sábado, 17 de abril de 2010

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Pierre-Olivier Sabalot em entrevista

Tendo por base em dois posts desta casa, publiquei na edição desta semana do semanário «O Diabo» um artigo sobre a situação explosiva na África do Sul intitulado “O lado negro do arco-íris”. Para aprofundar esta questão, fugindo aos lugares-comuns e aos iluminados do costume, aconselho a leitura de duas entrevistas com Pierre-Olivier Sabalot. Este professor francês, que leccionou na África do Sul, é o autor da excelente obra bibliográfica “Verwoerd. Le Prophète assassiné”, publicada pelas éditions du Camas, em 2009, sobre este tão incompreendido primeiro-ministro, habitualmente chamado “pai do Apartheid”, assassinado em pleno parlamento em 1966. A primeira tem por título “A morte da sentinela”, foi feita por Christian Bouchet e está traduzida em português no No-Media.info. A segunda, “A nova África do Sul ou o fracasso da sociedade multi-racial”, em francês, é mais longa e está disponível no Altermedia.

Renaissance Européenne n.º 83

No último número do órgão trimestral da associação Les Amis de la Renaissance Européene e da Terre et Peuple - bannière Wallonie, com sede em Bruxelas e dirigida por Georges Hupin, podemos encontrar artigos de Lionel Franc, François-Xavier Robert, P. J. Dunbar, uma recensão à revista «Terre et Peuple» e ainda algumas breves da actualidade e notícias sobre as actividades da associação.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Uma história americana

Os americanos adoram histórias inspiradoras, enternecedoras e bastante cor-de-rosa. De preferência sobre situações fora do comum onde, contra todas as expectativas, tudo corre extraordinariamente bem. Lições de vida prontas a servir de exemplo prático do sonho americano. É isso que é “Um Sonho Possível”. É uma história americana, mais concretamente da América conservadora dos estados do Sul.

Parece outra historieta inverosímil, até mesmo fantasiosa, mas não. O filme é baseado no livro “The Blind Side: Evolution of a Game”, escrito pelo jornalista Michael Lewis, que conta a história real da família Tuohy que adoptou, caridosa e cristãmente, um jovem negro de 16 anos que nunca conheceu o pai e foi retirado muito novo à sua mãe toxicodependente. Apoiando-o nos estudos feitos num colégio privado e iniciando-o no futebol americano, levaram-no a uma bolsa de estudo desportiva universitária que lhe proporcionou a entrada como nova estrela numa equipa da National Football League. [continua na secção CineMais da edição desta semana de «O Diabo»]

Dia d'O Diabo

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Sobre a "Ressurreição"

Como falei aqui da "Ressurreição", faz todo o sentido republicar o excelente post que o VL colocou em devido tempo no defunto (blogosfericamente) Jantar das Quartas.

A 'Ressurreição' foi escrita por Diogo Pacheco de Amorim e musicada por José Campos e Sousa durante o 'Verão Quente' de 1975, num momento de grande vontade combativa e de alguma esperança, nas vésperas de uma tão desejada insurreição civil e militar contra o poder comunista-esquerdista secretariado pela ala radical do MFA, que então dominava Portugal.

Não quis a História que acontecesse senão um 'sobressalto rectificador', um bem preparado, preventivo e vitorioso contragolpe dos militares ainda fiéis à disciplina, perante a sediciosa sublevação de várias unidades de paraquedistas, abandonadas pelos seus oficiais, revoltadas e manipuladas pela extrema esquerda, da acção de alguns grupos de bandidos armados e a eventualidade da adesão de outras unidades dominadas pela esquerda revolucionária ou pelo PCP, em 25 de Novembro de 1975.

Não se tendo verificado o levantamento nacional verdadeiramente patriótico e libertador de que o hino deveria ser um dos símbolos, ele não deixou, porém, de ser muito celebrado e logo cantado, não só entre os grupos exilados em Espanha como nas redes de patriotas organizados em Portugal - que o receberam através de milhares de 'cassettes'. Naturalmente, permaneceu como uma marcha de Esperança, uma bela expressão da indomável vontade de combater por um Pátria "acordada, da morte esquecida", uma 'centelha' que persiste em brilhar nas 'trevas da noite'; Não é por acaso que a letra é uma expressão poética e épica de um reencontro de Portugal consigo próprio, a celebração de um imperioso "quebrar de cadeias', apontado ao futuro. E muito acentuada pelo tom alegre, exaltante claro e afirmativo de uma música plena de ritmo que anima e entusiasma.

Num quadro da aparente 'normalização', depois do 25 de Novembro de 1975, as novas gerações enfrentavam, todavia, os mesmos fantasmas do 'Verão Quente' de 75 nos liceus e universidades. Reinava uma literal ditadura da esquerda marxista, assente não só nos programas, mas na coacção física exercida por grupos partidários e irregulares. Violenta e imediata era a resposta a quem contestasse o sentido da "revolução", a legitimidade da 'autoridade democrática' e as (im)próprias formas actuação da esquerda dominante - que feriam o mais elementar pluralismo. Entretanto, a celebração do Dia de Portugal foi suprimida, perante pública indiferença geral. Era praticamente proibido, celebrar e evocar Portugal e a Nação Portuguesa como Valores superiores, permanentes, e disso fazer um acto político.

