terça-feira, 19 de janeiro de 2010

“bum!”

A coluna “Fogo Amigo” que António Marques Bessa assina semanalmente n'«O Diabo» é realmente um estrondo. Para quem ainda não acompanha, há uma passagem do seu texto de hoje, sobre “Lei e Justiça”, que não resisto a partilhar: “Há uma coisa que eu gostaria de legalizar: armas para todos, mesmo as de calibre de guerra. Por que é isso que aí vem. E eu não quero morrer como um rato velho, numa viela, abatido por um sujeitinho armado, que é um rato muito novo, que só quer a minha carteira. Mas, efectivamente, ele deve perceber que pode ter uma surpresa. E isso é que é bom. Qualquer ministro, nestes casos, pode vir a ter uma surpresa. E isso também é melhor que andar com um colar ao pescoço a provar a sua popularidade e isso fazer bum! quando a popularidade medida estiver em baixo”.

Dia d'O Diabo


domingo, 17 de janeiro de 2010

La Nouvelle Revue d'Histoire n.º 46

A obrigatória «La Nouvelle Revue d'Histoire», dirigida por Dominique Venner, já está disponível nas bancas portuguesas. Este número 46 tem como tema central “Napoleão. O Imperador visto da Europa”, com um dossier onde podemos encontrar uma cronologia e vários artigos e entrevistas a Inglaterra, a Itália, a Espanha, a Alemanha, a Áustria e a Rússia, mas no qual infelizmente falta um sobre Portugal, apesar de na apresentação se referir o nosso país como um dos “resistentes”. Destaque ainda para grande entrevista com o historiador Bartolomé Bennassar sobre a Espanha e a Europa, e os artigos “Mestiçagem, identidade e doce comércio”, de Jean Monneret, “A Herança imensa de Jean-Sébastian Bach”, de Jean-François Gautier, “Metternich, um rei sem coroa”, de Emma Demesteer, entre outros, para além da entrevista com Christian Helmreich sobre a Alemanha dos irmãos Humbolt. Referência especial para o artigo “O tráfico das especiarias e outras lendas históricas”, de Jacques Heers, onde o grande medievalista aponta os excessos das modas na história, nomeadamente as leituras liberais ou marxistas do “todo económico”, afirmando que “a história oficial negligencia a amplitude da guerra dos portugueses contra o islão no oceano Índico”. Como sempre, temos a crónica de Péroncel-Hugoz e as secções habituais.

Uma óptima novidade, especialmente para quem ainda não conhece a revista, é a possibilidade de podermos agora folheá-la online no sítio journaux.fr.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Frase do dia

«Nem a Assembleia, nem o Presidente se perguntam por que razão Portugal recaiu no velho vício do endividamento externo e interno, que lentamente corrompeu a Monarquia Liberal e liquidou à nascença a I República.»

Vasco Pulido Valente
in «Público».

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Indispensável

Nuno Rogeiro fala da "Antologia Poética de Rodrigo Emílio" na última edição da revista «Sábado». Diz que o Rodrigo, "como não se sabe, foi um grande poeta do pequeno Portugal." Refere a editora e o prefácio "subtil e completo" de António Manuel Couto Viana, para terminar assim: "Dizer indispensável é dizer pouco." É de louvar.

Mas há um reparo a fazer; um "pormaior"... Nesta nota, "esquece" o Bruno Oliveira Santos. E não se percebe porquê, já que seria indispensável referir quem organizou a antologia e fez a introdução.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

A África por quem sabe


Bernard Lugan é um africanista francês que incomoda uma certa esquerda (que normalmente demonstra uma ignorância gritante sobre o assunto) e os politicamente correctos do costume, devido ao seu profundo conhecimento da realidade do continente negro e às suas posições livres. Doutorado em História, é professor na Universidade Lyon III, conferencista noutras universidades e leccionou durante onze anos na Universidade Nacional do Ruanda. Colabora em várias revistas, nomeadamente «La Nouvelle Revue d'Histoire» – que costumo referir aqui –, na Radio Courtoisie e é autor de vários livros sobre a História africana, o Ruanda, o Egipto, Marrocos, a colonização, a Guerra dos Boers, os franceses na construção da África do Sul, a Luisiana, entre outros. Das suas obras destacam-se "Pour en finir avec la colonisation", publicado em 2006, e a monumental "Histoire de l'Afrique, des origines à nos jours", publicada no ano passado. Foi também perito no Tribunal Penal Internacional para o Ruanda e dirigiu a revista "Afrique réelle", entre 1993 e 2005, e anunciou recentemente o lançamento de uma revista electrónica, inspirada nessa, intitulada "L'Afrique réelle. La lettre africaine de Bernard Lugan".
Por tudo isto, vale a pena visitar o blog oficial de Bernard Lugan. Para ler e ouvir quem sabe.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Parar o desastre


"O processo ainda pode ser parado", afirmava Vasco Graça Moura no «Público» sobre o (des)acordo ortográfico. Sem dúvida! Não é, por isso, tarde para ler o pequeno mas esclarecedor livro "Acordo Ortográfico: A Perspectiva do Desastre", publicado em 2008 pela Alêtheia, que reúne os artigos do escritor sobre o assunto publicados no «Diário de Notícias» e a sua intervenção na conferência internacional promovida pela Assembleia da República em 7 de Abril de 2007, bem como a publicação do Acordo.

