domingo, 31 de maio de 2009

Impressões romanas (II): CASAPOVND

A CasaPound é um antigo edifício público abandonado, situado na Via Napoleone, perto do Termini, que foi ocupado com o propósito de providenciar habitação a famílias italianas carenciadas. À frente deste projecto está Gianluca Ianonne, que esteve no nosso país no ano passado, que com os seus rapazes formou esta associação de promoção social que tem feito um trabalho extraordinário de solidariedade e acção cultural. Um exemplo e uma inspiração para toda a Europa.

À entrada da CasaPound estão pintados na parede vários nomes das principais figuras consideradas como referências para os ragazzi. Há apenas um português: o nosso, mas também deles, Fernando Pessoa.

As paredes das escadas estão decoradas com quadros e fotografias, que vão desde Tamara de Lempicka às mulheres do ventennio, passando pelo inspirador Ezra Pound, no primeiro piso.

Na cave funciona o estúdio de música Bunker Noise Service e a sala de trabalho do Blocco Studentesco. No primeiro piso há várias salas de trabalho, incluindo a da Radio Bandiera Nera, e o Ornitorinco. No último andar existe uma sala grande onde regularmente há conferências, apresentações de livros, entre outras actividades. Nos restantes pisos vivem as famílias italianas que graças aos camaradas italianos aqui encontraram um tecto.

sábado, 30 de maio de 2009

Boletim Evoliano n.º 6

Campanha do PNR em Coimbra



Hoje estive na acção de campanha do PNR em Coimbra, onde estiveram presentes vários militantes locais e o presidente do partido. Começou-se com uma distribuição de folhetos em frente ao Portugal dos Pequenitos, coberta pela televisão, que entrevistou o cabeça-de-lista, Humberto Nuno de Oliveira, seguindo-se um almoço-convívio após o qual se realizou um contacto com a população no centro da cidade. A recepção foi boa, notando-se no entanto um grande descontentamento com os políticos em geral e uma tendência para a abstenção. A notícia desta acção de campanha foi transmitida no Telejornal da RTP1.

Destino: Coimbra


Hoje o meu destino é Coimbra, onde vou para participar na acção de campanha do PNR que decorrerá na cidade. Depois de um almoço-convívio, onde estarão presentes o presidente do partido e o cabeça-de-lista às Europeias 2009, terá lugar uma distribuição de folhetos e um contacto com a população.

Os interessados podem inscrever-se por e-mail, para PNRCoimbra@gmail.com, ou por telefone, para o n.º 96 148 83 75.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

3.º tempo de antena do PNR

Por todo o lado

Um dos vários amigos que me telefonou hoje por causa do terceiro tempo de antena do PNR disse-me que, por causa disso, se tinha fartado de ver a minha imagem pela blogosfera nacional fora. Não resisti a responder-lhe, ironizando: É caso para dizer, je suis partout...

Contai aos vossos filhos...

29 de Maio de 1453 é uma data a não esquecer na História europeia. Foi o trágico dia da queda de Constantinopla, capital do Império Romano do Oriente, ocupada pelos turcos até aos nossos dias. É necessário fazer perdurar a sua memória, em especial nesta altura em que a Europa assiste de novo a uma invasão em várias frentes, mas desta feita com uma frente interna, a das comunidades alógenas alimentadas pela imigração. Pior ainda é postura derrotista e a atitude conformada de muitos europeus, quando não colaboracionista com a destruição da nossa civilização. Há apenas uma coisa a fazer manter vivo o espírito da Reconquista.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Impressões romanas (I): Entre os tifosi

Para o Roma, o Sérgio e o Chico.

Começo a série de posts “impressões romanas”, sobre a minha recente ida à cidade eterna, desrespeitando a ordem cronológica, pelo futebol. Estranharão os que me conhecem, com certeza, já que não é coisa a que dê demasiada importância. Mas como hoje se jogou a final da Champions League em Roma, não resisti. Se em Roma temos que ser romanos, como diz o ditado, desta vez até fui romano de clube, pelo menos por um jogo.

A AS Roma recebia o Catania e eu juntei-me aos meus amigos portugueses e italianos, que levam estas coisas da bola a sério, para assistir. Depois de não termos conseguido comprar bilhetes, já que o jogo era considerado “perigoso” devido a confrontos anteriores e, por isso, vedado a não-residentes na cidade, conseguimo-los através dos ragazzi dos Padroni di Casa, que nos abriram as portas da mítica Curva Sud.

