segunda-feira, 21 de julho de 2008

Diferenças incómodas

A diferenças humanas são incómodas para certos bem-pensantes, já o sabemos. É por isso que o reconhecimento dessas evidências, ainda para mais com base científica, obriga a uma referência. Vem isto a propósito da notícia, citada e comentada pelo meu caro amigo Humberto, que nos dá conta de que existe um gene africano que facilita infecção pelo HIV e aumenta a protecção contra a malária. Mais um caso como o do “medicamento racista”, de que já aqui falei, a mostrar que os dogmas contemporâneos também caiem.

domingo, 20 de julho de 2008

Terre & Peuple Magazine n.º 35

Mais um número da obrigatória revista da associação Terre et Peuple que desta vez destaca na capa o tema “Raças e Inteligência: Um assunto sulfuroso?”, com um artigo de Pierre Vial que salienta os dogmas instituídos hoje em dia sobre a questão e a excelente análise de fundo de Michel Alain sobre este tema polémico. A não perder, também, é a grande entrevista com o presidente da Terre et Peuple, a fazer um ponto da situação actual do movimento e uma continuação do seu livro publicado em 2000 “Une Terre, un Peuple”.
De referir ainda os artigos “Elementos de uma iconografia indo-europeia”, de Jean Haudry, “Más e boas razões para ser contra a independência do Kosovo”, de Jean-Patrick Arteault, e “Líbano impossível!”, de Alain Cagnat.

Podemos ainda ler as habituais secções e notícias, merecendo destaque, nas recensões críticas, o livro “Aristote au Mont Saint-Michel”, de Sylvain Gouguenheim, professor de História Medieval, “Petit Frère”, do jornalista Éric Zemmour, “L´Épuration”, de Pierre Gillieth, e o volume da colecção Qui suis-je ? sobre Doriot, de Jean-Claude Valla.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Subsídio-dependentes

«Cerca de 90% da população activa residente na Quinta da Fonte beneficia do Rendimento Social de Inserção, de acordo com dados da Câmara Municipal de Loures. E muitos, apesar de pagarem rendas de 4,26 euros por mês, devem neste momento à autarquia quantias que chegam aos oito mil euros, apurou o CM junto da Divisão Municipal de Habitação. Quer isto dizer que, desde que foram alojados na freguesia da Apelação, em 1997, muitos dos que beneficiaram do Programa Especial de Realojamento nunca cumpriram com o acordado.»

Quando vejo notícias destas, lembro-me da música Public Assistance, dos americanos Agnostic Front, cuja letra gerou grande polémica na altura.

You spend your life on welfare lines
Or looking for handouts
Why don't you go find a job
You birth more kids to up your checks
So you can buy more drugs
Cash in food stamps and get drunk

Uncle Sam takes half my pay
So you can live for free
I got a family and bills to pay
No one hands money to me
You can go to school for nothing
Got that government grant
Get money in advance
When you're sick from shooting up
Medicaid pays full portion
When little Maria gets knocked up
She gets a free abortion

How come it's minorities who cry
Things are too tough
On TV with their gold chains
Claim they don't have enough
I say make them clean the sewers
Don't take no resistance
If they don't like it go to hell
And cut their public assistance

quarta-feira, 9 de julho de 2008

A conversão de Jünger

Jünger-Haus, Wilflingen

Na entrevista publicada no último número de «La Nouvelle Revue d’Histoire», Julien Hervier esclarece as razões da conversão de Ernst Jünger ao catolicismo pouco antes de morrer: “Jünger sempre teve o desejo de viver de acordo com os ritos do seu país. Considerava, assim, necessário adoptar a religião da sua comunidade. Ora a Suábia onde ele vivia há muito tempo é católica. Para além de a legislação alemã obrigar à declaração da confissão segundo a qual se quer ser sepultado. Foi uma das motivações da sua conversão tardia, a fim de que o funeral fosse celebrado de acordo com o rito das gentes da sua terra.” Sinceramente, não consigo lembrar-me de um motivo mais pagão para uma conversão.

terça-feira, 8 de julho de 2008

De Gaulle

Como já disse no Jantar das Quartas, é possível ver em linha o programa do canal francês Histoire grand débat dedicado ao tema «De Gaulle 1958 : la grande méprise ?», que contou com a presença entre os convidados de Dominique Venner, historiador que muito prezo e director da revista «La Nouvelle Revue d'Histoire», que tanto aprecio, bem como autor, entre tantas outras obras, de «De Gaulle: La grandeur et le néant».

sábado, 5 de julho de 2008

A arte está na rua


Há uma semana atrás dei de caras com um trabalho do meu amigo Devir em plena rua. Minutos passados, encontro-o. Dei-lhe os parabéns e falámos sobre muita coisa, como é usual, mas a conversa centrou-se na observação de que a quase totalidade dos transeuntes ignorava, pura e simplesmente, esta dádiva que ele havia deixado no nosso bairro. Um abraço e obrigado por esta brisa estética numa artéria tão movimentada da cidade.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Dois pesos e duas medidas

Mais uma demosntração de que o Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugoslávia funciona num sistema binário, onde de um lado estão os "maus", os sérvios, e do outro os "bons", todos os outros. Foi ilibado após recurso o bósnio Naser Orić, o antigo comandante muçulmano das forças de Srebrenica, que havia sido condenado em primeira instância.



