Mais um número do jornal espanhol «IdentidaD» com uma notícia sobre Portugal, da minha autoria, desta vez o caso inacreditável da censura ilegal ao PNR, através da retirada do cartaz do partido pelo vereador Sá Fernandes.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
«IdentidaD» n.º 15
Mais um número do jornal espanhol «IdentidaD» com uma notícia sobre Portugal, da minha autoria, desta vez o caso inacreditável da censura ilegal ao PNR, através da retirada do cartaz do partido pelo vereador Sá Fernandes.
sábado, 24 de janeiro de 2009
Super-Obama
Contra o unanimismo dos media, valha-nos o Eurico de Barros que, a propósito da entronização de Barack Obama, se lembrou de uma «velha piada dos tempos da antiga União Soviética, em que um cidadão de Moscovo chega ao emprego no Dia de Lenine com a camisa por passar a ferro e o casaco todo amarfanhado. O camarada director pergunta-lhe se ele não tem vergonha de aparecer assim vestido no Dia de Lenine, e o cidadão responde: "Camarada, levantei-me hoje de manhã, liguei a televisão e só ouvia 'Lenine, Lenine, Lenine!'. Liguei então a rádio e só diziam 'Lenine! Lenine! Lenine!'. Tive medo de ligar o ferro de engomar..."»
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Saudade do futuro
Completou ontem dois anos de existência um dos melhores blogs nacionais, o Eternas Saudades do Futuro, do qual sou leitor assíduo. O seu autor, que me honra com a sua amizade, está de parabéns por este trabalho cultural de elevado nível e pela óptima escolha do título. A esse propósito e à laia de presente de aniversário, aqui deixo um extracto do proémio do livro de António Quadros, “Memórias das Origens, Saudades do Futuro”, publicado pela Europa-América, em 1992.
“A saudade do futuro é uma paixão que animou toda a nossa história, como inspira toda a nossa cultura, fautora de acertos ou de erros, mas sempre omnipresente. O hoje é uma passagem evanescente entre um ontem que remonta às origens e um amanhã que é para nós mais, bem mais do que um mundo simplesmente melhor do que este, é um reino da primazia do espírito e dos seus valores, para o qual, consciente ou inconscientemente, trabalha tudo o que em cada um de nós é altruísta, dadivoso, generoso, visionário.”
“A saudade do futuro é uma paixão que animou toda a nossa história, como inspira toda a nossa cultura, fautora de acertos ou de erros, mas sempre omnipresente. O hoje é uma passagem evanescente entre um ontem que remonta às origens e um amanhã que é para nós mais, bem mais do que um mundo simplesmente melhor do que este, é um reino da primazia do espírito e dos seus valores, para o qual, consciente ou inconscientemente, trabalha tudo o que em cada um de nós é altruísta, dadivoso, generoso, visionário.”
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Alice Vieira arrasa sobre a educação
A educação no nosso país piora de dia para dia, já o sabemos. Há muito que colegas meus de curso, hoje professores, me transmitem o estado deplorável a que chegou esta área tão importante. Agora, a degradação tem sido de tal ordem que há cada vez mais pessoas a pôr o dedo na ferida. É o caso da escritora Alice Vieira que, em entrevista publicada hoje no «Público», não poupa críticas nem comede as palavras. Nesta constatação mostra bem ao que se chegou: “Eu comecei a ir às escolas há 30 anos, para apresentar o meu primeiro livro “Rosa, minha irmã Rosa” e ia falar com os alunos de 3.º e 4.º anos. Agora vou, exactamente com o mesmo livro falar a alunos dos 7.º e 8.º anos. Alguma coisa está mal.”
Sobre o acesso às novas tecnologias, afirma que “estamos a queimar etapas, a atirar computadores para os colos dos miúdos quando não sabem ler nem escrever. Só devia chegar quando tivessem o domínio da língua e da escrita.” E mesmo os mais velhos “não sabem utilizar a Internet, não sabem pesquisar, eles clicam, copiam e assinam por baixo. Eu chego a uma escola, vou ver e fizeram 50 trabalhos sobre um livro meu, todos iguais, com os mesmos erros e tudo, porque descarregam da Internet. Pergunto aos professores e respondem-me: “Mas eles tiveram tanto trabalho a procurar...” O professor tem que ensinar a pesquisar. Às vezes, estou a falar com os alunos e tenho a sensação nítida de que não estão a perceber nada do que eu estou a dizer.”
