quinta-feira, 2 de fevereiro de 2006
Cinco manias
Aqui ficam cinco manias minhas, to whom it may concern:
1. Tenho mania de me sentar sempre no mesmo sítio à mesa, mesmo em casa de outras pessoas.
2. Quando vou a casa de alguém, tenho a mania de passar em revista a biblioteca alheia.
3. Tenho a mania de chegar a horas, mesmo sabendo que esse hábito rareia no nosso país.
4. Tenho a mania de ser amigo dos meus amigos.
5. Tenho a mania de ler.
Para terminar, os senhores que se seguem: Rodrigo, Francisco Nunes, Biollante, JM Telles da Silva e Assur.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2006
Tierra y Pueblo n.º 10
Estava a reler um artigo do último número da «Tierra y Pueblo» e lembrei-me que ainda não havia referido esta excelente publicação no blog. Quando estive em Valência no ano transacto, no II Coloquio Internacional de Tierra y Pueblo, o camarada Enrique, que tive o maior prazer em conhecer e a quem agradeço, teve a amabilidade de me oferecer uma colecção completa desta revista identitária. O artigo em causa é de Guillaume Faye e sobre a sua viagem à Rússia, onde foi recebido na Duma, o Parlamento Russo e nas Universidades de Moscovo e São Petersburgo, dando várias conferências e entrevistas. O número da revista é o 10, referente a Outubro de 2005, e tem como tema central “Sérvia, orgulho da Europa”. Conta com vários artigos sobre a Sérvia, o Kosovo, a Bósnia-Herzegovina, entre outros, bem como uma entrevista merecedora de destaque com Yves Bataille, um dos maiores especialistas mundiais em geopolítica e conhecedor da realidade sérvia. É sem dúvida uma revista a não perder e aconselho-a a todos os que me lêem.
terça-feira, 31 de janeiro de 2006
In gold we trust
- Vou sair agora, quero chegar cedo à conferência do Bill Gates.
Amanhã, de certo, contar-me-á como decorreu a cerimónia onde centenas de pessoas se vergaram à personificação do deus dólar. No mundo anarco-capitalista de hoje é ao “homem mais rico do mundo” que se deve reverência...
segunda-feira, 30 de janeiro de 2006
Homenagem aos portugueses assassinados na África do Sul
Esta manifestação deveu-se ao facto de as autoridades portuguesas ignorarem, pura e simplesmente, a situação e de as autoridades sul-africanas tratarem com desprezo os repetidos ataques à comunidade portuguesa.

Mais uma vez, o evento decorreu exemplarmente e sem quaisquer incidentes. As mais de duzentas pessoas presentes, escutaram atentamente as palavras proferidas e fizeram um minuto de silêncio em honra dos portugueses assassinados. Muitos transeuntes curiosos recolheram informações e propaganda do PNR na banca montada junto ao local da cerimónia, mostrando que o interesse por uma alternativa nacionalista cresce no nosso país.
Da cobertura mediática, que envolveu televisões, jornais e rádios, houve alguns meios de comunicação que destacaram aquilo que consideraram um ataque ao Presidente da República, no discurso do Presidente do PNR. José Pinto-Coelho disse que Jorge Sampaio não era “o Presidente de todos os portugueses”, mas “o Presidente de todos os imigrantes”. Estou inteiramente de acordo com esta afirmação, acrescentando mesmo que os emigrantes têm vindo a ser gradualmente preteridos em favor dos imigrantes. Aliás, não deixa de ser curioso que os imigracionistas do costume acenem com os nossos emigrantes para justificar a entrada desregrada e maciça de estrangeiros no nosso país, mas que depois “esqueçam” totalmente casos em que os portugueses são atacados noutros países, como na África do Sul. Os nacionalistas, por seu turno, defendem sempre os seus compatriotas, onde quer que estes se encontrem.
Guerra nas escolas francesas
domingo, 29 de janeiro de 2006
Mozart e cultura

Anteontem passaram 250 anos sobre o nascimento de um dos maiores génios da música europeia. Esta efeméride leva-nos a pensar na forma como é encarada a cultura hoje e nas prioridades dessa que é uma área fundamental. Audiências, modas, desporto espectáculo, entre outros, são passos que se dão numa caminhada para um povo que se quer cada vez mais ignorante e desligado da sua cultura.
Fica aqui uma referência à reflexão certeira do Eurico de Barros, “Serviço público de futebol e de política, não de Mozart”, ontem no «Diário de Notícias». Nessa sua crítica ao serviço público de televisão é categórico: “Não havia possibilidade de ter um programazinho de produção própria sobre Mozart? Ou de transmitir em directo ou diferido um só dos muitos concertos do dia? Parece que não. A verdade nua e crua é esta: havia muito mais espaço para a cultura e as artes na RTP do "fascismo" do que há na RTP da "democracia".”
sexta-feira, 27 de janeiro de 2006
quinta-feira, 26 de janeiro de 2006
Música (II)

Paris-Belgrade
Une nation violée au coeur du monde occidental
Méritait d'être soutenue par la jeunesse nationale
C'est bien pour ça qu'on s'est envolé, en terre yougoslave
Pendant ce temps, Paris se noie dans la spirale du mensonge
L'Otan dicte sa loi, la propagande vous inonde
Pendant ce temps Belgrade est la proie des bombes et des flammes
Ce ne sont pas des soldats qu'ils massacrent, mais des enfants et des femmes.
Refrain :
"US Go home !" c'est ce qu'ils scandaient sur les ponts
De Belgrade à Novi Sad, le peuple serbe faisait front
"NATO Go home !" c'est ce qu'ils criaient sur les ponts
C'est solidaires de leurs souffrances que pour eux nous chantions.
Arrivés sur place, l'accueil est vraiment chaleureux,
Des créatures de rêve nous font découvrir les lieux
Soudain le cri des sirènes résonne au coeur de la ville
Le climat s'alourdit, la peur se lit sur les regards
Les yeux se lèvent vers le ciel, chargés de désespoir
Belgrade résignée est plongée, noyée dans le noir
Le terrorisme aveugle vient frapper des quartiers au hasard.
Refrain
Puis vient l'heure du concert sur la grande place de Belgrade
Il est temps pour nous d'encourager à notre manière nos camarades
Qu'est ce qu'on était fier de brandir devant eux le drapeau yougoslave
Le soir c'est sur un pont que se poursuit notre combat musical
Les avions de l'Otan entament leur triste carnaval
Que vont-ils frapper cette fois une école, un hôpital?
A Paris tout le monde s'en fout, c'est un dégât collatéral.
Et toi pendant ce temps-là, que faisais-tu en France,
Toi qui te complaisais à demeurer dans l'ignorance?
Aujourd'hui, la Serbie, demain la Seine-Saint-Denis
Un drapeau frappé d'un croissant flottera sur Paris.
terça-feira, 24 de janeiro de 2006
Françarábia
segunda-feira, 23 de janeiro de 2006
Pensamentos eleitorais
Cavaco Silva – Se pensam que agora que ganhei vou soltar a língua, estão muito enganados.
Manuel Alegre – Ai a merda das décimas! Deixa-me voltar para o PS enquanto ainda estou em alta...
Mário Soares – Foi uma vitória! Só pela minha candidatura os portugueses devem-me um agradecimento. Eu dei tudo à Pátria! Sou pai dela, não sabiam? Esqueceram-se, os cabrões! Se não fosse eu, Portugal não existia.
Jerónimo de Sousa – A escola do partido tinha razão, não precisei de mudar nada e consegui subir. Somos verdadeiros índios. Jerónimooo!!!
Anacleto Louçã – Livra! Estava a ver que não pingava o graveto! Povinho pobre e mal agradecido... Um intelectual moderno como eu e quem me ultrapassa é aquele operário jurássico.
Garcia Pereira – Tal como sempre disse, não fui eleito, mas disse umas verdades. Coerência acima de tudo.
domingo, 22 de janeiro de 2006
Diálogo bibliófilo
Como é usual em todas as conversas que começam por “há quanto tempo...”, fizemos um ponto da situação das nossas vidas. Mas nem nesses “o que é que tens feito?” deixam de estar presentes os livros.