Nunca é demais rever este vídeo muçulmano de propaganda anti-sérvia, onde se louva o "herói" agora absolvido.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Tierra y Pueblo n.º 17

O último número da revista da associação identitária Tierra y Pueblo, dedicado à Rússia, é simplesmente imperdível. Como nos diz Enrique Ravello no editorial, “a Rússia reabre a História”, considerando que “Putin desmente Huntington e Fukuyama”. Com diversos artigos que versam desde a história russa à política actual, passando pela geopolítica, não esquecendo a arte, a literatura e a poesia, o destaque vai para o excelente dossier intitulado “De onde vêm os russos?”, com artigos de Jean Haudry, Pierre Vial e Juan Gilabert.

domingo, 22 de junho de 2008

Parar o crescimento

Já aqui tenho falado no decrescimento e na impostura do progresso, algo muito importante para reflectir e agir nos tempos que correm. É por isso que aconselho vivamente a leitura das respostas sobre este tema de Alain de Benoist, autor de “Demain, la décroissance ! Penser l'écologie jusqu'au bout”, publicadas no inconformista.info.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

La Nouvelle Revue d'Histoire n.º 36

Não há dúvida que em certas coisas vale a pena gastar dinheiro. Uma delas é comprar «La Nouvelle Revue d’Histoire» que, como vem sendo hábito, aconselho aqui regularmente por se tratar de uma publicação de elevada qualidade.

O tema central deste n.º 36 é “Mai 68. Les enfants du gaullisme”, que nos oferece um óptimo dossier com os artigos “De Maio de 58 a Maio de 68 uma outra França”, de Dominique Venner, “O grande carnaval de Maio de 68”, de Antoine Baudoin, e “A invasão dos psis”, de Jean-Paul Rassinier, uma cronologia de acontecimentos entre 1944 e 1968 feita por Philippe Conrad, duas entrevistas com Philippe d'Hugues e Jean Bothorel, o retrato de Nimier pela pena de Jean Mabire, entre outros, magistralmente concluído pela reflexão de Venner intitulada “Quarenta anos depois”.

Destaque ainda para a entrevista com Julien Hervier sobre Ernst Jünger, a “redescoberta” do Imperador Juliano por Christopher Gérard e a entrevista com o filósofo François Jullien.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

P&R

P.: Por que votaram os irlandeses contra o Tratado Reformador da União Europeia?

R.: Porque puderam.

domingo, 15 de junho de 2008

A lição irlandesa

A Irlanda rejeitou o Tratado Reformador da União Europeia em referendo. Os intelectuais bem-pensantes, incomodados com a vontade popular que não interessa, apressaram-se a “explicar” e “prever soluções”. Esperemos outra consulta, porque quando finalmente o resultado for o que (lhes) interessa, já não há mais votações.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Desfile patriótico

Para assinalar o 10 de Junho, data que muitos querem fazer esquecer ou até diabolizar, promoveu o PNR um desfile patriótico que juntou mais de 300 nacionalistas em Lisboa. Depois de reunidos no Largo de Camões, fizeram um percurso até à Praça dos Restauradores, onde o presidente do partido, José Pinto-Coelho, proferiu um breve discurso.

De notar a excelente organização do evento e o excepcional comportamento dos participantes, que motivou, naturalmente, a simpatia e apoio de muitos transeuntes. Apesar da forte presença dos media , como não houve “problemas”, não foi muito noticiado. Mais uma vez, apesar de todas as adversidades, a marcha por Portugal não cessa o passo.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

«Terra Portuguesa»

Antes no Desfile Patriótico promovido pelo PNR no dia 10 de Junho, foi lançada a revista «Terra Portuguesa», órgão oficial do partido de periodicidade trimestral, num encontro que reuniu cerca de 80 militantes e onde se discutiram estratégias de acção.

No primeiro número desta publicação que tem como objectivo principal dar a conhecer, de forma rigorosa, as actividades desenvolvidas por militantes e apoiantes do PNR, o destaque vai para a 3.ª Convenção Nacional do partido, realizada no início de 2008. De referir, ainda, a entrevista a Vasco Leitão, dirigente nacional do PNR, centrada na prisão domiciliária a que esteve sujeito durante 13 meses por, alegadamente, ter expresso por escrito ideias “incorrectas”, para além de diversas secções e espaços que contam com a colaboração de vários militantes, nomeadamente sobre cultura ou crítica literária, como é o caso do texto de Bruno Oliveira Santos, contra o acordo ortográfico.

O preço de cada edição é de € 2 (acrescido de portes de envio). Os interessados podem fazer os pedidos por correio electrónico através do endereço: ce@pnr.pt

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Ainda o Latim

Quando leio que o “número de alunos a aprender Latim diminuiu 80% em dois anos” nas escolas portuguesas, só posso lamentar a forma como se vai atirando o nosso país para níveis inacreditáveis de ignorância. Já aqui relatei como reencontrei o Latim na parte curricular do mestrado e como me recordou os tempos de liceu. Tanto no ensino secundário como no superior tive Latim por opção. Esta é uma situação que critico desde quando frequentava o 1.º ano de Latim, no 10.º ano de escolaridade, considerando que devia ser, naturalmente, uma disciplina obrigatória. Obrigatória no secundário, mas também, logicamente, em muitos cursos superiores. Como aceitar que esta seja uma matéria opcional para as licenciaturas em História, Filosofia e Direito? E mesmo no campo das ciências, nos cursos de Biologia e Zoologia, por exemplo?

Ainda há dias, conversei com uma amiga que é agora professora num colégio particular onde se visa a excelência, que me disse que lá o Latim é “obviamente obrigatório”, para além da especial atenção dada às artes e ao desporto. Um verdadeiro “mundo à parte” do ensino público.