Sobre as razões deste estado de coisas generalizado, diz: “No geral, as crianças têm muitas, muitas dificuldades. E os professores, logo à partida, têm medo que os alunos se cansem e nem tentam! “O quê? Dar isso? Eles não gostam, cansam-se”. Há um medo de cansar os meninos. Desde 1974 que os alunos têm sido muito cobaias da educação. E os professores e os alunos não sabem muito bem o que é que andam a fazer... Aconteceu uma coisa terrível é que tudo tem que ser divertido. Há duas palavras que me põem fora de mim: moderno e lúdico! Tudo tem que ser lúdico, tem de ser divertido, nada pode dar trabalho. Não pode ser!”
Soluções? “É preciso mais autoridade, o professor não pode fazer nada, não tem autoridade nenhuma. A solução passa por mais interesse e mais disciplina. O gosto pelo que se faz. E o professor tem que sentir esse gosto e passar aos miúdos. A profissão é de risco, de missionário e não de funcionário público na acepção pejorativa da palavra. Não é uma profissão como as outras e não é seguramente a de preencher impressos...”
Sobre o acesso às novas tecnologias, afirma que “estamos a queimar etapas, a atirar computadores para os colos dos miúdos quando não sabem ler nem escrever. Só devia chegar quando tivessem o domínio da língua e da escrita.” E mesmo os mais velhos “não sabem utilizar a Internet, não sabem pesquisar, eles clicam, copiam e assinam por baixo. Eu chego a uma escola, vou ver e fizeram 50 trabalhos sobre um livro meu, todos iguais, com os mesmos erros e tudo, porque descarregam da Internet. Pergunto aos professores e respondem-me: “Mas eles tiveram tanto trabalho a procurar...” O professor tem que ensinar a pesquisar. Às vezes, estou a falar com os alunos e tenho a sensação nítida de que não estão a perceber nada do que eu estou a dizer.”
Sobre as razões deste estado de coisas generalizado, diz: “No geral, as crianças têm muitas, muitas dificuldades. E os professores, logo à partida, têm medo que os alunos se cansem e nem tentam! “O quê? Dar isso? Eles não gostam, cansam-se”. Há um medo de cansar os meninos. Desde 1974 que os alunos têm sido muito cobaias da educação. E os professores e os alunos não sabem muito bem o que é que andam a fazer... Aconteceu uma coisa terrível é que tudo tem que ser divertido. Há duas palavras que me põem fora de mim: moderno e lúdico! Tudo tem que ser lúdico, tem de ser divertido, nada pode dar trabalho. Não pode ser!”
Soluções? “É preciso mais autoridade, o professor não pode fazer nada, não tem autoridade nenhuma. A solução passa por mais interesse e mais disciplina. O gosto pelo que se faz. E o professor tem que sentir esse gosto e passar aos miúdos. A profissão é de risco, de missionário e não de funcionário público na acepção pejorativa da palavra. Não é uma profissão como as outras e não é seguramente a de preencher impressos...”
domingo, 18 de janeiro de 2009
Hallal ou kosher?
Perante a actual situação em na Faixa de Gaza, aqui fica o comentário do presidente da associação Terre et Peuple:
A tragédia de Gaza demonstrou aos ingénuos que se recusavam a admitir que o Estado de Israel é capaz de massacrar friamente mais de um milhar de homens, mulheres e crianças em nome da sua dita segurança, apesar da evidente falta de proporcionalidade de forças presentes. Tudo isto em total impunidade (algo que nenhum outro estado no mundo poderia fazer) pois, graças ao apoio incondicional dos EUA (os de Obama como os de Bush), o Estado de Israel sabe que se pode permitir tudo e mais alguma coisa, ridicularizando aberta e totalmente os protestos-lamentos da ONU e das ONG.
Posto isto, mantemos a posição que sempre foi a nossa: enquanto alguns "nacionalistas" (a sua lista é eloquente) acham que é necessário pôr o keffieh ou a kippa, para se afirmarem uns solidários com o palestinos (por hostilidade a Israel), os outros com os israelitas (por hostilidade aos árabes), nós voltamos a dizer que este combate não é o nosso.
Os europeus não podem ser os supletivos dos loucos de Alá ou dos loucos de Javé.
Comer hallal ou kosher? Não, obrigado. Nós preferimos porco.