– Um T2 chega-te, agora que vais ter outro filho? – perguntou-me ele a certa altura.
– Queres saber como cabem os livros, não é? – corrigi-lhe instintivamente a questão.
Depois do seu sorriso, disse-lhe:
– Forrei a estantes uma das paredes da sala e ainda consegui pôr uma no corredor e outra na arrecadação.
– Os corredores são óptimas soluções!
O diálogo terminou, já em andamento, com o reconhecimento de uma fatalidade:
– Por agora cabem, mas qualquer dia tenho o mesmo problema. O espaço nunca é suficiente. – concluí, com um falso conforto.
– Pois não...
sábado, 21 de janeiro de 2006
Passeio de alfarrábios
Quanto aos alfarrábios, comprei pouco mas bom. Logo na terceira banca dei de caras com “O Reino Dividido”, de João Bigotte Chorão, obra obrigatória que já lera graças a um empréstimo do amigo Mendo. Tenho há muito programada a compra do “Diário quase completo”, editado pela INCM, mas esta edição da Grifo está óptima e por €2 não podia lá deixá-la. Mais à frente, o prémio para um vasculhador incansável como eu, “Como vi o fim da guerra na Alemanha”, de 1946, um livro do Visconde do Porto da Cruz que já conhecia, mas ainda não tinha. Este é um interessantíssimo relato da capitulação do III Reich, pela pena deste madeirense que foi, nas suas palavras, “sincera e desinteressadamente um entusiasta do nacional-socialismo”, mas que pôde, “como observador neutral, ver o desenrolar dos factos e o desempenho dos papéis que representaram os diversos personagens deste trágico drama”.
terça-feira, 17 de janeiro de 2006
Blogs n'O Diabo (X)
domingo, 15 de janeiro de 2006
Dos passaportes biométricos ao fundamental
A questão fundamental é defender a Europa da invasão a que assistimos diariamente. Haja coragem e vontade de defender o nosso Povo, a nossa Cultura e Civilização. É o que está verdadeiramente em causa e não meras medidas acessórias.
sexta-feira, 13 de janeiro de 2006
Sexta-feira 13

A data de hoje traz-me à memória a série de filmes “Friday the 13th”. Lembro-me de ver os primeiros com amigos, na adolescência. Eram noites bem divertidas. Violência, terror cómico e algumas cenas de nudez eram uma receita vencedora para estes filmes de baixo orçamento e sempre com o mesmo argumento. Jason, a personagem principal, perseguia e matava de forma sangrenta jovens em férias. Um dos aspectos mais cómicos era este assassino da máscara de hóquei ser à prova de tudo, atingido de várias maneiras e com vários objectos, continuava a perseguição, sempre na sua marcha assustadoramente lenta. Este era o grande rival de Freddy Krueger, outra das grandes figuras dos filmes de terror dos anos 80. Nunca os considerei bons filmes, mas na altura não perdia um. Na pesquisa que fiz hoje, descobri que Freddy e Jason já se defrontaram e que o último “Sexta-feira 13” se passa no ano 2455. Não vi, nem tenho a mínima curiosidade, já não tenho pachorra... Foram filmes que marcaram uma época e é pena que se insista num interminável número de sequelas.
«DN» renovado
quarta-feira, 11 de janeiro de 2006
A jihad, aqui tão perto...
Protegidas pelo multiculturalismo e aumentadas com a imigração maciça, as comunidades muçulmanas no nosso continente são os oásis mafométicos na “terra dos cruzados”. Dir-me-ão que nem todos os muçulmanos são terroristas... Concordo, mas sou forçado a (re)lembrar que no Islão a religião está acima de tudo e que essas comunidades se regem pelos seus princípios. Se estas são terreno fértil para terroristas, acabam por ter uma responsabilidade indirecta no aparecimento dos mesmos. Mas o mais comum é os seus líderes religiosos estarem directamente envolvidos na jihad, como no caso citado, em que “o líder da célula era o imã da mesquita da localidade”. Ao abrigo da tolerância religiosa, instalam-se autênticas agências de recrutamento de terroristas nas nossas cidades.
Ao permitir estes pólos colonizadores na Europa, estamos a albergar o inimigo na nossa própria casa. Como até o ministro do Interior espanhol, José Antonio Alonso, reconheceu, uma das células, “muito articulada e estruturada”, estava em condições de realizar um atentado “em qualquer lugar do território europeu”.
Comecemos a olhar primeiro para dentro e só depois para fora. Urge defender a Europa!
segunda-feira, 9 de janeiro de 2006
Hemeroteca (V)
Título: Juventude
Data: Janeiro de 1939
N.º 8 (Ano II)
Director: Humberto de Mergulhão

Esta revista com 100 páginas, das quais metade são ocupadas por publicidade, abre com um artigo de João Ameal intitulado “A Juventude de Sardinha” seguido das “Notas” de Eduardo Frias e uma entrevista com a poetisa Fernanda de Castro feita por António Feio. De referir a “Crónica para 1939” de Dutra Faria, na qual o autor considera que Adolf Hitler foi o homem “que dominou o mundo” em 1938 e prevê que “haverá ao longo de 1939 outro homem que dominará o mundo: Benito Mussolini.” De salientar, ainda, uma novela do Director, Humberto de Mergulhão, uma crónica de Luís Forjaz Trigueiros, a “Imagem do Porto” de Rebelo de Betencourt, a “Rosa dos Ventos e notas de orientação” de Eduardo Freitas da Costa, “Mussolini aos pés da minha cama” de Couto Rodrigues, o folhetim n.º 4 do romance “O Solar de Melcate” de Rodrigo de Mello (pai do Rodrigo Emílio) e a peça de teatro “Crisântemos” de Anita Patrício. Nesta revista, que custava 1$50, podemos ainda encontrar a página de “Sports”, um espaço de poesia, a crítica literária e de teatro, uma página infantil, entre outras. O destaque final vai para o “grande concurso” promovido pela revista “Porque é você legionário?”, no qual os “valiosos prémios” eram 500$00 para o primeiro lugar, 200$00 para o segundo e 100$00 para o terceiro.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2006
Convite para Jantar
quarta-feira, 4 de janeiro de 2006
Prole
terça-feira, 3 de janeiro de 2006
Ano novo
Infelizmente, o tempo (ou a falta dele) dita que por hoje é tudo. Serve este breve post para “picar o ponto”. As novidades ficam para amanhã.
sexta-feira, 23 de dezembro de 2005
Boas festas
Bengo desear-bos a bos i a la buossa familia un feliç Natal i anho noubo com muita paç, alegrie i felecidade.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2005
O fracasso do sistema de integração republicano
A realidade é muito diferente. Assistimos ao fracasso do sistema de integração republicano. A ideia utópica de uma república livre, igual e fraterna, regulada pelo contrato social desmoronou-se.
A França, tal como o resto da Europa, está a ser invadida e colonizada por massas de alógenos que não desejam integrar-se e que, pelo contrário, querem impor os seus costumes repudiando e ocupando o país que os acolheu.
Durante o pico dos confrontos, pude assistir na televisão a uma entrevista com um imigrante português em França, que foi bastante elucidativa e exemplificativa do que se estava a passar. O Micael tinha ido, ainda criança, com os pais para Aulnay-sous-Bois. Era mais uma de tantas famílias portuguesas que na altura procuravam melhor sorte noutros países. Lembrava-se que, no início, viviam naquela cité franceses, portugueses e outros imigrantes de origem europeia, argelinos, entre outros. Era o sonho da integração pelo urbanismo (curiosamente, o mesmo urbanismo que é hoje apontado como uma das causas da violência). Se todos tivessem um sítio agradável para viver, todos viveriam felizes, em paz e harmonia... O tempo e a convivência mostraram outra realidade. Segundo o jovem português, os primeiros a abandonar o local foram os franceses. A estes seguiram-se os imigrantes europeus, incluindo os portugueses. Tal havia sucedido, principalmente, por dois motivos: a ascensão social e a melhoria da situação económica desses franceses e dos imigrantes europeus, conseguida com trabalho árduo, estudo e desejo de sucesso, e, por oposição, uma atitude cada vez mais intimidadora da comunidade magrebina que, através de uma discriminação positiva, começava a conquistar terrenos “seus”, nos quais começavam a vigorar as suas regras, contrariando as leis francesas, um espaço onde a juventude optava pela vida fácil do crime e dos gangues recusando a educação e os valores de uma terra que não passava, para eles, de um inimigo opressor.
