
domingo, 26 de abril de 2009
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Ronda blogosférica
1. O João Marchante indigna-se, sem papas na língua, com a ausência de homenagens a Nun'Álvares na blogosfera. Calma, alguns podem estar à espera do dia da canonização...
2. Por falar em Nun'Álvares, não posso deixar de referir o extraordinário trabalho de divulgação do Nonas. Tanta matéria que já dava para um blog próprio. Que tal?
3. Curta e grossa é a descrição do Miguel Vaz de uma certa entrevista, com a qual também não perdi tempo.
4. O Jorge Ferreira lembra-nos a vergonha da República a propósito da promoção de Otelo. Mais um exemplo de que no nosso país o crime compensa e recompensa.
5. Por fim, nada como as palavras do Rodrigo Emílio, em boa hora relembradas pelo Inconformista.info, para nos motivar: “De agora em diante, há que rapar virilmente da caneta e de uma folha em branco, e começar a escrever tudo de novo ‑ tendo sempre bem presente que a nossa acção há‑de ser ditada por desígnios eminentemente fundacionais, sob pena de nada valer de nada.”
2. Por falar em Nun'Álvares, não posso deixar de referir o extraordinário trabalho de divulgação do Nonas. Tanta matéria que já dava para um blog próprio. Que tal?
3. Curta e grossa é a descrição do Miguel Vaz de uma certa entrevista, com a qual também não perdi tempo.
4. O Jorge Ferreira lembra-nos a vergonha da República a propósito da promoção de Otelo. Mais um exemplo de que no nosso país o crime compensa e recompensa.
5. Por fim, nada como as palavras do Rodrigo Emílio, em boa hora relembradas pelo Inconformista.info, para nos motivar: “De agora em diante, há que rapar virilmente da caneta e de uma folha em branco, e começar a escrever tudo de novo ‑ tendo sempre bem presente que a nossa acção há‑de ser ditada por desígnios eminentemente fundacionais, sob pena de nada valer de nada.”
Cadernetas de cromos (XII)
A caderneta de hoje é A Conquista do Espaço, publicada em Portugal pela Agência Portuguesa de Revistas em 1957-58, era uma colecção de 250 cromos, da autoria de Miguel Conde, baseada num original espanhol da editorial Bruguera, tendo três dos cromos sido redesenhados para a edição nacional por Carlos Alberto Santos.
Griffithiana
Falei aqui da obra magistral de D. W. Griffith, O Nascimento de uma Nação, e o Nonas, sempre atento a estas coisas, enviou-me prontamente a informação de que existe uma edição do filme em DVD legendada em português, feita pela espanhola JRB Producciones, que eu desconhecia. Há uns anos atrás, quando a versão que tinha em VHS se tornou obsoleta, comprei a edição da inglesa Eureka Entertainment, que inclui um documentário muito interessante, de 24 minutos, “The Making of...”. Obrigatório em qualquer videoteca.
terça-feira, 21 de abril de 2009
O PNR, o “Prós e prós” e os ausentes
Ontem estive no protesto contra a discriminação feita pelo programa televisivo “Prós e Contras” (de nome, porque de facto é “prós e prós”), ao excluir os partidos extra-parlamentares do debate subordinado às Eleições Europeias 2009. De notar que apenas esteve presente o PNR e nenhum dos outros partidos excluídos se deslocou ao local onde se realiza o programa.
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Quinze filmes
O Miguel Vaz chamou-me a atenção para o facto de a Turner Classic Movies ter elegido o que considerou os quinze filmes clássicos mais influentes, onde se incluem vários dos meus filmes de culto, nomeadamente The Birth of a Nation. Como comentei, achei a lista, que desconhecia, muito interessante. Precipitei-me, depois, numa pequena (in)correcção, ao dizer que The Birth of a Nation não estava “lado a lado” dos outros filmes, mas acima, e bem. Logo seguido de Battleship Potemkin e Metropolis, também muito bem. Nem reparei que a ordem dos filmes era cronológica, já que esses podiam muito bem ser os três “mais influentes”.O que gostei na lista foi o critério da escolha, que nos permite ver os filmes mais “influentes” coincidem com grandes realizadores e as suas melhores obras. O filme de D. W. Griffith, devido ao tema — apesar de evidentemente datado e localizado —, continua a provocar polémica, pese embora a sua reconhecida qualidade e o seu importante papel na história do cinema. Continua, assim, a ser “influente”, para voltar ao critério da TCM. Sobre este realizador, verdadeiro mestre na sua arte, existe no nosso país um óptimo livro publicado pela Cinemateca em 2004. Lembrei ainda, a propósito, as palavras de Jean-Luc Godard: “I think one should mention Griffith in all articles about the cinema: everyone agrees, but everyone forgets none the less.”
Tintin na SHIP

No sábado, como anunciei aqui, decorreu na Sociedade Histórica da Independência de Portugal um encontro sobre Tintin e a paixão da aventura, com a presença do Mário Casa Nova Martins e do Eurico de Barros e a compreensível ausência do João Marchante. Uma óptima experiência da qual saliento o conhecimento e clareza nas exposições dos oradores, que colheram a atenção dos presentes e motivaram a troca de opiniões que se seguiu. Está de parabéns o Núcleo Infante D. Henrique e todos os que contribuíram para este evento. Venham mais!