Nesse contexto o Movimento Nacionalista, lançou activamente uma ofensiva enérgica, a partir de um núcleo de militantes que tinha crescido entre a juventude do Partido do Progresso e se desdobrou nos dois lados da fronteira durante o crítico 'Verão Quente'. Por si só, aliado, ou apoiando outros grupos de jovens patriotas ou independentes, o MN expandiu-se activamente e não se limitou à luta de libertação patriótica nas escolas. Porque havia um sentido maior e preciso nos objectivos propostos, porque obedecia a um sentido nacional, resistiu e lutou contra a suspensão do 10 de Junho - Dia de Portugal e trouxe para a rua, derrotando também o "General Verão", toda a juventude e todos os portugueses que quisessem fazer do 10 de Junho uma jornada de afirmação portuguesa, acima de qualquer sectarismo. Com símbolos próprios.


A 'Ressurreição' tornou-se então o hino do Movimento, cantado na rua, em todas as reuniões, nos acampamentos e nos convívios urbanos. Uma decisão legítima e adequada uma vez que o espírito da "Ressurreição" era exactamente o daqueles dias. De facto, todos sentiam que a "Ressurreição" fora criada, afinal, para os jovens nacionalistas, nem mais. E tornou-se também um desafio cantá-la abertamente, um sinal de renovação, num país cansado e enganado. As maiores manifestações patrióticas, realizadas na Av. da Liberdade e nos Restauradores durante os anos 80, entoaram a "Ressurreição" apoiadas por aparelhagens sonoras mais eficazes. E o hino-marcha vulgarizou-se.

Houve, entretanto, quem pensasse em alterar a letra para obedecer a circunstãncias novas, numa perspectiva 'utilitária', e 'funcional'. Nada disso é legítimo e admissível. A identidade de uma obra, não se manipula, renova-se em novas criações. A integridade de um hino, da sua música e da sua letra, é o que o torna único, uma memória viva, registo de uma intenção, que, apesar de datada, continua a designar um Destino. Isso é o que vale, e nada disso mudou. Restam as contingências da acção política, mas isso já é uma outra história.

VL

Ressurreição: o nosso hino

É uma Pátria quebrando cadeias,
É um silêncio que volta a cantar,
É um regresso de heróis às ameias,
Da cidade que volta a lutar.

É um deserto que vemos florir,
É uma fonte jorrando de novo,
É uma aurora que volta a sorrir
Nos olhos cansados do Povo.

E já ardem bandeiras vermelhas,
Nos campos há gritos de guerra,
Nas trevas da noite há centelhas,
Das rosas em festa da terra.

Canta o vento nos trigos doirados,
Dançam ondas à luz das fogueiras,
E nas sombras guerreiros alados
Erguem espadas entre as oliveiras.

É uma Pátria de novo sagrada,
Acordada da morte esquecida,
Vitória da nova alvorada:
Lusitânia em giesta florida.


Letra de Diogo Pacheco de Amorim
Música de José Campos e Sousa

A festa do PNR


A festa do 10.º aniversário do PNR que decorreu no passado sábado foi excelente. O local era óptimo e dezenas militantes acorreram com as respectivas famílias, o que tornou este evento num encontro como nunca antes havia visto no nosso país. Beneficiando do espaço, foi possível ter várias bancas com artesanato, produtos alimentares, livros, revistas, entre outros, bem como um palco onde discursou o presidente do partido actuou o José Campos e Sousa.

Esses para mim foram os pontos altos deste encontro. Em primeiro lugar, gostei especialmente das palavras do meu amigo e camarada José Pinto-Coelho. Principalmente quando elogiou os anteriores presidentes – já que considero que quem foi presidente do PNR, apesar de qualquer divergência, merece o meu respeito e agradecimento – e quando traçou uma breve história do partido. Dividiu-a em três fases: a da "fundação", que corresponde ao período de criação do PNR; a da "projecção", que corresponde a da grande visibilidade do PNR para o exterior; e a da "maturidade", a actual, que corresponde a um período de organização e solidificação interna.

Por fim, não posso deixar de me congratular por ter cantado em conjunto a "Ressurreição", música sobejamente conhecida dos nacionalistas, que em breve será adoptada como hino oficial do PNR, segundo informou o presidente do partido.

O último comentário vai para a imprensa. O único órgão que se dignou aparecer foi a TVI, mas como nada relatou, fica a ideia de que a "extrema-direita" só é notícia quando há confrontos ou bizarrias. Neste caso, onde decorreu uma festa agradável, em família e que se pautou pela organização, já não interessa. Este é um critério "jornalístico" que deixo à consideração de cada um...

IdentidaD n.º 27

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Revista Tintin (I)


No ano passado disse aqui que ia partilhar nesta casa parte das pilhas de banda desenhada antiga (entre outras) que recebi por herança. Depois de ter iniciado a série de posts com cadernetas de cromos, começo aqui uma pequena série dedicada à revista semanal «Tintin - Le Journal des Jeunes de 7 a 77 ans», da qual tenho cerca de uma dúzia de exemplares.

Esta é a capa do n.º 35, de 2/9/1959, que na última página publicava a aventura "Tintin no Tibete". Para além do nosso repórter, a revista publicava várias histórias, na sua maioria em banda desenhada, para ir seguindo em cada número, bem como notícias e passatempos.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

O lado negro do arco-íris

Como disse no post anterior, a situação actual da África do Sul é desastrosa. No entanto, é sempre melhor fundamentar da melhor maneira tais afirmações, para evitar os habituais mimos (diga-se que insultos como "racista" e "fascista" não passam normalmente de fugas a debates incómodos). Assim, recorri à publicação do vídeo de uma reportagem televisiva francesa que demonstra o afirmado.

