terça-feira, 20 de abril de 2010
sábado, 17 de abril de 2010
Ainda Terre'Blanche
1. "O Arco-íris que nunca chegou a existir", do Eurico de Barros, publicado no «Diário de Notícias».
2. "Eugene Terre'Blanche", de Inez Dentinho, publicado no blog Geração de 60.
sexta-feira, 16 de abril de 2010
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Revista Tintin (II)
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Pierre-Olivier Sabalot em entrevista
Tendo por base em dois posts desta casa, publiquei na edição desta semana do semanário «O Diabo» um artigo sobre a situação explosiva na África do Sul intitulado “O lado negro do arco-íris”. Para aprofundar esta questão, fugindo aos lugares-comuns e aos iluminados do costume, aconselho a leitura de duas entrevistas com Pierre-Olivier Sabalot. Este professor francês, que leccionou na África do Sul, é o autor da excelente obra bibliográfica “Verwoerd. Le Prophète assassiné”, publicada pelas éditions du Camas, em 2009, sobre este tão incompreendido primeiro-ministro, habitualmente chamado “pai do Apartheid”, assassinado em pleno parlamento em 1966. A primeira tem por título “A morte da sentinela”, foi feita por Christian Bouchet e está traduzida em português no No-Media.info. A segunda, “A nova África do Sul ou o fracasso da sociedade multi-racial”, em francês, é mais longa e está disponível no Altermedia.
Renaissance Européenne n.º 83
No último número do órgão trimestral da associação Les Amis de la Renaissance Européene e da Terre et Peuple - bannière Wallonie, com sede em Bruxelas e dirigida por Georges Hupin, podemos encontrar artigos de Lionel Franc, François-Xavier Robert, P. J. Dunbar, uma recensão à revista «Terre et Peuple» e ainda algumas breves da actualidade e notícias sobre as actividades da associação.
terça-feira, 13 de abril de 2010
Uma história americana
Os americanos adoram histórias inspiradoras, enternecedoras e bastante cor-de-rosa. De preferência sobre situações fora do comum onde, contra todas as expectativas, tudo corre extraordinariamente bem. Lições de vida prontas a servir de exemplo prático do sonho americano. É isso que é “Um Sonho Possível”. É uma história americana, mais concretamente da América conservadora dos estados do Sul.Parece outra historieta inverosímil, até mesmo fantasiosa, mas não. O filme é baseado no livro “The Blind Side: Evolution of a Game”, escrito pelo jornalista Michael Lewis, que conta a história real da família Tuohy que adoptou, caridosa e cristãmente, um jovem negro de 16 anos que nunca conheceu o pai e foi retirado muito novo à sua mãe toxicodependente. Apoiando-o nos estudos feitos num colégio privado e iniciando-o no futebol americano, levaram-no a uma bolsa de estudo desportiva universitária que lhe proporcionou a entrada como nova estrela numa equipa da National Football League. [continua na secção CineMais da edição desta semana de «O Diabo»]
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Sobre a "Ressurreição"
A 'Ressurreição' foi escrita por Diogo Pacheco de Amorim e musicada por José Campos e Sousa durante o 'Verão Quente' de 1975, num momento de grande vontade combativa e de alguma esperança, nas vésperas de uma tão desejada insurreição civil e militar contra o poder comunista-esquerdista secretariado pela ala radical do MFA, que então dominava Portugal.
Não quis a História que acontecesse senão um 'sobressalto rectificador', um bem preparado, preventivo e vitorioso contragolpe dos militares ainda fiéis à disciplina, perante a sediciosa sublevação de várias unidades de paraquedistas, abandonadas pelos seus oficiais, revoltadas e manipuladas pela extrema esquerda, da acção de alguns grupos de bandidos armados e a eventualidade da adesão de outras unidades dominadas pela esquerda revolucionária ou pelo PCP, em 25 de Novembro de 1975.
Não se tendo verificado o levantamento nacional verdadeiramente patriótico e libertador de que o hino deveria ser um dos símbolos, ele não deixou, porém, de ser muito celebrado e logo cantado, não só entre os grupos exilados em Espanha como nas redes de patriotas organizados em Portugal - que o receberam através de milhares de 'cassettes'. Naturalmente, permaneceu como uma marcha de Esperança, uma bela expressão da indomável vontade de combater por um Pátria "acordada, da morte esquecida", uma 'centelha' que persiste em brilhar nas 'trevas da noite'; Não é por acaso que a letra é uma expressão poética e épica de um reencontro de Portugal consigo próprio, a celebração de um imperioso "quebrar de cadeias', apontado ao futuro. E muito acentuada pelo tom alegre, exaltante claro e afirmativo de uma música plena de ritmo que anima e entusiasma.
