sábado, 29 de março de 2008

Ernst Jünger

Ernst Jünger por Arno Breker



No dia do aniversário do grande mestre das letras alemão Ernst Jünger, lembro que dele falei aqui no primeiro ano de vida deste blog, republicando um artigo do meu caro amigo Roberto de Moraes publicado na revista “Vida Mundial” n.º 1897, de 22/7/1976, intitulado “Ernst Jünger: O Mago da Floresta Negra”, que começa assim:

«Conversei algum tempo com Ernst Jünger, considerado muitas vezes o maior escritor vivo de língua alemã, em 27 de Maio de 1973.Tendo-lhe telefonado a solicitar a entrevista, em princípio de muito difícil obtenção, e encontrando-me a grande distância, a resposta, após ligeira hesitação, veio com rigorosa precisão militar, superior às contingências: “Esteja aqui amanhã, às cinco da tarde.”»

A sua reprodução foi repartida da seguinte forma:

Rodrigo Emílio: poeta-soldado


Perpassa uma onda em terra,
Ombros a onda nos traz.
E a Raça em flor se descerra
— Que esta paz chama-se guerra,
Chama-se guerra esta paz.

Céu d'armas — ao sol soldado.
Dia crente. Ar, Terra e Mar.
Em parada ondulatória.
— E o passado no Presente
A passar
Na nossa História!
..........................................................
Ombros em onda. Ondas pardas.
Ronda de fardas e fardas.
Corpo de guerra, em renovo!
Fulgurações marciais
De espingardas.
Sobre Terra, vibram cardas:
— impressões digitais
de todo um Povo!

Ó armas e barões assinalados,
Em resplendor recortados
Sob um céu azul castor!
— Surtos de todos os lados,
no horizonte abrasador,
Soldados ao Sol dados.
Soldados, Senhor!
..........................................................

Rodrigo Emílio
in «Vestiram-se os Poetas de Soldados», Cidadela (1973).

sexta-feira, 28 de março de 2008

Sempre connosco

Para o Rodrigo

Alto na sua torre
Está o poeta, soldado
Que nunca morre.

Com pensamentos mil
Sobre um país, desabado
Num mês de Abril.

Mas é mais forte
O seu sonho desfraldado,
Que a fria morte.

Em nós vive agora.
Viverá sempre, celebrado
Depois da nossa hora.


18 de Fevereiro de 1944 — 28 de Março de 2004

quarta-feira, 19 de março de 2008

Novidades no correio

Foi hoje enviada a primeira mensagem de correio electrónico com as novidades deste blog. Como me baseei numa lista de endereços pessoal, não consegui chegar a todos os interessados. Assim, peço aos que quiserem receber este alerta de conteúdos para me enviarem uma mensagem para penaeespada@gmail.com.

Passatempo descubra as diferenças: Já não é “racismo”?

A União Budista Portuguesa e o Grupo de Apoio ao Tibete, as únicas organizações que se manifestaram no nosso país contra este inacreditável abuso por parte da China perante a passividade dos que habitualmente (quando lhes interessa) dão lições de “liberdade e democracia”, apelaram a um boicote à compra de produtos chineses em Portugal. Concordo inteiramente.

No entanto, não posso deixar de lembrar aqui o caso de perseguição política feita pelo ACIME ao PNR quando, em 2005, apresentou queixa contra o núcleo do Porto por “racismo”, na sequência de uma campanha “pelo comércio tradicional, contra a invasão do comércio chinês e a proliferação de grandes superfícies”, que apelava ao boicote aos produtos chineses.

Será que o ACIME vai agora acusar a União Budista Portuguesa e o Grupo de Apoio ao Tibete de “racismo”?

segunda-feira, 17 de março de 2008

Frente, ou o que lhe queiram chamar...

Na chamada “área nacional” — denominação que, só por si, está longe de provocar consenso — há uma dificuldade extrema em entender ou aceitar “frentes”, “plataformas”, “pontos de encontro”. Os eremitas políticos e os clubes exclusivos que a caracterizam despendem a maior parte — se não a totalidade — da sua energia em lutas intestinas. O lado mais negro desta guerra de “disparar para o lado” é que, na maior parte dos casos, as questões não são ideológicas nem estratégicas, mas meras quezílias pessoais, ofensas particulares, difamações, etc. Isto tudo justificado com purismos delirantes e moralismos de pacotilha. E assim lá vão “cantando e rindo”, não “nós” mas “eles”, ao ver os seus inimigos digladiarem-se entre si.

