O dia do quarto aniversário desta casa fica marcado por uma diligência de interrogatório adiada. Assim vai “O Processo”...
Vendo que grande parte da esquerdalha continua agarrada aos “belos” objectivos de mandar “os fascistas para o Campo Pequeno”, lembro-me do poema de Martin Niemöller, repetido até à exaustão como demonstração de “anti-nazismo”. Seguro de que tais cobardes que sonham em ser carrascos não entendem — ou pior, não querem entender — o alcance dessas palavras, ensaio aqui a minha versão livre:
Quando vieram buscar os “nazis”, eles regozijaram-se e saudaram o sistema por ter alterado as regras para ser implacável em “casos especiais”.
Quando os vieram buscar a eles, espantaram-se e finalmente perceberam como tinham contribuído para o seu próprio fim.
E assim se cumprem quatro anos de blog — livre e anti-dogmático. Um local onde se preza a discussão séria de ideias e se cultiva o pensamento crítico. Amado, odiado ou ignorado, mas sempre fiel aos seus princípios e valores. Aos que por aqui têm passado, obrigado.
segunda-feira, 28 de abril de 2008
sexta-feira, 25 de abril de 2008
Abril
Em mais um 25 de Abril que alarga o fim-de-semana, reitero o que já disse sobre os feriados políticos. Mas hoje, estando a minha outra casa blogosférica em período de nojo, não posso evitar referir aqui o que começa a ser característico deste mês, ameaçando tornar-se novo ditado popular.No ano passado, no quarto mês, a polícia (do pensamento?) irrompeu em vários lares e apreendeu, entre muitas outras coisas inacreditáveis, livros! Este ano, no mesmo mês, a (in)justiça portuguesa está a braços com um processo onde o que mais motiva a acusação são alegadas ideias e convicções políticas. A lembrar outros tempos...
Assim, as páginas obrigatórias a visitar nesta data são Abril... Prisões mil! e Prisões de Abril, ontem como hoje este é o mês das perseguições por motivos políticos.
Para mais leituras abrilinas, o meu caro amigo Nonas oferece Miguel Torga, Manuel Maria Múrias, Rodrigo Emílio, António José Saraiva e António Silva Cardoso.
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Exemplo italiano
O Grupo Vector, um movimento informal de alunos nacionalistas do Instituto Superior Técnico, de que dei notícia aqui, publica na sua página uma interessante entrevista com o CUIB d'Avanguardia - Comitato Universitario Iniziative di Base, um grupo criado na Universidade Católica de Milão, em Janeiro de 2007, que é muito activo, tendo conseguido já subsídios para a concretização de um projecto para um arquivo de teses de acesso gratuito. Sem dúvida, uma inspiração para o activismo nacionalista universitário no nosso país. CUIB d'Avanguardia è un passo davanti a tutti .
terça-feira, 22 de abril de 2008
Céline e a Alemanha
Alertei vários amigos para uma mini-feira do livro na Av. de Roma, onde é possível encontrar algumas coisas interessantes a preços razoáveis. Um deles foi o Miguel Vaz que, entre outras coisas, comprou “Céline e a Alemanha (1933-1945)”, de Alain de Benoist, publicado entre nós pela Hugin, em 2001, com tradução de Bernardo Calheiros. Leu, gostou e ficou surpreendido. Para avivar a memória fui resgatar o meu exemplar da prateleira e reli-o de um fôlego.Este pequeno livro é bastante revelador. Alain de Benoist, com a sua habitual erudição, desmistifica o infundado retrato de “nazi colaboracionista” de Céline, feito por alguma esquerda, bem como certas partes da defesa deste escritor a seguir à Guerra. É, como muito bem nos revela o subtítulo original, une mise au point.
Uma obra onde, para além de vermos que Céline não era um autor do agrado do III Reich tendo a sua obra sido censurada na Alemanha durante esse período, nos apercebemos de diferentes correntes e personalidades dentro do nacional-socialismo. Ao contrário da imagem de regime monolítico que habitualmente se quer fazer passar, é interessante verificar, por exemplo, o caso do Instituto Alemão em Paris, mais concretamente do seu director Karl Epting, muito criticado pelo seu apoio a Céline e pelos autores alemães traduzidos pela instituição, como é o caso de Jünger. Epting é afastado durante algum tempos, mas acaba por regressar, “apesar da opinião desfavorável da chancelaria do partido, que denuncia de novo o seu "liberalismo"”.
