quarta-feira, 2 de novembro de 2005
Barra noticiosa
Ontem, ao assistir ao Jornal da Noite da SIC, o meu olho de revisor ortográfico revirou-se mais vezes que o costume. Para além dos maus títulos habituais e das notícias demasiado longas, consegui apontar num bloco as seguintes calinadas na barra noticiosa que ia passando no fundo do ecrã: “albúm”, “Reigões do Norte e Centro”, “mulher tailândesa” e “mosquitos tropicias”. A demonstração clara do decair dos padrões de qualidade dos media em Portugal. Nada, de resto, a que o jornalismo dito de referência não nos tenha vindo a habituar. E falo não só pelo que leio, mas também do que sei através dos desabafos de amigos jornalistas que, tendo muito orgulho no seu trabalho, se envergonham com a crescente ignorância e falta de brio profissional dos seus jovens colegas, bem como com o laxismo dos superiores hierárquicos.
Voltando à barra noticiosa, deixo duas dúvidas irónicas para aligeirar a questão: será que os jornalistas dela incumbidos são escolhidos entre os estagiários mais analfabetos, ou será que, por protesto, estes erram propositadamente?
terça-feira, 1 de novembro de 2005
Ressalva sobre o aborto
«Cumpre-me recordar que nada me move contra o historiador Rosas e seus sequazes nesta justa luta. Já aqui o disse e repito-o.
É que basta-me olhar para aquelas carantonhas pouco tranquilizadoras de um Rosas, um Anacleto Louçã e outros que tais para ver, ao vivo e a cores, a plena justificação do aborto… com efeitos retroactivos, é claro.»
Solução: Presidente?
Assim, depois do arrependimento pós-legislativas e do cartão (laranja?) mostrado nas autárquicas, as esperanças voltam-se para as eleições presidenciais. Não deixa de ser irónico, porque apesar de formalmente semipresidencialista, o sistema político português sempre menosprezou o Presidente. Já durante o Estado Novo, apesar do estipulado na Constituição, não é preciso lembrar quem mandava… Com a III República, o Presidente aparece como devendo ser uma figura de consenso e acima dos partidos. Aquilo a que poderíamos chamar um campeão do extremo-centro, um garante da manutenção da estabilidade.
Parece que hoje, seja por desespero ou por desilusão, muitas vozes se levantam a favor de uma maior presidencialização do regime – para sobressalto da “esquerda”, que já alertou para os perigos da tentação presidencialista e para o erro de se querer eleger um primeiro-ministro numas presidenciais – e por isso o candidato ideal é o técnico, o economista.
Desta vez os candidatos “políticos” estão em desvantagem. E, a concretizar-se um possível segundo lugar de Alegre, estaremos perante a morte política do clã Soares, com um “espalhanço” de fim de carreira do pai depois da segunda derrota autárquica consecutiva do filho.
Agora espera-se no nosso país uma nova maioria popular cavaquista que traga um “salvador da Pátria”. Há quem lhe chame sebastianismo; eu chamo-lhe luz ao fundo do túnel. Não no sentido esperançoso do termo, mas como uma luz que não nos ilumina mas mantém-nos a caminho. Parece que ainda não é desta que temos uma vontade nacional de salvar o barco, mas apenas de o manter à tona.
segunda-feira, 31 de outubro de 2005
Os primeiros passos da guerra civil étnica?
sexta-feira, 28 de outubro de 2005
Do título
quinta-feira, 27 de outubro de 2005
Autárquicas 2005
Nesta laranjada nacional, confesso que me deram especial gozo as derrotas de Carrilho em Lisboa e Soares em Sintra. Este ano o grande destaque foi para os “candidatos-bandidos”. A classificação é do Bloco de Extrema-esquerda que, continuando a reger-se pela máxima “faz o que eu digo, não o que eu faço”, se “esqueceu” de incluir a sua única candidata eleita - tresmalhada há alguns anos do PCP – no rol dos acusados. Tirando esses tristes casos, que não merecem mais que este adjectivo, é bom verificar que o número de candidaturas independentes subiu.
Sobre o PNR, por quem fui candidato e em cuja campanha estive envolvido, registo apenas que continuou a sua progressão natural e gradual. Recuso totalmente os derrotismos dos imediatistas e os delírios dos fantasistas. O caminho é longo e árduo, mas estamos dispostos a percorrê-lo. Já o demostrámos e vamos continuar a fazê-lo.
quarta-feira, 19 de outubro de 2005
“Casa às costas”
A verdade é que ainda não mudei, nem consegui tratar de tudo. No entretanto, estive quase sem acesso à internet e envolvido na campanha eleitoral para as eleições autárquicas, das quais falarei noutro post.