Nesta ordem de ideias, há dúvidas recorrentes: quem somos “nós”? Existe um “nós”? O meu caro amigo FSantos, em grande forma na sua nova casa, explica. Eu, agradecido por me poupar as palavras, assino por baixo.

quarta-feira, 12 de março de 2008

Com a Sérvia!

Acto público de apoio à Sérvia em frente à Assembleia da República

Não posso deixar de dar conta aqui do acto público de apoio à Sérvia na questão do Kosovo, feito pelo PNR. Esta foi apenas mais uma das acções nesse sentido feitas pelo único partido português que tomou posição clara sobre o assunto. Claro está que surgiram as críticas do costume e a quase indiferença dos media. Mas que sirva de exemplo: não é pela pequena dimensão do partido ou do acto que se mede o seu valor.

José Pinto-Coelho e Pedro Frade recebidos pelo Embaixador Dusko Lopandic.

Já no encontro com o Embaixador da Sérvia em Portugal, o diplomata agradeceu a solidariedade demonstrada pelo PNR, que contrastou com as posições cinzentas dos partidos com assento parlamentar. Outras iniciativas se seguirão, em denúncia deste caso inacreditável de agressão a um povo europeu e de clara violação do direito internacional.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

PNR com a Sérvia!

O PNR manifesta-se em frente à Assembleia da República, na sexta-feira, dia 29 de Fevereiro, pelas 18 horas, em demonstração de “Solidariedade para com a Sérvia” nesta hora dolorosa e em testemunho da defesa das Nações.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

«IdentidaD» n.º 4

Racismos (VIII)

Mais um caso de racismo anti-branco na terra do multiculturalismo. Situações destas começam a ser recorrentes no Reino Unido, tendo falado aqui, no ano passado, na discriminação de Abigail Howart, que viu a sua candidatura a um emprego público recusada apenas por ser branca e inglesa.

Desta vez, segundo nos dá conta a notícia da Novopress PT, um soldado britânico que combateu no Iraque e no Afeganistão queixa-se de ter sido impedido de se tornar polícia devido à sua cor de pele. Depois de receber uma carta de recusa da Metropolitan Police, que argumentou estar à “procura activamente de membros de comunidades negras, minorias étnicas e mulheres”, Ben Mayer lamentou-se: “Quando estive na linha da frente, arrisquei a minha vida constantemente para combater o terrorismo. Voltar e ficar a saber que tenho a cor de pele e o sexo errado para me tornar polícia deixa-me sem palavras. Sinto-me discriminado”.

A “independência” do Kosovo (III)

De leitura obrigatória é como se pode classificar o comunicado de hoje das Synergies Européennes, intitulado “Reflexões sobre a proclamação unilateral da independência do Kosovo”, que analisa esta questão sob o ponto de vista do Direito e da geopolítica e as possibilidades de acção que nos proporciona a independência kosovar: “Nous aurons l’occasion de militer en faveur de notre vision de l’Europe. De demeurer des combattants. De véritables « zoon politikon ». Les Vestales d’un inéluctable Grand Retour de la tradition impériale.

Comunicado na íntegra em Euro-Synergies.

A “independência” do Kosovo (II)

Mais uma vez há uma voz dissidente entre os partidos portugueses, desta vez sobre a questão do Kosovo. “O PNR não reconhece a independência do Kosovo, declarada unilateralmente e apoiada por parte da comunidade internacional do Ocidente, já que configura um acto de violação do direito internacional, desta vez contra a Sérvia, nação com a qual o PNR se solidariza e apoia, alertando ainda para o perigo da kosovização cujo precedente foi agora aberto.

Comunicado na íntegra em PNR.pt.

A “independência” do Kosovo (I)

O presidente da Associação francesa “Terre et Peuple” reagiu à autoproclamada “independência” do Kosovo, que considera um “protectorado americano” e que, segundo ele, “apoia o processo de limpeza étnica empreendida desde há muito tempo por albaneses contra os sérvios. Esta é apenas uma etapa da islamização da Europa”. Por isso, apela à “mobilização dos europeus ainda lúcidos para mostrar, por todos os meios, a sua solidariedade activa com os seus irmãos sérvios. Estes têm grande necessidade de saber que não estão sós e que o seu combate identitário é o nosso. A terra do Kosovo é Sérvia. Um dia virá a reconquista desse berço histórico do povo sérvio”.

Texto completo do comunicado, em português, em Novopress PT.