Bastante interessante, também, é a análise das traduções da obra de Céline na Alemanha, bem atribuladas, que implicaram várias alterações e deturpações. Não posso ainda deixar de referir, para terminar, a parte relativa às péssimas relações entre Céline e Ernst Jünger, nomeadamente no que respeita a uma referência nada elogiosa deste último no seu diário, onde substituiu o nome do escritor francês por “Merlin”.
segunda-feira, 21 de abril de 2008
Guerras contra a Europa
Outros dos livros que referi na conferência «Kosovo é Sérvia: Um grito contra a nova ordem mundial», no passado dia 12 de Abril, foi “Guerras contra a Europa”, de Alexandre del Valle, publicado pela Hugin em 2001. Esta é uma obra fundamental para compreendermos como o Kosovo é um dos conflitos locais utilizados pela estratégia dos EUA de apoio localizado ao islão, tanto aos wahabbitas como ao panturquismo, contra o bloco ortodoxo e para evitar a constituição de um grande bloco geopolítico europeu. Tudo feito sob a capa do “Ocidente”, verdadeiro “logro civilizacional” nas palavras do autor, para garantir o hegemonismo americano.Para Del Valle, a Europa “não poderá afirmar-se verdadeiramente como potência senão quando pensar como continental e reivindicar alto e bom som a sua independência e a sua soberania geopolítica, condições sine qua non do seu regresso à história e ao domínio do seu destino, intimando os Estados Unidos, se necessário, a não se imiscuírem nos seus assuntos "internos"”.
Óptimo mesmo para quem não está familiarizado com a geopolítica, devido à clareza com que o autor nos fala da “guerra das representações”, ou das “zonas moles” e “zonas duras”, por exemplo, bem como pelos vários mapas anexos e o glossário, essenciais para a melhor compreensão das questões.Um livro bastante interessante e inspirador, que gostei de revisitar na preparação da conferência, verificando que apesar de não ter a minha total concordância continua a ser uma obra de referência. Como tive oportunidade de referir, considero que toda esta estratégia, na qual o Kosovo se integra, não é “contra a Europa” mas, como afirma Pierre Vial, “contra os Europeus”.
domingo, 20 de abril de 2008
Da Jugoslávia à Jugoslávia
Dado o interesse manifestado por alguns dos presentes na conferência «Kosovo é Sérvia: Um grito contra a nova ordem mundial», no passado dia 12 de Abril, falo de um dos livros que referi e que é uma obra essencial para a compreensão dos chamados “conflitos balcânicos”. Trata-se de “Da Jugoslávia à Jugoslávia — Os Balcãs e a Nova Ordem Europeia”, de Carlos Santos Pereira, mais concretamente da 3.ª edição, publicada pela Cotovia em 1999, revista e aumentada com novos mapas e um capítulo sobre o Kosovo.O autor, jornalista e formado em História, cobriu a Guerra da Jugoslávia e recusou-se a fazer o que os seus colegas de profissão fizeram nosso país, nas suas palavras: “É impossível não registar como um péssimo serviço ao público português a forma perfeitamente leviana como alguns dos mais prestigiados títulos da nossa imprensa papagueavam, sem o mais elementar cuidado de verificação dos factos, tudo quanto agências e jornais da estranja se lembravam de despejar”.
Carlos Santos Pereira foi uma honrosa excepção em Portugal ao escrever este livro obrigatório, onde não tem problemas em afirmar: “os sérvios foram muito simplesmente imolados no altar da "nova ordem". Dificilmente haverá memória de uma operação tão sistemática e implacável de satanização de todo um povo, de punição de toda uma condição histórica”.
sábado, 19 de abril de 2008
sexta-feira, 18 de abril de 2008
Delito de opinião
Brigitte Bardot está novamente debaixo do fogo da brigada do politicamente correcto. Para os guardiães do pensamento único há opiniões proibidas e como a consagrada actriz francesa e activa defensora dos animais não se coíbe de exprimi-las, está pela quinta vez em tribunal acusada de “incitar ao ódio racial”. Agora, por ter afirmado que a comunidade muçulmana em França “está a destruir o país e a impor as suas crenças aos franceses”, pode ser condenada a dois meses de prisão com pena suspensa e a pagar uma multa de 15 mil euros. Assim vai a liberdade de palavra na União (Soviética) Europeia...
quinta-feira, 17 de abril de 2008
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Aos futuros engenheiros
O Grupo Vector é um movimento informal de alunos nacionalistas do Instituto Superior Técnico. Tem como principais objectivos a procura de novas formas de expressão e de agitação político-cultural, numa época em que, mais que nunca, os interesses dos estudantes e da própria instituição são postos em causa.
Em acção!
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