Neste trabalho isento, é de salientar a situação de miséria em que se encontram muitos brancos sul-africanos na sequência da imposição pelo governo do ANC de quotas raciais que dão preferência a negros em muitos empregos. Mas essa situação de miséria atinge também vários negros. É esclarecedor ouvir duas mulheres negras afirmarem que o governo actual só se preocupa com os ricos e mesmo que a situação que se vive hoje é pior que nos tempos do Apartheid. Também a extrema violência diária é focada nesta reportagem. Uma elevadíssima taxa de homicídios (incluindo o de um padre branco que ajudava há anos a comunidade negra mais pobre), de agressões, de violações, entre outros crimes, aliada a uma das mais altas taxas de infectados com o vírus da SIDA, são a face desta tragédia.

Neste cenário tenebroso, a segurança só é possível em verdadeiras "gaiolas douradas", como nos é mostrado pela vida de uma francesa que vive num condomínio de luxo que parece uma verdadeira prisão de alta segurança, com muros altos com arame farpado, guardas armados, cursos especializados de reacção e escolas para os filhos com localização desconhecida para evitar raptos.

Um olhar esclarecedor sobre uma terra onde a violência, as tensões raciais, o crime, a situação económica e social, pioraram de uma forma incrível. Um olhar que mostra a hipocrisia de celebrações fictícias como a da realização de um campeonato do mundo de futebol, num país que nada tem a glorificar perante a crua e dura realidade da situação presente.


O 1148.º fazendeiro

Eugène Terre'Blanche (31/1/1941 – 3/4/ 2010), líder do AWB (Movimento de Resistência Afrikaner), foi o 1148.º fazendeiro a ser assassinado na África do Sul desde a subida ao poder do ANC, em 1994. É um dado importante para perceber a realidade sul-africana de hoje. Mais importante ainda se analisarmos a comparação com dados do passado que faz o africanista Bernard Lugan no seu comunicado, onde refere também o discurso de ódio anti-branco que chega até altos responsáveis do ANC. Mas, é claro que neste inferno que se tornou a África do Sul, não são só os brancos as vítimas. Os dados impressionam e falam por si – mais de cinquenta homicídios diários! Um número superior a vários teatros de guerra contemporâneos.

Não obstante, Terre'Blanche foi a vítima perfeita para os media ocidentais, politicamente correctos. A sua postura, o seu discurso e – melhor ainda – a sua imagem (uniformes e iconografia a fazer lembrar o III Reich) foram ideais para distrair as massas da real situação de um país desastroso. Nada como o fantasma do nazi-fascismo para assegurar a eficácia do ilusionismo mediático.

Apesar destas manobras, às quais podemos juntar a hipocrisia da realização de um campeonato do mundo de futebol para celebrar o sucesso da nação "arco-íris", é cada vez mais difícil escapar à realidade e negar o descalabro vísivel de um país vítima da utopia da diversidade.

Tintin no país dos piratas


Para os apreciadores do mais famoso repórter do mundo, "Tintin au pays des pirates" é um sítio na internet onde é possível encontrar muitos dos álbuns piratas, pastiches e paródias desta personagem incontornável da banda desenhada franco-belga.

terça-feira, 6 de abril de 2010

O Regresso de Mel Gibson

Do surpreendente mundo pós-apocalíptico de Mad Max (1979), Mel Gibson deu o salto para o cinema de acção dos anos 80. Experimentou depois com sucesso a realização, nomeadamente com a excelente incursão histórica “Braveheart” (1995) e, mais recentemente, com “A Paixão de Cristo” (2004) e “Apocalypto” (2006), que geraram certa polémica, tal como algumas das suas acções e afirmações. Agora decidiu regressar ao grande ecrã, infelizmente no que parece uma involução.

“Edge of Darkness”, que em português recebe a tradução livre “Fora de Controlo”, é a adaptação ao cinema de uma mini-série televisiva britânica homónima de 1985. Realizada pelo mesmo Martin Campbell, que depois se tornaria mais conhecido por dirigir duas aventuras do famoso agente secreto James Bond, era um “thriller” ecológico em seis episódios que recebeu vários prémios e foi um êxito junto do público.

Em filme a coisa já não funciona tão bem. O ritmo é bom, mas a história perde muito nesta versão. Tudo tresanda a filme ultrapassado com um cenário actual. [continua na secção CineMais da edição desta semana de «O Diabo»]

Dia d'O Diabo

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Maccarthysmo (II)

Em Dezembro do ano passado, Rod Liddle, colunista do «Spectator», publicou no seu blog, associado ao sítio da revista na internet, um texto intitulado "Benefícios de uma Inglaterra multicultural". Uma afirmação desse texto provocou polémica: "A esmagadora maioria do crime nas ruas, com armas brancas e de fogo, assaltos e crimes de violência sexual em Londres é perpetrada por jovens da comunidade afro-caribenha".

A frase motivou uma queixa à Press Complaints Commission (PCC), que lhe deu seguimento, considerando que havia inexactidão nos dados. Mesmo após o «Spectator» ter apresentado dados para consubstanciar a afirmação, a PCC não retirou a queixa.

Maccarthysmo (I)

"Há hoje em França um ambiente maccarthysta." Quem o afirma é Éric Zemmour, escritor, jornalista e comentador político francês, na sequência da ameaça de apresentação de queixa judicial contra ele por parte de associações anti-racistas e a possibilidade de despedimento do «Figaro Magazine», revista onde é colunista. Na origem de tudo isto está um debate televisivo no Canal+ onde Zemmour, respondendo a quem afirmava que "a polícia apenas pára negros e árabes", disse que "os franceses de origem imigrante são mais controlados que os outros porque a maioria dos traficantes são negros ou árabes". Habitualmente polémico, Zemmour viu-se acusado de ser "racista" por todos aqueles que o querem silenciar. Depois de uma manifestação popular em seu apoio em frente ao jornal «Le Figaro» e de ter escrito uma carta à LICRA, acabou por ver a queixa retirada e o seu lugar assegurado. Seja como for, é mais um episódio da reiterada tentativa de controlo da opinião que vivemos hoje em dia.