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Uma estranha ideia de liberdade de expressão
Je ne suis pas d'accord avec ce que vous dites,
mais je me battrai jusqu'à la mort
pour que vous ayez le droit de le dire.
Voltaire
mais je me battrai jusqu'à la mort
pour que vous ayez le droit de le dire.
Voltaire
O editorial da revista «Sábado», publicada hoje, tem um parágrafo que não resisto a transcrever, na sequência do incrível caso do cartaz do PNR e o vereador Sá Fernandes, que por várias vezes referi aqui. Um lembrete de que a liberdade de expressão também se aplica àquilo com o qual não estamos de acordo. Reza assim: “José Sá Fernandes considera que a liberdade de expressão dos partidos políticos começa nas coisas com que ele concorda e acaba naquelas de que ele não gosta — ou que acha esteticamente reprováveis. No passado, o vereador, eleito pelo Bloco de Esquerda e adoptado pelo PS, já tinha explicado como vê uma parte deste limites democráticos. Perante um outdoor do PNR, que apelava à xenofobia e à expulsão dos imigrantes, resolveu mandar retirá-lo numa decisão política disfarçada de medida administrativa. A ideia do PNR pode ser condenável — e é —, mas proibir o partido de a expressar é um atentado à liberdade de expressão e à livre actuação de um partido constitucional.”
Cadernetas de cromos (XI)
Hoje trago duas cadernetas, os Álbuns I e II de Maravilhas do Mundo, uma colecção publicada no nosso país em 1957, pela Agência Portuguesa de Revistas, integrada na Colecção Cultura e baseada um original espanhol da Editorial Bruguera de 1956.
No Álbum I, dedicado às maravilhas naturais, três dos cromos originais, da autoria Miguel Conde, foram substituídos pelas ilustrações de Carlos Alberto Santos relativas ao Vale das Furnas, à Cabeça da Velha, e à Ilha da Madeira.
No Álbum I, dedicado às maravilhas naturais, três dos cromos originais, da autoria Miguel Conde, foram substituídos pelas ilustrações de Carlos Alberto Santos relativas ao Vale das Furnas, à Cabeça da Velha, e à Ilha da Madeira.
No Álbum II, dedicado às maravilhas construídas pelo Homem, dois dos cromos originais, da autoria Miguel Conde, foram substituídos pelas ilustrações de Carlos Alberto Santos relativas ao Mosteiro dos Jerónimos e ao Palácio da Pena.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Terre & Peuple Magazine n.º 39
O último número da revista da associação Terre et Peuple tem como tema de capa “A arma geopolítica” e oferece-nos um excelente dossier com os artigos “Geopolítica da Eurásia. O centro do mundo e os interesses americanos” e “Ocidente e Eurosibéria?”, de Alain Cagnat, “A República não precisa de sábios. Aymeric Chauprade vítima dos inquisidores”, de Pierre Vial, e a análise de fundo “Crónica de uma guerra colonial anunciada”, de Jean-Patrick Arteault.A destacar, o encontro com Gabriele Adinolfi, por ocasião da sua presença em França a apresentar a edição francesa do seu último livro“Pensées Corsaires, Abécédaire de Lutte et de Victoire”, que respondeu às perguntas de Pierre Vial e explicou as perspectivas para a Casa Pound e o Polaris. A não perder, também, a “Crónica da decadência”, de Emmanuel Ratier, a entrevista com Michel Alain sobre o Darwinismo e o artigo “Os nossos antepassados os gauleses. Os nossos antepassados os francos”, de Pierre Vial.
Para além de outros artigos, podemos ainda ler críticas a livros, bem como comentários sobre a actualidade e as habituais rubricas sobre genealogia e culinária.
domingo, 12 de abril de 2009
sábado, 11 de abril de 2009
La Nouvelle Revue d'Histoire n.º 41
À venda nas bancas em Portugal está o número 41 da obrigatória «La Nouvelle Revue d’Histoire». O tema central é “Catástrofes verdadeiras e falsas”, em cujo dossier o destaque vai para o artigo sobre o terramoto de Lisboa de 1755, assinado por Jean-Michel Baldassari, onde encontramos também artigos consagrados à Atlântida, ao saque de Roma, ao ano mil, às invasões bárbaras, ao progresso, bem como uma entrevista com François-Georges Dreyfus e a cronologia de Charles Vaugeois.Destaque ainda para a excelente entrevista com o geopolitólogo francês Aymeric Chauprade sobre a sua visão da História e o seu último livro “Chronique du choc des civilisations”, que lhe valeu o afastamento como professor da École de Guerre, ordenado pelo atlantista ministro da Defesa. A não perder, também, os óptimos artigos “A Alemanha secreta de Claus von Stauffenberg”, de Dominique Venner, e “A brilhante geração Brasillach”, de Philippe d'Hugues.
Podemos ainda ler os artigos “Luísa da Prússia”, de Emma Demeester, “Há três séculos: O fim da supremacia sueca”, de Éric Mousson-Lestang, e as entrevistas com Jean-Pierre Poussou, sobre a História comparada, e Pierre de Meuse, sobre o catarismo. Como sempre, para além de outros artigos, temos a crónica de Péroncel-Hugoz, desta vez sobre a monarquia suíça, e as secções habituais.
