paneuropeu, que se realizará no próximo domingo e contará com as intervenções de Pierre Vial, presidente da Terre et Peuple, Pierre Krebs, presidente do Thule Seminar, Eugène Krampon, chefe de redacção da revista «Réfléchir & Agir», Enrique Bisbal, da Tierra y Pueblo, Roberto Fiorini, da Terre et Peuple, e Lionel Franc, da Terre et Peuple-Wallonie. O tema deste ano é "Amanhã a revolução?"
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