Em mais uma tentativa de pôr a leitura e a escrita em dia na blogosfera, não vou prometer um regresso com assiduidade, porque acho que já ninguém acredita... Este blog tem que ser como uma revista que um amigo meu espanhol me enviava há uns anos atrás e cuja periodicidade era sale cuando puede.
sexta-feira, 30 de setembro de 2005
Visto à distância
Tempo de antena
Diz o ditado popular: “fala mal, mas fala de mim...” Não sou um defensor acérrimo desta filosofia, mas tenho que reconhecer que, apesar das muitas tentativas de menosprezar o acontecimento, este teve uma enorme divulgação através dos media. Isto na era da política-espectáculo e da teledependência é essencial. Para os que acusaram o PNR de “golpe publicitário”, só tenho a dizer que o objectivo de um protesto público é exactamente esse: ser visto. Num sistema como o nosso, onde os pequenos partidos são normalmente relegados ao esquecimento, é preciso furar o bloqueio com coragem para se conseguir ser conhecido por todos os portugueses. Diga-se o que se disser, a verdade é que abrir telejornais e chegar às primeiras páginas da imprensa é uma vitória num sistema de meios de comunicação social controlados.
Os incomodados
O que mais me divertiu foi ver os incomodados do costume a serem forçados a falar no PNR e na “extrema-direita”. Eles estavam convencidos que, nesta ditadura cultural de esquerda em vigor, a tradicionalmente inactiva área nacional nunca conseguiria crescer e dar-se a conhecer. Enganaram-se. Mesmo os melhores alunos da escola trotskista – aqueles que resistiram a dizer o nome do PNR – tiveram que referir-se publicamente à manifestação e às posições aí defendidas. Os incomodados sabem também que é assim que se consegue lá chegar. Lembro-me de um agrupamento de extrema-esquerda que fazia manobras publicitárias com muito menos participantes e que agora se senta no parlamento. Os incomodados estão irritados, porque agora são os nacionalistas que estão na rua e eles - os pseudo-anti-sistema - estão institucionalizados...
sexta-feira, 16 de setembro de 2005
Agradecimento público
Segregação racial no Havai?
Esta bill só não foi votada no Senado na passada semana, como estava previsto, porque foi dada prioridade à legislação relativa aos estados afectados pelo furacão Katrina. A votação ficou adiada, não se sabendo quando será. O mais curioso é que há fortes possibilidades de ser aprovada.
Leão rosa
quinta-feira, 15 de setembro de 2005
Pela família. Contra o homossexualismo.
Todos à manif! Pela família! Pelas nossas crianças!
Katrina
Quanto à questão racial, não deixa de ser curioso verificar que o “fardo do homem branco” subsiste. Se as vítimas são negros, o dedo acusador é prontamente apontado aos brancos “opressores”, a quem só faltou serem culpados do próprio furacão. Se, pelo contrário, as vítimas em questão são os brancos pobres que vivem em condições miseráveis – o white trash -, aí a culpa é o sistema, da sociedade, etc.
Vemos que o utópico melting pot é na realidade uma panela de pressão onde fervilham tensões raciais e sociais e onde o risco de explosão é iminente.
Dia “não”
segunda-feira, 29 de agosto de 2005
Hemeroteca (IV)
Título: Alerta
Data: 29 de Agosto de 1945
N.º 2477

Na capa o destaque vai para o discurso do Papa Pio XII perante membros do congresso americano e para as primeiras fotografias da bomba atómica. Ainda no Japão, noticia-se o início da ocupação americana. Numa notícia vinda de Lisboa, dá-se conta de uma vitória diplomática do general De Gaulle em Washington. Podemos ainda ler um artigo sobre a ganederia em Espanha e uma coluna de desporto, com notícias de futebol, basquetebol, natação e tiro ao prato. Na publicidade, destaco uma secção intitulada “Anuncios por palabras”, que custavam, até cinco palavras, 2 pesetas, sendo cada palavra mais 0,25 pesetas.
Racismos (II)
terça-feira, 23 de agosto de 2005
“A democracia parlamentar está esgotada”
Quanto à elite governante, Marques Bessa é da mesma opinião de Alberto João Jardim, é constituída por “falhados”. Para ele, “está repleta de medíocres, que não tinham para onde ir e que dificilmente teriam emprego noutro sítio sem ser na política. Os portugueses de verdadeiro mérito encontram-se nos livros de História e talvez por isso já quase se boicota o ensino da História de Portugal. Qualquer dia temos, à semelhança do que se passou na URSS, um livro intitulado "A falsificação da História em Portugal".”
Sobre a imigração, que considera um dos principais problemas que afligem Portugal, diz que é uma questão “perigosíssima porque não está a ser controlada. O SEF não é capaz de identificar centenas de pessoas, nomeadamente do Leste, que entram no nosso território.” Defensor de uma política de quotas para a entrada de estrangeiros, diz que “a política dos governos na área da imigração tem sido a de absorver os "dejectos", quando isso não contribui para o país progredir.”
Em relação à posição de Portugal na cena internacional, afirma que o nosso país “não definiu quem é o amigo e o inimigo” e que “a certeza que se mantém é absurda. Temos de ter inimigos e esse deve ser o império americano.”
A questão autárquica
No mesmo jornal, José Alberto Xerez aponta medidas que, segundo ele, proporcionariam uma “uma maior eficiência e transparência da gestão municipal”. Não acredito em soluções milagrosas, mas penso que é necessário estar aberto a outras políticas e a diferentes formas de encarar realidades que se tornaram estáticas e imobilistas.
