domingo, 31 de janeiro de 2010

Numa manhã de nevoeiro...

O Zentropa referiu o nosso D. Sebastião, o último rei do mundo antigo, que pouco é referido entre nós. Hoje, mais que nunca, urge reinterpretar o sebastianismo.

Frase do dia

«Comemorar a Iª República é igual a comemorar o dia em que o nosso tio-avô contraiu sífilis.»

Alberto Gonçalves
in «Diário de Notícias».

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Crónica de uma morte anunciada?

O jornal «Reconquista», de Castelo Branco, publicou ontem um artigo de opinião onde o director, Agostinho Gonçalves Dias, reflectindo sobre a baixa taxa de fertilidade dos europeus calcula que "em 2050 a actual civilização europeia terá desaparecido". Sobre a vinda de imigrantes extra-europeus, apontados muitas vezes como solução para o envelhecimento da Europa, afirma: "a nova população é de uma civilização totalmente diferente da nossa, marcada pela matriz cristã; é o islamismo que está a invadir a Europa impondo a sua cultura, que não se integra em qualquer outra." Falando ainda da islamização crescente em vários países europeus, conclui que "no ano da biodiversidade, é preciso reflectir a perda de uma cultura."

Talvez a solução se expresse numa única palavra, curiosamente a que dá o título ao jornal.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

CineMais em linha

CineMais, coluna do semanário «O Diabo» onde escrevo sobre filmes a partir de ontem, tem também um espaço blogosférico homónimo, onde têm lugar o cinema, os livros, a banda desenhada, entre outros. Opiniões, críticas, sugestões, impressões, notícias, etc. A acompanhar.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

CineMais

Uma novidade no semanário «O Diabo» de hoje é a estreia da secção "CineMais", uma coluna da minha autoria, onde escreverei sobre filmes, a partir de agora, fazendo também algumas sugestões para a semana.

Neste primeiro texto, decidi falar do filme que mais me marcou no ano passado: Gran Torino. Aqui fica o primeiro parágrafo: "Gran Torino, o grande filme de 2009 é, tecnicamente, de 2008, pois em Dezembro desse ano foi projectado pela primeira vez nos EUA. No entanto, só no ano seguinte se seguiria a estreia noutros países, incluindo o nosso. Clint Eastwood, que tem vindo a tornar-se um realizador de primeira linha – lembremo-nos de filmes como Mystic River, Million Dollar Baby, e os extraordinários Bandeiras dos nossos pais e Cartas de Iwo Jima –, não deixou ninguém indiferente com esta obra-prima, onde foi igualmente o actor principal, que o elevou até ao estatuto de mestre cinematográfico." (continua na edição desta semana de «O Diabo»)

É comprar o jornal e estar atento às novidades blogosféricas.

Dia d'O Diabo

sábado, 23 de janeiro de 2010

Tetro

Fui ver o regresso de Coppola e gostei. "Tetro" podia ir mais além, talvez tivesse a possibilidade de se tornar um filme de culto. Todas as questões e muitas das críticas que li podem até ser justificadas, mas não quero deixar de salientar alguns dos aspectos positivos. A lembrar "Rumble Fish", a alternância entre o preto e branco e a cor funciona na perfeição, desta vez em digital. Também a história, apesar de o desenrolar do final não ter o brilhantismo que tem no início, retrata um ambiente em que Coppola está como "peixe na água": um reencontro familiar que esconde um segredo, onde nada corre como esperado. Tudo isto se passa em Buenos Aires, o que só por si constitui outra maisvalia nesta surpresa. Na prestação dos actores, há que lamentar o desempenho q. b. de Vincent Gallo (conseguiria melhor?), e louvar o notável trabalho de Maribel Verdú. Feitas as contas, chega a três estrelas... e meia, se houvesse tal classificação.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Renaissance Européenne n.º 82

A capa do último número do órgão trimestral da associação Les Amis de la Renaissance Européene e da Terre et Peuple - bannière Wallonie, com sede em Bruxelas e dirigida por Georges Hupin, faz alusão à resistência na terra de Guilherme Tell. Nesta «Renaissance Européenne» podemos encontrar artigos de François-Xavier Robert, sobre o referendo que ditou a interdição dos minaretes na Suíça, de Youri Boudeux, sobre o Graal, de P. J. Dunbar, sobre a "Vírusmania" e de Pierre Vial sobre Santiago Montero Díaz, de Robert Steuckers sobre geopolítica bioceânica, a recensão à revista «Terre et Peuple» e ainda algumas breves da actualidade. Merece, por fim, destaque nesta edição o artigo sobre a associação portuguesa Terra e Povo.

Filmes de culto (XXXIV)

The Elephant Man, David Lynch, 1980.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

“bum!”

A coluna “Fogo Amigo” que António Marques Bessa assina semanalmente n'«O Diabo» é realmente um estrondo. Para quem ainda não acompanha, há uma passagem do seu texto de hoje, sobre “Lei e Justiça”, que não resisto a partilhar: “Há uma coisa que eu gostaria de legalizar: armas para todos, mesmo as de calibre de guerra. Por que é isso que aí vem. E eu não quero morrer como um rato velho, numa viela, abatido por um sujeitinho armado, que é um rato muito novo, que só quer a minha carteira. Mas, efectivamente, ele deve perceber que pode ter uma surpresa. E isso é que é bom. Qualquer ministro, nestes casos, pode vir a ter uma surpresa. E isso também é melhor que andar com um colar ao pescoço a provar a sua popularidade e isso fazer bum! quando a popularidade medida estiver em baixo”.