PNR na televisão

Notícia da RTP sobre a IV Convenção Nacional do PNR.

domingo, 10 de janeiro de 2010

PNR renovado

Terminou hoje a IV Convenção Nacional do PNR, sendo reeleito como presidente José Pinto-Coelho, que apresentou uma lista aos órgãos sociais renovada e um projecto estruturado com as linhas de acção para o futuro do partido. Os trabalhos decorreram com elevação, tendo sido apresentadas várias moções e comunicações, havendo debate e espaço para uma importante reflexão interna. Por fim, foi com agrado que vi o acto noticiado no telejornal da RTP (na imagem) e em alguns jornais online.

A nossa moção estratégica

Durante o primeiro dia da IV Convenção Nacional do PNR, ontem, coube-me ler a moção estratégica subscrita por mim e pelos meus amigos e camaradas Humberto Nuno de Oliveira e José Carlos Craveiro Lopes. Foi com grande satisfação que a vimos ser aprovada pelos militantes presentes. Segue-se a eleição de novos órgãos sociais hoje, o segundo dia dos trabalhos.

10 anos de PNR: Balanço de uma década. E depois?

Não venci todas as vezes que lutei;
mas perdi todas as vezes que deixei de lutar!

A concretização de um sonho
O aparecimento do PNR constitui, na altura, a concretização de um sonho para muitos de nós que militáramos antes em diversos movimentos e associações da dita “área nacional”, ou apenas sem qualquer filiação. Costumávamos ser os observadores da ponta da Europa. Habituados a olhar lá para fora e ver a realidade de partidos que não só existiam, de facto, como conseguiam “criar poder”.
Finalmente a oportunidade foi criada com o esforço de alguns que até hoje recusam os louros, como verdadeiros militantes que são. Apesar de todas as divergências, entendemos que o nosso lugar era o mais difícil, isto é, dentro. E nunca o cómodo lugar de “treinador de bancada”, tão crítico como ausente.
Abria-se uma frente política para o nosso combate. E como desertar? Perante a descrença e o desânimo da maioria, avançámos com convicções. Não com as ilusões do partidarismo dos lugares e dos interesses, mas a força dos ideais – hoje tão esquecidos –, que marcam a nossa presença que se afirma pela diferença.

A dura lição do trabalho
Neste árduo percurso, desde logo se notou a falta de uma cultura associativa. A inexperiência e a desconfiança de um mundo ao qual não estávamos a habituados. Um mundo que, aliás, recusáramos durante tanto tempo.
Mas com todas as críticas possíveis, devemos entender os erros desse tempo como parte do processo de amadurecimento e crescimento. O facto de termos tudo contra nós, pode fortalecer-nos como aqueles que nos atacam nunca imaginariam.
Mas isto, claro, se entendermos o nosso combate como uma forma de vida e não como um hobby, uma forma de entretenimento. Ou pior, uma forma de afirmação de nós próprios perante algo ou alguém.

A armadilha da ditadura mediática
Na sociedade do espectáculo em que vivemos hoje é difícil resistir à tentação dos “15 minutos de fama”. Num mundo do imediatismo e do presentismo é muito difícil transmitir uma mensagem de esforço continuado e de combate a longo prazo, depois do fast-food instalou-se o fast doing. Os resultados não aparecerão amanhã, mas o nosso trabalho deve garantir as gerações futuras – essa é a nobreza do nosso combate. A nossa satisfação é apenas o sentimento do dever cumprido e nunca o da recompensa imediata. Somos homens de pé, resistentes pensantes, não animais de circo no carrossel hedonista.
O aparente sucesso da exposição mediática, normalmente guiado pela máxima “fala mal, mas fala de mim” é não só perverso como demasiado prejudicial a longo termo. Numa fase inicial, é irresistível. Queremos que “nos conheçam”, mas na verdade permitimos a outros que nos dêem a “conhecer”. A imagem que passa – e não é mais que isso mesmo, uma imagem – nunca é, obviamente, a que queremos.
Depois de toda essa visibilidade, a queda. Pior, a banalidade, a anedota, a “coisa” estranha e distante, com a qual ninguém se identifica.
E como sair?

A chave: Seriedade
Uma das perguntas recorrentes na nossa área política, aqui e no estrangeiro, é: queremos verdadeiramente ganhar? Para os poucos que respondem que sim, não é preciso lembrar que tal apenas se faz com trabalho, disciplina, probidade e seriedade. Esta atitude é, aliás, a chave da nossa vitória. Devemos ser o exemplo e jamais alvo de opróbrio.
O primeiro passo no nosso caminho somos nós próprios. Se não encarnarmos o nosso ideal, estamos a tentar passar ideias ocas, sem sentido, como que a vender embalagens vazias. Tal pode não ser fácil nos tempos que correm, mas é exactamente nesse esforço e nessa fidelidade que nos tornaremos exemplo a seguir. Não devemos camuflar o que somos ou queremos. Se nos queremos representantes da Nação, não podemos viver num gueto, pois nunca chegaremos aos nossos compatriotas. A única forma de o conseguir é sendo sérios e responsáveis.
Numa altura de inversão de valores, respeitaremos a Tradição. Como escreveu o historiador francês Dominique Venner: “Viver de acordo com a tradição é abraçar os ideais que ela encarna, é cultivar a excelência em relação à sua natureza, reencontrar as suas raízes, transmitir uma herança, ser solidário com os seus. Isto também significa expulsar de nós próprios o niilismo, mesmo que nos sacrifiquemos em aparência às normas práticas de uma sociedade que está escravizada pelo desejo”.