Num quadro da aparente 'normalização', depois do 25 de Novembro de 1975, as novas gerações enfrentavam, todavia, os mesmos fantasmas do 'Verão Quente' de 75 nos liceus e universidades. Reinava uma literal ditadura da esquerda marxista, assente não só nos programas, mas na coacção física exercida por grupos partidários e irregulares. Violenta e imediata era a resposta a quem contestasse o sentido da "revolução", a legitimidade da 'autoridade democrática' e as (im)próprias formas actuação da esquerda dominante - que feriam o mais elementar pluralismo. Entretanto, a celebração do Dia de Portugal foi suprimida, perante pública indiferença geral. Era praticamente proibido, celebrar e evocar Portugal e a Nação Portuguesa como Valores superiores, permanentes, e disso fazer um acto político.
Nesse contexto o Movimento Nacionalista, lançou activamente uma ofensiva enérgica, a partir de um núcleo de militantes que tinha crescido entre a juventude do Partido do Progresso e se desdobrou nos dois lados da fronteira durante o crítico 'Verão Quente'. Por si só, aliado, ou apoiando outros grupos de jovens patriotas ou independentes, o MN expandiu-se activamente e não se limitou à luta de libertação patriótica nas escolas. Porque havia um sentido maior e preciso nos objectivos propostos, porque obedecia a um sentido nacional, resistiu e lutou contra a suspensão do 10 de Junho - Dia de Portugal e trouxe para a rua, derrotando também o "General Verão", toda a juventude e todos os portugueses que quisessem fazer do 10 de Junho uma jornada de afirmação portuguesa, acima de qualquer sectarismo. Com símbolos próprios.
A 'Ressurreição' tornou-se então o hino do Movimento, cantado na rua, em todas as reuniões, nos acampamentos e nos convívios urbanos. Uma decisão legítima e adequada uma vez que o espírito da "Ressurreição" era exactamente o daqueles dias. De facto, todos sentiam que a "Ressurreição" fora criada, afinal, para os jovens nacionalistas, nem mais. E tornou-se também um desafio cantá-la abertamente, um sinal de renovação, num país cansado e enganado. As maiores manifestações patrióticas, realizadas na Av. da Liberdade e nos Restauradores durante os anos 80, entoaram a "Ressurreição" apoiadas por aparelhagens sonoras mais eficazes. E o hino-marcha vulgarizou-se.
Houve, entretanto, quem pensasse em alterar a letra para obedecer a circunstãncias novas, numa perspectiva 'utilitária', e 'funcional'. Nada disso é legítimo e admissível. A identidade de uma obra, não se manipula, renova-se em novas criações. A integridade de um hino, da sua música e da sua letra, é o que o torna único, uma memória viva, registo de uma intenção, que, apesar de datada, continua a designar um Destino. Isso é o que vale, e nada disso mudou. Restam as contingências da acção política, mas isso já é uma outra história.
VL
Ressurreição: o nosso hino
É um silêncio que volta a cantar,
É um regresso de heróis às ameias,
Da cidade que volta a lutar.
É um deserto que vemos florir,
É uma fonte jorrando de novo,
É uma aurora que volta a sorrir
Nos olhos cansados do Povo.
E já ardem bandeiras vermelhas,
Nos campos há gritos de guerra,
Nas trevas da noite há centelhas,
Das rosas em festa da terra.
Canta o vento nos trigos doirados,
Dançam ondas à luz das fogueiras,
E nas sombras guerreiros alados
Erguem espadas entre as oliveiras.
É uma Pátria de novo sagrada,
Acordada da morte esquecida,
Vitória da nova alvorada:
Lusitânia em giesta florida.
Letra de Diogo Pacheco de Amorim
Música de José Campos e Sousa
A festa do PNR

A festa do 10.º aniversário do PNR que decorreu no passado sábado foi excelente. O local era óptimo e dezenas militantes acorreram com as respectivas famílias, o que tornou este evento num encontro como nunca antes havia visto no nosso país. Beneficiando do espaço, foi possível ter várias bancas com artesanato, produtos alimentares, livros, revistas, entre outros, bem como um palco onde discursou o presidente do partido actuou o José Campos e Sousa.
