terça-feira, 20 de maio de 2008
sábado, 17 de maio de 2008
Discurso
Quando a dor e o horror vão atingir o cúmulo
Do horror e da dor, antes do sangue e dos destroços,
Quero ir a Covadonga violar o meu túmulo
E a Alcácer-Quibir exumar os meus ossos.
Quero trazer-me nas mãos alucinadas,
Ou mais, no coração,
Eu que só soube combater no tempo das espadas
Pelo rei Pelaio e pelo rei Sebastião.
E unido de novo ao que fui de vitória
E derrota sem medo, além de mim, além-mar,
Ser reduto da cruz na agonia da História
E morrer devagar!
António Manuel Couto Viana
in “Nado Nada”, 1977.
Do horror e da dor, antes do sangue e dos destroços,
Quero ir a Covadonga violar o meu túmulo
E a Alcácer-Quibir exumar os meus ossos.
Quero trazer-me nas mãos alucinadas,
Ou mais, no coração,
Eu que só soube combater no tempo das espadas
Pelo rei Pelaio e pelo rei Sebastião.
E unido de novo ao que fui de vitória
E derrota sem medo, além de mim, além-mar,
Ser reduto da cruz na agonia da História
E morrer devagar!
António Manuel Couto Viana
in “Nado Nada”, 1977.
sexta-feira, 16 de maio de 2008
Cinema da Sérvia
Começou na passada Quarta-feira o Ciclo “Cinema da Sérvia” na Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema que terminará no dia 30 de Maio. Através da exibição de dez filmes, esta iniciativa é uma óptima oportunidade para conhecer algumas das produções deste país com uma tradição cinematográfica que remonta aos finais do século XIX.
quinta-feira, 15 de maio de 2008
A “independência” do Kosovo (V)
Quando foi emitido, classifiquei aqui de leitura obrigatória o comunicado das Synergies Européennes, intitulado “Reflexões sobre a proclamação unilateral da independência do Kosovo”; hoje vejo que foi publicada uma tradução portuguesa do mesmo. A (re)ler!
De novo regressamos à aventura
De novo regressamos à aventura
de descobrir em nós rumos antigos,
de novo a alvorada tem o ritmo
de cânticos guerreiros antigos.
Alerta, os olhos fitos na paisagem,
avançamos... Como o comando
fosse ditado pelo sangue dos nossos avós.
Que força essa que nos faz partir?!
Que força essa que vai dentro de nós?!
E como sempre vamos.
E como sempre iremos
nos longes oceanos
nos mares-meninos-medos,
nos ventos-tempestades.
Que monstros são arremedos,
E povos são vontades.
João Conde Veiga
in «Vestiram-se os Poetas de Soldados», Cidadela (1973).
de descobrir em nós rumos antigos,
de novo a alvorada tem o ritmo
de cânticos guerreiros antigos.
Alerta, os olhos fitos na paisagem,
avançamos... Como o comando
fosse ditado pelo sangue dos nossos avós.
Que força essa que nos faz partir?!
Que força essa que vai dentro de nós?!
E como sempre vamos.
E como sempre iremos
nos longes oceanos
nos mares-meninos-medos,
nos ventos-tempestades.
Que monstros são arremedos,
E povos são vontades.
João Conde Veiga
in «Vestiram-se os Poetas de Soldados», Cidadela (1973).
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Réfléchir & Agir n.º 28
O último número da revista de referência «Réfléchir & Agir» tem como tema central a “Geopolítica da Nova Ordem Mundial” e oferece-nos um dossier excepcional com as entrevistas com Alain de Benoist, sobre o neoconservadorismo, e com Jean-Michel Vernochet, sobre a geopolítica do islão, e os artigos “O lobby pró-israelita e a política externa americana”, de Léon Camus, “Os tiranos estão entre nós. O exemplo de Dominique Strauss-Kahn”, de Thierry Meyssan, “Como sair da falência económica e monetária internacional?”, de Pierre Leconte, “Rússia: Restauração putiniana e perspectivas geopolíticas”, de Robert Steuckers, “De Lisboa a Tallin... e mais além”, de Alfred Montrose, entre outros.No que respeita ao posicionamento dos responsáveis pela revista, destaque para o artigo “Guillaume Faye: faz ele ainda parte do nosso movimento?”, na sequência da publicação do livro “La Nouvelle Question Juive”, com o qual, para a «R&A», o autor “transpôs uma linha ideológica maior” e por isso “já não faz parte no nosso movimento”. De seguida, num editorial assinado pelos directores da revista intitulado “A propósito dos Identitaires”, estes dão-nos conta da atitude do grupo francês “Les Identitaires” que recusou a presença da «R&A» e da “Terre et Peuple” numa tentativa de união de vários movimentos que já não se identificam com o FN, por estes serem “muito radicais politicamente e muito comprometedores”.
Referência ainda para os artigos “Ciência e Raça”, de Edouard Rix, e “Maurice Bardèche: Um archote na noite”, de Patrick Canet, bem como para as habituais notas de leitura, críticas de música e secção de cinema.
terça-feira, 13 de maio de 2008
segunda-feira, 12 de maio de 2008
O Tratado de Rapallo e as suas consequências
Foi com grande satisfação que encontrei uma tradução do artigo “O Tratado de Rapallo e suas consequências”, de Robert Steuckers, feita pelo Átrida, no portal de notícias No-Media, que a todos aconselho.Neste texto, onde analisa a estratégia anglo-americana de domínio dos recursos petrolíferos a nível mundial, indo contra a formação de um bloco continental europeu, o geopolitólogo conclui que: “De Rapallo às guerras contra o Iraque e destas à proclamação unilateral da independência do Kosovo existe um fio condutor bem visível para todos os que não têm a ingenuidade de dar de barato as verdades da propaganda difundidas pelos grande media internacionais e os discursos lacrimejantes sobre os direitos do homem.”
No final deste artigo, Robert Steuckers aconselha a leitura do livro “A Century of War - Anglo-American Oil Politics and the New World Order”, de William Engdahl. Refiro aqui esta edição porque o artigo indica apenas a tradução francesa e aproveito para deixar o endereço da página do autor: http://www.engdahl.oilgeopolitics.net/
domingo, 11 de maio de 2008
Para segurança de quem?
sexta-feira, 9 de maio de 2008
Bravura

«A bravura é o fogo vivo que solda os exércitos. Passa antes de qualquer outra coisa, mesmo que adornada dos nomes mais lisonjeiros. Um soldado sem bravura é como um cristão sem fé. Assim, nos exércitos, a bravura deve ser algo de sacrossanto. Foi sempre pernicioso deixar turvar a sua clara nascente.»
Ernst Jünger
in “A Guerra como Experiência Interior”
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Street Pessoa
O Devir é um daqueles amigos de longa data com quem, apesar de percursos diferentes, os caminhos se cruzam sempre. Há dias, em conversa noite adentro, falámos de street art, como não podia deixar de ser, e ele mostrou-me vários livros interessantíssimos. Um deles tinha uma história especial — coisa a que não resisto — que motivou este post. Numa das suas passagens por Londres, teve a brilhante ideia de fazer um stencil do nosso Fernando Pessoa, reproduzindo no mesmo tamanho a estátua que está no Chiado. Meses passados, já em Portugal, recebe um telefonema de um amigo. Excitado, este ligava-lhe da Fnac dando-lhe conta que uma fotografia do seu Pessoa londrino estava publicada num livro dedicado à street art.
quarta-feira, 7 de maio de 2008
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The Birth of a Nation, D. W. Griffith, 1915.
Il buono, il brutto, il cattivo, Sergio Leone, 1966.