Para quem ainda está convencido das boas intenções da comunidade muçulmana em França, reproduzo aqui o que me contou um amigo meu que viveu alguns anos nos arredores de Paris e presenciou pessoalmente o expansionismo colonizador islâmico. Quando já era um dos poucos europeus que vivia naquele bairro, teve uma conversa elucidativa com o dono – também ele português - de uma mercearia local. Dizia o merceeiro que os “beurs” lhe tinham partido o vidro da montra pela segunda vez, por ele insistir em continuar a vender bebidas alcoólicas. Comunicou ao meu amigo que, ao contrário do que tinha prometido a si mesmo quando jovens magrebinos lhe vieram dizer que o álcool era ofensivo para a religião deles, iria deixar de vender essas bebidas que, aliás, praticamente já não vendia, porque a maioria dos residentes eram muçulmanos. Estava disposto a isso para não ser obrigado a passar a loja conseguida com o trabalho de uma vida, à semelhança do anterior proprietário de um talho ali perto, ameaçado por vender carne de porco e obrigado a vender o estabelecimento, para o ver transformar-se em talho hallal. Muita coisa tinha mudado por ali, a escola já não servia refeições que contivessem porco, já não se podia andar em segurança à noite, a mesquita e as associações islâmicas eram cada vez mais frequentadas e influentes, o trânsito era interrompido pelas orações diárias, mais importantes que a circulação rodoviária, os “jovens”, apesar do seu comportamento violento e do desrespeito às autoridades, beneficiavam de apoios ao estudo e de centres de loisirs, para além do aumento significativo dos “animadores culturais”, na realidade membros de gangues pagos pela Mairie para acalmar as hostes...
Esta não era já a França que o havia recebido e a quem tinha agradecido com muito trabalho. Pensava que, “se Deus quisesse”, dentro de poucos anos gozaria a reforma na sua aldeia, perto da Guarda. A este desejo respondeu o meu amigo com um adeus. Para ele não seriam uns anos, estaria de regresso a Lisboa daí a uma semana.
Sobre a tão apregoada “integração” tenho apenas a dizer que quem se quer integrar, integra-se. Os imigrantes portugueses em França foram um exemplo disso. Não necessitaram de medidas excepcionais de apoio. No início não viviam em cités, mas sim em bidonvilles com condições degradantes. Ultrapassaram-nas com trabalho e com respeito ao país de acolhimento. O panorama hoje é totalmente diferente. Os imigrantes afro-magrebinos são incomparáveis aos portugueses e aos restantes imigrantes de origem europeia. Apesar de todos os apoios, não se integram. Porquê? Por uma razão muito simples: porque não se querem integrar! E isto leva-me a fazer aquela pergunta difícil, aquela para a qual os integracionistas não têm resposta: Como integrar quem não quer integrar-se?
quarta-feira, 21 de dezembro de 2005
A Chama
Este fogo resume uma tradição viva. Não uma imagem vaga, mas uma realidade. Uma realidade tão tangível como a dureza desta pedra ou o sopro do vento. O símbolo do Solstício é que a vida não pode morrer. Os nossos antepassados acreditavam que o sol não abandona os homens e que volta todos os anos ao encontro da primavera.
Cremos, como eles, que a vida não morre e que, para lá da morte dos indivíduos, a vida colectiva continua.
Que importa o que será amanhã. É levantando-nos hoje, afirmando que queremos permanecer como somos, que o amanhã pode vir.
Levamos em nós a chama. A chama pura deste fogo de fé. Não um fogo de lembrança. Não um fogo de piedade filial. Um fogo de alegria e de intensidade que temos que acender sobre a nossa terra. Lá queremos viver e cumprir o nosso dever como homens, sem renegar nenhuma das particularidades do nosso sangue, da nossa história, da nossa fé, amalgamadas nas nossas recordações e nas nossas veias...
Tudo isto não é a ressurreição de um rito abolido. É a continuação de uma grande tradição. De uma tradição que mergulha as suas raízes no mais profundo das idades e que não quer desaparecer. Uma tradição em que, cada modificação, só deve reforçar o sentido simbólico. Uma tradição que a pouco e pouco revive.Jean Mabire
“Direitas”

Terminei a leitura da última edição da revista «Futuro Presente» e, apesar de não concordar com muitas das posições aí defendidas, reconheço a sua qualidade e aconselho-a aos que me lêem. Este número tem como tema central as “direitas”, indo o meu destaque para os artigos “Radicalismo de direita e neo-fascismo na Europa do pós-guerra: Um problema de definição”, de Marco Tarchi, “A Direita e as Direitas em França – o laboratório do século XIX”, de Jaime Nogueira Pinto, e “Para uma genealogia cultural”, um inédito de Rodrigo Emílio. De referir, ainda, a continuação do “Inquérito sobre a Europa”, iniciado no número anterior, e a habitual crónica de Roberto de Moraes, para além das restantes secções.
terça-feira, 20 de dezembro de 2005
Leitura para hoje
De referir, também, as críticas do Padre Carlos Gabriel às autoridades nacionais relativamente aos crimes contra portugueses na África do Sul, dizendo que “o PS esteve sempre de "cócoras" em relação ao governo sul-africano”. Para além das páginas obrigatórias “O Diabo a Sete” e “Coisas do Diabo”, tem esta semana a palavra o nosso conhecido blogger João Pedro Dias com o artigo “O doce sabor do "bolo" de Bruxelas”.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2005
Violência no paraíso
A última edição do «Economist» revela-nos uma evolução da situação surpreendente, ou talvez não... A violência armada está em rápido crescimento naquele país e é hoje uma das principais preocupações nas grandes cidades. Toronto, por exemplo, bateu o recorde de assassinatos com armas de fogo em 2005. Na British Columbia as apreensões de armas de fogo aumentaram 50% em três anos e o número de gangues duplicou em dois anos, sendo os de origem punjabi os mais violentos. Nessa província há outro dado impressionante, o cultivo crescente de cannabis rende quase tanto dinheiro como a indústria do turismo. Da próxima vez que for acenada a bandeira do sucesso e exemplo canadianos, é bom lembrar que a situação está a alterar-se radicalmente e muito depressa.
De pequenino…

Tive este fim-de-semana a oportunidade de ver e ouvir o “Schulhof-CD” (CD do Recreio) de 2005, enviado pelo Andreas Molau, editor do Deutsche Stimme, a quem agradeço. Com este CD, disponível também na internet, repetiu o NPD uma excelente iniciativa dirigida ao público mais jovem. O CD contém treze músicas de bandas nacionalistas alemãs e termina com o hino nacional alemão. A acompanhá-lo vem um pequeno livrinho com uma banda desenhada, na qual o jovem Alex, descontente com a situação no seu país, recusa as propostas de elementos de partidos de esquerda e de direita, acabando por juntar-se ao NPD, por intermédio da sua amiga Tina. Podemos ainda encontrar a letra do hino nacional alemão e os contactos do partido. Quando conheci o Andeas Molau em Espanha, há cerca de um mês atrás, disse-me que na Alemanha já tinham distribuído gratuitamente centenas de milhares de CDs, tanto desta edição como da de 2004, à porta das escolas e que tinha sido um sucesso, pois a aceitação havia sido óptima. Segundo ele, a geração mais nova de alemães começa a perder os complexos de culpa da geração anterior e está mais aberta aos ideais nacionalistas perante a ameaça da imigração em massa e da mundialização. Um exemplo a seguir.
sexta-feira, 16 de dezembro de 2005
Fruto proibido
O tema, como já muitos devem ter adivinhado, é a recente polémica relativa ao chamado “revisionismo do Holocausto”. Daí a necessidade de afirmar, pelas razões supracitadas, que este texto não pretende “rever” ou “negar” qualquer holocausto, independentemente de quem tenham sido as vítimas ou os culpados, ou da altura em que tenha sido cometido.