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Solidariedade com Abruzzo
A CasaPound lançou uma operação de solidariedade em grande escala para acudir às vítimas do terramoto de Abruzzo. Em todo o território italiano, a associação está a recolher cobertores, roupa, fraldas, leite em pó, água e todos os bens de primeira necessidade que possam servir às populações gravemente atingidas pelo tremor de terra. A CasaPound apela também à solidariedade internacional, através do sistema PayPal.
Réfléchir & Agir n.º 31
O último número da «Réfléchir & Agir» tem como tema central a “extrema-direita em França”, e faz uma excelente análise e reflexão sobre esta família política. O dossier, muito bem conseguido e de leitura obrigatória, conta com entrevistas com Dominique Venner e Jean-Marie Le Pen, os artigos “Psicopatologia da direita nacional”, de Léon Camus, “Le Pen e a Frente Nacional”, de Michel Schneider, “Viva a crise!”, de Alfred Montrose, e “Queremos verdadeiramente ganhar? Tornemo-nos sérios!”, “As sete famílias da extrema-direita francesa” e “Em direcção a que recomposição?”, de Eugène Krampon. Destaque ainda para os artigos “Platão e as três funções indo-europeias”, de Edouard Rix, “Pierre Drieu La Rochelle. O sonho e a acção”, de Daniel Leskens, e “Quatro bolas de couro”, de Pierre Gillieth, sobre o boxe no cinema.Nas muitas notas de leitura, é de assinalar a que se refere ao livro “Pensées Corsaires, Abécédaire de Lutte et de Victoire”, de Gabriele Adinolfi, finalmente traduzido e publicado em França, considerado “um dos grandes livros políticos da década”. Sem esquecer as habituais críticas a livros, música e cinema, os breves comentários à actualidade e outras secções habituais, referência ainda para a breve entrevista com Batskin sobre o bar que abriu em Paris e as actividades aí desenvolvidas.
Continua...
Ainda a propósito do cartaz contra a imigração colocado pelo PNR em Lisboa, é de referir que continua na justiça. Desta vez com uma queixa-crime contra o partido, apresentada pelo vereador Sá Fernandes, por “discriminação racial”, tendo sido aplicada a José Pinto-Coelho a medida de coacção de termo de identidade e residência... Ler mais sobre o desenvolvimento inacreditável deste caso aqui.
Quem vê capas...
O último número do «Magazine Littéraire», nas bancas, tem uma capa bastante enganadora. Apesar de mostrar uma fotografia de Céline, não dedica qualquer artigo ao escritor francês, referindo-o apenas nas linhas que repoduzo a seguir:Moins Céline a cru en l'homme, plus il a aimé les bêtes : c'est « Aux animaux » qu'est dédicacé Rigodon, son dernier roman. À Meudon, pendant les années 1950, il vit très entouré. Outre Bébert le matou, il a ramené du Danemark la chienne Bessy et les chats Thomine et Flûte. Le premier à disparaître est Bébert : « Il est mort agile et gracieux, impeccable, il sautait encore par la fenêtre le matin même ... » (Nord). Pour se consoler, on achète à la Samaritaine un perroquet du Gabon : Toto apprend vite à chanter J'ai du bon tabac. « Louis le laissait en liberté, raconte Lucette Destouches. Il faisait des saletés partout. Toto lui cassait ses crayons, lui faisait des tours pendables. Louis criait contre lui. Toto répondait. » Il y a aussi Balou, Yasmine, Frida, le hérisson Dodard, évoqués dans D'un château l'autre. Et l'agonie de Bessy : « Je voulais pas du tout la piquer... lui faire même un petit peu de morphine... elle aurait eu peur de la seringue... »
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Norteado
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Fim de um mundo
O FSantos lembrou o fuzilamento de Robert Brasillach pelos “libertadores” — o assassinato cobarde de um dos maiores das letras francesas e europeias —, com um excelente texto, do qual não resisti a republicar aqui a sentida e inspirada conclusão, com a qual não podia estar mais de acordo: “A sua execução é bem o símbolo do fim de um mundo onde algum ideal ainda pudesse sobrepor-se ao reino do material, onde os homens não se desunhassem para produzir insensatamente toneladas de desperdício, submetidos à lógica do deus-dinheiro ou da grandeza do partido. O suspiro que Robert deu nessa triste manhã foi também o suspiro final de uma Europa livre e senhora do seu destino de civilização.”
domingo, 5 de abril de 2009
Cadernetas de cromos (X)
sábado, 4 de abril de 2009
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Interrogações blogosféricas
1. A direita portuguesa padece há décadas de síndrome de Estocolmo. Quem o diz é o Manuel Azinhal. Pergunta incómoda: tem uma doença, ou tornou-se uma doença?
2. O activismo é uma brincadeira? Uma fase? Para mim, enquanto militante, é um combate de vida constante. Será? A ler, sem demoras, o texto de Pierre Chatov no Inconformista.
3. Pessoa e a República — um tema deliberadamente esquecido? O BOS lembra-o da melhor forma.
4. A arte morreu? Finalmente em português: o Manifesto do Turbodinamismo.
5. O caso Freeport (ou fripór, em inglês técnico) é importante? Nada como enumerar dez razões, como fez Pacheco Pereira na última «Sábado», também disponível no Abrupto.
2. O activismo é uma brincadeira? Uma fase? Para mim, enquanto militante, é um combate de vida constante. Será? A ler, sem demoras, o texto de Pierre Chatov no Inconformista.
