quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Protesto útil

Nas próximas eleições legislativas há quem, como tantas vezes, vota “contra”, alternando entre um dos do costume. Mas o que acontece é que acaba por votar nos mesmos “contra” os mesmos. Desta vez o protesto poder ser verdadeiramente útil ao votar num partido com um projecto nacional — o PNR.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Tierra y Pueblo n.º 20-21

O último número da revista da associação identitária Tierra y Pueblo é duplo e com 96 páginas. Tem como tema central “A Europa e a sua realidade etno-biológica”, cujo dossier ilustrado a cores tem dois artigos de fundo de Juan Gilabert e a recensão do livro “Problemas de la Identidad Española”. Podemos ainda ler artigos de Miguel Jardim, Gabriele Adinolfi, Enrique Ravello, Enrique Monsonís, Jean Haudry, entre outros.

Nas habituais referências a publicações, há que destacar o apontamento sobre a revista da Associação Terra e Povo. Não esquecendo as páginas de poesia de Juan Pablo Vitali.

Por fim, nas páginas consagradas às actividades da associação, é de referir a ida de Enrique Ravello a Moscovo e a reportagem sobre a Universidade de Verão da Terra e Povo, que se realizou em Lisboa e que contou com a presença, entre outros, do presidente da Tierra y Pueblo.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Nacionalistas do PNR à beira da eleição

Esta é a chamada de capa da edição de hoje do semanário «O Diabo» para uma notícia que analisa os resultados das sondagens relativos aos partidos sem representação parlamentar, coisa que mais nenhum outro órgão de comunicação social fez. Referindo a recente sondagem da Universidade Católica, que coloca o PNR à frente dos chamados “pequenos partidos” nas intenções de votos dos inquiridos, o que a confirmar-se possibilitaria a eleição de um deputado por Lisboa nas próximas eleições legislativas. A este propósito o jornal entrevistou o presidente do partido, José Pinto-Coelho, que afirmou: “temos vindo sempre a crescer de votação, o que nos permite acreditar num bom resultado. Estou convencido que vamos crescer. Agora, que ser prudente em relação às sondagens. Uma coisa é o que se diz perante um inquérito de opinião, outra é como se vota.

Ainda n'O Diabo

Algumas notas sobre outras coisas que me agradaram na edição de hoje de «O Diabo». A primeira para a coluna “O Diabo que o carregue” que desmascara o PPM de Nuno da Câmara Pereira, dizendo: “Está mais do que claro para que serve, afinal, o chamado Partido Popular Monárquico – um perigoso equívoco que consegue, sozinho, fazer mais estrago à causa monárquica do que todos os republicanos juntos.” A segunda para as “Munições” de Henrique Afonso, nas quais destaco as referências aos livros “Pourquoi je suis moyennement démocrate”, de Vladimir Volkoff, e “Histoire de l'Afrique”, de Bernard Lugan, e à homenagem da artista plástica portuense Gabriela Marques da Costa ao Condestável.

O Santo Destemido (100x60cm)

Um jornal que vale a pena

O semanário «O Diabo», que há muito refiro aqui, passou por uma recente restruturação, mas continua altamente recomendável. O novo subtítulo, “jornal independente”, descreve-o na perfeição. Numa altura em que a imprensa está cada vez mais alinhada e politicamente correcta, «O Diabo» não tem medo de pôr o dedo na ferida. Veja-se a edição de hoje que, para além da opinião de António Marques Bessa, Alberto João Jardim, João de Castro Mendia, entre outros, apresenta-nos nas centrais a forma como o presidente angolano, José Eduardo dos Santos, anda “a comprar Portugal”. Para além desta, podemos ler artigos sobre temas habitualmente “esquecidos” como, as ligações entre os maiores partidos e as grandes empresas, o crescimento das listas de espera nos hospitais, a situação precária de milhares de professores e a análise das últimas sondagens que indicam a possibilidade de o PNR eleger um deputado por Lisboa, complementada com uma entrevista ao presidente do partido, José Pinto-Coelho.

domingo, 13 de setembro de 2009

PNR no Prós e Contras

O presidente do PNR, José Pinto-Coelho, estará amanhã no programa da RTP Prós e Contras, desta vez dedicado aos dez partidos sem assento parlamentar que concorrem às próximas eleições legislativas.

sábado, 12 de setembro de 2009

Cutty Sark


A boa notícia é que hoje reabre o Cutty Sark — o pub mais odiado de Itália — no dia da fundação do Estado Livre de Fiume. Mas uma notícia ainda melhor é que vou lá voltar em Novembro! Já diz aquela música dos ZZA: Questo posto qua è casa nostra, è Cutty Sark!

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Amanhã em Marvila


Amanhã estarei em Marvila no jantar-convívio daquela que será uma das quatro candidaturas a juntas de freguesia apresentadas pelo PNR nas próximas eleições autárquicas.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Henri Vincenot por Pierre Vial

As Editions Pardès publicaram mais um volume da colecção "qui suis-je ?", uma obra de Pierre Vial sobre o escritor francês Henri Vincenot (1912-1985), autor de obras como Le pape des escargots (1972) ou Les Etoiles de Compostelle (1982).