Adiante. Há dias, ao fazer um zapping, na minha ocasional busca de algo interessante para ver na televisão, dei de caras com David Irving. Não teria sido nada de mais, porque o programa onde o revi a fazer comentários sobre Adolf Hitler e a II Guerra Mundial era de 1989, se o historiador não estivesse nesse exacto momento preso na Áustria por “negar o Holocausto”, o que constitui crime nesse país, à semelhança da vizinha Alemanha.Antes dele, havíamos tido notícia de outras prisões, por igual delito, como a de Ernst Zündel e a de Germar Rudolf. Ambos conseguiram chegar às páginas dos jornais, em especial Zündel, porém com pouco destaque, após as suas detenções. O caso de Irving levantou mais poeira, talvez por ser cidadão britânico, talvez por ser um historiador razoavelmente conhecido e com bastantes obras de valor reconhecido. Lembro-me, por exemplo, do excelente “The War between the Generals”, publicado pela Penguin Books em 1981, que recebeu o aplauso da crítica. O jornal «The Times», na altura, considerou o autor “one of Britain’s foremost historians”.
Não deixa de ser irónico, hoje, vê-lo na televisão, ver as suas obras nas prateleiras e saber que, para além de estar preso, está a ser tratado como um reles mentiroso, ou pior, classificado como um “nazi”. Todas as histórias, por mais trágicas, têm sempre um lado cómico. Até agora, no episódio Irving, houve uma que merece ser referida e que foi noticiada pelo «Telegraph». Durante uma visita à biblioteca da prisão onde se encontra, o historiador britânico descobriu algumas obras suas e assinou-as. Isto causou um certo mal-estar ao director da prisão que garantiu prontamente que iria desfazer-se dos ditos livros.
Depois deste surto de detenções, assistimos às declarações de Mahmud Ahmadinejad, actual presidente do Irão, e às reacções igualmente inflamadas dos governantes de Israel. Com ou sem revisionismo, Irão e Israel permaneceriam inimigos mortais ad aeternum, mas este tema é particularmente sensível aos judeus, como é compreensível. Aliás, é perfeitamente natural o repúdio da grande maioria dos judeus pelos chamados “revisionistas do Holocausto”. Simplesmente, penso que os primeiros escolheram a solução errada. Passo a explicar.
A minha formação em História diz-me que proibir a investigação, por mais loucas ou disparatadas que sejam as suas conclusões, é errado. Por muito que incomode os italianos um estudo que chegue à conclusão que Colombo era português, por muito que choque a Igreja Católica uma investigação que diga que Jesus foi casado e teve filhos, ou por muito que ofenda os judeus uma teoria que defenda que o Holocausto provocou cinco milhões de mortos, não devem ser proibidas. Devem, isso sim, ser debatidas e, se necessário for, contrariadas com argumentos e provas, em resumo, com outras investigações, nunca com leis.
Em geral, a defesa da liberdade de expressão é consensual, mas neste assunto tem-se vindo a adoptar, cada vez mais, uma atitude censória. Aqui é que a porca torce o rabo, como reza a expressão popular. Começo por um exemplo puramente académico. Imaginemos que amanhã, um dito “revisionista do Holocausto” chegava à conclusão de que este tinha vitimado sete — e não seis — milhões de pessoas. Seria considerado crime? Seria julgado por isso?
De qualquer maneira, quando se opta pela censura e se utilizam sanções legais como a prisão, dá-se uma importância elevada ao assunto. Quero dizer que, com tudo o que tem acontecido, o chamado “revisionismo do Holocausto” teve talvez a maior propaganda de sempre. Dir-me-ão que a importância é dada ao Holocausto e não aos seus revisores ou negadores, mas o que acontece é que eles é que sobem ao palco dos media. A publicidade é tal, que o tema tem corrido os jornais e televisões de todo o mundo, dando a conhecer a existência de uma “versão proibida” dos acontecimentos da II Guerra Mundial a milhares de pessoas que nunca dela haviam ouvido falar. Mais: se é proibido, gera automaticamente maior curiosidade. Todo este processo lembra-me o que me dizia um familiar meu sobre os livros censurados durante o Estado Novo: “A quantidade de merda que eu li, apenas por saber que tinha sido censurado!”
quinta-feira, 15 de dezembro de 2005
Música
A culpa é nossa
Os europeus, façam o que fizerem, serão sempre os únicos culpados de todos os males do mundo, segundo os ditames do politicamente correcto. Barata-Feyo vai mais longe e afirma: “Somos a fonte de todos os males e a origem de todos os vícios. Somos o pecado original!” É assim, sem dúvida, que hoje se pretende que se vejam os europeus, apesar de todo o contributo da nossa cultura e civilização.
Embalado por esta dicotomia absurda e irónica nós-maus/eles-bons, Barata-Feyo conclui também ironicamente: “Se a Europa está reduzida ao execrável, o homem branco ao remorsos e o cristianismo à Inquisição; (...) se a salvação do mundo passa por uma cruzada contra nós e pela nossa autodestruição; se assim é, então a redenção colectiva, a justiça e a paz na Terra estão finalmente à vista, apontadas há uma semana por Muriel Degauque, a belga que entrou para a história como "a primeira bombista suicida europeia". De que maneira mais honrosa e com que melhor consciência pode acabar um europeu, branco e cristão do que no sopro de uma explosão e no voltejar sangrento dos seus próprios restos?”
domingo, 11 de dezembro de 2005
Honrosa excepção
«Entretidos com as angústias da crise, os estados de alma futebolísticos e o restolhar dos "famosos", os media não deram por uma das mais importantes efemérides deste ano, os 150 anos da morte de D. Pedro V, que se assinalam hoje. O filho primogénito de D. Maria II e de D. Fernando de Saxe-Coburgo e Gotha, que subiu ao trono em 1855, aos 18 anos, após uma educação esmerada e um período de viagens de estudo ao estrangeiro, na companhia de seu irmão Luís, só reinou seis anos. O tifo levou-o a 11 de Novembro de 1861, dois anos depois da sua mulher, a Rainha D. Estefânia, ter sido vitimada pela difteria.
Nesse curto espaço de tempo, este jovem de uma precocidade rara, superiormente inteligente e culto, sequioso de saber, dotado em simultâneo das qualidades da acção e da reflexão, e empenhado em participar no bom governo do Reino e na sua modernização, apesar de rodeado por uma classe política medíocre e corrupta e de se confrontar com um país em aflição, deixou o seu nome ligado à construção de estradas, à expansão do caminho-de-ferro e das linhas telegráficas; ao desenvolvimento do comércio e da indústria; à fundação do Curso Superior de Letras; à criação da Direcção-Geral da Instrução no Ministério do Reino; à apresentação do projecto de Código Civil; à concessão de liberdade para todos os escravos que desembarcassem em território português, entre várias outras iniciativas e empreendimentos.
D. Pedro V conviveu com grandes nomes da cultura do seu tempo, como Herculano e Camilo, interessou-se pelos assuntos militares (raramente trajava à civil) e conquistou o seu povo logo no início do reinado, quando Lisboa foi assolada, por uma epidemia de cólera-morbo, seguida de uma de febre amarela, e o monarca recusou deixar a capital, quase deserta. Ficou, visitando os enfermos e supervisionando o combate às doenças. O mesmo povo, à sua morte, chorou-o do fundo do coração, e, como corressem rumores de que o Rei teria sido envenenado pelos políticos, houve sérios tumultos em Lisboa.
Honra seja feito à Texto, que acaba de reeditar 'D. Pedro V - Um Homem e um Rei', de Ruben Andersen Leitão. No resto, um país sem memória é um país sem futuro.»
quarta-feira, 7 de dezembro de 2005
D. PEDRO V
superioridade de D. Pedro quando comparado
com qualquer outro jovem príncipe"
Rainha Vitória
HÁ 150 ANOS FOI A ACLAMAÇÃO DE D. PEDRO V Primeiro filho de D. Maria II e de D. Fernando de Saxe-Coburgo e Gotha, um desses príncipes cultíssimos que a Alemanha então exportava para renovar a seiva de algumas casa reais bem necessitadas, D. Pedro nasceu em 1837.
