
The Elephant Man, David Lynch, 1980.
Nuno Rogeiro fala da "Antologia Poética de Rodrigo Emílio" na última edição da revista «Sábado». Diz que o Rodrigo, "como não se sabe, foi um grande poeta do pequeno Portugal." Refere a editora e o prefácio "subtil e completo" de António Manuel Couto Viana, para terminar assim: "Dizer indispensável é dizer pouco." É de louvar.

Terminou hoje a IV Convenção Nacional do PNR, sendo reeleito como presidente José Pinto-Coelho, que apresentou uma lista aos órgãos sociais renovada e um projecto estruturado com as linhas de acção para o futuro do partido. Os trabalhos decorreram com elevação, tendo sido apresentadas várias moções e comunicações, havendo debate e espaço para uma importante reflexão interna. Por fim, foi com agrado que vi o acto noticiado no telejornal da RTP (na imagem) e em alguns jornais online.

"Itinerários Romanos do Alentejo — uma releitura de 'As grandes vias da Lusitânia — O itinerário de Antonino Pio', de Mário Saa, 50 anos depois", é o título do livro muito interessante de André Carneiro, docente do Departamento de História da Universidade de Évora, sobre a opus magna deste autor tão polémico. As Grandes Vias de Saa, que lhe ocuparam muitos anos de estudo e pesquisa no terreno foram sempre muito criticadas e o seu valor nunca foi reconhecido. Esta releitura de "As grandes vias da Lusitânia - O itinerário de Antonino Pio", vem finalmente realçar a "grande e inigualável utilidade de As Grandes Vias para o investigador contemporâneo: esquecidas as interpretações fantasiosas, as imprecisões por excesso ou as lacunas na análise crítica, os seis tomos constituem um formidável manancial de informação relativa aos sítios arqueológicos que os marginam".
Perante a notícia de que, entre Janeiro e Novembro de 2009, foram assassinadas 5318 pessoas no estado do Rio de Janeiro, tendo morrido "29 polícias em serviço e 974 suspeitos em confrontos com os agentes", lembro-me do filme-revelação Tropa de Elite e do seu início: "O Rio de Janeiro tem mais de 700 favelas. Quase todas dominadas por traficantes armados até os dentes. É só nego com TR15, HK, Pistouse e por ai vai. No resto do mundo essas armas são usadas para fazer guerra; no Rio, são armas do crime. Um tiro de 762 atravessa um carro como se fosse papel. É burrice pensar que numa cidade assim, os policiais vão subir favelas só pra fazer valer a lei. Policial tem família, meu. Policial também tem medo de morrer. É por isso que nessa cidade todo policial tem que escolher: ou se corrompe ou se omite ou vai para a guerra".

Nem para todos... Kosovo no se vende lembra-nos o sofrimento de milhares de famílias sérvias no agora "independente" Kosovo, um narco-estado terrorista, criado com o apoio dos EUA e de vários países europeus. Não esqueçamos: Kosovo é Sérvia!
O número de Dezembro do «Magazine Littéraire» chama prontamente a atenção pela fantástica capa assinada por Enki Bilal, que anuncia o dossier "Orwell: Escritor e profeta político". A destacar, ainda, a crítica de Pierre Assouline à publicação da correspondência de Céline.


“Guerra Justa, Terrosimo, Estado de Urgência e Nomos da Terra: A Actualidade de Carl Schmitt”, de Alain de Benoist, publicado pela Antagonista.
“Folhas Ultras. As ideias da direita radical portuguesa (1939-1950)”, de Riccardo Marchi, publicado pelo ICS.
“Império, Nação, Revolução. As direitas radicais portuguesas no fim do Estado Novo (1959-1974)”, de Riccardo Marchi, publicado pela Texto.