Fazendo uma pequena biografia deste escritor enraízado, Vial diz-nos que ele "toda a sua vida foi um contador, um chantre da sua pátria carnal, a eterna Céltia, dos campos e das florestas onde estão as suas raízes, ou seja o seu solo e o seu sangue".

Fonte: Terra e Povo

terça-feira, 8 de setembro de 2009

La Nouvelle Revue d'Histoire n.º 44

O meu caro amigo Humberto Nuno, ultimamente, tem-se antecipado na compra desta revista obrigatória. Pois, desta vez, cabe-me informar em primeiro lugar que o último número de «La Nouvelle Revue d'Histoire» está disponível nas bancas do nosso país.

O tema central deste n.º 44 é “Violência e Política”, com um dossier onde podemos encontrar artigos de Dominique Venner, Jean-Joël Brégeon, Jean Bourdier, Martin Benoist, Charles Vaugeois, Philippe Conrad, Adrien Brocard, Antoine Baudoin, René Marchand, que vão desde a Revolução Francesa à violência do islão. Destaque ainda para a entrevista com um dos mestres da literatura medieval Philippe Walter, sobre o imaginário medieval, e os artigos “Há 2000 anos: Teutoburgo”, de Yann Le Bohec, “Henrique VIII, o fundador”, de Jean-Pierre Poussou, “A tese iconoclasta de Shlomo Sand”, sobre o historiador israelita que afirma que o povo judeu foi inventado, de François-Georges Dreyfus, e a análise geopolítica de Aymeric Chauprade sobre a armadilha afegã, entre outros. Como sempre, temos a crónica de Péroncel-Hugoz, desta vez sobre os ingleses que amaram a França, e as secções habituais, com destaque para a dos livros publicados, na qual é de referir a crítica de Dominique Venner ao último livro de Pierre Vial, sobre Henri Vincenot.

Pinto-Coelho na RTPN

domingo, 6 de setembro de 2009

PNR em Alcobaça

José Pinto-Coelho e João Pedro Amaral

O PNR apresentou ontem em Alcobaça a sua candidatura às eleições legislativas pelo círculo de Leiria, num almoço-convívio que contou com a presença do cabeça-de-lista João Pedro Amaral, militantes locais e dirigentes do PNR, entre os quais o presidente José Pinto-Coelho.

Pelas ruas de Alcobaça

Após o almoço decorreu uma acção de campanha de distribuição de folhetos e contacto com população, sendo a comitiva muito bem recebida pelas pessoas que transmitiram a sua preocupação com o actual estado do país, nomeadamente no que respeita à segurança e ao emprego, e aos problemas da sua região, com ênfase para a agricultura. Muitos demostraram abertamente o seu apoio ao partido, especialmente os mais jovens.

Com os jovens


Fonte: Leiria Terra Portuguesa

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Para amanhã

Estarei presente amanhã em Alcobaça para o almoço-convívio do PNR e posterior acção de campanha ao lado da oposição nacional que levanta a sua voz, lembrando as palavras do nosso Rodrigo Emílio, por Portugal e mais nada!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

As colecções dos jornais

As quebras de vendas na imprensa escrita há muito que fizeram com que os jornais começassem a vender todo o tipo de produtos associados. Vem isto a propósito de uma conversa com um amigo que maldisse esta prática e ao qual respondi que nem tudo era mau. Desde algumas colecções em fascículos para posterior encadernação — coisa que parece ter caído em desuso —, bem interessantes, até outras actuais que recomendei. Em curso, estão duas que faço e aconselho: a tradução dos livros da Osprey sobre as batalhas da Segunda Guerra Mundial, distribuída às quintas-feiras com o «Correio da Manhã» e a «Sábado», e a banda desenhada de Bourgeon, “Os Passageiros do Vento”, distribuída às quartas-feiras com o «Público» e que incluirá um álbum inédito em Portugal. Uma das vantangens dos quiosques é que, contrariando instruções, vendem as colecções sem o respectivo jornal.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Cinema de propaganda

Der Fuehrer's Face, 1943.
A não perder o artigo do Eurico de Barros no «Diário de Notícias» de hoje sobre o cinema de propaganda na II Guerra Mundial, intitulado “Quando o Pato Donald saudou Hitler”, que lembra os grandes realizadores que, de ambos os lados, realizaram filmes e documentários de propaganda patriótica e militarista, rematando que “no final, as imagens dos vencedores passaram a valer como História”.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Mais Pérez-Reverte

Finalmente foi publicado em português, pela Porto Editora, “A Sombra da Águia”, um livro de Arturo Pérez-Reverte cuja história é baseada num curioso acontecimento que teve lugar durante a campanha da Rússia em 1812. Em 2006 considerei-o “um divertido relato ligeiro sobre a pesada realidade da guerra e as relações humanas em condições extremas, que se lê de um fôlego”. Não li a tradução, mas foi realizada por Helena Pitta, que tem feito um bom trabalho na passagem da obra deste escritor espanhol para a nossa língua.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Ponyo