Em Novembro de 1853 morria inesperadamente a Rainha, com apenas 34 anos de idade, das consequências do 11.º parto, abrindo assim um período de dois anos da regência de D. Fernando II, Rei Consorte desde o nascimento do filho, que se estenderia até este atingir a idade de 18 anos, prescrita na Lei, em 1855.
Inicia-se então um período de viagens de estudos em que visita, com seu irmão Luís (mais tarde Rei), vários países europeus.
Dos relatórios e cartas que então escreveu, encontra-se já bem patente, no âmbito de uma precocidade invulgar, a sua inteligência superior, seu espírito de rigor, sua incansável vontade de saber, de aprender, quer no domínio das ciências, quer no das letras, e também, embora em menor medida, no das artes. São já documentos de um espírito maduro e não de um rapaz no fim da adolescência.
Logo no início do seu reinado depara com a epidemia de cólera-morbo seguida, um ano depois, pela não menos mortífera febre-amarela. Ao invés de muitas famílias mais abastadas e de não poucos políticos, o Rei não abandona a capital desdobrando-se em cuidados aos doentes, que visitava com perigo da própria vida, assim como em inspecções à operacionalidade de medidas de luta que havia delineado. O povo nunca esqueceria esta sua faceta.
Da estirpe de um D. João II a que se juntava algo da inteligência percutante e sombria de um D. Duarte, D. Pedro aliava as qualidades do homem de reflexão às do homem de acção, pois se era um realista que não podia ignorar o estado desgraçado em que se encontrava o Reino (muitos anos de guerra civil endémica, sucessão ininterrupta de Governos, humilhações face ao estrangeiro com a convenção de Gramido, revoltas como a da Maria da Fonte e a subsequente Patuleia, etc.), realista dobrado de pessimista, que não ocultava o idealista que também, lá bem no fundo, não deixava de ser.
Idealista activo, aliás, que só se dava por satisfeito na realização - livre e dentro da Constituição, isto é, pelos seus Governos e com apoio nas Cortes - dos planos que pensava e inspirava, ou procurava inspirar, e na possível aplicação prática das ideias que servia.
Atormentavam-no as limitações, principalmente quando eram contrárias aos interesses da Pátria e filhas de movimentos e interesses escondidos, intencionalmente egoístas e destrutivos.
No que se chocava amiúde com a classe política, corrupta e incapaz, na sua grande maioria, pois não era Rei que se deixasse ficar, mas sim soberano com tendências intervencionistas, exercendo o Poder Moderador - aliás perfeitamente legal e consignado na Constituição -, que fazia com zelo, clareza de espirito, inteligência e conhecimento aprofundado das causas, o que embaraçava e irritava muitos dos seus ministros.
O seu reinado, embora muito curto (uns escassos seis anos) foi rico em empreendimentos a que esteve intimamente ligado e dos quais foi, muitas vezes, tanto o pensador como o impulsionador: inauguração e planos para a expansão rápida do caminho-de-ferro; o mesmo para o telegrafo eléctrico; concessão de liberdade a todos os escravos que desembarcassem no continente, ilhas adjacentes, Índia e Macau; início da publicação da "Portugaliae Monumenta Histórica"; exposição industrial do Porto, a primeira internacional realizada em Portugal; criação da Comissão Central de Estatística do Reino; lançamento das primeiras carreiras regulares, a vapor, da metrópole para Angola; apresentação do projecto de Código Civil; introdução do sistema métrico: criação da Direcção-Geral de Instrução no Ministério do Reino; fundação do Curso Superior de Letras (mais tarde Faculdade de Letras, projecto pessoal do Rei); melhoria do curriculum da Escola Politécnica; supressão dos morgados e capelas ainda existentes; fundação da Associação Industrial Portuguesa.
Os assuntos militares, incluindo os mais técnicos, também o interessavam profundamente, seguindo-os de muito perto. Da sua iconografia, são raros os documentos fotográficos que o representam vestido à civil, pois andava normalmente fardado, envergando o sóbrio pequeno uniforme, com seu dólman azul ferrete (escuro) sem cordões nem agulhetas e correspondente calça de mescla cinzento-azulada. Levantava-se invariavelmente às sete da manhã começando logo a trabalhar, e das três às cinco da tarde, sempre que possível, visitava, sem avisar, quartéis, hospitais, instituições públicas, incluindo assistência a aulas no Curso de Letras e na Politécnica, onde se sentava, como qualquer aluno retardatário ao fim da sala. "Isto mantém alerta os indolentes", tal como escreveu a seu tio e mentor, o Príncipe Alberto de Inglaterra, também ele um Saxe-Coburgo.
A morte inesperada em 1859, por difteria, da sua amada mulher, a Rainha D. Estefânia, alemã oriunda da casa de Hohenzollern-Sigmaringen, tornou-o ainda mais sombrio extinguindo-se ele próprio a 11 de Novembro de 1861, vitima de tifo, que também levou mais dois dos seus irmãos e incapacitou parcialmente um outro por toda a vida. Precedeu na morte, por escassas semanas seu tio Alberto, príncipe-consorte da rainha Vitória que nunca deixou de pensar que o desaparecimento do monarca português, que amava como um filho, havia precipitado também a morte do marido, escrevendo numa carta dirigida ao rei dos Belgas, seu tio Leopoldo I, também ele um Saxe-Coburgo: "A morte de Pedro é uma terrível calamidade para Portugal e uma verdadeira perda para a Europa". E sublinhou a palavra "verdadeira ".
O povo chorou-o como nunca tinha chorado um Bragança nem nunca mais choraria outro, pelo menos até hoje. Convencido de que "os políticos" tinham envenenado o Rei, às ordens de Loulé, desencadearam-se verdadeiros tumultos em Lisboa e várias casas foram saqueadas e queimadas.
Devo dizer que não se surpreendeu muito (até pelo que também aconteceu, em parte, em 2002, no primeiro centenário da morte de Mouzinho) o facto até hoje e que eu saiba, nenhum média incluindo a TV se tenha referido, ainda que fosse apenas como simples efeméride, à figura deste Rei excepcional no aniversário dos 150 anos da sua aclamação.
São os média deste país que temos, país de invejazinhas e ódios vesgos, memória curta, atolado em superficialidade, premiando a mediocridade e a falta de rigor, favorecendo a ganância pacóvia, a hipocrisia e a corrupção, boçal e incívico em extremo mas prenhe de licenciaturas ridículas e inúteis. Pequeno país virtual e em bico de pés metidos em sapatos mais ou menos engraxados, de solas furadas, escondendo peúgas por lavar há muitas décadas.
Talvez seja melhor o silêncio, sim. Não mereciam de facto, um Rei como foi D. Pedro V.
Roberto de Moraes

Esplêndida e pouco conhecida fotografia de D. Pedro V - actualmente conservada nas colecções do Palácio Nacional da Ajuda -, tirada ao tempo da sua aclamação, em 1855, por Wenceslau Cifka, um grande pioneiro da fotografia em Portugal e amigo pessoal de D. Fernando II. Foi, pelo próprio Cifka, primorosamente colorida como atesta, por exemplo, a precisa tonalidade da calça de mescla azul acinzentada -"cor de flor-de-alecrim", como ainda constava no regulamento de Dezembro de 1948 -, que foi estupidamente abolida, já bem nos nossos dias, nos anos setenta do século XX. O Rei enverga o pequeno uniforme de Marechal-General, como se vê pela bordadura da gola e dos canhões das mangas do dólman azul-ferrete, assim como pelas insígnias patentes sobre a dragona: ceptro cruzado com óculo e monograma real encimado pela coroa. Este posto, ao tempo já só apanágio exclusivo de Rei, era superior ao de Marechal do Exército e fora, no passado, atribuído também a raras personagens tais como o conde de Lippe, duque de Lafões, Wellington e, por último, em 1816, a Beresford, que já era marechal desde 1809. O posto deixou de existir em Outubro de 1910, com a queda da monarquia, pois a república não o considerou na reforma de 1911. Aqui, o soberano, de dezoito anos de idade, ainda não ostenta o bigode que mostram fotografias posteriores e leva um corte de cabelo bem similar ao de muitos jovens de hoje, incluindo os das Forças Armadas. O que talvez contribua para conferir a esta foto um estranho, insólito e quase mágico travo de intemporalidade que, não obstante a distância de 150 anos, dela se desprende, revelando bem a forte personalidade do retratado, sua clarividência penetrante e sombria, sublinhada já por um ricto de precoce amargura. R. de M.