O filho como cobaia

A reportagem da televisão norueguesa que partilho abaixo (legendada em inglês) é elucidativa do grau de etnomasoquismo a que certos europeus chegam. Conta a história de um rapaz cujos pais progressistas o matricularam numa escola onde a maioria dos alunos são imigrantes e muçulmanos, para que ele pudesse preparar-se para uma sociedade multi-étnica. Será uma perigosa tentativa de utopia social de uns pais irresponsáveis dispostos a fazer do seu próprio filho cobaia? Obviamente. Como se pode ver no vídeo, a criança não consegue fazer amigos, é agredida, sofre atitudes discriminatórias, racismo anti-branco e bullying (como agora se diz).

É interessante notar como a mãe afirma que todo o seu "conhecimento sobre a sociedade multi-étnica é muito académico" e que não vive realmente nela. Por fim, admite que não pode utilizar o filho no que chama "a sua luta particular por uma sociedade melhor", pois apesar de achar que não é "bom para a integração", diz que "não é bom mandar rapazes à frente para a guerra". Decide, assim, mudar a criança para uma escola onde os alunos são na sua maioria autóctones e as coisas passam a correr bem. Apesar dessa decisão, continua a acreditar na mesma ideologia e reconhece que "é muito estranho, como velha anti-racista, ver que crianças iguais brincam melhor juntas" e que fica chateada porque "se nem as crianças conseguem resolver, como é que os adultos vão conseguir entender-se?"

quarta-feira, 31 de março de 2010

“Império, Nação, Revolução” em linha

O livro “Império, Nação, Revolução. As direitas radicais portuguesas no fim do Estado Novo (1959-1974)”, do historiador italiano Riccardo Marchi, que aconselhei aqui, tem agora um blog “para despertar as memórias das testemunhas e as críticas dos leitores, porque escrever História é sempre uma obra comunitária”. Aqui é possível encontrar um índice detalhado da obra, recensões críticas publicadas na imprensa, uma entrevista com o autor, entre outras informações. Uma óptima iniciativa que espera contributos.

Breve nota sobre as regionais francesas


Não posso deixar de fazer aqui uma breve nota aos resultados das eleições regionais francesas, marcadas pela abstenção e a derrota de Sarkozy. Sobre a vitória da esquerda, é de notar que isso não corresponde a uma vitória do PS, como muito bem notou Éric Zemmour numa das suas crónicas radiofónicas. Passando à extrema-direita, apesar de o FN continuar uma das principais forças políticas francesas, ter tido uma votação relevante, passando à segunda volta em 12 regiões e conseguindo mais de cem eleitos, é preciso ter atenção a certos exageros em cantar vitória, como muito bem analisou a revista «Marianne». As outras candidaturas de extrema-direita resultaram num total fracasso. A lista a que me referi aqui, por um dos cabeças-de-lista ser amigo meu, não chegou aos dez mil votos na primeira volta. Nos outros casos, há a destacar o resultado ínfimo de Jacques Bompard, que se apresentava como um rival de Jean-Marie Le Pen em PACA, e o resultado expressivo da sua filha Marine Le Pen, mais que provável sucessora na presidência do partido.

Nova cultura

Esta expressão resumia o combate cultural empreendido pelo GRECE na década de 70 do século passado, naquilo que considerava um “gramscianismo de direita” e que foi uma inspiração para uma forma de agir contra a ditadura de uma esquerda que se apropriou da área cultural. No trabalho contínuo contra essa imposição, há que actuar sempre em vários campos, estar atento e apoiar as iniciativas que para tal contribuam.

Vem isto a propósito das duas páginas culturais que o reformulado «O Diabo» nos oferece semanalmente. Na edição de ontem, para além de uma coluna de sugestões de televisão e a minha de cinema, é de destacar as “Munições”, de Henrique Afonso, na qual é de notar a referência, entre outras, ao livro de Alain de Benoist “Demain, la décroissance ! Penser l'écologie jusqu'au bout”, e na rubrica sobre livros, de Hugo Navarro, um apontamento sobre a proibição do “Mein Kampf” na Rússia.

terça-feira, 30 de março de 2010

Alice em 3D

Sou um incondicional de Tim Burton, tinha que o dizer. Desde que me maravilhei com “Beetle Juice” (1988), continuei a surpreender-me com “Eduardo Mãos de Tesoura” (1990) e até “Marte Ataca!” (1996), que muitos atacaram na crítica. Sempre genial e inventivo, mais recentemente, depois do deslize do remake de “O Planeta dos Macacos” (2001), voltou aos grandes filmes como “O Grande Peixe” (2003) e “Sweeney Todd” (2007).

Desta vez, espera-nos um “family Burton” contratado pela Disney, num registo que deu os primeiros passos em “Charlie e a Fábrica de Chocolate” (2005). Quer isto dizer, apesar de algumas pitadas, o realizador sai do seu dark característico e se torna mais aceitável. [continua na secção CineMais da edição desta semana de «O Diabo»]

Dia d'O Diabo

segunda-feira, 29 de março de 2010

Para o Rodrigo


Ontem passaram seis anos da partida do Rodrigo Emílio (18/2/1944 — 28/3/2004) e hoje lembrei-me que em tempos lhe dediquei um poema, porque ele estará sempre connosco.