Pierre Vial
A tragédia de Gaza demonstrou aos ingénuos que se recusavam a admitir que o Estado de Israel é capaz de massacrar friamente mais de um milhar de homens, mulheres e crianças em nome da sua dita segurança, apesar da evidente falta de proporcionalidade de forças presentes. Tudo isto em total impunidade (algo que nenhum outro estado no mundo poderia fazer) pois, graças ao apoio incondicional dos EUA (os de Obama como os de Bush), o Estado de Israel sabe que se pode permitir tudo e mais alguma coisa, ridicularizando aberta e totalmente os protestos-lamentos da ONU e das ONG.
Posto isto, mantemos a posição que sempre foi a nossa: enquanto alguns "nacionalistas" (a sua lista é eloquente) acham que é necessário pôr o keffieh ou a kippa, para se afirmarem uns solidários com o palestinos (por hostilidade a Israel), os outros com os israelitas (por hostilidade aos árabes), nós voltamos a dizer que este combate não é o nosso.
Os europeus não podem ser os supletivos dos loucos de Alá ou dos loucos de Javé.
Comer hallal ou kosher? Não, obrigado. Nós preferimos porco.
Pierre Vial
sábado, 17 de janeiro de 2009
A História em liberdade vigiada
Já aqui tinha referido a associação “Liberté pour l'Histoire”, fundada por René Rémond e hoje presidida por Pierre Nora, e todo a contestação às “leis memoriais”. No último número de «La Nouvelle Revue d’Histoire», é-nos dado conta das últimas novidades desse combate pela liberdade e do protesto que Nora fez em finais do ano passado contra o projecto de decisão-quadro adoptado pelo Parlamento Europeu criminalizando todos os “genocídios, crimes de guerra de carácter racista e crimes contra a humanidade”, seja qual for a época dos crimes em causa e a autoridade que os estabeleceu. «La Nouvelle Revue d’Histoire» associou-se plenamente a este protesto.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Dominique Venner sobre a memória
Nunca é demais dizê-lo, mas Dominique Venner é uma referência maior para mim e os seus editoriais na «La Nouvelle Revue d’Histoire» são verdadeiros ensinamentos de mestre.O editorial do último número tem por título “Metafísica da memória”, do qual não resisto a publicar a conclusão, cuja tradução pilhei ao meu amigo HNO, que em boa hora a fez: Cultivar a nossa «memória», transmiti-la viva às nossas crianças, meditar ainda sobre as provações que a história nos impôs, é preliminar a qualquer renascimento. Face aos desafios inéditos que nos foram impostos pelas catástrofes do século de 1914 e sua mortal desmoralização, encontraremos na reconquista da nossa «memória» étnica as respostas para as quais os nossos antepassados e avós não possuíam ideia, eles que viviam num mundo estável, forte e protegido.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
La Nouvelle Revue d'Histoire n.º 40
Saiu o número 40 da obrigatória «La Nouvelle Revue d’Histoire», óptima revista que felizmente é possível adquirir nas bancas em Portugal. O tema central, bastante actual, é “EUA: O fim do sonho?”. No dossier encontramos os artigos “O fim do sonho americano”, de Dominique Venner, “Permanências geostratégicas”, de Aymeric Chauprade, “Um capitalismo de Casino”, de Antoine Baudoin, “A guerra contra o terror”, de Xavier Raufer, “Os Estados Unidos e a Europa: relações conflituosas”, de Philippe Conrad, uma cronologia e uma bibliografia, bem como as entrevistas com Michel Crouzet e David Victoroff, para além do texto de Alexis de Tocqueville, “Um totalitarismo doce”.Podemos ainda ler os artigos “Quando Tucídides inventou a História”, de Emma Demeester, “Augsbourg e o destino alemão”, de Éric Mousson-Lestang, “A arte de não compreender a história da Alemanha”, de François-Georges Dreyfus, “Espanha: Guerra de memórias” e “A verdadeira morte de Garcia Lorca”, de Arnaud Imatz, e “A verdade sobre o Vale dos Caídos”, de Charles Hirribarrondo.
Destaque ainda para a entrevista com Bernard Lugan, africanista e colaborador regular da «NRH», autor de diversas obras sobre o continente negro e a sua história. Como sempre, para além de outros artigos, temos a crónica de Péroncel-Hugoz, desta vez sobre a Líbia, bem como as secções habituais.
A não perder!
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Para acabar com o “nacional-divisionismo”
A propósito da candidatura do PNR ao Parlamento Europeu, apelei a “todos para um esforço comum necessário para marcar a diferença”. Mas sabemos que apelar à unidade neste meio é tornar-se um alvo para os pseudo-nacionalistas de sofá, que se sentem superiores e omniscientes, sempre de espingarda apontada para o lado, nunca para a frente.