O Esperançoso
150 anos passaram desde a aclamação de D. Pedro V. Os media, como é hábito, votaram-se ao silêncio, entretidos como sempre com as tricas políticas diárias. Na blogosfera houve excepções, como é o caso do BOS e do FGSantos, que eu tenha lido. Este monarca, com uma inteligência notável e uma cultura e saber vastíssimos, distinguiu-se dos demais. Profundo conhecedor dos dossiers e decidido a intervir na boa governação do Reino, como era seu dever, elevou-se em relação à classe política medíocre da altura, tornando-se odiado por esta e amado pelo povo. Para lembrar nesta casa “O Esperançoso”, publicarei a seguir um artigo do meu amigo Roberto de Moraes, retirado do último número do «Lanceiro», com a sua autorização. Aqui fica a minha singela homenagem àquele que foi, sem dúvida e apesar do seu curto reinado, um dos nossos mais brilhantes reis.sexta-feira, 2 de dezembro de 2005
Activismo em alta
Estive presente, na passada quarta-feira, no lançamento de um livro do Rodrigo Emílio, que correu da melhor forma. Na sala maior do Círculo Eça de Queirós lotada, assistiu-se à apresentação do “Pequeno presépio de poemas de Natal”, a cargo de António Manuel Couto Viana, seguida algumas músicas tocadas pelo José Campos e Sousa. Passou-se depois à sala de jantar, decorrendo a refeição num convívio salutar entre os presentes, para depois regressarmos à sala principal para mais umas músicas. Uma óptima noite a celebrar um dos nossos maiores poetas, infelizmente falecido no ano passado. Está de parabéns a editora Antília, em primeiro lugar plena existência, depois pelo autor escolhido para se estrear e, finalmente, pela óptima organização do lançamento.
No Dia da Restauração da Independência, marcado pelo habitual “esquecimento” dos media, foi com grande alegria que participei nas comemorações que terminaram na Praça da Figueira com um discurso do Presidente do PNR, José Pinto-Coelho, perante todos aqueles que não se demoveram, apesar do frio e da chuva torrencial.
Ao fim da tarde, tive a honra de participar no Colóquio “Portugal (in)dependente”, que foi um sucesso. Os únicos pontos negativos foram a vandalização das paredes exteriores do edifício onde se realizou o evento, por parte dos habituais intolerantes da extrema-esquerda, e a exiguidade do espaço, incapaz de albergar todos os interessados. Esta iniciativa transversal, que envolveu várias organizações nacionalistas, decorreu de forma exemplar. Depois das excelentes exposições do Humberto Nuno de Oliveira e do Miguel Jardim, seguidas de uma pequena intervenção minha, teve lugar um debate com várias participações. Para terminar da melhor maneira, pudemos apreciar, ao jantar, a gastronomia típica portuguesa e, ainda, visitar uma banca que disponibilizava diversas publicações, entre outro material.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2005
Primeiro de Dezembro. Pessoa. Portugal!
De Oriente a Ocidente jaz, fitando,
E toldam-lhe românticos cabelos
Olhos gregos, lembrando.
O cotovelo esquerdo é recuado;
O direito é em ângulo disposto.
Aquele diz Itália onde é pousado;
Este diz Inglaterra onde, afastado,
A mão sustenta, em que se apoia o rosto.
Fita, com olhar 'sfíngico e fatal,
O Ocidente, futuro do passado.
O rosto com que fita é Portugal.
Fernando Pessoa
in "Mensagem" (1934).
quarta-feira, 30 de novembro de 2005
Agenda (II)
Às 18:30 terá lugar na Casa das Beiras, em Lisboa, o colóquio “Portugal (in)dependente”, organizado pela JN, com o apoio do PNR e da CI, onde serão oradores os meus amigos e camaradas Humberto Nuno de Oliveira e Miguel Jardim e para o qual fui convidado na qualidade de moderador do debate após as intervenções.
terça-feira, 29 de novembro de 2005
Prioridades
A nossa guerra
O Islão está em guerra com a Europa, disso não tenho a menor dúvida. Está, aliás, numa posição de vantagem em que nunca esteve historicamente: é um “inimigo dentro de portas”. Assim, o primeiro passo é o reconhecimento oficial por parte da Europa deste conflito, para depois poderem ser tomadas, conjuntamente, medidas eficazes contra a estratégia expansionista e colonizadora islâmica. Esta é a nossa guerra. Por muito que não queiramos ela está na nossa terra e aqui deve ser combatida. Quando o inimigo está em nossa casa devemos combatê-lo de dentro para fora, nunca no sentido inverso.
Quanto ao argumento de que se deve “cortar o mal pela raiz”, é necessário lembrar que a fonte do fundamentalismo islâmico é a Arábia Saudita, país aliado dos EUA, que não olha a meios para espalhar a palavra do profeta, financiando grupos islâmicos e a construção de mesquitas em todo o mundo. Ora os americanos não têm qualquer interesse em romper o bom entendimento com um dos seus mais poderosos amigos geopolíticos. Nas campanhas militares que têm feito, seja no Afeganistão ou no Iraque, o seu objectivo não é erradicar o fundamentalismo islâmico evangelizando-o com o credo da democracia parlamentar. O seu único objectivo é fazer eleger governos controláveis e proteger os seus interesses económicos. A invasão americana dos países atrás citados não contribuiu para o enfraquecimento do islão, pelo contrário, fortaleceu-o.
Os EUA não têm qualquer interesse estratégico em erradicar o fundamentalismo islâmico, porque essa é uma das suas armas contra a Europa, veja-se o apoio à criação de estados muçulmanos no nosso continente, como o Kosovo e a Bósnia-Herzegovina, e a pressão para forçar a entrada da Turquia na UE.
Os EUA são o nosso adversário geopolítico, não podemos, nem devemos depender deles para a nossa guerra. Devemos, isso sim, combater urgentemente a invasão islâmica da Europa, feita através de um fenómeno de imigração maciça e submersão demográfica, e a colonização do nosso continente, pela imposição de uma religião intolerante e de costumes que nos são estranhos e até contrários à nossa cultura e civilização. Esta é a nossa guerra.
quinta-feira, 24 de novembro de 2005
MICROBIOGRAFIA DE NATAL
quarent’anos depois de o ter perdido...
O que em mim mais sobressai
é a sobranceria secreta,
quando não o orgulho até,
de ter tido um pai
que era poeta,
ou lá o que é...
Mágica infância, a minha...!
... Feita de tardes, noites e manhãs
de sonho à solta e músicas de paz...
Onde isso vai, senhor’s! Onde isso jaz...
Onde isso tudo vai!
O tempo em que comigo eu tinha
a avó-madrinha,
irmãs,
o avô — o avô Thomaz —
e o pai. Principalmente, o pai!...
Sol para sempre posto,
eis que despede, porém, e ainda agora gera
renovados brilhos,
no nome e no rosto
de pérola
dos meus filhos.
Mas o mais fundo do forro
do que fui, serei e sou,
mal chega voz de socorro
que valha...
E enquanto morro
e não morro,
percorro os mais ignotos
— os mais ínvios e remotos —
meandros da cerração,
para perguntar aos mortos que horas são... Que horas serão?!...
Rodrigo Emílio
(Natal de 1994)
“Pequeno Presépio de Poemas de Natal”
O lançamento do livro terá lugar no Círculo Eça de Queirós, sito no Largo Rafael Bordalo Pinheiro, n.º 4, em Lisboa, dia 30 de Novembro, às 19 horas, sendo a apresentação da obra feita pelo poeta e crítico António Manuel Couto Viana.

Antília Editora, Lda.