3. Pessoa e a República — um tema deliberadamente esquecido? O BOS lembra-o da melhor forma.
4. A arte morreu? Finalmente em português: o Manifesto do Turbodinamismo.
5. O caso Freeport (ou fripór, em inglês técnico) é importante? Nada como enumerar dez razões, como fez Pacheco Pereira na última «Sábado», também disponível no Abrupto.
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Cadernetas de cromos (IX)
A caderneta de hoje é Bandeiras do Universo, a 2.ª série da Colecção Cultura, um conjunto de álbuns educativos editados pela Agência Portuguesa de Revistas. Foi publicada no nosso país em 1957 e era composta por 128 cromos de E. Vicente Rodriguez, tendo por base um original espanhol da Editorial Bruguera de 1956. Em Portugal foram substituídos o cromo original referente à bandeira portuguesa e o da bandeira dos conquistadores espanhóis pelo da bandeira da fundação nacionalidade, ambos ilustrados por Carlos Alberto Santos.
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Entrevista com Marco Tarchi
Marco Tarchi, que nos anos 70 do século passado foi a figura eminente da Nuova Destra, é hoje professor catedrático de Ciência Política e Comunicação Política da Faculdade de Ciências Políticas da Universidade de Florença e esteve em Portugal, no passado dia 18 de Fevereiro, para uma conferência muito interessante intitulada “O populismo na Europa à luz do caso italiano”, realizada no ICS, à qual assisti. A seguir, tive oportunidade de falar com Tarchi, que foi muito acessível e simpático — fez uma dedicatória no meu exemplar de “Fascismo. Teorie, interpretazioni e modelli” —, mostrando-se bastante interessado na realidade portuguesa. Nessa altura foi também gravada uma entrevista feita por Nuno Rogeiro para o programa Sociedade das Nações, da SIC, que só agora vi graças à internet e que aconselho aos que visitam esta casa.
terça-feira, 31 de março de 2009
A intolerância deles
Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais do que outros.
O Triunfo dos Porcos, George Orwell
Descubra as diferenças
Cadernetas de cromos (VIII)
A caderneta que hoje trago não podia ser mais politicamente incorrecta nos tempos que correm, tal como referi aqui anteriormente. Trata-se da 1.ª série da Colecção Cultura, um conjunto de álbuns educativos editados pela Agência Portuguesa de Revistas, e o seu título é Raças Humanas. Publicada em Portugal em Março de 1956, era uma colecção de 128 cromos de E. Vicente Rodriguez, baseada num original espanhol da Editorial Bruguera de 1955, que no nosso país teve várias edições, sendo a última de meados dos anos 60.

Aqui fica um excerto da nota introdutória desta colecção: “Sobre a Terra vivem cerca de dois mil e quinhentos milhões de pessoas. (...) Contudo, quantas diferenças, não apenas de carácter físico, mas nos costumes, na linguagem, nas crenças, enfim: nos seus modos de viver! Por isso, ao tentar uma classificação das castas humanas, o cientista encontra-se perante essas enormes dissemelhanças, agravadas, ainda, por incessantes cruzamentos, que originam as raças mestiças. Se acrescentarmos a tudo isto, as influências climatéricas e dos hábitos de vida, que actuam sobre o corpo e o espírito humanos, teremos explicada a inumerável variedade de raças, sub-raças e tipos que povoam o nosso globo. A civilização, por seu turno, extingue tradições, e cria um tipo médio de homem moderno, quase uniforme. Todavia, muitas são as diferenças que persistem, ainda, conforme o atestam as páginas deste modesto atlas de povos e raças.
Partindo de Portugal, de que apresentamos vários tipos característicos e pitorescos, e passando para a vizinha Espanha, tão rica, também, de expressão étnica, visitamos o resto da Europa, onde os morenos latinos das margens do Mediterrâneo, tanto contrastam com os loiros saxões, e onde, desde o sardo ao lapão, se percorre a variada gama dos europeus, todos englobados na raça branca. (...)”

Aqui fica um excerto da nota introdutória desta colecção: “Sobre a Terra vivem cerca de dois mil e quinhentos milhões de pessoas. (...) Contudo, quantas diferenças, não apenas de carácter físico, mas nos costumes, na linguagem, nas crenças, enfim: nos seus modos de viver! Por isso, ao tentar uma classificação das castas humanas, o cientista encontra-se perante essas enormes dissemelhanças, agravadas, ainda, por incessantes cruzamentos, que originam as raças mestiças. Se acrescentarmos a tudo isto, as influências climatéricas e dos hábitos de vida, que actuam sobre o corpo e o espírito humanos, teremos explicada a inumerável variedade de raças, sub-raças e tipos que povoam o nosso globo. A civilização, por seu turno, extingue tradições, e cria um tipo médio de homem moderno, quase uniforme. Todavia, muitas são as diferenças que persistem, ainda, conforme o atestam as páginas deste modesto atlas de povos e raças.