Esses para mim foram os pontos altos deste encontro. Em primeiro lugar, gostei especialmente das palavras do meu amigo e camarada José Pinto-Coelho. Principalmente quando elogiou os anteriores presidentes – já que considero que quem foi presidente do PNR, apesar de qualquer divergência, merece o meu respeito e agradecimento – e quando traçou uma breve história do partido. Dividiu-a em três fases: a da "fundação", que corresponde ao período de criação do PNR; a da "projecção", que corresponde a da grande visibilidade do PNR para o exterior; e a da "maturidade", a actual, que corresponde a um período de organização e solidificação interna.
Por fim, não posso deixar de me congratular por ter cantado em conjunto a "Ressurreição", música sobejamente conhecida dos nacionalistas, que em breve será adoptada como hino oficial do PNR, segundo informou o presidente do partido.
O último comentário vai para a imprensa. O único órgão que se dignou aparecer foi a TVI, mas como nada relatou, fica a ideia de que a "extrema-direita" só é notícia quando há confrontos ou bizarrias. Neste caso, onde decorreu uma festa agradável, em família e que se pautou pela organização, já não interessa. Este é um critério "jornalístico" que deixo à consideração de cada um...
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Frase do dia
Vasco Pulido Valente
in «Público».
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Revista Tintin (I)

Esta é a capa do n.º 35, de 2/9/1959, que na última página publicava a aventura "Tintin no Tibete". Para além do nosso repórter, a revista publicava várias histórias, na sua maioria em banda desenhada, para ir seguindo em cada número, bem como notícias e passatempos.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
O lado negro do arco-íris
Como disse no post anterior, a situação actual da África do Sul é desastrosa. No entanto, é sempre melhor fundamentar da melhor maneira tais afirmações, para evitar os habituais mimos (diga-se que insultos como "racista" e "fascista" não passam normalmente de fugas a debates incómodos). Assim, recorri à publicação do vídeo de uma reportagem televisiva francesa que demonstra o afirmado.
Neste trabalho isento, é de salientar a situação de miséria em que se encontram muitos brancos sul-africanos na sequência da imposição pelo governo do ANC de quotas raciais que dão preferência a negros em muitos empregos. Mas essa situação de miséria atinge também vários negros. É esclarecedor ouvir duas mulheres negras afirmarem que o governo actual só se preocupa com os ricos e mesmo que a situação que se vive hoje é pior que nos tempos do Apartheid. Também a extrema violência diária é focada nesta reportagem. Uma elevadíssima taxa de homicídios (incluindo o de um padre branco que ajudava há anos a comunidade negra mais pobre), de agressões, de violações, entre outros crimes, aliada a uma das mais altas taxas de infectados com o vírus da SIDA, são a face desta tragédia.
Neste cenário tenebroso, a segurança só é possível em verdadeiras "gaiolas douradas", como nos é mostrado pela vida de uma francesa que vive num condomínio de luxo que parece uma verdadeira prisão de alta segurança, com muros altos com arame farpado, guardas armados, cursos especializados de reacção e escolas para os filhos com localização desconhecida para evitar raptos.
Um olhar esclarecedor sobre uma terra onde a violência, as tensões raciais, o crime, a situação económica e social, pioraram de uma forma incrível. Um olhar que mostra a hipocrisia de celebrações fictícias como a da realização de um campeonato do mundo de futebol, num país que nada tem a glorificar perante a crua e dura realidade da situação presente.
O 1148.º fazendeiro
Eugène Terre'Blanche (31/1/1941 – 3/4/ 2010), líder do AWB (Movimento de Resistência Afrikaner), foi o 1148.º fazendeiro a ser assassinado na África do Sul desde a subida ao poder do ANC, em 1994. É um dado importante para perceber a realidade sul-africana de hoje. Mais importante ainda se analisarmos a comparação com dados do passado que faz o africanista Bernard Lugan no seu comunicado, onde refere também o discurso de ódio anti-branco que chega até altos responsáveis do ANC. Mas, é claro que neste inferno que se tornou a África do Sul, não são só os brancos as vítimas. Os dados impressionam e falam por si – mais de cinquenta homicídios diários! Um número superior a vários teatros de guerra contemporâneos.Não obstante, Terre'Blanche foi a vítima perfeita para os media ocidentais, politicamente correctos. A sua postura, o seu discurso e – melhor ainda – a sua imagem (uniformes e iconografia a fazer lembrar o III Reich) foram ideais para distrair as massas da real situação de um país desastroso. Nada como o fantasma do nazi-fascismo para assegurar a eficácia do ilusionismo mediático.