Faz hoje capa do «DN» o regresso de Tintin ao cinema, previsto para o fim de 2011, realizado em 3D digital, numa associação entre Steven Spielberg e Peter Jackson. O Eurico de Barros debruça-se sobre o assunto, no artigo "Tintim nas mãos de Spielberg", ao qual já se havia referido na conferência "Tintin: A paixão da Aventura", realizada na SHIP, em Abril deste ano. Escreve o Eurico que "são muitos os que temem que Tintim seja descaracterizado, americanizado e, pior do que tudo, spielberguizado". É o meu caso, apesar de confessar que estou curioso, especialmente devido à presença de Peter Jackson, que fez um trabalho extraordinário em O Senhor dos Anéis. Mesmo assim, temo o pior...
O João Marchante fez uma releitura de "O Hussardo" e decidiu, em boa hora, partilhar as suas conclusões. O Miguel Vaz, inspirado, fez alguns apontamentos sobre a obra. Por mim, confesso não ter resistido a evocar aqui aquele que foi o primeiro livro escrito por Arturo Pérez-Reverte e também o primeiro que li deste autor espanhol que rapidamente se tornou leitura habitual.
Em vésperas da Cimeira de Copenhaga vieram a público umas "verdades inconvenientes", como lhes chamou inspiradamente o Miguel Vaz. Perante toda a histeria causada pelo "aquecimento global" e as suas possíveis consequências é necessário parar para pensar, não sem antes fazer algumas leituras. É altura para relembrar a entrevista "A fábula do aquecimento global" do entretanto falecido Marcel Leroux, antigo director do Laboratório de Climatologia, conduzida por Bernard Lugan e publicada no n.º 31 de «La Nouvelle Revue d'Histoire», em boa hora traduzida no blog Mitos Climáticos. Uma coisa é certa, esta questão está a aquecer...
Através do Miguel, soube da boa nova de que o Museu de Arte Popular afinal vai reabrir para o ano, por decisão da nova ministra da Cultura que afirmou que o MAP "é para manter-se tal como estava e para o qual foi concebido, dedicado à arte popular portuguesa".
Um estudo sério sobre as direitas radicais de 1939 a 1974 era uma lacuna na nossa historiografia. Felizmente, um historiador italiano, Riccardo Marchi, decidiu investigar aprofundadamente o assunto e doutorar-se em História no ISCTE com a tese que agora deu origem a dois livros. São ambos complementares: "Folhas Ultras. As ideias da direita radical portuguesa (1939-1950)", publicado pelo ICS, tem por base a primeira parte do seu estudo; "Império, Nação, Revolução. As direitas radicais portuguesas no fim do Estado Novo (1959-1974)", publicado pela Texto, é a parte central da sua tese. Livros essenciais para todos os que se interessem por esta área política e pelo estudo da História Contemporânea nacional. Já os tenho e prometo comentários alargados em breve.
A Suíça
O número 45 de «La Nouvelle Revue d'Histoire» está já disponível nas bancas do nosso país. O tema central é “A Alemanha. Mil anos de História”, com um dossier onde podemos encontrar artigos de Éric Mousson-Lestang, Philippe Conrad, François-Georges Dreyfus, Philippe Masson, Thierry Buron e a entrevista com Stéphane Courtois. Destaque ainda para grande entrevista com o historiador Max Gallo, e os artigos “A Finlândia. História heróica de uma pequena nação”, de Éric Mousson-Lestang, “A Normandia, o preço do Dia D”, de Jean-Paul Török, entre outros, para além das entrevistas com Maurice Carrez sobre o Marechal Mannerheim, com Philippe d'Hugues sobre a sua agenda do cinema francês, e com Paul Yonnet sobre o eterno mistério de Céline. Como sempre, temos a crónica de Péroncel-Hugoz, desta vez sobre a Granada dos emires, e as secções habituais, com destaque para a dos livros publicados, na qual é de referir a crítica de Anne Bernet ao segundo volume da banda desenhada “Sept Cavaliers”, adaptação de um romance de Jean Raspail.