Foi por isso com grande satisfação que li o texto obrigatório do Harms, que caracteriza magistralmente os que classifica como “NA - nacionalistas anónimos”, que segundo ele “dizem-se nacionalistas mas, no íntimo, anseiam pela derrota e desaparecimento de qualquer projecto nacionalista que possa vingar e ter, efectivamente, algo a dizer”, para depois fazer um apelo à unidade — tão necessária — dando exemplos frutíferos do outro lado da barricada. Aprendamos com inimigo e não façamos o seu jogo.
Conclui o Harms: “Quanto aos NA, esses, já sabemos que não contam. Nem sequer para manobras divisionistas. O tempo deles já lá vai”. Concordo. Acabemos de vez com o “nacional-divisionismo”.
Foi por isso com grande satisfação que li o texto obrigatório do Harms, que caracteriza magistralmente os que classifica como “NA - nacionalistas anónimos”, que segundo ele “dizem-se nacionalistas mas, no íntimo, anseiam pela derrota e desaparecimento de qualquer projecto nacionalista que possa vingar e ter, efectivamente, algo a dizer”, para depois fazer um apelo à unidade — tão necessária — dando exemplos frutíferos do outro lado da barricada. Aprendamos com inimigo e não façamos o seu jogo.
Conclui o Harms: “Quanto aos NA, esses, já sabemos que não contam. Nem sequer para manobras divisionistas. O tempo deles já lá vai”. Concordo. Acabemos de vez com o “nacional-divisionismo”.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Tierra y Pueblo n.º 19
O último número da revista da associação identitária Tierra y Pueblo tem como tema central a “A cavalaria medieval, herança e valores para um mundo em crise” e, como nos diz Enrique Monsonís no editorial, “a cavalaria medieval, como no último número de Tierra y Pueblo a montanha, assinálam-nos a via que há de ser seguida. Uma via de Acção numa época de Luta”. Neste dossier podemos ler artigos de Dominique Venner, Pierre Vial, Olegario de las Eras, Andrés del Corral, Rodrigo Emílio, Federico Traspedra, Ernesto Milà, entre outros.Destaque ainda para os apontamentos sobre arqueofuturismo e etnogepolítica e o artigos “Identidade e Etnobiologia”, do Dr. Rolf Kosiek, “A crise económica”, de J. Bochaca e o in memoriam a Peppe Dimitri.
Nas publicações anunciadas, destaque para a tradução espanhola do livro “La Caballería del Honor”, de Pierre Vial.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
domingo, 11 de janeiro de 2009
Um nacionalista para a Europa
Como já foi anunciado pelo PNR, o candidato nacionalista às próximas eleições europeias é o meu caro amigo e camarada Humberto Nuno de Oliveira. Homem de convicções firmes e incansável lutador pela "ditosa pátria nossa amada", é a escolha acertada para uma candidatura realmente alternativa aos partidos (instalados) do sistema, que uma vez acomodados em Bruxelas parece que rapidamente esquecem Portugal.Como não podia deixar de ser, manifesto aqui o meu total apoio a esta candidatura, apelando a todos para um esforço comum necessário para marcar a diferença.
sábado, 10 de janeiro de 2009
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Aymeric Chauprade no grand débat
Só recentemente vi o grand débat, dedicado ao tema «De Munich a Kaboul. La paix a tous prix ?», que aconselho vivamente. Um programa do canal francês Histoire, conduzido por Michel Field, com os comentários de Eric Zemmour, do Figaro Magazine, e a presença dos convidados Hubert Védrine, antigo ministro dos negócios estrangeiros, Olivier Wieviorka, professor de História na ENS, Rony Brauman, antigo presidente da MSF, e Aymeric Chauprade, professor de geopolítica na École de guerre. O destaque vai para a participação deste último, geopolitólogo brilhante, director da «Revue Française de Géopolitique», colaborador habitual de «La Nouvelle Revue d'Histoire», entre outras publicações, e autor de várias obras, sendo a mais recente Chronique du Choc des Civilisations.