Apesar destas manobras, às quais podemos juntar a hipocrisia da realização de um campeonato do mundo de futebol para celebrar o sucesso da nação "arco-íris", é cada vez mais difícil escapar à realidade e negar o descalabro vísivel de um país vítima da utopia da diversidade.
Tintin no país dos piratas

Para os apreciadores do mais famoso repórter do mundo, "Tintin au pays des pirates" é um sítio na internet onde é possível encontrar muitos dos álbuns piratas, pastiches e paródias desta personagem incontornável da banda desenhada franco-belga.
terça-feira, 6 de abril de 2010
O Regresso de Mel Gibson
Do surpreendente mundo pós-apocalíptico de Mad Max (1979), Mel Gibson deu o salto para o cinema de acção dos anos 80. Experimentou depois com sucesso a realização, nomeadamente com a excelente incursão histórica “Braveheart” (1995) e, mais recentemente, com “A Paixão de Cristo” (2004) e “Apocalypto” (2006), que geraram certa polémica, tal como algumas das suas acções e afirmações. Agora decidiu regressar ao grande ecrã, infelizmente no que parece uma involução.“Edge of Darkness”, que em português recebe a tradução livre “Fora de Controlo”, é a adaptação ao cinema de uma mini-série televisiva britânica homónima de 1985. Realizada pelo mesmo Martin Campbell, que depois se tornaria mais conhecido por dirigir duas aventuras do famoso agente secreto James Bond, era um “thriller” ecológico em seis episódios que recebeu vários prémios e foi um êxito junto do público.
Em filme a coisa já não funciona tão bem. O ritmo é bom, mas a história perde muito nesta versão. Tudo tresanda a filme ultrapassado com um cenário actual. [continua na secção CineMais da edição desta semana de «O Diabo»]
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Maccarthysmo (II)
Em Dezembro do ano passado, Rod Liddle, colunista do «Spectator», publicou no seu blog, associado ao sítio da revista na internet, um texto intitulado "Benefícios de uma Inglaterra multicultural". Uma afirmação desse texto provocou polémica: "A esmagadora maioria do crime nas ruas, com armas brancas e de fogo, assaltos e crimes de violência sexual em Londres é perpetrada por jovens da comunidade afro-caribenha".A frase motivou uma queixa à Press Complaints Commission (PCC), que lhe deu seguimento, considerando que havia inexactidão nos dados. Mesmo após o «Spectator» ter apresentado dados para consubstanciar a afirmação, a PCC não retirou a queixa.
Maccarthysmo (I)
"Há hoje em França um ambiente maccarthysta." Quem o afirma é Éric Zemmour, escritor, jornalista e comentador político francês, na sequência da ameaça de apresentação de queixa judicial contra ele por parte de associações anti-racistas e a possibilidade de despedimento do «Figaro Magazine», revista onde é colunista. Na origem de tudo isto está um debate televisivo no Canal+ onde Zemmour, respondendo a quem afirmava que "a polícia apenas pára negros e árabes", disse que "os franceses de origem imigrante são mais controlados que os outros porque a maioria dos traficantes são negros ou árabes". Habitualmente polémico, Zemmour viu-se acusado de ser "racista" por todos aqueles que o querem silenciar. Depois de uma manifestação popular em seu apoio em frente ao jornal «Le Figaro» e de ter escrito uma carta à LICRA, acabou por ver a queixa retirada e o seu lugar assegurado. Seja como for, é mais um episódio da reiterada tentativa de controlo da opinião que vivemos hoje em dia.
O filho como cobaia
É interessante notar como a mãe afirma que todo o seu "conhecimento sobre a sociedade multi-étnica é muito académico" e que não vive realmente nela. Por fim, admite que não pode utilizar o filho no que chama "a sua luta particular por uma sociedade melhor", pois apesar de achar que não é "bom para a integração", diz que "não é bom mandar rapazes à frente para a guerra". Decide, assim, mudar a criança para uma escola onde os alunos são na sua maioria autóctones e as coisas passam a correr bem. Apesar dessa decisão, continua a acreditar na mesma ideologia e reconhece que "é muito estranho, como velha anti-racista, ver que crianças iguais brincam melhor juntas" e que fica chateada porque "se nem as crianças conseguem resolver, como é que os adultos vão conseguir entender-se?"