Da política espectáculo à influência política
Recusando a cegueira das luzes da fama aparente, podemos concentrar-nos no importante trabalho de “criação de poder”. Muito foi já feito nas duas últimas eleições a que o PNR concorreu. É disso exemplo a presença de militantes nas mesas de voto e as candidaturas a juntas de freguesia. Mas, como sempre, há muito mais a fazer. Norteados pelo princípio da implantação local, devemos ter como prioridade a real existência de núcleos operativos de militantes na maioria do território nacional, a influência em associações e organizações locais ou de causas transversais, apenas para referir as mais importantes.
Para levar a cabo todo este esforço temos que estar preparados. É necessário iniciar uma preparação interna de quadros, aptos aos desafios de amanhã. Começando dentro das medidas das nossas possibilidades, sem megalomanias, dando prioridade aos dirigentes do partido e militantes mais activos.
Em todo o nosso trabalho fundamentado, que nos levará por fim à desejada influência política, jamais deveremos deixar de ter sempre presentes os nossos objectivos.

O que queremos?
Queremos a vitória das nossas ideias – da nossa concepção do mundo. Não podemos confundir esta nossa vontade com um efémero sucesso eleitoral do partido, ou de uma sigla, embora a devamos igualmente perseguir enquanto partido com base num trabalho estruturado. A nossa via, porém, não é a do imediatismo. A nossa luta é um longo caminho no qual nunca podemos esquecer os pontos-chave: a defesa da nossa identidade étnica, cultural e civilizacional; o combate ao liberalismo e ao mundialismo; a defesa da justiça social e do Ambiente. Propomos ideias adequadas aos tempos modernos, mas ancoradas em valores eternos.
Negrito

O nosso legado
Como militantes, interessa-nos mais o combate que a vitória. Acreditamos nela, mas não precisamos dela para continuar. Como os construtores de catedrais, o nosso mérito é a fidelidade à continuação da obra e a valorização do trabalho conjunto. Não esqueçamos nunca que a História é sempre inesperada e, quando a altura chegar, temos que estar preparados. Como um elo na corrente da perenidade da nossa Nação, aprendemos com os que nos antecederam e passaremos o testemunho aos que nos seguirem. Somos os portadores da chama.

Duarte Branquinho,
secretário da Mesa da Convenção Nacional
Humberto Nuno de Oliveira,
presidente do Conselho de Jurisdição Nacional
José Carlos Craveiro Lopes,
membro do Conselho Nacional

sábado, 9 de janeiro de 2010

A coisa republicana

O Eurico de Barros desmascara bem a propaganda republicana que aí vem a propósito do centenário da coisa, na sua crónica no «Diário de Notícias», com o título "E querem comemorar a carcaça?". A propósito da "ética republicana", lembrei-me de António Marques Bessa, que na sua coluna habitual n'«O Diabo», na passada terça-feira, definia como "a do assassinato justificado pelos últimos fins".

Referendo?

Isso é que era bom! Deviam pensar que os "democráticos" iam confiar uma decisão tão importante para o "progresso nacional", como o casamento entre pessoas do mesmo sexo (para quando a legalização da poligamia?), ao povinho retrógrado e ignorante. É a forma hipócrita como o referendo é encarado hoje, como falei aqui.

Quem disse que a blogosfera morre?

Apesar de sentir falta de alguns blogs que fecharam ou estão suspensos, gosto de ver que continuam a aparecer novidades que prometem é o caso do Mar d'Outubro. Entrada directa para a coluna do lado, bem vindo.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Boas leituras

Robert Steuckers publicou no excelente Euro-Synergies a lista de artigos lidos e a ler na escola de quadros da Synergies Européennes em 2009. Estão divididos em várias áreas (História, Literatura, Filosofia, Economia, Geopolítica, etc.) e entre as revistas referidas contam-se algumas que aconselho aqui regularmente, como a «Terre & Peuple» e «La Nouvelle Revue d'Histoire», por exemplo. Mas houve uma referência que me agradou bastante, foi ao número de Dezembro do «Magazine Littéraire», de que falei aqui. Para além destes, dezenas de óptimos conselhos. Boas leituras!

Para amanhã e depois


quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Releitura de Mário Saa

"Itinerários Romanos do Alentejo — uma releitura de 'As grandes vias da Lusitânia — O itinerário de Antonino Pio', de Mário Saa, 50 anos depois", é o título do livro muito interessante de André Carneiro, docente do Departamento de História da Universidade de Évora, sobre a opus magna deste autor tão polémico. As Grandes Vias de Saa, que lhe ocuparam muitos anos de estudo e pesquisa no terreno foram sempre muito criticadas e o seu valor nunca foi reconhecido. Esta releitura de "As grandes vias da Lusitânia - O itinerário de Antonino Pio", vem finalmente realçar a "grande e inigualável utilidade de As Grandes Vias para o investigador contemporâneo: esquecidas as interpretações fantasiosas, as imprecisões por excesso ou as lacunas na análise crítica, os seis tomos constituem um formidável manancial de informação relativa aos sítios arqueológicos que os marginam".

