domingo, 19 de outubro de 2008
sábado, 18 de outubro de 2008
O eterno lápis azul
Lembrei-me, também, do elogio que o Paulo me teceu aquando do segundo aniversário do Pena e Espada e que me deixou, como lhe disse na altura, sem palavras. Pois é agora o momento ideal para o devolver, bastando substituir o meu nome pelo dele, já que se aplica tal e qual: “(...) Muitos anos antes de me tornar blogueiro, habituei-me a trocar ideias com o Duarte, em tertúlias que ambos integrámos, ou em circunstâncias em que só estivemos presentes os dois. Habituei-me a admirar a Sua honestidade intelectual, os Seus enormes conhecimentos e, last but not the least, o Seu amor aos livros. Mesmo quando divergi Dele, nunca esmoreceu o meu entusiasmo pela forma como defendia aquilo em que acreditava. (...)” É assim a Amizade, não entendo quem a veja de outra forma.
Quem fica a perder, como não podia deixar de ser, é o tal blog colectivo — que, afinal, parece que se pretende único —, como se percebe pela saída de outros dois colaboradores e os protestos nos comentários leitores.
Um abraço, Paulo, e até à tua próxima paragem blogosférica.
Jünger e Céline na Sorbonne

Trouxe, assim, o n.º 326, de 1994, estando o escritor alemão ainda vivo e à beira de completar o seu centésimo aniversário, que tem um excelente dossier com vários artigos, uma cronologia, uma bibliografia e o texto “Leipzig”, um excerto da primeira versão inédita de “O Coração Aventuroso”; e o hors-série n.º 4, de 2002, totalmente dedicado ao escritor francês, do qual destaco três textos inéditos e a entrevista com Lucette Destouches sobre como foi escrito “Rigodon”.
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
O efeito da imigração: do regional ao nacional
Ora, estes efeitos, tal como sucedem a nível regional, também acontecem a nível nacional. Porque a imigração, como fenómeno negativo que é, também produz consequências indesejáveis. É, por isso, que urge sair do “debate” hipócrita, no qual a imigração é apresentada como panaceia para todos os males da sociedade e qualquer crítica ou oposição que se lhe faça é considerada uma atitude “racista” e “xenófoba”, necessariamente reprovável e não permitida.
Maior hipocrisia é a daqueles que pretendem com essa postura “defender os imigrantes”, pois ao permitir uma imigração desregrada, apenas se beneficia o grande capital ao facilitar a exploração dessas mesmas pessoas que era suposto defender. Hipócrita é, também, a crescente atitude xenófila e discriminatória desses “defensores”, ao preferirem a protecção dos imigrantes em detrimento dos nacionais, como se no nosso país não houvesse problemas sociais e laborais graves a resolver.
Tapar o Sol com uma peneira
O problema não é de hoje. O falhanço do sistema de integração republicano em França é notório há anos e as suas consequências têm vindo a agravar-se, apesar de manobras mediáticas que aligeiram ou ocultam as tais notícias. Tal como escreveu Guillaume Faye na sua obra “La colonisation de l'Europe: Discours vrai sur l'immigration et l'islam”, publicada em 2000, os media têm ordens para minimizar tais eventos, foi por isso que “a televisão nunca mostrou as florestas de bandeiras argelinas e os slogans escritos em árabe nos distúrbios nos subúrbios (como durante a "festa" do Mundial de 1998). Da mesma maneira, já não se fotografam ou filmam os inúmeros graffitis do género: "Os árabes fodem a França". Trata-se de dissimular qualquer sinal de hostilidade.”
Mesmo a solução, tantas vezes apresentada como milagrosa, de uma equipa multirracial de nada serve, já que, como diz Faye no mesmo livro, “fazer coabitar raças diferentes, é possível numa equipa de futebol onde os jogadores são pagos a peso de ouro, não nos seio de uma mesma comunidade política e histórica de destino”.
E para aqueles que acham que esta é uma questão francesa, que nada tem que ver com o resto da Europa, nomeadamente com o nosso país, pergunto: lembram-se do jogo, igualmente “amigável”, entre Portugal e Angola, em 2001, marcado pela violência, pelos distúrbios e abstinência policial por medo de “racismo”, que resultou em grave perturbação da ordem pública?
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Apelo
que ides cantando
um sonho de caravelas,
um velho sonho passado
e estafado
com nuvens, luas, estrelas;
Deixai o adeus e a saudade
e esse ficar
aí, de braços cruzados,
a recordar:
— “Conquista, Índias, mistérios...
Tudo se foi.
Só nos resta chorar idos Impérios.
Como isto dói!”
Poetas,
fatal engano:
Se o que foi já não é,
temos ainda os mesmos braços
e a mesma fé.
À nossa volta há tanto para fazer,
tanto mundo a construir...
E vós, a ver!
Que triste Alcácer-Quibir!
Irmãos:
Parai um momento a cantar
quimeras, sonhos vãos,
e ide lançar,
pelas vossas próprias mãos,
um barco ao mar!
António Manuel Couto Viana
in “O Poeta pela mão: Primeiros versos”, 1999.