quarta-feira, 31 de março de 2010
“Império, Nação, Revolução” em linha
Breve nota sobre as regionais francesas
Nova cultura
Vem isto a propósito das duas páginas culturais que o reformulado «O Diabo» nos oferece semanalmente. Na edição de ontem, para além de uma coluna de sugestões de televisão e a minha de cinema, é de destacar as “Munições”, de Henrique Afonso, na qual é de notar a referência, entre outras, ao livro de Alain de Benoist “Demain, la décroissance ! Penser l'écologie jusqu'au bout”, e na rubrica sobre livros, de Hugo Navarro, um apontamento sobre a proibição do “Mein Kampf” na Rússia.
terça-feira, 30 de março de 2010
Alice em 3D
Sou um incondicional de Tim Burton, tinha que o dizer. Desde que me maravilhei com “Beetle Juice” (1988), continuei a surpreender-me com “Eduardo Mãos de Tesoura” (1990) e até “Marte Ataca!” (1996), que muitos atacaram na crítica. Sempre genial e inventivo, mais recentemente, depois do deslize do remake de “O Planeta dos Macacos” (2001), voltou aos grandes filmes como “O Grande Peixe” (2003) e “Sweeney Todd” (2007).Desta vez, espera-nos um “family Burton” contratado pela Disney, num registo que deu os primeiros passos em “Charlie e a Fábrica de Chocolate” (2005). Quer isto dizer, apesar de algumas pitadas, o realizador sai do seu dark característico e se torna mais aceitável. [continua na secção CineMais da edição desta semana de «O Diabo»]
segunda-feira, 29 de março de 2010
Para o Rodrigo

La Nouvelle Revue d'Histoire n.º 47
Nas bancas do nosso país está disponível o número 47 de «La Nouvelle Revue d'Histoire», revista de referência de leitura obrigatória. O tema central desta edição é “1940: Do Desastre à Esperança”, com um dossier onde podemos encontrar artigos de Dominique Venner, Philippe Conrad, François-Georges Dreyfus, Jean Mabire, Thierry Buron, Stéphane Courtois e Antoine Baudoin. Destaque ainda para excelente entrevista sobre “O Mistério Céline” com François Gibault, o principal biógrafo do escritor francês, e os artigos “A política segundo Christine de Pizan”, de Bernard Fontaine, “Um virtuoso chamado Chopin”, de Jean-François Gautier, “Rebatet: um anarco-fascista no cinema”, de Norbert Multeau, “A Guerra da Argélia revisitada”, de Dominique Venner e a entrevista com Philippe Alméras sobre Montherland. Como habitualmente, temos a crónica de Péroncel-Hugoz, desta vez sobre Out-el-Kouloub, uma aristocrata egípcia face a Nasser, e as secções do costume, com destaque para a dos livros publicados, na qual há a destacar a crítica de Bernard Fontaine à mais recente obra de Sylvain Gouguenheim “Regards sur le Moyen Âge”.
domingo, 28 de março de 2010
Imigração e criminalidade
A propósito destas declarações, lembrei-me do caso de António Ramos, presidente do Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP), que depois de fazer afirmações como “o aumento da criminalidade em Portugal deu-se com a abertura das fronteiras” foi aposentado compulsivamente.
Será que Carlos Figueira também sofrerá represálias pelo afirmado? Improvável. A versão cor-de-rosa, politicamente correcta, já não pega.
sábado, 27 de março de 2010
PxC em marcha
No passado dia 13 de Março, decorreu em Barcelona a apresentação da candidatura da Plataforma per Catalunya (PxC) às eleições autonómicas catalãs. Josep Anglada, que na foto celebra junto aos restantes cabeças-de-lista, contou com o apoio de vários representantes internacionais e com a presença de cerca de 800 pessoas. Esse acto público foi coberto por vários meios de comunicação social, sendo possível ver a mais completa reportagem televisiva aqui.Todo o esforço deste partido identitário, que faz um trabalho sério e conta já com vários eleitos locais, parece que será justamente recompensado nas eleições ao parlamento catalão. Segundo uma sondagem revelada numa notícia do jornal «El Periódico de Catalunya», 24% dos inquiridos afirma que poderia votar na PxC e 48% considera que a imigração é prejudicial para o país.