André Carneiro faz também uma nota biográfica de Mário Saa, mas ao analisar as múltiplas perspectivas de Saa no estudo das vias dá-nos a conhecer melhor alguém que considera "dono de uma vasta cultura geral". Quem lê habitualmente este blog sabe que partilho essa opinião e que considero Saa um visionário em muitos assuntos. É por isso que concluo com a seguinte citação: "De uma forma fulguralmente lúcida para o seu tempo, Saa pressente que o progresso tecnológico está a conduzir à imparável destruição de um mundo milenar, e que se torna necessário, se não salvar — porque tal acontece perante o alheamento de um poder público que, esse sim, estaria capacitado para o fazer — pelo menos registar para o futuro, para que dele sobreviava a memória".

Bourgeon continua

O «Público» distribuiu no ano passado a colecção da banda desenhada de Bourgeon, “Os Passageiros do Vento”, que incluiu um álbum inédito, “A Menina de Bois-Caïman - Livro 1”. Hoje completa essa aventura com a o Livro 2.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

IdentidaD n.º 24

A guerra continua...

Perante a notícia de que, entre Janeiro e Novembro de 2009, foram assassinadas 5318 pessoas no estado do Rio de Janeiro, tendo morrido "29 polícias em serviço e 974 suspeitos em confrontos com os agentes", lembro-me do filme-revelação Tropa de Elite e do seu início: "O Rio de Janeiro tem mais de 700 favelas. Quase todas dominadas por traficantes armados até os dentes. É só nego com TR15, HK, Pistouse e por ai vai. No resto do mundo essas armas são usadas para fazer guerra; no Rio, são armas do crime. Um tiro de 762 atravessa um carro como se fosse papel. É burrice pensar que numa cidade assim, os policiais vão subir favelas só pra fazer valer a lei. Policial tem família, meu. Policial também tem medo de morrer. É por isso que nessa cidade todo policial tem que escolher: ou se corrompe ou se omite ou vai para a guerra".

Hoje

«Get off my lawn!»

Ontem

«Go ahead, make my day.»

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Zentropa em entrevista


O blog Zentropa.info não se assemelha a nenhum outro. Futurista, nacionalista, europeu, combina um grafismo vanguardista com uma linha resolutamente anti-moderna. Entrevista com a equipa editorial.

Porquê «Zentropa»?
O nome tem origem num filme neo-expressionista. Enquanto alguns sobressaltos agitam ainda a Alemanha no crepúsculo da segunda guerra civil europeia, uma companhia de caminhos-de-ferro, Zentropa, recomeça penosamente a circular pelas velhas pátrias, tornando-se símbolo de reconstrução e de uma possível unidade.

Um blog como os outros?
Zentropa é a expressão política de uma falange de camaradas disseminados por vários continentes. O blog é simplesmente um instrumento de comunicação, de criação e de informação, ao serviço dessa comunidade. O que origina várias diferenças. A primeira, é a sobriedade do anonimato em contraste com a blogosfera onde pululam os egos. Em seguida, a persistência exigida: cerca de oito novas rubricas quotidianas desde há vários anos. Segue-se o seu carácter internacional e pluri-linguístico. É, por fim e sobretudo, por trás da janela virtual a realidade do clã zentropista. Se há efectivamente um estilo Zentropa, é primeiro que tudo o estilo de vida dos zentropistas.

Quem são os zentropistas?
O clã que formamos visa, por um lado, impedir o emburguesamento dos seus membros assegurando uma solidariedade material e moral infalível entre estes, enquanto por outro lado, procuramos incentivar os nossos contemporâneos para o desprezo pela vida cómoda e a revolta contra o mundo moderno. Nem sectários nem odiosos, preferimos a política de exemplo à do bode expiatório. O espírito zentropista posiciona-se sob a égide de Primo de Rivera, que declarou: "No curso dos séculos que viram amadurecer o esforço que conduziu ao Império, não se dizia "contra os mouros" mas "Santiago de Espanha", que era um grito de esforço, de ofensiva. Da Espanha una, grande e livre e não da Espanha cobarde e medíocre."

Quais os vossos objectivos?
Na base do nacionalismo e do sindicalismo revolucionário, o projecto Zentropa apoia e divulga a actualidade do activismo de terreno (nas ruas, nos estádios, nos concertos) de Portugal à Rússia, da Suécia à Grécia e particularmente do vanguardismo italiano. Mas o blog Zentropa ultrapassa largamente o estrito quadro político para difundir os críticos da nossa sociedade industrial e consumista (Baudrillard, Anders, de Benoist, etc.); promover princípios de fidelidade, de ordem, de justiça social mas também defender e ilustrar o decrescimento económico ou o dadaísmo; dar a conhecer personagens ignoradas (Georges Valois, Italo Balbo, Gyp, marquês de Morès); organizar concertos, conferências, criar vídeos e uma literatura que coloca em evidência a abjecção do mundo contemporâneo. Resumidamente, criar novos argumentários, novas formas de expressão e agitação político-cultural, novas relações militantes.
Pela música, pela imagem, pelo discurso, pela crítica metafísica ou pela prática religiosa e por outros meios ainda por descobrir, o projecto Zentropa procura fazer renascer a força da ligação comunitária e alterar os comportamentos. Por uma comunidade de homens de pé, no tumulto da festa como no caos dos combates, uma só palavra: Zentropa!