O grande mestre da animação tradicional Hayao Miyazaki regressa com Ponyo à beira-mar, uma interpretação livre do conto de Hans Christian Andersen, “A Pequena Sereia”. Enquanto não vejo o filme, é sempre bom recordar as sábias palavras que este realizador japonês quer transmitir aos animadores mais novos, lidas no «ípsilon» de sexta-feira passada: “Preciso de lhes dizer que parem de usar a Internet e o correio electrónico, que voltem ao papel e ao lápis e utilizem os seus cinco sentidos para desenhar.

domingo, 30 de agosto de 2009

Pratt inédito


Na penúltima edição de «Le Figaro Magazine» vi alguns extractos do álbum póstumo de Hugo Pratt, publicado em França há dias. Trata-se de uma obra do início dos anos 70 que só foi encontrada em 2007 por um antigo redactor do «Corriere dei Piccoli», onde Pratt trabalhou. Se uma descoberta tardia destas é desde logo fantástica, a história não podia ser melhor, pelo menos para quem, como eu, cresceu no ambiente das aventuras de Emilio Salgari — considerado no artigo do «Le Figaro Magazine» como o Jules Verne italiano. Sandokan, o Tigre da Malásia, herói da minha infância — dos livros, da série televisiva, dos cromos — passado à nona arte pelo mestre Pratt, ainda por cima com grandes semelhanças com Corto Maltese, é uma surpresa daquelas. Directo para a lista de compras!

sábado, 29 de agosto de 2009

Mais Alatriste

O Capitão Alatriste volta ao panorama editorial português com “O Cavalheiro do Gibão Amarelo”, publicado pelas Edições ASA. Aguardemos agora a tradução de “Corsarios de Levante”, para termos em português todas as aventuras deste herói popularizado por Arturo Pérez-Reverte publicadas até agora.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Terre & Peuple Magazine n.º 40

O último número da revista da associação Terre et Peuple tem como tema de capa “A nossa Europa” e oferece-nos um excelente dossier com os artigos “A Europa e as suas fronteiras”, de Alain Cagnat, “A Europa Branca”, de Pierre Vial, “A verdadeira pressão turca reforçar-se-á no seguinte ao votos dos cidadãos”, de Jean-Gilles Malliarakis, e a entrevista com Robert Spieler, delegado geral da Nouvelle Droite Populaire.

A destacar, a reportagem ilustrada com fotografias a cores da Universidade de Verão da Terra e Povo, realizada em Lisboa em Junho deste ano, com a presença de Pierre Vial, Gabriele Adinolfi, Enrique Ravello, entre outros. A não perder, também, o artigo e a dupla entrevista sobre o ensino Steiner-Waldorf e a publicação da comunicação de Kate Nauwelaers na XIII Table Ronde “A arte e o artesanato populares, uma ética e uma estética”.

Para além de outros artigos, podemos ainda ler críticas a livros, nas quais se destaca a de Pierre Vial ao último livro de Dominique Venner “Ernst Jünger. Un autre destin européen”, bem como comentários sobre a actualidade e as habituais rubricas sobre genealogia e culinária.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

We must be mad...


Quando vejo notícias que nos dão provas do processo de substituição demográfica em curso em Portugal e na Europa, como a que informa que “dois em cada 15 bebés são filhos de estrangeiros”, sempre celebradas entusiasticamente pelos imigracionistas como sendo algo “positivo”, lembro-me do premonitório discurso de Enoch Powell, que ficou conhecido como “Rivers of Blood”, em especial desta passagem: “We must be mad, literally mad, as a nation to be permitting the annual inflow of some 50,000 dependants, who are for the most part the material of the future growth of the immigrant-descended population. It is like watching a nation busily engaged in heaping up its own funeral pyre.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Réfléchir & Agir n.º 32

O último número da excelente «Réfléchir & Agir», a autodenominada “revista autónoma de desintoxicação ideológica”, tem como tema central “A Matriz. A deriva autoritária da democracia”, com artigos de Eugène Krampon, Jacques Kotoujansky, Léon Camus, François Costes, Eric Pinel, e as entrevistas com Thierry Meyssan, Aymeric Chauprade e Éric Delcroix.

Destaque ainda para a grande entrevista com Guy Sajer e os artigos “Breve história da floresta francesa”, de Thomas de Pieri, “O monstro de Loch Ness é um mito?”, de Pierre Gillieth, o in memoriam ao escritor chileno Miguel Serrano, por Arnaud Lallement, a reflexão sobre Claude Lévi-Strauss sobre a “afirmação das diferenças”, de Éric Norholm, e “AC/DC Autoestrada para o inferno”, de Pierre Gillieth, sobre o grupo de rock australiano.