Os Indo-Europeus (II)
sexta-feira, 26 de março de 2010
Criminalidade (afinal) continua a aumentar
Erro de pronúncia

quinta-feira, 25 de março de 2010
Os Indo-Europeus
Depois do academicamente reconhecido "L'indo-européen", Jean Haudry, então professor na Universidade de Lyon III, onde fundou e dirigiu o Instituto de Estudos Indo-europeus, escreve uma obra que iria gerar controvérsia. Trata-se de "Os Indo-Europeus", livro publicado pela PUF, na colecção "Que sais-je ?", em 1981, que teve três edições esgotadas e foi traduzido em várias línguas, incluíndo o português. No nosso país, foi publicado pela Rés Editora, na colecção "Cultura Geral", com tradução de Dina Osman. A obra, que foi criticada pela localização do habitat original dos indo-europeus e a caracterização do seu tipo físico, continua a ser uma referência nesta matéria e uma óptima síntese para introdução ao tema.
i agora?
Sempre atento à imprensa, às suas transformações e ao seu desenvolvimento, não deixei de referir aqui o aparecimento do jornal «i». Da mesma maneira, não posso deixar referir a notícia que dá conta da intenção do Grupo Lena de pôr este recém-aparecido e bastante inovador jornal à venda, devido à enorme dívida do grupo. Perante a falta de interesse aparentemente manifestada pelos grandes grupos de media nacionais, será que o «i» está condenado a uma vida curta?
«JL» com nova imagem
Por ocasião dos trinta anos de existência, o «Jornal de Letras» saiu hoje com um novo design, que cheira um pouco a «Courrier Internacional» e a «Ípsilon». Devo dizer que está muito melhor, clean – como se diz na gíria – e agradável. Se bem que não era difícil, já que o anterior era de fugir. Uma das boas novidades é a substituição do logótipo. O pavoroso vermelho e preto deu agora lugar a um inspirado no primeiro, da autoria de João Abel Manta. Ainda bem, mas porque não regressar, simplesmente, a esse original? Enfim, concordâncias ideológicas à parte, é de louvar a sobrevivência de um jornal cultural nesta terra, mesmo que isso apenas seja possível por estar integrado num grupo como a Impresa.
quarta-feira, 24 de março de 2010
O indo-europeu
Os indo-europeus e Jean Haudry
Na revista «Dossiers d'Archéologie» que referi aqui, nomeadamente no artigo de Jean-Paul Demoule intitulado "Dois séculos à procura dos indo-europeus", há uma referência ao Prof. Jean Haudry. Na página 12, é dito: "Os anos 1970 viram também, singularmente em França, o ressurgir das teorias raciais sobre os indo-europeus, sob a forma da efémera Nouvelle Droite, acompanhados da ressurreição do berço original nórdico proposto por G. Kossinna. Esta tese foi nomeadamente defendida pelo linguista Jean Haudry, membro do Front National, que se apoiou em particular nas publicações de Hans Günther, o principal raciólogo do III Reich. No entanto, a arqueologia mostra claramente que nenhum movimento de população alguma vez partiu do da Europa do Norte; pelo contrário, estas regiões foram povoadas tardiamente, e em grande parte colonizadas pelos agricultores neolíticos vindos do Próximo Oriente."De notar que esta crítica se pode enquadrar num cuidado especial que a revista tem com a questão do tipo físico dos indo-europeus, apesar de os artigos sobre genética das populações e antropologia biológica serem bastante interessantes. Seja como for, voltando ao Prof. Haudry, convém referir que, apesar desta passagem, o nome dele aparece na bibliografia do artigo "A língua dos indo-europeus?", de Gabriel Bergounioux, a propósito do livro "L'indo-européen", publicado na colecção "Que-sais-je ?", da PUF, que teve três edições esgotadas, sendo a última de 1996. Tal significa o reconhecimento do trabalho deste linguista excepcional.