Dia d'O Diabo


domingo, 17 de janeiro de 2010

La Nouvelle Revue d'Histoire n.º 46

A obrigatória «La Nouvelle Revue d'Histoire», dirigida por Dominique Venner, já está disponível nas bancas portuguesas. Este número 46 tem como tema central “Napoleão. O Imperador visto da Europa”, com um dossier onde podemos encontrar uma cronologia e vários artigos e entrevistas a Inglaterra, a Itália, a Espanha, a Alemanha, a Áustria e a Rússia, mas no qual infelizmente falta um sobre Portugal, apesar de na apresentação se referir o nosso país como um dos “resistentes”. Destaque ainda para grande entrevista com o historiador Bartolomé Bennassar sobre a Espanha e a Europa, e os artigos “Mestiçagem, identidade e doce comércio”, de Jean Monneret, “A Herança imensa de Jean-Sébastian Bach”, de Jean-François Gautier, “Metternich, um rei sem coroa”, de Emma Demesteer, entre outros, para além da entrevista com Christian Helmreich sobre a Alemanha dos irmãos Humbolt. Referência especial para o artigo “O tráfico das especiarias e outras lendas históricas”, de Jacques Heers, onde o grande medievalista aponta os excessos das modas na história, nomeadamente as leituras liberais ou marxistas do “todo económico”, afirmando que “a história oficial negligencia a amplitude da guerra dos portugueses contra o islão no oceano Índico”. Como sempre, temos a crónica de Péroncel-Hugoz e as secções habituais.

Uma óptima novidade, especialmente para quem ainda não conhece a revista, é a possibilidade de podermos agora folheá-la online no sítio journaux.fr.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Frase do dia

«Nem a Assembleia, nem o Presidente se perguntam por que razão Portugal recaiu no velho vício do endividamento externo e interno, que lentamente corrompeu a Monarquia Liberal e liquidou à nascença a I República.»

Vasco Pulido Valente
in «Público».

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Indispensável

Nuno Rogeiro fala da "Antologia Poética de Rodrigo Emílio" na última edição da revista «Sábado». Diz que o Rodrigo, "como não se sabe, foi um grande poeta do pequeno Portugal." Refere a editora e o prefácio "subtil e completo" de António Manuel Couto Viana, para terminar assim: "Dizer indispensável é dizer pouco." É de louvar.

Mas há um reparo a fazer; um "pormaior"... Nesta nota, "esquece" o Bruno Oliveira Santos. E não se percebe porquê, já que seria indispensável referir quem organizou a antologia e fez a introdução.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

A África por quem sabe


Bernard Lugan é um africanista francês que incomoda uma certa esquerda (que normalmente demonstra uma ignorância gritante sobre o assunto) e os politicamente correctos do costume, devido ao seu profundo conhecimento da realidade do continente negro e às suas posições livres. Doutorado em História, é professor na Universidade Lyon III, conferencista noutras universidades e leccionou durante onze anos na Universidade Nacional do Ruanda. Colabora em várias revistas, nomeadamente «La Nouvelle Revue d'Histoire» – que costumo referir aqui –, na Radio Courtoisie e é autor de vários livros sobre a História africana, o Ruanda, o Egipto, Marrocos, a colonização, a Guerra dos Boers, os franceses na construção da África do Sul, a Luisiana, entre outros. Das suas obras destacam-se "Pour en finir avec la colonisation", publicado em 2006, e a monumental "Histoire de l'Afrique, des origines à nos jours", publicada no ano passado. Foi também perito no Tribunal Penal Internacional para o Ruanda e dirigiu a revista "Afrique réelle", entre 1993 e 2005, e anunciou recentemente o lançamento de uma revista electrónica, inspirada nessa, intitulada "L'Afrique réelle. La lettre africaine de Bernard Lugan".
Por tudo isto, vale a pena visitar o blog oficial de Bernard Lugan. Para ler e ouvir quem sabe.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Parar o desastre


"O processo ainda pode ser parado", afirmava Vasco Graça Moura no «Público» sobre o (des)acordo ortográfico. Sem dúvida! Não é, por isso, tarde para ler o pequeno mas esclarecedor livro "Acordo Ortográfico: A Perspectiva do Desastre", publicado em 2008 pela Alêtheia, que reúne os artigos do escritor sobre o assunto publicados no «Diário de Notícias» e a sua intervenção na conferência internacional promovida pela Assembleia da República em 7 de Abril de 2007, bem como a publicação do Acordo.

PNR na televisão

Notícia da RTP sobre a IV Convenção Nacional do PNR.

domingo, 10 de janeiro de 2010

PNR renovado

Terminou hoje a IV Convenção Nacional do PNR, sendo reeleito como presidente José Pinto-Coelho, que apresentou uma lista aos órgãos sociais renovada e um projecto estruturado com as linhas de acção para o futuro do partido. Os trabalhos decorreram com elevação, tendo sido apresentadas várias moções e comunicações, havendo debate e espaço para uma importante reflexão interna. Por fim, foi com agrado que vi o acto noticiado no telejornal da RTP (na imagem) e em alguns jornais online.