Fonte: Esta entrevista ao blog Zentropa foi traduzida a partir da revista "Le Choc du Mois" e publicada no Inconformista.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Capitulação de Granada

A 2 de Janeiro de 1492 dá-se a capitulação de Granada e o fim da Reconquista da Península Ibérica. Um grande dia para a Europa e os europeus, a conservar na nossa memória.

O atirador "finlandês"

Noticiando o assassinato de quatro pessoas num centro comercial na Finlândia, parte da imprensa portuguesa referiu-se a Ibrahim Shkupolli, um imigrante kosovar-albanês, como o "atirador finlandês".

No caso do «Público», a notícia publicada na edição de ontem com o título "Atirador finlandês escolheu vítimas que alvejou", precisava no texto que "Shkupolli, de 43 anos, (...) terá chegado à Finlândia em 1990, mas não conseguiu a nacionalidade finlandesa por causa do seu registo criminal, disse o seu patrão".

sábado, 2 de janeiro de 2010

Feliz 2010?

Nem para todos... Kosovo no se vende lembra-nos o sofrimento de milhares de famílias sérvias no agora "independente" Kosovo, um narco-estado terrorista, criado com o apoio dos EUA e de vários países europeus. Não esqueçamos: Kosovo é Sérvia!

Aniversários (II)

A propósito dos 50 anos do Metropolitano de Lisboa e do novo design do «Diário de Notícias», lembrei-me que, há cinco anos atrás, escrevi um texto sobre os aniversários de ambos.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Televisão pública sem publicidade

A partir deste ano a televisão pública espanhola deixa de ter publicidade e "esta medida será colmatada nas finanças da TVe com compensações pagas pelos operadores privados com base nos seus lucros anuais". Também em França está previsto uma opção semelhante para o fim de 2011. Por cá, parece que se irá manter o que costumo chamar o modelo "feira popular". Passo a explicar: quando era miúdo e ia à Feira Popular de Lisboa, em Entrecampos, não percebia porque se tinha que pagar a entrada e as diversões. Nos parques de diversões (a sério) noutros países, ou se pagava uma entrada que incluía a utilização das diversões, ou não se pagava entrada, mas apenas o que se utilizava. Ora, a televisão pública portuguesa é financiada pela taxa audiovisual e pela publicidade, mantendo vivo o espírito da feira popular.

Como nesta terra é habitual seguir-se, mal ou bem, o que se faz lá fora, pode ser que estas alterações em Espanha e França inspirem a mudança.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Grande capa... e não só

O número de Dezembro do «Magazine Littéraire» chama prontamente a atenção pela fantástica capa assinada por Enki Bilal, que anuncia o dossier "Orwell: Escritor e profeta político". A destacar, ainda, a crítica de Pierre Assouline à publicação da correspondência de Céline.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Parabéns ao «Público»

O jornal «Público» destaca hoje uma questão bastante polémica que muitos querem considerar terminada — o (des)acordo ortográfico. Ouviu defensores e críticos e fala das dúvidas que a introdução do acordo está a gerar e do grande risco de confusão que este pode gerar. Traça os antecedentes da questão e apresenta as diferentes posições dos países de Língua portuguesa, bem como dos autores, editores e imprensa.

Mas o «Público» está de parabéns sobretudo pela posição de rejeição do acordo assumida no editorial. Desmonta o ridículo argumento dos que o consideram essencial para a afirmação do português como língua universal, com a óbvia comparação com o inglês, que é verdadeiramente universal hoje, sem qualquer necessidade de um acordo planetário, e conclui com "uma última e fatal fragilidade neste acordo - as regras definidas são facultativas. Para que serve então um acordo global se, afinal, é indiferente escrevermos António ou Antônio?" Para nada!

Um desejo para 2010: que a imprensa portuguesa siga o exemplo do «Público» no que respeita ao (des)acordo ortográfico.

É de ler...

A crónica de ontem de Jaime Nogueira Pinto no jornal «i», intitulada "Como nós fomos...", vale a pena. A propósito do livro "Império, Nação, Revolução", de Riccardo Marchi (cuja leitura deve ser completada com o livro "Folhas Ultras", como já aqui referi), fala das direitas radicais portuguesas durante o Estado Novo, história da qual, como diz, fez parte. E conclui: "Éramos assim. Como as esquerdas radicais, vivemos intensamente os combates políticos da nossa época e, bem longe dos estereótipos de senhoritos reaccionários ou de caceteiros do regime, pensámos e lutámos por ideais de integração nacional e justiça social. Que hoje podem parecer utópicos, mas na época nos surgiram como a alternativa ao que estava e àquilo que vinha." Cabe-me apenas dizer que conheço alguns que ainda são assim...

domingo, 27 de dezembro de 2009

Intolerâncias "esquecidas"

É o que podemos chamar às situações analisadas ontem no «Público», pela jornalista Margarida Santos Lopes, no artigo "Quando o apartheid religioso critica a islamofobia". Não interessam agora juízos de valor sobre as limitações nesses países muçulmanos. Interessa, sim, recordar que aqueles que pronta e rapidamente atiraram as pedras do "racismo" e da "xenofobia" aos suíços a proprósito da proibição da construção de minaretes "esqueceram" este pormenor. O "racismo" continua a ter apenas um sentido...