Nas muitas notas de leitura, é de assinalar a que se refere ao primeiro número da revista da associação portuguesa Terra e Povo. Sem esquecer as habituais críticas a livros, música e cinema, os breves comentários à actualidade e outras secções habituais, referência ainda para as conclusões de um inquérito feito aos assinantes da revista, através do qual se pode ficar a conhecer melhor o público da «Réfléchir & Agir».

quarta-feira, 22 de julho de 2009

La Nouvelle Revue d'Histoire n.º 43

Disponível nas bancas nacionais está último número de «La Nouvelle Revue d’Histoire», cujo tema desta vez é “As raízes da Europa. De Homero a Clóvis”, com um dossier onde podemos encontrar artigos de Dominique Venner, Sylvan Gougenheim, Philippe Walter, Lucien Jerphagon, Yann Le Bohec, Karl-Ferdinad Werner e Denis Bachelot, e a cronologia de Charles Vaugeois e Jean Kappel. Destaque ainda para a entrevista com a historiadora Mona Ouzouf, sobre a França e a República, e os artigos “Erwin Rommel, Hitler e a Wehrmacht”, de François-George Dreyfus, “Um rei de guerra”, sobre Henrique II, de Emma Demeester, e “A Conquista da Sibéria”, de Philippe Conrad, entre outros. Como sempre, temos a crónica de Péroncel-Hugoz e as secções habituais, com destaque para a dos livros publicados, na qual é de referir a crítica de Jean-François Gautier ao último livro de Venner “Ernst Jünger. Un autre destin européen”.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Para desintoxicar...

Na entrevista aqui publicada ontem saliento a importância da desintoxicação ideológica nos tempos “politicamente correctos” em que vivemos. Para tal, é necessário ler e reflectir, pensar e agir. De seguida aconselharei leituras que são um óptimo antídoto para o veneno do pensamento único hodierno.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Vladimir Volkoff e o politicamente correcto

Excelente entrevista de Vladimir Volkoff sobre o politicamente correcto publicada no Perspectivas, que não resisto a republicar aqui, com a devida vénia. Leitura essencial, nos tempos que correm.

Vladimir Volkoff foi doutor em filosofia, professor de inglês, militar durante a guerra da Argélia, funcionário do Ministério da Defesa e, mais tarde, professor de línguas e literatura francesa e russa nos Estados Unidos. Foi o primeiro escritor que se dedicou seriamente ao estudo da manipulação informativa. Nesta entrevista, explica o conceito que conhecemos como “politicamente correcto”, tema de seu último livro publicado pelas Editions du Rocher: “La désinformation par l’image”.

Qual é a sua definição do “politicamente correcto”?
O politicamente correcto tal e como o conhecemos actualmente, representa a entropia do pensamento político. Como tal, é de impossível definição dado que carece de um verdadeiro conteúdo. O seu fundamento básico é o do “vale tudo”. Nele encontramos restos de um cristianismo degradado, de um socialismo reivindicativo, de um economicismo marxista e de um freudismo em permanente rebelião contra a moral do ego. Se compararmos a demolição do comunismo com uma explosão atómica, diríamos que o politicamente correcto constitui a nuvem radioactiva que acompanha a hecatombe.

Em que consiste o “politicamente correcto”?
O politicamente correcto consiste na observação da sociedade e da história em termos maniqueístas. O politicamente correcto representa o bem e o politicamente incorrecto representa o mal. O sumo bem consiste em buscar as opções e a tolerância nos outros, a menos que as opções dos outros não sejam politicamente incorrectas; o sumo mal encontra-se nos dados que precederiam à opção, quer sejam estes de carácter étnico, histórico, social, moral e inclusive sexual, e incluindo os avatares humanos. O politicamente correcto não atende à igualdade de oportunidade no ponto de partida, senão ao igualitarismo nos resultados no ponto de chegada.

Quem o inventou?
Ninguém inventou o politicamente correcto: ele nasceu como consequência da decadência do espírito crítico da identidade colectiva, quer seja esta social, nacional, religiosa ou étnica

Quem o pratica?
O politicamente correcto é de uso comum entre os intelectuais socialmente desenraizados, porém como é contagioso, é normal que outras pessoas estejam contaminadas sem que por isso estejam conscientes disso.

Como nos podemos desintoxicar?
A desintoxicação é difícil, na medida em que vivemos num mundo no qual os meios (e a palavra “media” é, em si mesma, um barbarismo politicamente correcto) adquiriram uma importância desmesurada e são precisamente estes os encarregados do contágio massivo. O primeiro remédio consiste em tomar consciência de que o politicamente correcto existe e que circula sobretudo através de nosso vocabulário. O segundo, seria tomar consciência de que o “eu” forma parte de um “nós” e de que este “nós” deve proteger o “eu” contra o “diz-se…” politicamente correcto. O terceiro remédio consiste em pôr em prática a consciência de renúncia a toda terminologia politicamente correcta e às ideologias nas quais se apoia. Por exemplo, há que dizer “aborto” em lugar de “interrupção da gravidez”, “surdo” em lugar de “deficiente auditivo”, “velhice” em lugar de “terceira idade”, “sem-vergonha” em lugar de “inadaptado”. Um “docente” nunca chegará a ser um “mestre”.