XIIIe Table Ronde
O tema deste ano foi "O Combate cultural, para fazer o quê?" e a primeira intervenção, não prevista, foi de Pierre Vial que falou da actual situação de crise económica e do fim do capitalismo. Alertando para as consequências que se avizinham citou Lenine: "o primeiro dever de um revolucionário é sobreviver." De seguida falou um membro da Terre et Peuple que representa um grupo de várias famílias que concretizou um "regresso à terra" e falou da sua experiência e de como ela alterou radicalmente a sua vida. Na zona das bancas era possível adquirir algumas das produções dessas quintas.
A sala de conferências
Continuou a sessão Kate Nauwelaers, do Atelier de l’Elfe, falando sobre a Arte e o artesanato populares, e a forma como estes fazem parte da luta pela nossa identidade. Depois foi a vez de Pierre Gillieth, que numa excelente intervenção sobre o cinema, enumerou vários filmes onde é possível encontrar uma mensagem na qual nos revemos, conseguindo a participação da audiência. Frisou a importância de se reconhecer o talento, mesmo quando apreciamos autores que não são dos nossos, pois uma postura fechada é a característica dos nossos inimigos, afirmando que "podemos ser tanto ecléticos como abertos sem esquecer e negar os nossos valores". Seguiu-se Morgane, que falou do papel da música no combate cultural identitário e da sua experiência pessoal. Depois de um breve intervalo, foi a vez de Katerine Mabire que falou sobre a literatura, especialmente na vasta e marcante obra de Jean Mabire. Em seguida, tempo para ouvir a fantástica e eloquente intervenção de Jeanne Desnoyers sobre um tema pouco abordado na nossa área, o teatro popular, a sua importância e a forma como evoluiu e tocou as populações em França. Depois, Jean-Claude Valla lembrou o poder da História e a forma como o trabalho dos historiadores e investigadores tem sido cada vez mais impedido em França, tanto por medidas legais, como por diversas pressões. Teve por fim a palavra Pierre Vial, que reiterou a importância do combate cultural, fazendo um ponto da situação actual e afirmando que é a nossa missão porque "a cultura é a expressão da alma de um povo".
A zona das bancas
Como sempre havia uma grande zona de bancas, onde era possível encontrar livros, revistas, música, artesanato, representações de associações e autores, e uma zona de refeições. Pela primeira vez, o material da Terra e Povo esteve disponível na banca partilhada com os nossos camaradas da Tierra y Pueblo.
A banca luso-espanhola
O convívio foi excelente com camaradas de vários países, em especial com os franceses e os espanhóis. Estes últimos contavam também com uma delegação de cinco pessoas e juntos visitámos o Palácio de Versailles no dia a seguir ao evento.Delegações portuguesa e espanhola em frente ao Palácio de Versailles
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Éléments n.º 129
O último número da «Éléments» tem como tema central o Mediterrâneo, considerado “nossa mãe”, e oferece um dossier com uma entrevista com o professor de direito internacional Danilo Zolo, feita por Alain de Benoist, o relato de um ano no Mediterrâneo, “De Toledo a Cartago”, de Ange-Marie Guerrini, a entrevista com o professor de história comtemporânea Frédéric Musso, “O Mediterrâneo, fonte de toda a nostalgia”, e o artigo de Gabriel Matzneff “O Venus, regina Cnidi Paphique...”. Este tema e o editorial de Robert de Herte serão alvo de análise num post posterior.Destaque ainda para a entrevista com Julien Hervier, tradutor e especialista em Ernst Jünger, o “reencontro” de André Coyné com Jorge Luis Borges, e os artigos sobre Kenneth White, pai da geopoética, de Fabrice Valclérieux, sobre o escritor Charles-Ferdinand Ramuz, de Eric Werner, e sobre a obra de René Girard, de Alain de Benoist, para além da rubricas habituais.
terça-feira, 14 de outubro de 2008
«IdentidaD» n.º 11
Destaque neste número do «IdentidaD» para a parte do dossier sobre a imigração dedicada ao nosso país, com o artigo de fundo “Imigração em Portugal”, de César Brito, e “Uma situação incontrolável”, da minha autoria.segunda-feira, 13 de outubro de 2008
O reconhecimento do Kosovo (IV)
domingo, 12 de outubro de 2008
“Desenvolvidos”
A difícil defesa da liberdade (II)
Tierra y Pueblo n.º 18
Destaque ainda para os artigos “Sérvia, Albânia e a geopolítica da fronteira sudeste europeia”, de Robert Steuckers, “O Sangue ou a memória do eterno”, de Àlvar Riudellops e Andrés del Corral, e a análise política de E. Monsonís sobre “O difícil caminho até um partido identitário em Espanha”.
Nas recensões críticas, nota para a de Eduardo Núñez sobre o livro de Arturo Pérez-Reverte “Un Día de Cólera”, e a de Mirmidón sobre “Um Inimigo do Povo”, obra do dramaturgo norueguês Henrik Ibsen.


Master and Commander: The Far Side of the World, Peter Weir, 2003.