terça-feira, 23 de março de 2010
Mensageiros
A guerra não é só o combate no terreno. É também tudo aquilo que a rodeia, a retaguarda e as suas consequências. É por isso que “O Mensageiro”, para além de um drama profundo, é um filme de guerra.O sargento Will Montgomery (Ben Foster) é um herói condecorado, ferido em combate, que regressa do Iraque para descobrir que o exército americano lhe reserva, para os seus últimos três meses de comissão, uma função que não esperava. Cabe-lhe integrar a equipa que notifica familiares mais próximos dos militares mortos no conflito iraquiano. Acompanha o capitão Tony Stone (Woody Harelson), que lhe transmite as regras e procedimentos desta missão, insistindo na necessidade da distância e frieza, nomeadamente quando insiste que não pode haver contacto físico com os notificados. [continua na secção CineMais da edição desta semana de «O Diabo»]
segunda-feira, 22 de março de 2010
O regresso dos Indo-Europeus
O último número da revista «Dossiers d'Archéologie», que é possível comprar nas bancas do nosso país, é dedicado aos indo-europeus, tema de maior importância já que, como é referido na capa, trata da origem dos povos da Europa. Esta edição tem como objectivo explicar o estado actual das pesquisas, cruzando a linguística, a arqueologia, a história das religiões e a biologia. Críticas à parte, é sempre bom ver o regresso de um assunto que muitos têm tentado "esquecer". Um assunto ao qual há que regressar...
domingo, 21 de março de 2010
Ai Timor
Nunca gostei muito de falar deste assunto, já que Timor continuou um tema sacrossanto, o que impedia qualquer discussão séria. Foi por isso que decidi reproduzir aqui o que li no suplemento «Actual» do «Expresso» de ontem, onde o historiador José Mattoso diz, sobre Timor, que a sua desilusão "é com a administração da ONU e com o dinheiro que gasta com funcionários", criticando também "um grande número de ONG. A ajuda humanitária é uma fraude em termos gerais. Evidentemente que há gente muito generosa e competente, mas grande parte dessas organizações só serve para dar empregos" e afirmando mesmo: "Dá a impressão que ficam contentes cada vez que há uma catastrofezinha. É um bocado cínico dizer isto, mas infelizmente acho que é verdade."
sábado, 20 de março de 2010
Saudades de uma blogosfera
sexta-feira, 19 de março de 2010
Céline no «Ípsilon»

A propósito da republicação da "Viagem ao fim da Noite", que referi aqui, o «Ípsilon» dedica hoje duas páginas a este mestre das letras francesas, que incluem a curiosa história de quando António Lobo Antunes, ainda adolescente, escreveu a Céline e este lhe respondeu. Não resisto a repoduzir aqui a opinião do escritor português sobre a escrita de Céline: "Aquilo é tudo uma novidade visceral. Mas depois o que é que o Eduardo [Prado Coelho] dizia? Que a sua prosa era viscosa, que aquilo era uma coisa horrorosa, nojenta quase comparada a fezes ou a tripas. Não é nada disso. Aqueles livros, toda a obra dele, mesmo os grandes delírios finais, em que ele já estava diminuído, são epopeias líricas."
quinta-feira, 18 de março de 2010
“Aquela máquina!”

quarta-feira, 17 de março de 2010
A orquestra do Titanic
Alix com o «Público»
O jornal «Público» iniciou hoje a distribuição de mais uma colecção de banda desenhada, em parceria com a ASA. Desta vez trata-se de Alix, de Jacques Martin, último dos representantes da escola de Bruxelas, falecido em Janeiro deste ano. O primeiro volume é "Alix o Intrépido", ao qual se seguirão mais quinze, sempre às quartas-feiras.
A Guerra de Hoje
“Estado de Guerra” não colheu grande adesão do público quando estreou, no ano passado, mesmo apesar do aplauso da crítica. Foram as nomeações para os Óscares, incluindo o de Melhor Filme, que despertaram as atenções para este filme de guerra realizado por Kathryn Bigelow. Foi desde logo apontado como favorito ao lado do sucesso comercial “Avatar”, de James Cameron, curiosamente ex-marido da realizadora. Este duelo entre o campeão de audiências, recheado de efeitos especiais, e o semi-independente, que se debruça sobre a tensão da guerra, acabou por ter um desfecho justo – a vitória de “Estado de Guerra”, que com esta arrebataria seis estatuetas douradas, de entre as nove categorias para as quais havia sido nomeado. [continua na secção CineMais da edição desta semana de «O Diabo»]
terça-feira, 16 de março de 2010
sábado, 13 de março de 2010
Apresentação da Plataforma per Catalunya às eleições catalãs
quarta-feira, 10 de março de 2010
Manuel Cavaleiro de Ferreira (II)
Recebi, ontem, um comentário ao post que escrevi sobre Manuel Cavaleiro de Ferreira, mais concretamente sobre o seu filho, que conheci e infelizmente já não se encontra entre nós.O comentador colocou uma questão pertinente sobre a localização da página que Manuel Cavaleiro de Ferreira (filho) havia dedicado, até aos seus últimos dias, à memória do pai. O que aconteceu é que a página foi desactivada devido à compra da Geocities pela Yahoo!. No entanto, felizmente, houve quem se preocupasse em preservar todos esses conteúdos que corriam o risco de desaparecer. Foi o que aconteceu com a geocities.ws, por exemplo. A página recuperada está, assim, disponível em: http://www.geocities.ws/mcavaleirof/. Ao leitor, resta-me agradecer o comentário, que motivou esta actualização do blog.