Partindo de Portugal, de que apresentamos vários tipos característicos e pitorescos, e passando para a vizinha Espanha, tão rica, também, de expressão étnica, visitamos o resto da Europa, onde os morenos latinos das margens do Mediterrâneo, tanto contrastam com os loiros saxões, e onde, desde o sardo ao lapão, se percorre a variada gama dos europeus, todos englobados na raça branca. (...)”
segunda-feira, 30 de março de 2009
Il est partout
Turbodinamismo. Um novo projecto artístico lançado em Roma, para conhecer no Inconformista.
sábado, 28 de março de 2009
sexta-feira, 27 de março de 2009
Racismos (XII)
O presidente do Brasil afirmou, durante uma conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro britânico Gordon Brown, no país em visita oficial, que não conhece nenhum índio ou negro que tenha contribuído para a instabilidade dos mercados financeiros e que esta "é uma crise fomentada por comportamentos irracionais, de gente branca de olhos azuis, que antes da crise pareciam que sabiam tudo e que agora demonstram não saber nada".
sábado, 21 de março de 2009
Encomendar a «Terra e Povo»
Para receber a Terra e Povo - Revista de Ideias e Cultura basta fazer o seu pedido, nunca esquecendo de mencionar o seu nome e endereço, através de uma das formas abaixo descritas:Via internet
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Por correio
Enviando um cheque à ordem de “Associação Terra e Povo” para Apartado 50508, 1711-001 Lisboa, Portugal.
Preço: € 3 + € 1,5 de portes de correio por cada exemplar.
quinta-feira, 19 de março de 2009
Notícia blogosférica do dia
O regresso a solo do Miguel Vaz. Quem disse que a nossa blogosfera tinha esmorecido?
domingo, 15 de março de 2009
Cadernetas de cromos (VII)
Hoje lembro o Álbum Artistas de Cinema, publicado em 1955 pela Agência Portuguesa de Revistas, uma colecção de 144 fotografias coloridas. A sua origem é provavelmente italiana, já que os primeiros cromos são de artistas italianos. Há três cromos portugueses, representando Carlos José Teixeira, Artur Semedo e Mariana Vilar.
sexta-feira, 13 de março de 2009
Cadernetas de cromos (VI)
A caderneta de hoje é Pinóquio, publicada em Abril de 1954 pela Agência Portuguesa de Revistas, uma colecção de 240 cromos baseados num original espanhol da Editorial Fher, editado nos anos 40 do século passado.
quinta-feira, 12 de março de 2009
quarta-feira, 11 de março de 2009
Ronda blogosférica
1. Grande entrevista do BOS ao Sexo dos Anjos, que é uma excelente conversa com o Manuel Azinhal. A não perder! Ora leiam: “E assim vemos a progressão da "direita sociológica": evoluíram de Salazar a Mário Soares em menos de um quarto de século. Não estou a brincar. Houve gente que fez mesmo este percurso político.”
2. O eterno Retorno do FSantos à blogosfera, desta vez sem mudar de casa. Ainda bem! Que falta (nos) fazia...
3. O politicamente correcto visto pelo Harms a partir da Barbie que, como ele explica, “lê-se Barbe. Como a Cinde, que se escreve Cindy.”
4. O Jorge Ferreira lembra a selvajaria de 11 de Março de 2004 em Madrid, lembrando que o “terrorismo não acabou e não morreu com a partida de Bush”.
5. O Ephemera foi uma excelente ideia de Pacheco Pereira de disponibilizar a sua biblioteca e aquivo online. Verdadeiro serviço público. Já sou assíduo.
2. O eterno Retorno do FSantos à blogosfera, desta vez sem mudar de casa. Ainda bem! Que falta (nos) fazia...
3. O politicamente correcto visto pelo Harms a partir da Barbie que, como ele explica, “lê-se Barbe. Como a Cinde, que se escreve Cindy.”
4. O Jorge Ferreira lembra a selvajaria de 11 de Março de 2004 em Madrid, lembrando que o “terrorismo não acabou e não morreu com a partida de Bush”.
5. O Ephemera foi uma excelente ideia de Pacheco Pereira de disponibilizar a sua biblioteca e aquivo online. Verdadeiro serviço público. Já sou assíduo.
Cadernetas de cromos (V)
Hoje trago aqui a mais popular caderneta de sempre no nosso país. História de Portugal foi publicada pela Agência Portuguesa de Revistas em Outubro de 1953. A primeira edição era composta por 203 cromos ilustrados por Carlos Alberto Santos, a partir da compilação feita por António Feio, segundo as Histórias de Portugal, oficialmente aprovadas, de António G. Matoso, Chagas Franco e Janeiro Acabado. A caderneta custava, então, 4$00, e na contra-capa afirmava-se que esta era uma “publicação de interesse pedagógico”. A esta edição seguiram-se mais de vinte, apesar de o editor só reconhecer dezassete. A última data de Outubro de 1973, exactamente vinte anos depois da primeira, fazendo desta a colecção com a maior longevidade de sempre em Portugal. Para quando uma nova edição? Ainda não perdi a esperança...


terça-feira, 10 de março de 2009
Europe-Jeunesse: Plus est en Nous
O Inconformista fez referência ao Movimento de Escutismo Europe-Jeunesse, um excelente projecto de formação juvenil que se concretizou em 1975, em França, e que se mantém até hoje. Como aqui já disse, gostei muito de ver os seus membros, que me inspiraram na afirmação da importância da formação do mais jovens para o nosso combate. Um exemplo.
Aqui fica a capa da publicação Plus est en Nous – lema do movimento –, de 1977, com os princípios orientadores e a referência a Nicolas Benoit, fundador do verdadeiro escutismo francês e aquele a que a Europe-Jeunesse se mantém fiel.