La Nouvelle Revue d'Histoire n.º 47

Nas bancas do nosso país está disponível o número 47 de «La Nouvelle Revue d'Histoire», revista de referência de leitura obrigatória. O tema central desta edição é “1940: Do Desastre à Esperança”, com um dossier onde podemos encontrar artigos de Dominique Venner, Philippe Conrad, François-Georges Dreyfus, Jean Mabire, Thierry Buron, Stéphane Courtois e Antoine Baudoin. Destaque ainda para excelente entrevista sobre “O Mistério Céline” com François Gibault, o principal biógrafo do escritor francês, e os artigos “A política segundo Christine de Pizan”, de Bernard Fontaine, “Um virtuoso chamado Chopin”, de Jean-François Gautier, “Rebatet: um anarco-fascista no cinema”, de Norbert Multeau, “A Guerra da Argélia revisitada”, de Dominique Venner e a entrevista com Philippe Alméras sobre Montherland. Como habitualmente, temos a crónica de Péroncel-Hugoz, desta vez sobre Out-el-Kouloub, uma aristocrata egípcia face a Nasser, e as secções do costume, com destaque para a dos livros publicados, na qual há a destacar a crítica de Bernard Fontaine à mais recente obra de Sylvain Gouguenheim “Regards sur le Moyen Âge”.

domingo, 28 de março de 2010

Imigração e criminalidade

Na entrevista publicada na edição de ontem do «Expresso» a Carlos Figueira, procurador da Unidade Contra o Crime Especialmente Violento do DIAP de Lisboa, há uma questão muito importante a destacar. Pergunta o jornalista:“Há alguma relação entre imigração e crime violento?” Ao que o procurador responde: “Tenho a nítida sensação que sim. Há um pingue-ponge entre Portugal e o Brasil de pessoas que são procuradas e vêm para cá, cometem crimes e voltam para o Brasil.” Explica depois por que o nosso país é tão apetecível para os criminosos brasileiros, “entram com um visto de turista para 90 dias e deixam-se ficar em situação ilegal. O Estado português pode ter de optar por filtragem maior.

A propósito destas declarações, lembrei-me do caso de António Ramos, presidente do Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP), que depois de fazer afirmações como “o aumento da criminalidade em Portugal deu-se com a abertura das fronteiras” foi aposentado compulsivamente.

Será que Carlos Figueira também sofrerá represálias pelo afirmado? Improvável. A versão cor-de-rosa, politicamente correcta, já não pega.

sábado, 27 de março de 2010

PxC em marcha

No passado dia 13 de Março, decorreu em Barcelona a apresentação da candidatura da Plataforma per Catalunya (PxC) às eleições autonómicas catalãs. Josep Anglada, que na foto celebra junto aos restantes cabeças-de-lista, contou com o apoio de vários representantes internacionais e com a presença de cerca de 800 pessoas. Esse acto público foi coberto por vários meios de comunicação social, sendo possível ver a mais completa reportagem televisiva aqui.

Todo o esforço deste partido identitário, que faz um trabalho sério e conta já com vários eleitos locais, parece que será justamente recompensado nas eleições ao parlamento catalão. Segundo uma sondagem revelada numa notícia do jornal «El Periódico de Catalunya», 24% dos inquiridos afirma que poderia votar na PxC e 48% considera que a imigração é prejudicial para o país.

Os Indo-Europeus (II)

Este é outro óptimo livro para a introdução ao tema dos indo-europeus. Da autoria de Bernard Marillier, foi publicado pelas edições Pardès em 1998. Como é característica da colecção "B.A.-BA", é uma síntese com um estilo acessível e bastante ilustrada.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Criminalidade (afinal) continua a aumentar

A manipulação de números é um dos pratos fortes do ilusionismo político, já o sabemos. É por isso que merece destaque a notícia do «Público» de hoje que nos diz que "os dados ontem disponibilizados pelo Governo, através do Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) de 2009, desmentem as declarações do ministro da Administração Interna e do secretário-geral de Segurança Interna". Não é com cosmética que se trava a crescente criminalidade e o consequente sentimento de insegurança generalizado. Haja seriedade para com os cidadãos, respeito para com as forças de segurança e coragem para actuar!

Erro de pronúncia


Ouvi um jornalista no rádio pronunciar o nome do clube espanhol Getafe à alemã, ou seja com o som "gue", e lembrei-me de um post do Bic Laranja, que se referia a este erro que alastrou no nosso país, a quem pilhei a imagem (com a devida vénia). Há muita falta de instrução... primária!

quinta-feira, 25 de março de 2010

Os Indo-Europeus

Depois do academicamente reconhecido "L'indo-européen", Jean Haudry, então professor na Universidade de Lyon III, onde fundou e dirigiu o Instituto de Estudos Indo-europeus, escreve uma obra que iria gerar controvérsia. Trata-se de "Os Indo-Europeus", livro publicado pela PUF, na colecção "Que sais-je ?", em 1981, que teve três edições esgotadas e foi traduzido em várias línguas, incluíndo o português. No nosso país, foi publicado pela Rés Editora, na colecção "Cultura Geral", com tradução de Dina Osman. A obra, que foi criticada pela localização do habitat original dos indo-europeus e a caracterização do seu tipo físico, continua a ser uma referência nesta matéria e uma óptima síntese para introdução ao tema.

i agora?

Sempre atento à imprensa, às suas transformações e ao seu desenvolvimento, não deixei de referir aqui o aparecimento do jornal «i». Da mesma maneira, não posso deixar referir a notícia que dá conta da intenção do Grupo Lena de pôr este recém-aparecido e bastante inovador jornal à venda, devido à enorme dívida do grupo. Perante a falta de interesse aparentemente manifestada pelos grandes grupos de media nacionais, será que o «i» está condenado a uma vida curta?