terça-feira, 9 de março de 2010
Scorsese alinhado
Quando penso em Martin Scorsese, ocorrem-me prontamente os magistrais “Taxi Driver” (1976), “Touro Enraivecido” (1980), ou “Tudo Bons Rapazes” (1990). Este realizador fez também filmes menos bons e alguns maus, surpreendendo recentemente com o excelente “The Departed – Entre Inimigos” (2006), que lhe valeu finalmente o óscar injustamente tardio. Mas, foi a pensar nas obras-primas que fui ver “Shutter Island”, com as expectativas bem altas. O resultado foi uma queda e pêras... [continua na secção CineMais da edição desta semana de «O Diabo»]
segunda-feira, 8 de março de 2010
Professor atento
Estão elas, a saber, no n.º 26 do jornal «IdentidaD», sobre a questão da possessão portuguesa de Ceuta, e no n.º 46 de »La Nouvelle Revue d'Histoire», nomeadamente no dossier sobre a Napoleão e a Europa, cuja falta de referência ao nosso país já havia notado aqui.
quinta-feira, 4 de março de 2010
“Casariam com um português?”
Um amigo francês enviou-me este extracto de um programa de 1979 muito interessante. Das várias perguntas a três raparigas autóctones sobre a imigração e os imigrantes em França, chamo a atenção para as seguintes:
“– Casariam com um português ou um italiano?
– Sim.
– E com um árabe?
– Não.”
quarta-feira, 3 de março de 2010
Ainda Jean-Claude Valla

De saudar, ainda, o obituário publicado ontem no semanário «O Diabo», excepção honrosa na imprensa nacional.
IdentidaD n.º 26
Riccardo Marchi em entrevista

A edição desta semana d'«O Diabo» traz uma entrevista muito interessante com o historiador italiano Riccardo Marchi, autor do livro “Império, Nação, Revolução. As direitas radicais portuguesas no fim do Estado Novo (1959-1974)” lançado oficialmente há dias. As primeiras questões são sobre a dura recensão crítica da obra deste investigador do ICS publicada numa edição anterior do jornal. De seguida, falou do seu trabalho de pesquisa, nomeadamente das várias entrevistas com destacados militantes e dirigentes da direita revolucionária da altura. Dessa experiência disse: “Gostei dos depoimentos deles e fiquei com a vontade de os interrogar mais a fundo, ultrapassando finalmente as omissões iniciais. Como historiador, e como homem, teria ficado muito mais decepcionado em ouvir uma ladainha de arrependimentos, justificações, mea culpa. Não foi o caso, com nenhum deles.” Por fim, anunciou que em breve lançará um sítio na internet sobre o tema e solicitou a colaboração dos que participaram directamente naqueles acontecimentos.
terça-feira, 2 de março de 2010
Dos nacionalismos
Um deserto
“Homens que Matam Cabras só com o Olhar” podia ser o título de um filme afegão concorrente ao festival de cinema sobre transumância de Tashkent. Se assim fosse, nada havia a estranhar. Tratando-se de uma produção americana é, no mínimo, de desconfiar. Mas o elenco recheado de bons actores pode iludir. Os que caiem na esparrela – como eu –, são martirizados por hora e meia de uma penosa tentativa de comédia. E o pior de tudo é que o humor quando não tem graça é muito triste. [continua na secção CineMais da edição desta semana de «O Diabo»]
segunda-feira, 1 de março de 2010
Viagem para o Miguel
Há muito que o Miguel Vaz me perguntava onde podia comprar a "Viagem ao Fim da Noite" do Céline, esse mestre das letras francês que é uma referência maior para ambos. Nem de propósito, uma das primeiras edições da recém-criada Babel foi a republicação desse livro através da sua chancela Ulisseia. Pode ser que uma notícia destas o traga de volta à Blogosfera, onde tanta falta faz.