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Livros para o Natal

Aqui fica uma breve lista de livros saídos recentemente que são óptimos presentes de Natal:


O Século de 1914. Utopias, Guerras e Revoluções na Europa do Século XX”, de Dominique Venner, publicado pela Civilização.



Guerra Justa, Terrosimo, Estado de Urgência e Nomos da Terra: A Actualidade de Carl Schmitt”, de Alain de Benoist, publicado pela Antagonista.



Folhas Ultras. As ideias da direita radical portuguesa (1939-1950)”, de Riccardo Marchi, publicado pelo ICS.

Império, Nação, Revolução. As direitas radicais portuguesas no fim do Estado Novo (1959-1974)”, de Riccardo Marchi, publicado pela Texto.


Nuno Álvares Pereira - Homem, Herói e Santo”, obra colectiva, publicada pela Universidade Lusíada Editora.


Antologia poética Rodrigo Emílio”, com organização e introdução de Bruno Oliveira Santos e prefácio de António Manuel Couto Viana, publicada pela Areias do Tempo.

Venner na rádio

Descobri hoje com agrado que no passado dia 11 de Novembro, data em que curiosamente estive em Paris, Dominique Venner participou no programa "Le Grand Témoin", da Radio Notre-Dame, animado por Louis Daufresne, no qual falou de Ernst Jünger, do século de 1914, da amizade franco-alemã, da queda do muro de Berlim, entre outros. A ouvir, aqui.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Feliz Solstício de Inverno

Na noite mais longa do ano, aguardaremos em família diante do fogo sagrado, pois o Sol brilhará de novo e a Terra voltará a viver.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Última bicada

Fui à Buchholz. Atesto que, depois de morta, está agora quase totalmente devorada. Fui mais um dos abutres, mas limitei-me a uma pequena bicada — cinco livros, dez euros —, quase simbólica.
Quando saí lembrei-me do Eurico, que há tanto tempo escreveu sobre "o ocaso da Buchholz"...

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Rodrigo Emílio em antologia


Uma óptima novidade que sairá mesmo a tempo do Natal é a "Antologia poética Rodrigo Emílio", com organização e introdução de Bruno Oliveira Santos e prefácio de António Manuel Couto Viana, publicada pela Areias do Tempo. O livro tem 294 páginas e o preço de € 10, podendo os pedidos ser feitos através do endereço de correio electrónico: areiasdotempo@gmail.com.

Inspirado

Ontem foi um dia especialmente inspirado num blog pelo qual tenho um amor louco. Falou da sociologia urbana de Lisboa e da higiene mental, mas sempre com princípio, meio e fim. Uma casa onde se faz a síntese perfeita entre Tradição e Vanguarda. Bem hajas, João!

IdentidaD n.º 23

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Tintin vs. Tintim

Uma questão pertinente foi levantada a propósito das duas formas do nome do herói da banda desenhada franco-belga usadas aqui: Tintin e Tintim. Passo a explicar: Tintin é a forma original e aquela que uso; Tintim é a forma adoptada no nosso país, que não uso, excepto em citações, e com a qual não concordo. Ainda perceberia se tivessem aportuguesado o nome para Tantam, como fizeram com Milu, cujo original é Milou.

É curioso que, para o ano, o nome Tintin será uma das novidades já anunciadas pelos responsáveis pelas novas traduções e edições de todas as aventuras, que estão a preparadas feitas pela ASA, a editora que substituiu a Verbo como detentora dos direitos da obra. Segundo o editor, "É o nome da personagem e uma marca. Não há razão para não fazermos a alteração". Resta perguntar, e Milou?

Dia d'O Diabo

sábado, 12 de dezembro de 2009

Tintin regressará ao cinema

Faz hoje capa do «DN» o regresso de Tintin ao cinema, previsto para o fim de 2011, realizado em 3D digital, numa associação entre Steven Spielberg e Peter Jackson. O Eurico de Barros debruça-se sobre o assunto, no artigo "Tintim nas mãos de Spielberg", ao qual já se havia referido na conferência "Tintin: A paixão da Aventura", realizada na SHIP, em Abril deste ano. Escreve o Eurico que "são muitos os que temem que Tintim seja descaracterizado, americanizado e, pior do que tudo, spielberguizado". É o meu caso, apesar de confessar que estou curioso, especialmente devido à presença de Peter Jackson, que fez um trabalho extraordinário em O Senhor dos Anéis. Mesmo assim, temo o pior...

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Êxtase


A polícia texana apreendeu pastilhas de ecstasy com a cara de Obama. Estranha opção, já que anda tudo em êxtase com este presidente norte-americano sem qualquer necessidade de drogas...