Quais são os estragos produzidos pelo “politicamente correcto”?
Consistem fundamentalmente em confundir o bem e o mal, sob o pretexto de que tudo é matéria opinativa.

À parte a nação, quais são os alvos predilectos do “politicamente correcto”?
Os alvos predilectos são a família, as tradições, e sobretudo a crença nestas, dado que para o politicamente correcto só há uma verdade e o resto é falso.

O senhor tem a impressão de que a França é um dos países mais atingidos pelo “politicamente correcto”?
O politicamente correcto é supranacional como todas as enfermidades. Se estamos em condições de afirmar que nasceu em determinadas universidades americanas, não é menos certo que se expandiu rapidamente por todo o mundo. Talvez nos países de tradição cristã ortodoxa se resista mais e melhor a esta epidemia, provavelmente devido à propaganda comunista, e talvez à própria fé religiosa. Constatámos isso recentemente nos casos da Sérvia e da Rússia.

Como detectar uma pessoa “politicamente correcta”?
Uma pessoa politicamente correcta considera-se tolerante, porém não pratica a tolerância…

Como evitar a contaminação?
É verdade que o politicamente correcto espreita-nos e apresenta-se sempre com argumentos inocentes e de fácil assimilação. Trata-se de recusar a sua inocência e repudiar essa facilidade de assimilação. É necessário, do mesmo modo, prevenir-se contra o mimetismo que consiste em falar como os outros. Repito, ainda que corra o risco de parecer incómodo: o vocabulário politicamente correcto é o principal veículo de contágio. Em qualquer caso, há que afirmar que o politicamente correcto é uma fé débil e que, como tal, não resiste a uma enérgica aplicação do espírito crítico. Não temos que ser submissos aos sentimentos e opiniões generalizadas: o espírito contraditório mais obtuso vale sempre mais do que a livre aceitação do pasto mediático.

Segundo o Sr., quais podem ser as consequências a curto e médio prazo do triunfo do “politicamente correcto”?
O politicamente correcto prepara o terreno de forma ideal para as operações de desinformação e para a expansão da globalização. Quando todo o mundo acreditar que as verdades podem ser objectos de truque, que não existem nem verdades nem mentiras, o mundo estará preparado para receber a mesma propaganda, de participar da mesma pseudo-opinião pública fabricada para consumo universal. E esta pseudo-opinião pública aceitará qualquer acção, inclusive as mais brutais que indefectivelmente irão em benefício dos manipuladores.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Uma revista obrigatória

O meu caro amigo HNO antecipou-se novamente na compra da «NRH», uma revista obrigatória que aconselho aqui regularmente. Dirigida por Dominique Venner, esta é uma publicação de alto nível e óptima qualidade que temos o privilégio de poder comprar nas bancas em Portugal. A compra da revista é mesmo um acto militante, nos tempos que correm. É por isso que para além da mera compra e leitura, impõe-se que a divulguemos o mais possível, que é exactamente o que o HNO tem feito, desde conseguir a venda no quiosque em frente à sua Universidade à publicação da capa no seu blog. Vou ver se a compro ainda hoje, para depois fazer a habitual referência.

sábado, 4 de julho de 2009

Universidade de Verão da Terra e Povo

A Associação Terra e Povo organizou no passado fim-de-semana uma Universidade de Verão que trouxe a Lisboa Pierre Vial, Gabriele Adinolfi, Enrique Ravello e contou também com a presença de oradores nacionais. Segundo a associação, o objectivo foi cumprido. Ler mais aqui.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Universidade de Verão da Terra e Povo


No próximo sábado, dia 27 de Junho, decorrerá em Lisboa a primeira Universidade de Verão da Associação Terra e Povo, que contará com a presença de vários oradores de diversos países. A recepção dos participantes será feita a partir das 10 horas e os trabalhos iniciar-se-ão às 10:30, prevendo-se que terminem às 17:30. As inscrições são limitadas e obrigatórias, devendo ser feitas por correio electrónico ou telefone. O preço é de € 30 e inclui almoço. Associados e estudantes beneficiam do preço reduzido de € 25.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

A nossa grande pátria comum

Este reflexão do Eurico de Barros sobre a Europa, publicada num dos grandes diários portugueses, é, pela sua honestidade, sentimento, clareza, coragem e sustentação em sólidas referências, de antologia. Parabéns e um obrigado amigo.

«No livro de ensaios Europa e Seus Fantasmas, publicado em 1945, o historiador João Ameal escreveu: "O autómato desespiritualizado que nos querem impor hoje e se assemelha muito estranhamente a um robot - nada se parece com um europeu de qualquer época. Nega - ou renega - as tradições europeias. E se se 'deseuropeíza' o homem europeu, a Europa não se salva - perde-se."