Aqui fica a capa da publicação Plus est en Nous – lema do movimento –, de 1977, com os princípios orientadores e a referência a Nicolas Benoit, fundador do verdadeiro escutismo francês e aquele a que a Europe-Jeunesse se mantém fiel.
Cadernetas de cromos (IV)
Hoje publico a única caderneta francesa que tenho na minha colecção. Trata-se de L'encyclopédie par le timbre - Le Monde et ses Merveilles, uma colecção de 60 cromos, publicada pela Cocorico, em 1953, baseada num original americano.
Para além da capa e contracapa, publico também a página 39, referente à que chamaram “a máquina que pensa”, uma viagem no tempo muito interessante para descobrir esta “calculadora electrónica”, pré-histórica para quem vive na era da informática como nós.
Para além da capa e contracapa, publico também a página 39, referente à que chamaram “a máquina que pensa”, uma viagem no tempo muito interessante para descobrir esta “calculadora electrónica”, pré-histórica para quem vive na era da informática como nós.
Laranja podre
A situação na Ucrânia é desastrosa. A Revolução Laranja, apregoada por tantos como a via a seguir para a “ocidentalização” (leia-se americanização) do Leste da Europa, “deu origem a um enorme pântano onde ninguém se entende”, como diz Miguel Monjardino na sua análise publicada última edição do semanário «Expresso», onde considera que “o país está num impasse político” e “a caminho de um precipício económico”.
Sobre este tema e a sua complexidade falei aqui em tempos e, infelizmente, nada se alterou no que toca à posição encolhida da UE, sem vontade de afirmar a Europa como uma super-potência. A Europa não se pode fazer contra a Rússia e a mando dos EUA.
Para auxiliar à compreensão da geopolítica ucraniana, recomendo o mapa “As quatro Ucrânias”, que publico abaixo, retirado do “Dictionnaire de Géopolitique”, 2.ª edição, de 1999, de Aymeric Chauprade e François Thual, bem como a entrada relativa à Ucrânia, onde se questiona: “sobreviverá a Ucrânia nas suas fronteiras actuais, ou conhecerá divisões e separações territoriais?”.
Sobre este tema e a sua complexidade falei aqui em tempos e, infelizmente, nada se alterou no que toca à posição encolhida da UE, sem vontade de afirmar a Europa como uma super-potência. A Europa não se pode fazer contra a Rússia e a mando dos EUA.
Para auxiliar à compreensão da geopolítica ucraniana, recomendo o mapa “As quatro Ucrânias”, que publico abaixo, retirado do “Dictionnaire de Géopolitique”, 2.ª edição, de 1999, de Aymeric Chauprade e François Thual, bem como a entrada relativa à Ucrânia, onde se questiona: “sobreviverá a Ucrânia nas suas fronteiras actuais, ou conhecerá divisões e separações territoriais?”.
segunda-feira, 9 de março de 2009
Cadernetas de cromos (III)
O Mário Martins fez uma sugestão oportuna sobre esta série de posts (obrigado!), dizendo-me para publicar também as imagens das contracapas. Ora, no caso de hoje, isso era imprescidível para se conseguir ler totalmente o título da caderneta. O Mundo Maravilhoso do Reino Animal foi uma colecção de 192 cromos ilustrados por M. Mendonça, publicada em 1953 por Júlio Machado S. e distribuída pela Agência Internacional. Foi o primeiro concorrente da Agência Portuguesa de Revistas neste filão que se revelava o mundo dos cromos, não tendo, no entanto, grande sucesso devido à fraca qualidade dos desenhos.
domingo, 8 de março de 2009
Fim de ciclo
Quando converso com alguém de estudos clássicos interesso-me sempre em saber a sua opinião sobre os tempos em que vivemos. Quase sempre as suas visões coincidem com a minha perspectiva de que vivemos um fim de ciclo.
Vem isto a propósito da entrevista que António Guerreiro fez à professora Maria Helena da Rocha Pereira para o suplemento «Actual» da última edição do semanário «Expresso». À pergunta “A cultura grega e a latina não lhe serevem de mediação para observar o mundo contemporâneo?”, respondeu: “Vejo sempre tudo através dessa mediação e verifico que há características positivas e negativas nos tempos actuais que também existiram na Antiguidade. Ao contrário da ideia dos historiadores de que a História não se repete, há algo que se está a repetir: a perda dos padrões éticos, como no final do Império romano.”
Vem isto a propósito da entrevista que António Guerreiro fez à professora Maria Helena da Rocha Pereira para o suplemento «Actual» da última edição do semanário «Expresso». À pergunta “A cultura grega e a latina não lhe serevem de mediação para observar o mundo contemporâneo?”, respondeu: “Vejo sempre tudo através dessa mediação e verifico que há características positivas e negativas nos tempos actuais que também existiram na Antiguidade. Ao contrário da ideia dos historiadores de que a História não se repete, há algo que se está a repetir: a perda dos padrões éticos, como no final do Império romano.”
Miguel Serrano
O Crepúsculo dos Deuses é só dos Deuses, mas a Ressurreição dos Deuses, é a Ressurreição do Herói.