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Reverte revisitado

O João Marchante fez uma releitura de "O Hussardo" e decidiu, em boa hora, partilhar as suas conclusões. O Miguel Vaz, inspirado, fez alguns apontamentos sobre a obra. Por mim, confesso não ter resistido a evocar aqui aquele que foi o primeiro livro escrito por Arturo Pérez-Reverte e também o primeiro que li deste autor espanhol que rapidamente se tornou leitura habitual.

Não repetirei comentários à história, antes prefiro recordar a personagem que mais me marcou: Frederic Glüntz, de Estrasburgo, que "estava preparado para tudo, mesmo para o caso de, como contavam as velhas sagas escandinavas que tanto gostava de ler quando era criança, as valquírias o distinguissem durante o combate com um beijo na testa dos valentes que iam morrer". Este oficial de dezanove anos "aspirava a ganhar a glória: a admiração dos seus camaradas, o respeito dos seus chefes, a auto-estima através da experimentação desse belo e desinteressado sentimento de viver com a consciência de que era doce e bonito lutar, sofrer e talvez morrer por uma ideia. A Ideia. Era isso precisamente o que diferenciava o homem que se erguia acima do material, de todos esses outros, a maior parte, que viviam prisioneiros do que era palpável." Mas a guerra estava distante dos ensinamentos da escola militar, dos manuais e dos desfiles. Não obstante, o alferes Glüntz manifestou o seu espírito superior até à "cansada indiferença" final.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Democrisia

Casos como o recente referendo na Suíça sobre a construção de minaretes põem a nu a hipocrisia dos "democráticos". Dois exemplos:

1. O silêncio dos grandes defensores do laicismo, sempre prontos a atacar a igrejas cristãs da Europa, mas que não tugem nem mugem quando se trata do avanço do islão. Como tão bem sintetizou Alberto Gonçalves na revista «Sábado» da semana passada: "o laicismo é um valor altamente estimável quando usado em benefício dos europeus, mas seria retrógrado, intolerável, fascista, nazi, etc. tentar impor o laicismo aos imigrantes que acorrem à Europa".

2. O total desrespeito dos "democráticos" perante a decisão democrática da maioria, quando não concordam com o resultado. Perante esta posição dupla sobre os referendos, sugerem prontamente a solução mágica: revotar. Isto até se conseguir o resultado pretendido, veja-se o recente caso da votação do Tratado de Lisboa na Irlanda. E viva a democrisia!

Até a Suíça...

Em conversa, um amigo meu louvava o espírito de resistência dos suíços, a propósito do referendo sobre os minaretes. No meu pessimismo (não confundir com derrotismo) lembrei-me da conclusão do premonitório Le Camp des Saints. Neste livro de Raspail, apesar da sua resistência, até a Suíça acabou por cair...

«(...) também a Suíça estava minada no interior. O animal tinha aí escavado todas as suas sapas, mas com tantas precauções que levaram mais tempo a ruir. E a Suíça, em vários sectores, esqueceu-se de pensar demasiado. A sua queda foi mais decente. O famoso escudo da neutralidade impressionava ainda vagamente e puseram-se luvas brancas para fazer soar o hallali. Do interior e do exterior, as pressões tornaram-se progressivamente mais fortes. O caso de Munique. Intangível. A Suíça teve de negociar. Não podia escapar a isso. Hoje assinou.
Às zero horas, esta noite, as suas fronteiras serão abertas. Há vários dias já que elas não estavam guardadas. Então eu repito a mim mesmo lentamente, para me penetrar bem, esta frase melancólica dum velho príncipe Bibesco: "A queda de Constantinopla foi uma infelicidade pessoal que nos aconteceu a semana passada".»

Jean Raspail
Mortos: duzentos milhões, todos nós. Europa-América, 1977.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Aquecimentos

Em vésperas da Cimeira de Copenhaga vieram a público umas "verdades inconvenientes", como lhes chamou inspiradamente o Miguel Vaz. Perante toda a histeria causada pelo "aquecimento global" e as suas possíveis consequências é necessário parar para pensar, não sem antes fazer algumas leituras. É altura para relembrar a entrevista "A fábula do aquecimento global" do entretanto falecido Marcel Leroux, antigo director do Laboratório de Climatologia, conduzida por Bernard Lugan e publicada no n.º 31 de «La Nouvelle Revue d'Histoire», em boa hora traduzida no blog Mitos Climáticos. Uma coisa é certa, esta questão está a aquecer...

Dia d'O Diabo

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Afinal, vamos ter MAP

Através do Miguel, soube da boa nova de que o Museu de Arte Popular afinal vai reabrir para o ano, por decisão da nova ministra da Cultura que afirmou que o MAP "é para manter-se tal como estava e para o qual foi concebido, dedicado à arte popular portuguesa".