Se João Ameal vivesse hoje, escreveria de certeza palavras bem mais alarmadas do que estas saídas da sua pena sob o impacto directo da II Guerra Mundial, que foi também, tal como a que a precedeu entre 1914 e 1918 (e esteve na sua origem directa), uma catastrófica guerra civil europeia, cujas consequências ainda hoje se sentem.

Aquilo a que Ameal chamou a "deseuropeização" do homem europeu tem vindo a acelerar-se nos últimos anos, à medida que se desatam lentamente os laços profundos que unem ainda a comunidade de povos europeus, que se atacam e se esbatem as identidades, tradições e especificidades que a formam, que se ameaça o património cultural e civilizacional partilhado que sustenta a ideia mesma de Europa. E que é a expressão da sua ancestral, convulsa, gloriosa e riquíssima história colectiva, da sua "personalidade metamórfica", como notou Guillaume Faye, e da alma e da memória dos seus povos.

O homem europeu corre assim o risco de ser substituído por essa abstracção descaracterizada, desnacionalizada e desmemoriada que é o "cidadão europeu", lamentável "lixo de teorias simpáticas", recorrendo à feliz expressão com que Fernando Pessoa caracterizou o socialismo e o comunismo (Pessoa que, recorde-se, deixou escrito na Mensagem que a Europa fita o Ocidente "e o rosto com que fita é Portugal").

Este europeu desenraizado, filho e representante de uma Europa cada vez mais alienada de si mesma, será a nova criatura robótica telecomandada dos centros de poder eurocráticos, com o alegre beneplácito e a prestimosa colaboração dos vários governos "nacionais" e das respectivas pseudo-elites, embriagadas pelo optimismo da vulgata da utopia "europeísta" que, tão certo como o Sol nascer e se pôr todos os dias, fará da Europa uma feliz, harmónica, lânguida e multicultural Cucuanha com sede em Bruxelas, de braços abertos a todos os que lhe quiserem pertencer e vierem por bem. Mesmo que nunca tenham tido absolutamente nada a ver com ela, e não faça o menor sentido geográfico, histórico, político ou cultural que nela se integrem.

O historiador francês Dominique Venner escreveu recentemente: "Não há futuro para quem não sabe de onde vem, para quem não tem a memória de um passado que o fez aquilo que é." Estas palavras encontram-se com as de João Ameal. Mas haverá ainda tempo e vontade para que a Europa, a nossa "grande Pátria comum", continue a sê-lo, e para fazer com que os europeus não esqueçam quem são, de onde vieram e aonde pertencem?
»

Eurico de Barros
in "Diário de Notícias", 6 de Junho de 2009.

domingo, 21 de junho de 2009

Solstício de Verão


«Madrugada de 21 de Junho. A noite desaparece diante do dia nascente. Lá em baixo, na direcção do leste, o céu cobre-se de verde esmeralda, como um oceano tranquilo. A seguir, tudo passa ao rosa, como se mil flores de pétalas delicadas resplandecessem no meio de nuvens cinzentas.

Enfim, do solo mesmo da velha Inglaterra parece ter surgido o disco do sol, vermelho vivo. Com ele, o fogo e o sangue abrasam o céu. Vai cumprir-se hoje o seu curso mais longo. Nunca, a não ser no solstício de Verão, ele se demora tanto entre os homens, com semelhante calor, tamanha força, tal poder.

O sol cumpre finalmente a promessa dos longos meses de Inverno. Volta para o meio de nós. Aquece-nos e ilumina-nos. Protege o oceano das searas e anuncia o ouro das ceifas.

Nesta manhã sagrada estamos em Stonehenge, nas terras altas e nuas da planície de Salisbury, no condado de Wiltshire. Ao norte, o País de Gales e as suas colinas verdes. Ao sul, a península da Cornualha e os seus rochedos ruivos. Atrás de nós, na direcção do oeste, o oceano onde vais, esta noite, no termo da sua mais longa jornada de labor, afundar-se o sol. Quando tiver terminado o seu curso, desparecerá no mar onde dormem para sempre, nos grandes fundos, os templos e os homens da Hiperbórea.»

Jean Mabire
in “Os Solstícios – História e Actualidade”, Hugin (1995).

sexta-feira, 12 de junho de 2009

La Nouvelle Revue d'Histoire n.º 42

À venda nas bancas do nosso país está o número 42 da obrigatória «La Nouvelle Revue d’Histoire». O tema central é “1919-1939 Da esperança ao desastre”, em cujo dossier podemos encontrar artigos de Henry Bogdan, Bernaud Bruneteau, Jean-Claude Valla e Jean Bourdier, bem como uma entrevista com o historiador Stéphane Courtois e a cronologia de Philippe Conrad. Destaque ainda para a excelente entrevista com o Dominique Venner sobre o seu último livro “Ernst Jünger. Un autre destin européen”, dedicado ao grande mestre das letras alemão, que considera que “pela sua vida e obra, apresenta-nos um modelo em oposição absoluta com o que nos submerge e asfixia, um modelo que renova com as fontes mais autênticas da tradição”. A não perder, também, os artigos “O enigmático Alexandre I”, de Emma Demeester, e “De Gaulle, a França e a OTAN”, de Aymeric Chauprade, entre outros. Podemos ainda ler as entrevistas com Meinard Pizzinini, sobre Napoleão e o Tirol, e com François-George Dreyfus, sobre a França e a Alemanha. Como sempre, temos a crónica de Péroncel-Hugoz, desta vez sobre o sufismo, e as secções habituais.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