«JL» com nova imagem

Por ocasião dos trinta anos de existência, o «Jornal de Letras» saiu hoje com um novo design, que cheira um pouco a «Courrier Internacional» e a «Ípsilon». Devo dizer que está muito melhor, clean – como se diz na gíria – e agradável. Se bem que não era difícil, já que o anterior era de fugir. Uma das boas novidades é a substituição do logótipo. O pavoroso vermelho e preto deu agora lugar a um inspirado no primeiro, da autoria de João Abel Manta. Ainda bem, mas porque não regressar, simplesmente, a esse original? Enfim, concordâncias ideológicas à parte, é de louvar a sobrevivência de um jornal cultural nesta terra, mesmo que isso apenas seja possível por estar integrado num grupo como a Impresa.

quarta-feira, 24 de março de 2010

O indo-europeu


Esta é a capa do livro "L'indo-européen", de Jean Haudry, publicado na colecção "Que-sais-je ?", da PUF, a que me referi aqui, e do qual tenho a segunda edição, de 1984. É uma obra essencial para a compreensão da origem das línguas indo-europeias. A introdução começa por nos dar uma resposta breve à questão: o que é o indo-europeu? "É uma língua - não atestada - da qual é necessário postular a existência para explicar as concordâncias, numerosas e precisas, que encontramos na maior parte das línguas da Europa e várias línguas da Ásia."

Os indo-europeus e Jean Haudry

Na revista «Dossiers d'Archéologie» que referi aqui, nomeadamente no artigo de Jean-Paul Demoule intitulado "Dois séculos à procura dos indo-europeus", há uma referência ao Prof. Jean Haudry. Na página 12, é dito: "Os anos 1970 viram também, singularmente em França, o ressurgir das teorias raciais sobre os indo-europeus, sob a forma da efémera Nouvelle Droite, acompanhados da ressurreição do berço original nórdico proposto por G. Kossinna. Esta tese foi nomeadamente defendida pelo linguista Jean Haudry, membro do Front National, que se apoiou em particular nas publicações de Hans Günther, o principal raciólogo do III Reich. No entanto, a arqueologia mostra claramente que nenhum movimento de população alguma vez partiu do da Europa do Norte; pelo contrário, estas regiões foram povoadas tardiamente, e em grande parte colonizadas pelos agricultores neolíticos vindos do Próximo Oriente."

De notar que esta crítica se pode enquadrar num cuidado especial que a revista tem com a questão do tipo físico dos indo-europeus, apesar de os artigos sobre genética das populações e antropologia biológica serem bastante interessantes. Seja como for, voltando ao Prof. Haudry, convém referir que, apesar desta passagem, o nome dele aparece na bibliografia do artigo "A língua dos indo-europeus?", de Gabriel Bergounioux, a propósito do livro "L'indo-européen", publicado na colecção "Que-sais-je ?", da PUF, que teve três edições esgotadas, sendo a última de 1996. Tal significa o reconhecimento do trabalho deste linguista excepcional.

terça-feira, 23 de março de 2010

Mensageiros

A guerra não é só o combate no terreno. É também tudo aquilo que a rodeia, a retaguarda e as suas consequências. É por isso que “O Mensageiro”, para além de um drama profundo, é um filme de guerra.

O sargento Will Montgomery (Ben Foster) é um herói condecorado, ferido em combate, que regressa do Iraque para descobrir que o exército americano lhe reserva, para os seus últimos três meses de comissão, uma função que não esperava. Cabe-lhe integrar a equipa que notifica familiares mais próximos dos militares mortos no conflito iraquiano. Acompanha o capitão Tony Stone (Woody Harelson), que lhe transmite as regras e procedimentos desta missão, insistindo na necessidade da distância e frieza, nomeadamente quando insiste que não pode haver contacto físico com os notificados. [continua na secção CineMais da edição desta semana de «O Diabo»]

Dia d'O Diabo

segunda-feira, 22 de março de 2010

O regresso dos Indo-Europeus

O último número da revista «Dossiers d'Archéologie», que é possível comprar nas bancas do nosso país, é dedicado aos indo-europeus, tema de maior importância já que, como é referido na capa, trata da origem dos povos da Europa. Esta edição tem como objectivo explicar o estado actual das pesquisas, cruzando a linguística, a arqueologia, a história das religiões e a biologia. Críticas à parte, é sempre bom ver o regresso de um assunto que muitos têm tentado "esquecer". Um assunto ao qual há que regressar...

domingo, 21 de março de 2010

Ai Timor

Timor lembra-me sempre a altura em que grande parte do nosso país andava comovido com essa tragédia longínqua e que qualquer crítica era considerada heresia. Vi, pouco depois, a mobilização de vários portugueses para ajudar a reconstrução desse território. Tive mesmo alguns colegas de trabalho que, com um espírito missionário, foram para lá como professores e não só. As reacções e opiniões deles eram bastante diferentes, mas havia uma coisa que todos referiam: os esquemas e as negociatas nas ajudas.