Miguel Serrano
“La Resurrección del Héroe”
“La Resurrección del Héroe”
Morreu no mês passado Miguel Serrano, figura controversa pelo seu apoio declarado ao nacional-socialismo. Autor de mais de 40 obras, foi escritor, poeta, ensaísta, explorador, diplomata e uma figura maior do panorama literário chileno. Apesar do seu talento reunir bastante reconhecimento no seu país, nunca recebeu o prémio nacional de literatura do Chile por motivos políticos, mesmo quando foi proposto pelo escritor Armando Uribe, em 2006. Teórico do “Hitlerismo Esotérico”, conheceu e foi amigo de grandes figuras internacionais, como foi o caso de Herman Hesse e C. G. Jung. As suas ideias foram alvo de várias interpretações e detracções; visto por uns como génio e por outros como louco, não deixará der ser um caso singular e os seus trabalhos darão ainda, com certeza, muito que falar.
«Terra Portuguesa» n.º 2
Já está disponível o segundo número do Boletim «Terra Portuguesa» cujo destaque vai para a última manifestação do 10 de Junho, merecendo também especial atenção a repressão por parte do sistema à Festa Nacionalista de Verão.Entre diversas secções e espaços, este número traz ainda um artigo de Humberto Nuno de Oliveira, cabeça-de-lista do PNR às Eleições Europeias de 7 de Junho, sobre o Tratado de Lisboa.
O preço de cada exemplar é € 2 (acrescido de portes de envio). Os interessados podem fazer os pedidos por correio electrónico através do endereço: ce@pnr.pt.
sábado, 7 de março de 2009
All the way down

The Wrestler fez correr muita tinta sobre o regresso de Mickey Rourke aos grandes papéis e, especialmente, no paralelo entre a vida de Randy 'The Ram' Robinson, personagem por ele interpretado, e a sua própia. A história de um famoso wrestler dos anos 80 que agora sobrevive num circuito de segunda assentou que nem uma luva a Rourke. Quem melhor para representar uma estrela decadente? A verdade é que ele, debaixo do seu aspecto desfigurado e monstruoso, nos revela o grande actor que muitos pensavam fatalmente perdido. Quando alguém me falava mal de Mickey Rourke recordava-me logo de Rumble Fish, agora vou lembrar-me também de The Wrestler. Outra óptima prestação é a de Marisa Tomei, uma stripper com quem The Ram tenta sem sucesso uma relação séria e cuja profissão, em muitos aspectos, se assemelha à dele.
Sempre agarrado a glórias passadas, este lutador não quer desistir, mas a sua saúde força-o a isso. Ensaia, a partir de aí, uma tentativa de uma vida “normal”, um novo rumo de quem se retirou. Mas nada corre de feição, conseguindo mesmo estragar o reatar de uma relação com a filha, para quem sempre foi um ausente. Perante o descalabro, resta-lhe a que sempre foi a sua vida, o wrestling, e a que sempre foi a sua família, os espectadores.
Darren Aronofsky, que já em Requiem for a Dream demostrara grande talento, realiza optimamente este último combate de uma vida que foi sempre a descer, com um excelente ritmo e planos muito bem conseguidos.
Sempre agarrado a glórias passadas, este lutador não quer desistir, mas a sua saúde força-o a isso. Ensaia, a partir de aí, uma tentativa de uma vida “normal”, um novo rumo de quem se retirou. Mas nada corre de feição, conseguindo mesmo estragar o reatar de uma relação com a filha, para quem sempre foi um ausente. Perante o descalabro, resta-lhe a que sempre foi a sua vida, o wrestling, e a que sempre foi a sua família, os espectadores.
Darren Aronofsky, que já em Requiem for a Dream demostrara grande talento, realiza optimamente este último combate de uma vida que foi sempre a descer, com um excelente ritmo e planos muito bem conseguidos.
Li algures que este filme tinha um “final americano”. Não sei que outro final poderia ter um filme passado no mundo do wrestling. Seja como for, não podia acabar melhor.
sexta-feira, 6 de março de 2009
Cadernetas de cromos (II)
A caderneta de hoje é A Gata Borralheira, colecção de 136 cromos publicada pela Agência Portuguesa de Revistas em Maio de 1953. Uma versão nacional de um original espanhol publicado anos antes pela Editorial Bruguera.
quinta-feira, 5 de março de 2009
Cadernetas de cromos (I)
Para o Mário Martins.
Como já aqui disse, os cromos fizeram parte da minha infância. Foi por isso que fiquei muito contente com um grande conjunto das primeiras cadernetas publicadas em Portugal que herdei recentemente. O seu estado é bastante razoável, tendo em conta o tempo passado e as condições do local onde estavam guardadas. Decidi, depois de limpá-las, organizá-las e informar-me sobre a história dos cromos no nosso país, fazer uma série de posts com as imagens as capas e alguns dados sobre a sua publicação. Para isso muito contribuiu o Mário Martins, a quem agradeço a ajuda e esclarecimentos prestados, bem como a indicação preciosa de uma excelente página na internet sobre cromos. A ele, grande apreciador deste hobby que nos marcou, dedico a série que hoje inicio.
A caderneta de cromos mais antiga que tenho é de 1952, ano da edição da primeira caderneta em Portugal, Os Três Mosqueteiros. Trata-se de Branca de Neve e os Sete Anões, uma colecção de 240 cromos inspirada em colecções semelhantes de origem espanhola.