10 de Junho do PNR

A marcha organizada pelo PNR, único partido português que celebra na rua o 10 de Junho, para comemorar o nosso dia nacional correu muito bem. Estive entre os mais de cem nacionalistas que se juntaram no Largo Camões e desceram, gritando palavras de ordem e cantando o hino, até à Praça dos Restauradores, onde o presidente, José Pinto-Coelho, proferiu um discurso sobre a data e a situação actual. Uma excelente demonstração de activismo, de um partido que não vive apenas para eleições.

10 de Junho da Terra e Povo

A Associação Terra e Povo juntou 25 pessoas num almoço-convívio para celebrar o Dia de Portugal, que contou a presença de Eduardo Núñez, em representação da Tierra y Pueblo, que falou sobre o trabalho da sua associação em Espanha, bem como da importância do combate cultural a nível ibérico e europeu.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Reflexão eleitoral

Nestas eleições europeias, há a registar uma subida de cerca de 5000 votos no PNR em relação às anteriores. Uma demonstração que o caminho se está a construir, mas que não se faz de um dia para o outro. Antes das eleições houve tanto quem previsse o fim do partido, como quem esperasse um sucesso nas urnas. O eleitoralismo tem destas coisas... O que assisti foi a um grupo de militantes que trabalhou pelas suas convicções, mais que por resultados efémeros. O meu desejo é que o partido cresça estruturadamente, assente nesse trabalho. A militância deverá ser sempre a nossa prioridade. Mais que votar na chama, devemos viver a chama.

Por último, quero manifestar publicamente o meu sincero e sentido agradecimento ao meu amigo e camarada Humberto Nuno de Oliveira, por ter encabeçado uma lista da qual tive a honra de fazer parte, bem como a todos os que por ela trabalharam sem esperar mais em troca que a recompensa do dever cumprido.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Vota PNR. Por Portugal!


Nesta recta final da campanha eleitoral é de extrema importância lembrar, ou relembrar, os familiares, amigos, colegas de trabalho, vizinhos, entre outros, para votar no PNR. Para isso devemos recorrer a todos os meios ao nosso alcance: telefone, SMS, internet, correio-electrónico, redes sociais, etc. Se nada fizermos, nada acontece. No próximo dia 7 de Junho é imprescindível que votemos no PNR. Por Portugal!

Encerramento da campanha do PNR


Decorreu ontem em Lisboa, no restaurante Solar de Alcântara, o jantar de encerramento da campanha do PNR, onde se juntaram 60 apoiantes da lista do partido às eleições europeias. No final, Humberto Nuno de Oliveira falou aos presentes e à imprensa, fazendo um balanço da campanha, agradecendo a motivação de todos os que nela colaboraram e apelando à mobilização de todos para que no próximo dia 7 de Junho a votação no PNR seja histórica.


quinta-feira, 4 de junho de 2009

Humberto Nuno de Oliveira reúne com o SNPM

O cabeça-de-lista do Partido Nacional Renovador (PNR), Humberto Nuno de Oliveira, reuniu-se hoje à tarde em Lisboa com o representante na Região Sul do Sindicato Nacional das Polícias Municipais (SNPM), Nuno Neves, secretário de Direcção.
Entre vários assuntos relativos à segurança, uma das bandeiras do PNR, falou-se do projecto de lei que está para ser aprovado em Conselho de Ministros que vai ao encontro de muitas das propostas de luta do SNPM, mas que foi rejeitado pela Associação Nacional de Municípios. Tal como o PNR, o SNPM defende que as polícias municipais de Lisboa e Porto devem ser constituídas por quadros próprios sem recorrerem ao recrutamento de elementos na PSP. Foram ainda abordadas questões como as ideias de cada Município relativamente às competências da Polícia Municipal, ao fardamento distinto e à necessidade da criação de uma central nacional de compras.

PNR na TVI

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Campanha do PNR em Alcântara

Hoje estive na acção de campanha do PNR em Alcântara, onde visitámos o respectivo mercado. Não foi a primeira vez que o partido aí se deslocou e o presidente, José Pinto-Coelho, foi reconhecido por vários dos vendedores, que manifestaram o seu apoio.