Rua 15 de Novembro, 43 - 2.º
4100-421 Porto
Telef.: 226068828
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e-mail: antiliaeditora@gmail.com
quarta-feira, 23 de novembro de 2005
Melancias
Vítima mortal
20-N... atrasado
Conferência Nacionalista
sexta-feira, 18 de novembro de 2005
Agenda
Opiniões lúcidas
No «DN» do passado sábado, Carlos Vale Ferraz, apesar de me parecer inclinar-se para uma “solução” comunitarista, recusa as tão conhecidas como esbatidas razões de ordem social. Segundo ele, “o problema não é a falta, em França e em muitos dos mais ricos países europeus, de subsídios a empregos e a cursos de formação, não é a falta de habitações sociais, ginásios e centros culturais, não é a falta de polícias de proximidade e de animadores que procuram integrar jovens das segundas gerações de magrebinos, designados por beur, e africanos à deriva, nem se resolve, por isso, atirando-lhe dinheiro e bons conselhos. O problema é muito mais complexo e profundo que a conversão dos jovens delinquentes em respeitadores cidadãos e a sua resolução ultrapassa em muito o âmbito das operações de reposição da ordem, isto porque o problema é de identidade e de referências.” Sobre a tão apregoada integração, é categórico: “A crença de que é possível a integração, de que é possível a uma comunidade esquecer ou abdicar da sua identidade histórica, genética e cultural para assumir uma outra, surge assim como uma mentira permanente, uma grosseira hipocrisia exposta e sentida tanto pelos estrangeiros como pelos autóctones.” Pensando no futuro, conclui: “não é possível constituir novas realidades nacionais e europeias com aqueles que rejeitam as suas matrizes culturais, o seu ordenamento jurídico, os seus valores, a sua visão do mundo. Com aqueles que são estrangeiros ao processo histórico que fez da Europa aquilo que ela é. Com aqueles que procuram, mesmo inconscientemente, uma vingança histórica contra o que os europeus lhes fizeram nos últimos mil anos, das cruzadas à escravatura e ao colonialismo. Para que a convivência seja possível e pacífica devemos saber que para ter as portas abertas temos de manter levantadas as paredes que as sustentam.”
A reter, também, o artigo “A lição da França”, de José Manuel Barata-Feyo, na última edição da «Grande Reportagem», onde constata o “fracasso da integração social” e lembra o “choque dos belos princípios contra a dura realidade, nunca enunciada, das novas gerações de árabes e negros que só são franceses porque nasceram em França, mas cuja pátria (à falta de melhor escolaridade e de vontade de trabalhar) é a raça e a religião muçulmana...”, que considera “a raiz do problema”. Depois, faz a inevitável comparação com a imigração europeia para França, mas de uma forma séria, em contraste absoluto com os integracionsistas que insistem em não observar as diferenças óbvias entre estes dois fenómenos totalmente distintos. “Os factos são rebeldes. Milhões de italianos e polacos emigraram para França entre as duas guerras; milhões de espanhóis e portugueses fizeram outro tanto no pós-guerra. Os que quiseram integrar-se foram integrados. E mesmo os que optaram por regressar aos seus países de origem viveram diluídos no tecido social francês. Porque nem os franceses sentiam a necessidade de os excluir, nem eles sentiam a de se isolar. Os princípios e a teoria da integração funcionaram em relação a essas comunidades pela óbvia razão de que todas tinham um denominador comum, geográfico, histórico, religioso e cultural. Igual razão traça o destino diametralmente oposto das novas gerações de imigrantes oriundos de países árabes e da África Negra. Apesar de terem nascido em França, a verdade maior é que, à semelhança dos pais, já nasceram isolados: rejeitados pelos franceses que eles próprios rejeitam.” Concluindo, ciente da dimensão europeia do problema, não esquece o nosso país: “O exemplo dos subúrbios franceses acabará por se alastrar a todos os cantos da Europa onde jovens se sentem apátridas no seu próprio país. Como a França vai resolver o problema, creio que nem ela sabe. Mas acredito que chegou o tempo de Portugal retirar o indispensável ensinamento desta lição: onde se constituem comunidades apátridas, mesmo a pátria dos Direitos do Homem acaba por ter de mandar a tropa defender os valores da República. Nas suas próprias ruas.”
Termino com uma referência obrigatória ao já muito citado post “A espantosa complacência” de José Pacheco Pereira: “Basta haver um ar de revolta social contra o "sistema", um ar de "multiculturalismo" revolucionário dos "deserdados da terra" contra os ricos (os que têm carro, os pequenos lojistas, os stands de automóveis, os pequenos comércios), para a velha complacência face à violência vir ao de cima. Fossem neo-nazis os autores dos tumultos e a pátria e a civilização ficavam em perigo, mas como são jovens muçulmanos da banlieue, já podem partir tudo. Não são vândalos, são "jovens" reagindo à "violência policial", são "vítimas" do desemprego e do racismo dos franceses, justificados na sua "revolta", e têm que ser tratados com luvas verbais e delicadeza politicamente correcta. Os maus são as forças da ordem, os governantes, os polícias, os bombeiros e todos os que mostram uma curiosidade indevida pelos seus bairros de território libertado. No fundo, não é novidade nenhuma. Há muitos anos que é assim, que estas questões são tratadas com imensa vénia, não vão os "jovens" zangarem-se e vingarem-se. A culpa é nossa, não é?”
quarta-feira, 9 de novembro de 2005
Um conflito europeu
terça-feira, 8 de novembro de 2005
C’est la guerre!
Não deixa de ser curiosa a manchete do jornal «Público» de ontem: “A intifada francesa”. Talvez o título tenha sido motivado por alguma simpatia tradicional da esquerda, tanto para os imigrantes do terceiro mundo, como para os movimentos ditos de “libertação”. No entanto, sintetiza exactamente os acontecimentos, os seus motivos e os seus objectivos. Os “jovens”, ou seja, os descendentes dos imigrantes africanos e magrebinos, levaram para as ruas em larga escala a violência selvagem. Os seus alvos estão bem definidos. Com cocktails molotov incendeiam automóveis, que consideram símbolos dos franceses de origem, atacam edifícios públicos, a polícia e bombeiros, símbolos da autoridade e do Estado, destroem escolas e bibliotecas, símbolos da cultura europeia, bem como igrejas, símbolos da religião daqueles que consideram os “cruzados”. Toda esta ofensiva tem como fundamento o islão, utiliza como soldados jovens que preferem a vida fácil do crime e dos subsídios ao esforço do estudo e do trabalho e tem como objectivo aterrorizar a França e os seus habitantes autóctones, de modo a conseguir a criação de zonas “libertadas” onde vigore a charia – a lei islâmica -, numa clara estratégia de ocupação e colonização do país que os acolheu. Nesta intifada sui generis em solo europeu, os “jovens” desenraízados - que não se querem integrar nem respeitar o país onde estão -, motivados por um sentido de vingança histórica, usam a destruição e a chantagem para libertar o que consideram ser a “sua” terra, tendo por trás o apoio religioso do islão totalitário expansionista. É mais uma guerra contra a Europa.
Um abrir de olhos
As desculpas intelectuais dos colaboradores e idiotas úteis do costume perdem todo o sentido perante o descambar da situação. Apesar do discurso politicamente correcto, as televisões não deixam margem para dúvidas, mesmo com o controlo habitual e os repetidos pedidos de contenção. Os pulhíticos franceses, na impossibilidade de conter os “jovens”, tentaram conter os media, também sem sucesso. Como uma imagem vale mais que mil palavras, vemos claramente quem ataca e quem é atacado, enquanto a voz off nos tenta convencer do contrário, papagueando explicações desculpabilizantes.
Quando os líderes religiosos muçulmanos anunciam o repúdio pelas acções violentas, mas ao mesmo tempo exigem a demissão do Ministro do Interior e minimizam a situação lembrando as “condições de vida difíceis dos jovens”, é no mínimo suspeito. É a estratégia de dissimulação, típica do islão quando ainda não está em vantagem.