À entrada do estádio olímpico de Roma, ao qual nunca tinha ido, deparámo-nos com o impressionante obelisco de mármore, com 17,5 metros de altura, com as inscrições “Mussolini Dux”. Juntamente com os mosaicos fascistas no chão e o Stado dei Marmi, já dentro do perímetro do complexo desportivo, são algumas das réstias do inicialmente chamado Foro Mussolini, construído entre 1928 e 1938, segundo o projecto de Enrico del Debbio e depois de Luigi Moretti.

Uma vez dentro do estádio, depois de revistado pela polícia, uma coisa supreendeu-me logo, é permitido comprar bebidas alcoólicas. Os vendedores correm as bancadas servindo cerveja de lata em copos de papel por 4 euros, entre outras coisas, como é o caso do Amaro, um licor de café vendido por 2 euros em garrafinhas cilíndricas, que fiquei a saber ser a bebida dos ultras. Provei, mas é demasiado doce para o meu gosto. Enquanto provava, assisti a um verdadeiro desporto de bancada que é o salto para a Curva Sud. Explicaram-me que os que não conseguem bilhete de época para esta tão apetecida zona, compram para o lado e saltam as barreiras de acrílico depois de fintar os stewards. Algo que começa antes do início do jogo e se arrasta pela primeira parte. Esta travessia para a “terra prometida” dos hooligans é feita por rapazes bastante jovens, que assim provam, de alguma forma, a sua coragem.

O jogo teve sete golos, algo que nunca esperei de uma partida italiana, e a Roma ganhou por 4-3, no último minuto. Seria de esperar que fosse uma festa nas bancadas, mas não. Nem quis acreditar quando no primeiro golo os adeptos não só não festejaram como vaiaram a equipa. A maioria dos cânticos eram também contra a presidente do clube, que me disseram não investir na equipa, preocupando-se apenas em ganhar dinheiro para si própria. Rosella Senci, proprietária da Roma desde a morte do seu pai Franco Senci, no ano passado, era o alvo da ira dos tifosi. Cânticos, palavras de ordem, vaias, panos, tudo serviu para a atacar.

Resultado: uma óptima e divertida experiência que me ocupou até quase à hora do concerto que se ia realizar ali perto.

2.º tempo de antena do PNR

Cadernetas de cromos (XV)

A caderneta de hoje é FBI, uma colecção de 200 cromos, publicada em 1958 pela Agência Portuguesa de Revistas, baseada num original espanhol da editorial Rollan.


PNR nos Olivais e Encarnação


Hoje estive na acção de campanha do PNR nos mercados dos Olivais e Encarnação, com o cabeça-de-lista e o presidente. Trata-se de uma freguesia onde o voto no partido tem vindo a crescer e o apoio é notório e declarado. Uma óptima manhã a dar a conhecer as propostas do PNR, com a presença da imprensa.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Início da campanha

Iniciou-se hoje oficialmente a campanha eleitoral para as Europeias 2009. Para começar, aqui fica um lembrete:

domingo, 24 de maio de 2009

Fintado

Diz o meu caro amigo Humberto que me conseguiu fintar na compra do último número da «NRH», é verdade. Confesso que sou muito (demasiado?) chato na insistência que faço na compra e publicidade desta revista de referência, aquisição é um acto militante, mas desta vez fui ultrapassado. Apesar disso, já comprei! Adianto que é mais uma edição a não perder, pormenores em breve.