Decrescimento


domingo, 6 de dezembro de 2009

As direitas radicais portuguesas (1939-1974)

Um estudo sério sobre as direitas radicais de 1939 a 1974 era uma lacuna na nossa historiografia. Felizmente, um historiador italiano, Riccardo Marchi, decidiu investigar aprofundadamente o assunto e doutorar-se em História no ISCTE com a tese que agora deu origem a dois livros. São ambos complementares: "Folhas Ultras. As ideias da direita radical portuguesa (1939-1950)", publicado pelo ICS, tem por base a primeira parte do seu estudo; "Império, Nação, Revolução. As direitas radicais portuguesas no fim do Estado Novo (1959-1974)", publicado pela Texto, é a parte central da sua tese. Livros essenciais para todos os que se interessem por esta área política e pelo estudo da História Contemporânea nacional. Já os tenho e prometo comentários alargados em breve.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Ainda a Suíça

Não posso deixar de notar o seguinte. Os bem-pensantes habituais lançam contra a UDC, partido que foi o principal promotor do recente referendo contra a construção de minaretes, a acusação de "jogar com os medos das pessoas", de utilizar o alarmismo social para proveito político próprio. Não querendo alargar-me, questiono: os que diariamente acenam com os perigos da "xenofobia" e do "racismo" e repetem até à exaustão a história do bicho papão da extrema-direita "nazi-fascista", evitando assim qualquer debate sobre questões demasiado sérias, estão a fazer o quê? Já não é alarmismo? Já não se joga com os medos das pessoas?

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

A Suíça, os minaretes e o essencial

A Suíça
Este pequeno país europeu voltou a incomodar muita gente. É curioso ver como os grandes "democráticos" estão sempre prontos a acusar esta terra de real democracia directa de populismo, extremismo, entre outros mimos. Por tal, estão de novo de parabéns os suíços que votaram como lhes apeteceu, ignorando as pressões politicamente correctas, em especial da UE. Mais de 57% dos eleitores votaram a favor da proibição da construção de minaretes.

Os minaretes
Para além de tudo mais, os minaretes são sobretudo um símbolo. Para os expansionistas islâmicos, são padrões colocados que marcam o avanço da conquista da Europa. Quem confunde minaretes e mesquitas com meros locais de culto, como uma questão de liberdade religiosa, ignora propositadamente que o islão não separa a religião da cultura nem da política.

O essencial
Perante tal situação e para evitar alguns entusiasmos excessivos, é necessário formular uma pergunta de resposta óbvia: o nosso combate principal é impedir a construção de minaretes na Europa? Evidentemente que não. A islamização, bem como a imigração maciça, são consequências. Apesar de se tornarem causas de vários outros problemas, não deixam de ser consequências do nosso inimigo principal: a mundialização, levada a cabo pelo capitalismo apátrida com o objectivo de criar um mundo uniformizado e desenraízado.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

La Nouvelle Revue d'Histoire n.º 45

O número 45 de «La Nouvelle Revue d'Histoire» está já disponível nas bancas do nosso país. O tema central é “A Alemanha. Mil anos de História”, com um dossier onde podemos encontrar artigos de Éric Mousson-Lestang, Philippe Conrad, François-Georges Dreyfus, Philippe Masson, Thierry Buron e a entrevista com Stéphane Courtois. Destaque ainda para grande entrevista com o historiador Max Gallo, e os artigos “A Finlândia. História heróica de uma pequena nação”, de Éric Mousson-Lestang, “A Normandia, o preço do Dia D”, de Jean-Paul Török, entre outros, para além das entrevistas com Maurice Carrez sobre o Marechal Mannerheim, com Philippe d'Hugues sobre a sua agenda do cinema francês, e com Paul Yonnet sobre o eterno mistério de Céline. Como sempre, temos a crónica de Péroncel-Hugoz, desta vez sobre a Granada dos emires, e as secções habituais, com destaque para a dos livros publicados, na qual é de referir a crítica de Anne Bernet ao segundo volume da banda desenhada “Sept Cavaliers”, adaptação de um romance de Jean Raspail.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Ainda o 1.º de Dezembro

Uma coisa não quero deixar de registar aqui sobre as comemorações do 1.º de Dezembro de ontem. Para além dos actuais (des)governantes se terem pura e simplesmente "esquecido" desta data — tão ocupados andavam a vender a Pátria — o que mais me impressiona de há uns anos a esta parte é a desmobilização popular. Nos anos 80, lembro-me perfeitamente de que a Praça dos Restauradores enchia e o trânsito ficava completamente cortado. Claro que, os mais velhos me diziam que as coisas estavam muito más, porque na década de 70 é que tinha sido em grande, com a marcha que descia a avenida. Eu espreitava esses momentos em fotografias, como as publicadas n'«O Diabo» desta semana, e esperava a sua repetição. O futuro revelou-se bem diferente...

Tive esta conversa com o José Carlos, in situ, que da sua larga experiência recusou o desânimo. Como escreveu no seu blog, há que formar as "Almas Ardentes" e nunca deixar de "ousar lutar, ousar vencer".

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

O 1.º de Dezembro e o PNR


O Partido Nacional Renovador (PNR) participou pela primeira vez oficialmente nas comemorações oficiais do 1.º de Dezembro, estando o seu presidente, José Pinto-Coelho, na tribuna de honra e depositando uma coroa de flores no monumento aos Restauradores.

A avaliar por notícias como esta, o facto causou algum incómodo aos do costume. No entanto, em vez de se interrogarem por que o PNR participou nas cerimónias oficialmente, não deveriam interrogar-se por que, enquanto partido nacionalista, só agora participou?

Dia d'O Diabo