Nunca gostei muito de falar deste assunto, já que Timor continuou um tema sacrossanto, o que impedia qualquer discussão séria. Foi por isso que decidi reproduzir aqui o que li no suplemento «Actual» do «Expresso» de ontem, onde o historiador José Mattoso diz, sobre Timor, que a sua desilusão "é com a administração da ONU e com o dinheiro que gasta com funcionários", criticando também "um grande número de ONG. A ajuda humanitária é uma fraude em termos gerais. Evidentemente que há gente muito generosa e competente, mas grande parte dessas organizações só serve para dar empregos" e afirmando mesmo: "Dá a impressão que ficam contentes cada vez que há uma catastrofezinha. É um bocado cínico dizer isto, mas infelizmente acho que é verdade."

sábado, 20 de março de 2010

sexta-feira, 19 de março de 2010

Céline no «Ípsilon»


A propósito da republicação da "Viagem ao fim da Noite", que referi aqui, o «Ípsilon» dedica hoje duas páginas a este mestre das letras francesas, que incluem a curiosa história de quando António Lobo Antunes, ainda adolescente, escreveu a Céline e este lhe respondeu. Não resisto a repoduzir aqui a opinião do escritor português sobre a escrita de Céline: "Aquilo é tudo uma novidade visceral. Mas depois o que é que o Eduardo [Prado Coelho] dizia? Que a sua prosa era viscosa, que aquilo era uma coisa horrorosa, nojenta quase comparada a fezes ou a tripas. Não é nada disso. Aqueles livros, toda a obra dele, mesmo os grandes delírios finais, em que ele já estava diminuído, são epopeias líricas."

quinta-feira, 18 de março de 2010

“Aquela máquina!”



Já perdi a conta às vezes que o João nomeou esta casa “blogue do dia”. Um exagero, sem dúvida. Mas um exagero que, por certo, se deve à grande amizade que nos liga. Desta vez achei piada à expressão “Aquela máquina!”, que ele utilizou. Lembro-me perfeitamente desse anúncio da minha infância e do respectivo slogan contagiante. Foi nesse passeio pelas memórias – desculpem-me a (im)possível tradução de walk down memory lane – que, à procura de uma imagem para ilustrar este texto, dei de caras com a história do “Homem da Regisconta”. Aqui fica a ligação para os que queiram recordar, ou para os que queiram conhecer uma daquelas campanhas de publicidade que marcaram uma geração.

quarta-feira, 17 de março de 2010

A orquestra do Titanic

Tenho a mania dos suplementos culturais. Esta constatação vem a propósito de uma excelente crónica de Arturo Pérez-Reverte, escritor espanhol que muito aprecio, que li na revista semanal do «ABC», quando estive em Barcelona. Conclui ele: «Essas modestas páginas culturais que sobrevivem, opinei, servem para não nos resignarmos. Para fazer com que, pelo menos, aos imbecis e aos ignorantes lhes sangre o nariz. Para nos recordar que ainda é possível pensar como gregos, lutar como troianos e morrer como romanos. Para aceitar, por fim, o ocaso de um mundo e o começo de outro no qual não estaremos; e fazê-lo serenos, jogando às cartas no salão cada vez mais inclinado do barco que se afunda, enquanto pelas escotilhas abertas, entre os gritos dos que pensavam ser possível escapar ao seu destino - "O barco era insubmergível", reclamam os imbecis -, soam os compassos da velha orquestra que nos justifica e nos consola.»

Alix com o «Público»

O jornal «Público» iniciou hoje a distribuição de mais uma colecção de banda desenhada, em parceria com a ASA. Desta vez trata-se de Alix, de Jacques Martin, último dos representantes da escola de Bruxelas, falecido em Janeiro deste ano. O primeiro volume é "Alix o Intrépido", ao qual se seguirão mais quinze, sempre às quartas-feiras.

A Guerra de Hoje

“Estado de Guerra” não colheu grande adesão do público quando estreou, no ano passado, mesmo apesar do aplauso da crítica. Foram as nomeações para os Óscares, incluindo o de Melhor Filme, que despertaram as atenções para este filme de guerra realizado por Kathryn Bigelow. Foi desde logo apontado como favorito ao lado do sucesso comercial “Avatar”, de James Cameron, curiosamente ex-marido da realizadora. Este duelo entre o campeão de audiências, recheado de efeitos especiais, e o semi-independente, que se debruça sobre a tensão da guerra, acabou por ter um desfecho justo – a vitória de “Estado de Guerra”, que com esta arrebataria seis estatuetas douradas, de entre as nove categorias para as quais havia sido nomeado. [continua na secção CineMais da edição desta semana de «O Diabo»]

sábado, 13 de março de 2010

Apresentação da Plataforma per Catalunya às eleições catalãs

Hoje à tarde decorrerá em Barcelona a apresentação da Plataforma per Catalunya às eleições catalãs, onde estarão presentes, para além do presidente do partido, Josep Anglada, e dos diversos cabeças-de-lista, representantes internacionais, como: Pierre Vial, presidente da Terre et Peuple, Hilde de Lobel, deputada do Vlaams Belang ao parlamento flamengo, Barbara Bonte, presidente da Vlaams Belang Jongeren, a juventude do VB, Max Bastoni, representante da Lega Nord, Gabriele Adinolfi e onde me caberá representar o nosso país.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Manuel Cavaleiro de Ferreira (II)

Recebi, ontem, um comentário ao post que escrevi sobre Manuel Cavaleiro de Ferreira, mais concretamente sobre o seu filho, que conheci e infelizmente já não se encontra entre nós.