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Samuel P. Huntington (1927 - 2008)
Morreu há dias o professor Samuel P. Huntington que se notabilizou pela obra “O Choque das Civilizações e a Mudança na Ordem Mundial”, publicada em Portugal pela Gradiva, em 1999. Neste livro opõe-se à teoria do “fim da História” de Fukuyama, dizendo que os principais actores políticos do século XXI serão as civilizações e não os estados nacionais e que os principais motivos dos conflitos serão religiosos e não ideológicos. A sua teoria provocou grande polémica e desencadeou acesas críticas. Uma excelente e corajosa análise, que foi infelizmente instrumentalizada pela administração Bush como justificação da guerra contra o terrorismo e da invasão do Iraque. Mais recentemente, Huntington viria a ser acusado de xenofobia por alguns críticos, na sequência do seu livro “Who Are We? The Challenges to America's National Identity”, onde alerta para a crescente imigração mexicana e as consequências desta no futuro da sociedade americana.
sábado, 27 de dezembro de 2008
No Prado (IV): A Rendição de Breda
Gosto muito do trabalho de Velázquez, mas a leitura das aventuras do Capitão Alatriste suscitou-me maior curiosidade em “A Rendição de Breda”, de 1634. No livro “O Sol de Breda”, de Arturo Pérez-Reverte, publicado em Portugal pela ASA, em 2007, o narrador, Íñigo Balboa, revela-nos durante uma visita ao pintor espanhol o local no quadro “onde se insinua, meio escondido atrás dos oficiais, o perfil aquilino do capitão Alatriste”. O problema é que ele não está visível hoje e as palavras Íñigo foram por muitos consideradas uma “afirmação gratuita”, como nos diz a nota do editor original publicada no fim do livro, que explica que este mistério foi resolvido pela obra do professor José Camón Aznar, que confirmou “mediante o estudo de uma radiografia da tela” comprovado o facto de, onde “o espectador só consegue ver um lugar vazio sobre o gibão azul de um lanceiro voltado de costas”, a radiografia revelar que “atrás dessa cabeça, adivinhava-se outra de perfil aquilino”.
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
No Prado (III): As Meninas
O meu quadro preferido de Velázquez é “La Familia de Felipe IV”, mais conhecido como “Las Meninas”, de 1656. Desta vez, ao apreciar calmamente a obra, uma amiga demasiado céptica perguntou-me o que, afinal, via eu de tão especial naquela pintura. Respondi-lhe simplesmente que, fora todas as teorias mais loucas, tudo se resumia a uma questão de perspectiva. Um trabalho fantástico que nos colocava no quadro, sem colocar. Um jogo, no verdadeiro sentido do termo.
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
No Prado (II): Entre Deuses e Homens
Tive a sorte de ver no Museu do Prado a exposição temporária “Entre dioses y hombres”, que juntou às esculturas clássicas da sua colecção, 46 peças do Albertinum de Dresden, encerrado para obras, que pela primeira vez estão expostas fora da Alemanha.
Ao percorrer as várias salas da exposição, apreciando estas representações, não pude deixar de lembrar-me das palavras de Dominique Venner sobre o busto de César encontrado em Arles: “Este rosto podia ser de hoje em dia, mas podia também ser mais antigo. O que é espantoso é até que ponto este rosto viril, esculpido pela vida, é o de um Europeu (Bóreo), um tipo humano particular que atravessou os tempos.”
Ao percorrer as várias salas da exposição, apreciando estas representações, não pude deixar de lembrar-me das palavras de Dominique Venner sobre o busto de César encontrado em Arles: “Este rosto podia ser de hoje em dia, mas podia também ser mais antigo. O que é espantoso é até que ponto este rosto viril, esculpido pela vida, é o de um Europeu (Bóreo), um tipo humano particular que atravessou os tempos.”
Réplica Romana. Escola de Policleto
séc. V a. C.
157 x 48 x 42.5 cm
Dresden, Skulpturensammlung Staatliche Kunstsammlungen
séc. V a. C.
157 x 48 x 42.5 cm
Dresden, Skulpturensammlung Staatliche Kunstsammlungen
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
No Prado (I): O Triunfo da Morte
Nos dias em que estive em Madrid voltei ao Prado, museu que não visitava há muitos anos. Descobri, com satisfação, que há um período grátis diário, das 18 às 20 horas, uma prática que devia ser exemplo para os museus nacionais, nomeadamente o MNAA.
Devido a “O Pintor de Batalhas”, um dos melhores livros que li ultimamente, tinha uma longa lista de obras para ver, sendo a primeira “O Triunfo da Morte”, de Brueghel, de 1562. Para ver — e não olhar — e rever sempre que surja a oportunidade.
Devido a “O Pintor de Batalhas”, um dos melhores livros que li ultimamente, tinha uma longa lista de obras para ver, sendo a primeira “O Triunfo da Morte”, de Brueghel, de 1562. Para ver — e não olhar — e rever sempre que surja a oportunidade.
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