
A tradição já não é o que era...
A maré de Verão dá à costa alguns bons filmes, mas também nos traz habitualmente aquelas grandes produções de Hollywood com muitos efeitos especiais e actores conhecidos que, após muito alarido, constatamos que não passam de uma verdadeira perda de tempo, mesmo para quem esteja nas chamadas férias grandes.
O último número da revista da Associação Terre et Peuple tem como tema de capa um assunto essencial no nosso combate “Mundialismo: o mal absoluto”, que como nos diz Pierre Vial na apresentação do excelente dossier “é a expressão ideológica de uma visão monoteísta do mundo, que quer impor à humanidade inteira o reino de um modelo sociopolítico único, baseado no poder total da economía, do dinheiro, do lucro, da especulação.” De seguida podemos ler artigos de Claude Perrin, Jean-Patrick Arteault, Roberto Fiorini e Alian Cagnat. A destacar nesta edição o artigo de Pierre Vial sobre as “grandes manobras judaicas de sedução à extrema-direita europeia”. Podemos ainda ler as habituais críticas a livros, cinema e a banda desenhada, bem como comentários sobre a actualidade e a rubrica de culinária e o relato das actividades da associação.
O número de Verão da obrigatória «Réfléchir & Agir», a “revista autónoma de desintoxicação ideológica”, tem como tema central “O catálogo dos nocivos”, título inspirado no livro homónimo de Serge de Beketch, que nos fala dos partisans e teóricos da sociedade aberta, da hiperclasse mundial, de Bernard-Henri Lévy, de Finkielkraut, dos antifas, do homo festivus, da economia moderna, dos ecolocratas, com artidos de Eugène Krampon, Pierre Gilleth, Marion Fintan, Eric Norholm, e uma entrevista com o almirante François Jourdier que desmonta o diário «Le Monde» e a sua desinformação. Destaque ainda para a grande entrevista com a histórica directora do «Rivarol», a jornalista Camille Galic, o artigo de Christian Bouchet sobre a América de que podemos gostar, a reflexão sobre o panfleto dos anos 20 «Les Derniers Jours» redigido por Pierre Drieu La Rochelle e Emmanuel Berl e o artigo “Cristóvão Colombo o impostor”, de Henri Durant. Nas notas de leitura, temos várias páginas de livros para descobrir. Não esquecendo as habituais críticas, música e cinema, os breves comentários à actualidade e outras secções habituais. 
Na edição desta semana d'«O Diabo», António Marques Bessa assina um artigo muito interessante intitulado "Na verdade, o que é a Nação?", onde nos diz que "tal facto histórico-social só conheceu tardiamente a sua incorporação no mito do sistema. Compreenda-se que os Reis dispensavam as nações ou as nações estavam ao seu serviço. O problema que vai ser colocado, muito mais tarde, é numa questão atípica na história da Europa, dominada por Impérios que governavam vários povos, fazendo com que a sua convergência se acentuasse para o centro".
“O Escritor Fantasma” é uma verdadeira casa assombrada cheia de fantasmas. O primeiro é o realizador. Polanski, a braços com a justiça norte-americana devido a um caso de abuso sexual de uma menor há vários anos, ficou impossibilitado de regressar aos EUA. Esta situação gerou muita polémica, nomeadamente devido à solidariedade de várias celebridades do mundo do espectáculo, que com certeza teriam outra atitude se se tratasse de um dos tantos casos de pedofilia que diariamente enchem a imprensa. Mas há que ter a honestidade de separar as águas, já que a única influência que essa situação tem no filme até é benéfica, pois há claras semelhanças no isolamento e na fuga à justiça que seguramente o inspiraram.
A entrega de ontem da colecção "Grandes Batalhas", distribuída pelo «Correio da Manhã», que aconselhei aqui quando saiu, é sobre um momento crucial da História da Europa - a Batalha de Poitiers, em 732. Este livro, da autoria do historiador britâncio David Nicolle, é bastante interessante e bem construído, especialmente nos aspectos militares, com várias ilustrações e boas infografias. Já em certas interpretações históricas não estou inteiramente de acordo, mas não deixa de ser um livro a ter em conta no estudo da Reconquista.
Se há não muito tempo o cinema que se faz noutras paragens raramente chegava a Portugal, agora há que reconhecer que chega cada vez mais. No entanto, uma das características negativas é o tempo que tais filmes demoram a estrear entre nós. É o caso de “Whisky”, uma produção de 2004 – ano em que foi distinguido com o Prémio da Crítica no Festival de Cinema de Cannes –, onde o atraso ultrapassa o limite do razoável.