sábado, 23 de maio de 2009

Um céliniano esclarece

O FSantos, meu grande amigo, presenteou-nos com um brilhante comentário vindo de um verdadeiro céliniano, em resposta a mais um texto dos do costume sobre o grande autor francês. Esclarece ele: “Céline não colaborou com a Alemanha. Era anti-semita e esse aspecto da Alemanha nazi atraíu-o mas nunca o levou a actos concretos de colaboração com o ocupante. O resistente Robert Champfleury era o vizinho do andar inferior ao de Céline na Rue Girardon (Montmartre) e conta no seu testemunho "Céline ne nous a pas trahi" como o Dr. Destouches sabia das actividades resistentes que se desenrolavam no andar de baixo, das reuniões conspiratórias que lá decorriam. Obviamente nunca as denunciou. O mesmo Dr. Destouches que passava falsos atestados médicos para livrar jovens do STO, o serviço de trabalho obrigatório nas fábricas alemãs (por cada duas pessoas enviadas os alemães libertavam um prisioneiro francês). O mesmo Céline que, na embaixada alemã, com a cumplicidade do seu amigo e actor Gen Paul, ridicularizou completamente Adolf Hitler, perante o choque dos assistentes, no que terá sido um jantar memorável. Céline, a ter um rótulo, seria anarquista, dizia o que pensava sem se preocupar com as conveniências e com as consequências. Só sofreu com isso. Não era perfeito mas era uma pessoa humana, procurando bizarramente não o demonstrar. Quem com ele de perto privou sabia isso. Como escritor foi dos melhores do séc. XX. A pura apreciação literária da sua obra continua a sofrer com o estigma de estar identificado com o campo perdedor da II Guerra. Porque é que ninguém denuncia o fanático estalinismo de escritores consagrados como Aragon ou Jorge Amado? Porque é que não se fala na abominável “Ode ao GPU” de Aragon, elogio vergonhoso do antecessor da KGB. Ou do prémio literário que Amado recebeu da URSS nos anos 30, no auge do terror?

Sobre o tema volto a aconselhar “Céline e a Alemanha (1933-1945)”, de Alain de Benoist, que considero que, “desmistifica o infundado retrato de "nazi colaboracionista" de Céline, feito por alguma esquerda, bem como certas partes da defesa deste escritor a seguir à Guerra”.

Criminalidade e hipocrisia

Um dos textos que várias pessoas me indicaram desde que voltei foi a lúcida, honesta e corajosa reflexão de Pacheco Pereira que não resisto a reproduzir: "Se Portugal fosse um país a sério, não deixaria sequer um político balbuciar (como fazem no Bloco de Esquerda), face aos acontecimentos no Bairro da Bela Vista, que se trata de uma "questão social". Que a Igreja o diga, ainda se percebe, porque o seu Reino não é cá na Terra, e a caridade com o bom e o mau ladrão faz parte da sua missão. Mas a caridade não é a missão do Estado. A missão de Estado é garantir a nossa segurança, sem mas, nem ambiguidades.
É inaceitável que tal se diga como explicação, argumento, desculpa, hesitação, em vez de dizer-se claramente que os pobres não fazem carjacking, não se armam com uma caçadeira e não vão assaltar bancos, bombas de gasolina, ourives e ourivesarias, e caixas multibanco, para comprar roupa de marca. A subcultura da violência que se instalou nalguns bairros de Lisboa, Setúbal e no Porto, com todas as variantes que vão da violência do futebol e das claques (já todos estão esquecidos do rap dos Ultras da Ribeira) aos gangs organizados, é, como todas as coisas, "social", mas é, primeiro e antes de tudo, criminal. É mais próxima das organizações mafiosas e camorristas, com os seus códigos de honra que servem como factor de identidade e de defesa contra a polícia, do fascismo e da violência terrorista.

Que o diga a maioria dos habitantes desses bairros, gente pacífica e, essa sim, atingida pela pobreza e pela exclusão, mas que ainda arranja forças para ir trabalhar nas limpezas de escritórios às seis da manhã, ou para a construção civil nas carrinhas dos subempreiteiros. Essa sabe muito bem a violência de que é vítima pelos mesmos que, nos momentos cruciais, os jornais e comunicação social hesitam em dizer a cor e a tribo, porque não é politicamente correcto, hesitam em nomear como gangster, ou em tratar... como criminoso. Aparecessem eles de mão ao alto e cabeça rapada, com tatuagens com cruzes gamadas, em vez de ouvirem o kuduro, serem cool niggers, e muito SOS Racismo, e haveria um coro repressivo de mata e esfola. Assim é um "problema social" que eles, coitados, resolvem a tiro e a cocktail Molotov, e a duzentos à hora, porque não têm emprego nas obras.
"

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Humberto Nuno de Oliveira no Jornal 2



Mais uma excelente prestação televisiva do cabeça-de-lista do PNR, Humberto Nuno de Oliveira, desta vez na RTP2.

Regresso

Volto de Roma maravilhado com a cidade (eterna) que havia visitado há quinze anos e tão marcadas memórias me deixara e com o activismo que por lá vi. A CasaPound e todos os projectos associados são simplesmente un altro mondo. Desenvolvimentos em breve...