À saída, durante a distribuição de folhetos aos transeuntes, o cabeça-de-lista, Humberto Nuno de Oliveira, teve a oportunidade de falar com uma imigrante croata que vive no nosso país há vários anos, explicando-lhe que o PNR não é contra os imigrantes, mas contra uma política de portas escancaradas à imigração. Perante alguma resistência inicial, devida talvez às perguntas da imprensa, a jovem acabou por revelar que concordava com muitas das posições do partido, nomeadamente no que respeita aos limites à imigração, à UE e aos efeitos da moeda única. No entanto, afirmou que nunca votaria neste partido ou em qualquer outro, aqui ou no seu país, por considerar que os actuais políticos descredibilizaram totalmente o sistema representativo.

PNR no SPP. Pela segurança em Portugal

Hoje estive presente, juntamente com o cabeça-de-lista e o presidente do partido, na reunião entre o PNR e o presidente do Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP), António Ramos, onde foram discutidas questões sobre a segurança do nosso país e as adversidades que enfrentam as nossas forças policiais. A segurança é, como sabido, uma das grandes bandeiras do PNR e foi óptimo verificar a concordância de várias das propostas do partido com as do SPP, nomeadamente a da fusão da PSP e da GNR num corpo único de polícia nacional.

A reunião teve cobertura da imprensa, que no final entrevistou Humberto Nuno de Oliveira e António Ramos. O candidato do PNR afirmou que “As pessoas devem saber que se a polícia não age é porque não tem meios, porque está desautorizada, está num país de pernas para o ar onde o criminoso é sempre um bom, um desgraçadinho, um indivíduo cheio de problemas sociais e o agente da autoridade é sempre um malandro que persegue esses jovens desenquadrados, essa gente coitadinha, tão desprotegida da sociedade”. António Ramos partilhou esta posição e disse que de modo a garantir a segurança dos cidadãos é necessário “uma polícia motivada no aspecto dos meios humanos e materiais”.

Jantar de encerramento da campanha

Amanhã estarei presente no jantar de encerramento campanha eleitoral do PNR, que terá lugar em Lisboa, no restaurante Solar de Alcântara (Rua da Costa, 10/12), pelas 20h 30m. Todos os interessados devem contactar o mandatário da candidatura, Valdemar Almeida (através do mail vpcca@hotmail.com ou telemóvel n.º 96 332 75 03), quanto antes. A ementa será um portuguesíssimo, honesto e bem servido (como é apanágio da casa) bacalhau à Brás, pão, entradas, vinho e água, sobremesa e café (digestivos excluídos). O custo é de 25€.

O mito do direito do solo

A propósito do post de ontem, aqui fica o vídeo onde Éric Zemmour fala do mito do direito do solo e afirma: “já não estamos na imigração, estamos numa substituição de população”.

terça-feira, 2 de junho de 2009

5.º tempo de antena do PNR

Humberto Nuno de Oliveira em entrevista à Rádio Renascença

O cerne da questão

O PNR combate pelo fundamental, ao contrário dos partidos do costume. Numa questão essencial, o artigo “Lei da Nacionalidade é o cerne da questão, não a Lei da Imigração...” publicado ontem no Terra Portuguesa é esclarecedor, mostrando as diferenças com os que dizem preocupar-se com os portugueses, mas que compactuam com a invasão do nosso país. Aqui fica um excerto: “O PNR defende, por exemplo, o princípio do 'jus sanguinis', ao invés do princípio 'jus soli' actualmente em vigor e tão do agrado do CDS-PP, e defende ainda que devia não só restringir-se as entradas maciças de imigrantes mas, sobretudo, iniciar-se um ciclo de reversão dos fluxos migratórios, ou seja um efectivo repatriamento de imigrantes e a criação de políticas que evitem a fuga dos milhares de portugueses que, todos os anos, abandonam Portugal.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Pelo Museu de Arte Popular

A defesa do Museu de Arte Popular é uma causa transversal que deve mobilizar todos os que se interessam pela nossa identidade. Já assinei a petição criada na internet, apelando aos que me lêem que façam o mesmo e que acompanhem as novidades no novo blog dedicado ao Museu de Arte Popular. A fotografia acima foi tirada por mim há uns meses, aquando de um passeio na capital com um amigo francês que visitou pela primeira vez o nosso país. Ao contrário do que esperava, ele não ficou muito espantado com as intenções dos nossos (des)governantes, dizendo-me que também em França se tem assistido ao total desrespeito pela arte popular, especialmente da parte de quem a devia preservar e promover. Cabe-nos, assim, a nós contribuir da forma que podermos para impedir a destruição deste espaço único.

4.º tempo de antena do PNR

OltreNero

O Nuno, que ficou em Roma mais tempo que eu, trouxe-me um exemplar de “Oltrenero. Nuovi.Fascisti.Italiani”, récem-publicado pela Contrastobooks, uma incursão na “galáxia heterogénea” dos “fascistas do terceiro milénio”. Ainda não li o texto do jornalista Marco Mathieu, mas as 60 fotografias a preto e branco de Alessandro Cosmelli são simplesmente divinais e justificam, por si, a referência ao livro. Um trabalho artístico de elevado nível que entra no íntimo de uma realidade pouco conhecida. Abaixo fica um vídeo onde é possível espreitar a obra.

Campanha do PNR em Rio de Mouro