Como já aqui disse, os cromos fizeram parte da minha infância. Foi por isso que fiquei muito contente com um grande conjunto das primeiras cadernetas publicadas em Portugal que herdei recentemente. O seu estado é bastante razoável, tendo em conta o tempo passado e as condições do local onde estavam guardadas. Decidi, depois de limpá-las, organizá-las e informar-me sobre a história dos cromos no nosso país, fazer uma série de posts com as imagens as capas e alguns dados sobre a sua publicação. Para isso muito contribuiu o Mário Martins, a quem agradeço a ajuda e esclarecimentos prestados, bem como a indicação preciosa de uma excelente página na internet sobre cromos. A ele, grande apreciador deste hobby que nos marcou, dedico a série que hoje inicio.
A caderneta de cromos mais antiga que tenho é de 1952, ano da edição da primeira caderneta em Portugal, Os Três Mosqueteiros. Trata-se de Branca de Neve e os Sete Anões, uma colecção de 240 cromos inspirada em colecções semelhantes de origem espanhola.
quarta-feira, 4 de março de 2009
Grande entrevista: José Pinto-Coelho
Mais de 100 mil em desacordo
Este é o número de subcritores da petição contra o Acordo Ortográfico — entre os quais me incluo — , segundo nos dá conta Vasco Graça Moura no seu artigo de hoje no «Diário de Notícias». Mas, apesar desta impressionante participação, parece que (des)governo e (muitos) académicos vão continuar a tapar os ouvidos. Uma vergonha. Como muito bem conclui o escritor, “um país que presa verdadeiramente a sua cultura língua e a sua cultura devia sentir e exprimir a mais profunda das vergonhas pelo que está a acontecer. E devia exigir que não seja assim. Mais de cem mil pessoas já o fizeram”.
A defesa da Língua Portuguesa ainda não terminou, assine.
A defesa da Língua Portuguesa ainda não terminou, assine.O Kosovo visto por quem sabe
Numa entrevista notável, publicada na revista «Notícias Sábado» n.º 163, de 21 de Fevereiro, o Major-General Raul Cunha tem a coragem de falar claro sobre o Kosovo. Agora, que passou um ano da autoproclamada independência daquele território, é a altura ideal para ler quem esteve três anos no Kosovo na Unmik e conhece os Balcãs no terreno desde 1991.Longe de papaguear as cantilenas mediáticas, politicamente correctas, o Major-General Raul Cunha oferece-nos o relato de quem viveu de perto a guerra da ex-Jugoslávia. Sobre o tão falado massacre de Srebrenica diz “(...) a verdade sobre Srebrenica, pelo que ouvi de muitos colegas, ainda está por contar. Muitos dos mortos que estão em valas comuns também são sérvios. Não podemos esquecer que o senhor da guerra muçulmano, que não estava ali na altura do cerco, tinha feito razias nas aldeias sérvias à volta. Havia ali vinganças a pagar.”
Sobre o Kosovo, diz: “No Kosovo estive duas vezes, a primeira na KFOR, em 2000. Nessa altura ainda se vivia um clima de revanchismo por parte dos albaneses. Mas a KFOR tinha muita força: quarenta mil homens. Aos poucos foi feita uma limpeza aos sérvios no Kosovo. Ameaças, compra de propriedade, um tiro aqui, um morto ali, uma tareia acolá e, pronto, as pessoas vão-se. Neste momento, os únicos sítios do Kosovo onde os sérvios sentem alguma estabilidade é nos locais onde eles se juntaram, ou seja, nos enclaves e no Norte. E como o Kosovo, no meu entender, não tem viabilidade sem o Norte, vai haver uma grande pressão do governo de Pristina para retomar o controlo do Norte. É aí que estão as minas de Trepca e é daí que vem a água que arrefece as caldeiras dos geradores de electricidade da central de Obilic.”
E sobre a independência do Kosovo, é categórico: “Independência é como quem diz. A separação. Independentes de quê? Não têm capacidade por si próprios. Agora a separação deles da Sérvia era inevitável. Podia ter sido feita de maneira a deixar a Sérvia salvar a face. Tudo o que se passou sempre nos Balcãs mostrou que a comunidade internacional teve um comportamento que oscilou e não teve uma linha coerente e correcta. No Kosovo violaram-se todas as regras de direito internacional e de acordos previamente estabelecidos. Nós, militares, sentimo-nos mal. Eu andei a dizer aos sérvios da Krajina que aquilo era parte da Croácia e que eles não podiam separar-se. Andei a dizer aos sérvios da Bósnia e aos croatas da Herzegovina que não podiam ser três separados, tinham que ser um país único. E depois, no Kosovo, virámos o discurso: passámos a dizer aos sérvios que têm de deixar os albaneses separarem-se. Com que cara é que fizemos isto? O Kosovo era uma província da Sérvia. Não era uma república.”
Entrevista completa aqui.
Mais Tintin

Aqui fica mais um álbum do Tintin herdado, Les 7 Boules de Cristal, de 1948. Como disse nos comentários ao post anterior, vou partilhar nesta casa as pilhas que recebi (e não sei onde pôr...) e tenho em mente pelo menos duas séries de posts para breve. Adianto já o que aí vem, para deixar água na boca: banda desenhada, cadernetas de cromos, livros escolares, etc.
terça-feira, 3 de março de 2009
Tintin sempre

No dia em que passam 26 anos da morte do genial Hergé, publico a capa do álbum Tintin au Congo, de 1947, infelizmente danificado, que herdei recentemente juntamente com uma pilha de bandas desenhadas da altura. O Tintin é daquelas referências que nos marcam para sempre... Pelo menos até aos 77 anos.
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