Na revista «Dossiers d'Archéologie» que referi aqui, nomeadamente no artigo de Jean-Paul Demoule intitulado "Dois séculos à procura dos indo-europeus", há uma referência ao Prof. Jean Haudry. Na página 12, é dito: "Os anos 1970 viram também, singularmente em França, o ressurgir das teorias raciais sobre os indo-europeus, sob a forma da efémera Nouvelle Droite, acompanhados da ressurreição do berço original nórdico proposto por G. Kossinna. Esta tese foi nomeadamente defendida pelo linguista Jean Haudry, membro do Front National, que se apoiou em particular nas publicações de Hans Günther, o principal raciólogo do III Reich. No entanto, a arqueologia mostra claramente que nenhum movimento de população alguma vez partiu do da Europa do Norte; pelo contrário, estas regiões foram povoadas tardiamente, e em grande parte colonizadas pelos agricultores neolíticos vindos do Próximo Oriente."De notar que esta crítica se pode enquadrar num cuidado especial que a revista tem com a questão do tipo físico dos indo-europeus, apesar de os artigos sobre genética das populações e antropologia biológica serem bastante interessantes. Seja como for, voltando ao Prof. Haudry, convém referir que, apesar desta passagem, o nome dele aparece na bibliografia do artigo "A língua dos indo-europeus?", de Gabriel Bergounioux, a propósito do livro "L'indo-européen", publicado na colecção "Que-sais-je ?", da PUF, que teve três edições esgotadas, sendo a última de 1996. Tal significa o reconhecimento do trabalho deste linguista excepcional.
































O sempre nosso Rodrigo Emílio faria hoje 66 anos, se ainda estivesse entre nós em corpo, porque em espírito nunca deixará de estar. Óptima ocasião para lembrar que é já no próximo sábado o lançamento da "