O comentador colocou uma questão pertinente sobre a localização da página que Manuel Cavaleiro de Ferreira (filho) havia dedicado, até aos seus últimos dias, à memória do pai. O que aconteceu é que a página foi desactivada devido à compra da Geocities pela Yahoo!. No entanto, felizmente, houve quem se preocupasse em preservar todos esses conteúdos que corriam o risco de desaparecer. Foi o que aconteceu com a geocities.ws, por exemplo. A página recuperada está, assim, disponível em: http://www.geocities.ws/mcavaleirof/. Ao leitor, resta-me agradecer o comentário, que motivou esta actualização do blog.

terça-feira, 9 de março de 2010

Scorsese alinhado

Quando penso em Martin Scorsese, ocorrem-me prontamente os magistrais “Taxi Driver” (1976), “Touro Enraivecido” (1980), ou “Tudo Bons Rapazes” (1990). Este realizador fez também filmes menos bons e alguns maus, surpreendendo recentemente com o excelente “The Departed – Entre Inimigos” (2006), que lhe valeu finalmente o óscar injustamente tardio. Mas, foi a pensar nas obras-primas que fui ver “Shutter Island”, com as expectativas bem altas. O resultado foi uma queda e pêras... [continua na secção CineMais da edição desta semana de «O Diabo»]

Dia d'O Diabo

segunda-feira, 8 de março de 2010

Professor atento

O olho clínico do meu amigo Humberto Nuno de Oliveira, historiador e professor universitário, não deixou passar duas falhas em publicações que aqui recomendo regularmente. Respondeu pronta e devidamente, pelo que se espera a respectiva publicação.

Estão elas, a saber, no n.º 26 do jornal «IdentidaD», sobre a questão da possessão portuguesa de Ceuta, e no n.º 46 de »La Nouvelle Revue d'Histoire», nomeadamente no dossier sobre a Napoleão e a Europa, cuja falta de referência ao nosso país já havia notado aqui.

quinta-feira, 4 de março de 2010

“Casariam com um português?”



Um amigo francês enviou-me este extracto de um programa de 1979 muito interessante. Das várias perguntas a três raparigas autóctones sobre a imigração e os imigrantes em França, chamo a atenção para as seguintes:

“– Casariam com um português ou um italiano?
– Sim.
– E com um árabe?
– Não.”

quarta-feira, 3 de março de 2010

Ainda Jean-Claude Valla

Jean-Claude Valla e Pierre Vial num seminário da Terre et Peuple

Sobre o malogrado Jean-Claude Valla, foi com grande satisfação que vi a minha singela homenagem reproduzida no Euro-Synergies, que publica também uma bibliografia deste historiador. Refira-se que entre nós apenas foram traduzidas duas obras de Valla: "Novas luzes sobre os mundos fenício, cartaginês e romano (sem a França)", integrada no tomo 2 de "As Grandes Descobertas Arqueológicas do Século XX", e "A Civilização dos Incas", volume da colecção "As Grandes Civilizações Desaparecidas", ambas publicadas pela editora Amigos do Livro.

De saudar, ainda, o obituário publicado ontem no semanário «O Diabo», excepção honrosa na imprensa nacional.

IdentidaD n.º 26

O último número do jornal «IdentidaD», disponível nas bancas espanholas, refere mais uma vez o nosso país com uma notícia sobre a aprovação do casamento homossexual em Portugal, da minha autoria, e uma nota sobre a IV Convenção Nacional do PNR.

Riccardo Marchi em entrevista


A edição desta semana d'«O Diabo» traz uma entrevista muito interessante com o historiador italiano Riccardo Marchi, autor do livro “Império, Nação, Revolução. As direitas radicais portuguesas no fim do Estado Novo (1959-1974)” lançado oficialmente há dias. As primeiras questões são sobre a dura recensão crítica da obra deste investigador do ICS publicada numa edição anterior do jornal. De seguida, falou do seu trabalho de pesquisa, nomeadamente das várias entrevistas com destacados militantes e dirigentes da direita revolucionária da altura. Dessa experiência disse: “Gostei dos depoimentos deles e fiquei com a vontade de os interrogar mais a fundo, ultrapassando finalmente as omissões iniciais. Como historiador, e como homem, teria ficado muito mais decepcionado em ouvir uma ladainha de arrependimentos, justificações, mea culpa. Não foi o caso, com nenhum deles.” Por fim, anunciou que em breve lançará um sítio na internet sobre o tema e solicitou a colaboração dos que participaram directamente naqueles acontecimentos.

terça-feira, 2 de março de 2010

Dos nacionalismos

É de ler o artigo de Jaime Nogueira Pinto, "Ainda os nacionalismos" publicado na edição de hoje do jornal «i», onde conclui: "Partir desta complexidade histórico-ideológica dos nacionalismos para uma análise maniqueísta, salomónica e dualista do tipo nacionalismo bom - o liberal e de esquerda - e mau - o conservador e de direita - além de acrescentar qualificativos igualmente complexos e polémicos, não parece muito esclarecedor."

Um deserto

“Homens que Matam Cabras só com o Olhar” podia ser o título de um filme afegão concorrente ao festival de cinema sobre transumância de Tashkent. Se assim fosse, nada havia a estranhar. Tratando-se de uma produção americana é, no mínimo, de desconfiar. Mas o elenco recheado de bons actores pode iludir. Os que caiem na esparrela – como eu –, são martirizados por hora e meia de uma penosa tentativa de comédia. E o pior de tudo é que o humor quando não tem graça é muito triste. [continua na secção CineMais da edição desta semana de «O Diabo»]

Dia d'O Diabo

segunda-feira, 1 de março de 2010

Viagem para o Miguel

Há muito que o Miguel Vaz me perguntava onde podia comprar a "Viagem ao Fim da Noite" do Céline, esse mestre das letras francês que é uma referência maior para ambos. Nem de propósito, uma das primeiras edições da recém-criada Babel foi a republicação desse livro através da sua chancela Ulisseia. Pode ser que uma notícia destas o traga de volta à Blogosfera, onde tanta falta faz.