
Hoje às 22 horas, é tempo da rentrée do Méridien Zero, o programa francês da Radio Bandiera Nera. A ouvir.

Tenho ouvido falar mal e bem da biografia política de Salazar da autoria de Filipe Ribeiro de Menezes, traduzida recentemente do original em inglês e publicada entre nós pela D. Quixote. O problema é que as pessoas com quem tenho falado, apesar de algumas reacções inflamadas, ainda não leram o livro. Pelo menos de fio a pavio...
Este é o primeiro número de "Europae", a revista da recém-criada Associação Cultural Genos, que nas suas 100 páginas inclui um extenso dossier sobre a Bretanha, um artigo sobre a geopolítica europeísta de Enrique Ravello, uma entrevista com Gabriele Adinolfi, e vários artigos sobre antropologia, cinema, poesia, história, entre outros. Excelente novidade!

Quando pensamos num filme de guerra norte-americano actual, lembramo-nos automaticamente do Iraque, o conflito que o presidente Obama decretou terminado deixando lá 50 mil soldados. Mas a construção na Nova Ordem Mundial implica várias frentes, como aquela onde no passado penaram ingleses e soviéticos e para onde o mesmo Obama enviou um contingente de reforço de 40 mil soldados no início do seu mandato. A outra guerra está a tornar-se a principal e a chegar ao cinema, como não podia deixar de ser.









Richard Kelly estreou-se em grande como realizador com “Donnie Darko” (2001) e é natural que a sua primeira obra – que é também a sua obra-prima – seja usada como termo de comparação para os trabalhos seguintes. Assim, este seu filme fica muito aquém do desejado, apesar de ser interessante. Estará o talento de Kelly confinado ao seu golpe de génio inicial? O futuro o dirá, mas espera-se sinceramente que não.
No início deste Verão, as notícias dos agentes secretos russos descobertos e acusados nos EUA trouxeram recordações da Guerra Fria. Coincidência cinematográfica, é o que faz “Salt”, realizado pelo australiano Phillip Noyce, que se tornou conhecido com “Calma de Morte” (1986), onde volta a reencontrar Angelina Jolie, depois de “O Colccionador de Ossos” (1999).
Uma provocaçãozinha, ilustrada com uma imagem surripiada ao sempre surpreendente Badabing!
Parece que Sylvester Stallone decidiu fazer uma espécie de encontro dos antigos combatentes dos filmes de acção de Hollywood. Convidou todos os amigos e realizou uma obra que apenas se pode considerar uma paródia em homenagem a este género. O problema é que, mesmo assim, é uma estopada.
Confesso: conservo ainda a maior parte dos meus brinquedos de infância. Não só por motivos sentimentais, mas principalmente devido à minha veia coleccionista. Alguns dei-os já ao meu filho, mas muitos continuam na arrecadação. Como que a dizer que certas coisas que guardamos de outros tempos as vamos passando, gradualmente, às gerações seguintes.
Ontem referi aqui John Milius, argumentista de "Apocalypse Now" (1979) e realizador de "Conan, o Bárbaro" (1982), por exemplo, foi também actor e, recentemente, escreveu e produziu vários episódios da óptima série televisiva "Roma". Lembrei-me de um post que lhe dediquei no defunto Jantar das Quartas e onde partilhei a ligação para uma excelente entrevista sugerida por um leitor. Uma excelente (re)leitura!
Há um ano atrás, quando saiu o quinto volume da série do Capitão Alatriste, disse aqui que aguardava a tradução de “Corsários de Levante”, para termos em português todas as aventuras deste herói popularizado por Arturo Pérez-Reverte publicadas até agora. A espera terminou e hoje comprei o livro. Uma óptima leitura para este Verão!
Já saiu o número 49 de «La Nouvelle Revue d'Histoire», a revista de referência que aconselho regularmente e é possível comprar nas bancas portuguesas. De leitura obrigatória, traz-nos mais uma vez um tema da maior actualidade: o Afeganistão. O excelente dossier inclui artigos de Jean-Dominique Merchet, Philippe Conrad, Mériadec Raffray, Didier Donnersmark e Aymeric Chauprade. Destaque ainda para as entrevistas com Henri Bogdan sobre a Mitteleuropa, e com David Victoroff sobre a crise do Euro e o futuro da Europa, e para os artigos “Carlos Magno, Imperador do Ocidente” de Emma Demeester, “Os camponeses de onde nós vimos”, de Anne Bernet, “A tumba do Dr. Freud”, de Charles Vaugeois, sobre o livro de Michel Onfray, e “1940. A revanche da Rechswehr”, de Dominique Venner. Nota especial para o artigo de Jean-Michel Baldassari, “Imigração: revelações de um demógrafo”, sobre o livro de Michèle Tribalat sobre a imigração em França. Como habitualmente, temos a crónica de Péroncel-Hugoz e as secções do costume.

O Nonas lembrou Carlos Eduardo Soveral no passado 7 de Agosto, dia do aniversário da sua morte. Esta recordação fez-me resgatar da prateleira o muito recomendável livro "Visão indo-europeia ou afã de entender", publicado pela Hugin em 2001. Escolhi a conclusão da "Nota sobre a Exortação da Guerra de Gil Vicente e a trifuncionalidade indo-europeia" para partilhar aqui:
Os nossos sonhos são um mundo paralelo que interage com o mundo real? Se assim é, um pode influenciar o outro? É então possível manipular um através do outro? Questões que nos traz Christopher Nolan em “A Origem”, filme que realizou e escreveu, que tem sido um sucesso de bilheteira e gerado reacções diversas.

Hoje é um dia em que não podemos deixar passar em branco os crimes dos "bons" e no qual devemos relembrar a realidade nuclear.
Alain de Benoist esteve em Lisboa e o Flávio aproveitou para fazer uma excelente entrevista que foi publicada no semanário «O Diabo». Finalmente, decidiu reproduzi-la integralmente no seu blog. Aqui fica uma das questões sobre o posicionamento esquerda/direita:
O que sabemos da Grécia ultimamente não passa de notícias sobre a crise económico-financeira que atinge a Europa, mas eis que em pleno Verão nos chega o cinema contemporâneo grego, pela mão de Yorgos Lanthimos, realizador que conseguiu com esta sua segunda longa-metragem o prémio “Un certain regard” em Cannes e o grande prémio do Festival Internacional do Estoril, entre outros.