Entretanto, o conflito alastrou já à Bélgica e à Alemanha, o que prova a dimensão europeia do problema e contraria os disparates daqueles que o quiseram reduzir a um nível local. Este é o início de uma guerra de tipo novo que oporá outra vez a Europa ao Islão, mas desta vez tendo este último um “cavalo de Tróia” cada vez mais poderoso. O fosso entre nós e eles é cada vez maior. Esperemos que cada vez mais europeus abram os olhos e preparem o combate pela Nossa Terra. Reconquista!
quarta-feira, 2 de novembro de 2005
Barra noticiosa
Ontem, ao assistir ao Jornal da Noite da SIC, o meu olho de revisor ortográfico revirou-se mais vezes que o costume. Para além dos maus títulos habituais e das notícias demasiado longas, consegui apontar num bloco as seguintes calinadas na barra noticiosa que ia passando no fundo do ecrã: “albúm”, “Reigões do Norte e Centro”, “mulher tailândesa” e “mosquitos tropicias”. A demonstração clara do decair dos padrões de qualidade dos media em Portugal. Nada, de resto, a que o jornalismo dito de referência não nos tenha vindo a habituar. E falo não só pelo que leio, mas também do que sei através dos desabafos de amigos jornalistas que, tendo muito orgulho no seu trabalho, se envergonham com a crescente ignorância e falta de brio profissional dos seus jovens colegas, bem como com o laxismo dos superiores hierárquicos.
Voltando à barra noticiosa, deixo duas dúvidas irónicas para aligeirar a questão: será que os jornalistas dela incumbidos são escolhidos entre os estagiários mais analfabetos, ou será que, por protesto, estes erram propositadamente?
terça-feira, 1 de novembro de 2005
Ressalva sobre o aborto
«Cumpre-me recordar que nada me move contra o historiador Rosas e seus sequazes nesta justa luta. Já aqui o disse e repito-o.
É que basta-me olhar para aquelas carantonhas pouco tranquilizadoras de um Rosas, um Anacleto Louçã e outros que tais para ver, ao vivo e a cores, a plena justificação do aborto… com efeitos retroactivos, é claro.»
Solução: Presidente?
Assim, depois do arrependimento pós-legislativas e do cartão (laranja?) mostrado nas autárquicas, as esperanças voltam-se para as eleições presidenciais. Não deixa de ser irónico, porque apesar de formalmente semipresidencialista, o sistema político português sempre menosprezou o Presidente. Já durante o Estado Novo, apesar do estipulado na Constituição, não é preciso lembrar quem mandava… Com a III República, o Presidente aparece como devendo ser uma figura de consenso e acima dos partidos. Aquilo a que poderíamos chamar um campeão do extremo-centro, um garante da manutenção da estabilidade.
Parece que hoje, seja por desespero ou por desilusão, muitas vozes se levantam a favor de uma maior presidencialização do regime – para sobressalto da “esquerda”, que já alertou para os perigos da tentação presidencialista e para o erro de se querer eleger um primeiro-ministro numas presidenciais – e por isso o candidato ideal é o técnico, o economista.
Desta vez os candidatos “políticos” estão em desvantagem. E, a concretizar-se um possível segundo lugar de Alegre, estaremos perante a morte política do clã Soares, com um “espalhanço” de fim de carreira do pai depois da segunda derrota autárquica consecutiva do filho.
Agora espera-se no nosso país uma nova maioria popular cavaquista que traga um “salvador da Pátria”. Há quem lhe chame sebastianismo; eu chamo-lhe luz ao fundo do túnel. Não no sentido esperançoso do termo, mas como uma luz que não nos ilumina mas mantém-nos a caminho. Parece que ainda não é desta que temos uma vontade nacional de salvar o barco, mas apenas de o manter à tona.
segunda-feira, 31 de outubro de 2005
Os primeiros passos da guerra civil étnica?
sexta-feira, 28 de outubro de 2005
Do título
quinta-feira, 27 de outubro de 2005
Autárquicas 2005
Nesta laranjada nacional, confesso que me deram especial gozo as derrotas de Carrilho em Lisboa e Soares em Sintra. Este ano o grande destaque foi para os “candidatos-bandidos”. A classificação é do Bloco de Extrema-esquerda que, continuando a reger-se pela máxima “faz o que eu digo, não o que eu faço”, se “esqueceu” de incluir a sua única candidata eleita - tresmalhada há alguns anos do PCP – no rol dos acusados. Tirando esses tristes casos, que não merecem mais que este adjectivo, é bom verificar que o número de candidaturas independentes subiu.
Sobre o PNR, por quem fui candidato e em cuja campanha estive envolvido, registo apenas que continuou a sua progressão natural e gradual. Recuso totalmente os derrotismos dos imediatistas e os delírios dos fantasistas. O caminho é longo e árduo, mas estamos dispostos a percorrê-lo. Já o demostrámos e vamos continuar a fazê-lo.
quarta-feira, 19 de outubro de 2005
“Casa às costas”
A verdade é que ainda não mudei, nem consegui tratar de tudo. No entretanto, estive quase sem acesso à internet e envolvido na campanha eleitoral para as eleições autárquicas, das quais falarei noutro post.
Em mais uma tentativa de pôr a leitura e a escrita em dia na blogosfera, não vou prometer um regresso com assiduidade, porque acho que já ninguém acredita... Este blog tem que ser como uma revista que um amigo meu espanhol me enviava há uns anos atrás e cuja periodicidade era sale cuando puede.
sexta-feira, 30 de setembro de 2005
Visto à distância
Tempo de antena
Diz o ditado popular: “fala mal, mas fala de mim...” Não sou um defensor acérrimo desta filosofia, mas tenho que reconhecer que, apesar das muitas tentativas de menosprezar o acontecimento, este teve uma enorme divulgação através dos media. Isto na era da política-espectáculo e da teledependência é essencial. Para os que acusaram o PNR de “golpe publicitário”, só tenho a dizer que o objectivo de um protesto público é exactamente esse: ser visto. Num sistema como o nosso, onde os pequenos partidos são normalmente relegados ao esquecimento, é preciso furar o bloqueio com coragem para se conseguir ser conhecido por todos os portugueses. Diga-se o que se disser, a verdade é que abrir telejornais e chegar às primeiras páginas da imprensa é uma vitória num sistema de meios de comunicação social controlados.
Os incomodados
O que mais me divertiu foi ver os incomodados do costume a serem forçados a falar no PNR e na “extrema-direita”. Eles estavam convencidos que, nesta ditadura cultural de esquerda em vigor, a tradicionalmente inactiva área nacional nunca conseguiria crescer e dar-se a conhecer. Enganaram-se. Mesmo os melhores alunos da escola trotskista – aqueles que resistiram a dizer o nome do PNR – tiveram que referir-se publicamente à manifestação e às posições aí defendidas. Os incomodados sabem também que é assim que se consegue lá chegar. Lembro-me de um agrupamento de extrema-esquerda que fazia manobras publicitárias com muito menos participantes e que agora se senta no parlamento. Os incomodados estão irritados, porque agora são os nacionalistas que estão na rua e eles - os pseudo-anti-sistema - estão institucionalizados...
sexta-feira, 16 de setembro de 2005
Agradecimento público
Segregação racial no Havai?
Esta bill só não foi votada no Senado na passada semana, como estava previsto, porque foi dada prioridade à legislação relativa aos estados afectados pelo furacão Katrina. A votação ficou adiada, não se sabendo quando será. O mais curioso é que há fortes possibilidades de ser aprovada.
Leão rosa
quinta-feira, 15 de setembro de 2005
Pela família. Contra o homossexualismo.
Todos à manif! Pela família! Pelas nossas crianças!
Katrina
Quanto à questão racial, não deixa de ser curioso verificar que o “fardo do homem branco” subsiste. Se as vítimas são negros, o dedo acusador é prontamente apontado aos brancos “opressores”, a quem só faltou serem culpados do próprio furacão. Se, pelo contrário, as vítimas em questão são os brancos pobres que vivem em condições miseráveis – o white trash -, aí a culpa é o sistema, da sociedade, etc.
Vemos que o utópico melting pot é na realidade uma panela de pressão onde fervilham tensões raciais e sociais e onde o risco de explosão é iminente.
Dia “não”


Este fogo resume uma tradição viva. Não uma imagem vaga, mas uma realidade. Uma realidade tão tangível como a dureza desta pedra ou o sopro do vento. O símbolo do Solstício é que a vida não pode morrer. Os nossos antepassados acreditavam que o sol não abandona os homens e que volta todos os anos ao encontro da primavera.