Nesta questão, para José Alberto Xerez, é essencial que se contrarie a “estrutura dirigista e centralizada” do Estado com a aplicação do princípio da subsidiaridade. Para ele, “a regra de ouro deverá ser a de que tudo o que puder ser eficazmente resolvido a um nível inferior não necessita de ser decidido a um nível superior”, o que, sinceramente, não sei se no nosso país seria possível. Por outro lado, concordo inteiramente com ele quando diz que “uma gestão autárquica eficiente exige circunscrições municipais com populações reduzidas”. Acho que se deve travar o crescimento urbano desenfreado e deixar de privilegiar as cidades como forma preferencial de ocupação do território. Quanto à fiscalidade autárquica, prevê alterações de modo a que “os munícipes, que suportam localmente com os seus impostos uma parte acrescida das despesas, terão uma maior apetência para analisar como os seus dinheiros foram gastos”. Este é um ponto muito importante, já que possibilitaria a aplicação de uma democracia local directa, ligando as pessoas à sua terra, quando “as grandes prioridades estratégicas da política autárquica fossem referendadas localmente”.
Perseguição política
Os agentes da ditadura do politicamente correcto querem, à viva força, instituir que a defesa dos interesses de Portugal e dos portugueses é “racismo” ou “xenofobia”. Neste caso concreto, na sequência de uma campanha “pelo comércio tradicional, contra a invasão do comércio chinês e a proliferação de grandes superfícies”, levada a cabo pelo Núcleo do Porto do PNR, foi apresentada pelo ACIME na Polícia Judiciária uma queixa por “racismo” (!!!), sendo o delegado distrital consituído arguido e sujeito a termo de identidade e residência.
Tanto o Núcleo do Porto como a Comissão Política Nacional do PNR já emitiram comunicados a denunciar este caso escandaloso. O combate nacional é cada vez mais difícil, mas nem por isso os nacionalistas o abandonarão!
Antes fosse...
quarta-feira, 10 de agosto de 2005
Civilização
«Uma civilização, por mais superior que seja, não passa de um colosso com pés de barro, se o nervo viril perde o vigor.»
Ernst Jünger
in “A Guerra como Experiência Interior”
segunda-feira, 8 de agosto de 2005
Sobre História
Nota sobre História:
É justamente quando escrevo sobre História, a minha disciplina, que mais procuro proteger-me do pecado de “sabedoria retrospectiva”. A escrita da História está muito exposta à contaminação do presente, ao conhecimento do que se passou entre o então e o agora. Entender e sentir o estilo e o ser das camadas humanas de épocas passadas, constitui viático que muito pode ajudar. Quem politiza ou diaboliza a História, pode eventualmente aviar interesses ou cuidar de desideratos de outras ordens, mas não serve, com certeza, nem o homem honrado, nem a própria História.
Roberto de Moraes
“Inquérito sobre a Europa”
domingo, 7 de agosto de 2005
Racismos
Remodelação
sábado, 6 de agosto de 2005
Realidade nuclear
O fim da guerra fria fez desaparecer o temor generalizado de um conflito mundial com recurso ao armamento nuclear. No entanto, essa possibilidade mantém-se e em contornos muito mais tortuosos. Analisando os países detentores de armas nucleares, verificamos que à cabeça estão os EUA, ou seja, os únicos que já “usaram o anel” e os que mais facilmente poderiam ter uma recaída. A seguir está a Rússia, onde se mantêm muitos dos problemas inerentes ao fim da URSS e ao crescimento caótico e galopante de uma economia capitalista. Depois, um dos maiores perigos do futuro: a China, um monstro em desenvolvimento. Na Europa, temos o Reino Unido, sempre toldado pelo seu atlantismo excessivo, e a França, a verdadeira potência nuclear europeia. No clube de alto risco está, em posição destacada, Israel, que tenta a todo o custo esconder a real dimensão do seu arsenal, seguida dos inimigos figadais Índia e Paquistão, com a sua guerra fria em miniatura localizada, terminando com a Coreia do Norte, com a sua estratégia de chantagem.
Concluindo, por muito que alguns queiram, o mundo não está a safer place no que respeita à eventualidade da utilização de armas nucleares.
sexta-feira, 5 de agosto de 2005
A religião dos direitos do homem
Direitos do Homem
Aparelho central da ideologia moderna do progresso e do igualitarismo individualista, e meio de instaurar uma polícia do pensamento como uma destruição do direito dos povos.
Síntese da filosofia política (muitas vezes mal compreendida) do século XVIII, o direito-do-homismo é o horizonte incontornável da ideologia dominante. Com o anti-racismo, funciona como um dos dispositivos centrais do condicionamento mental colectivo, do pronto-a-pensar e da paralisia de toda a revolta. Profundamente hipócrita, a ideologia dos direitos do homem acomoda-se de todas as misérias sociais e justifica todas as opressões. Ela funciona como uma verdadeira religião laica. O “homem” não é aqui mais do que um ser abstracto, um consumidor-cliente, um átomo. É impressionante constatar que a ideologia dos direitos do homem foi formulada pelos conventionnels da revolução francesa imitando os puritanos americanos.
A ideologia dos direitos do homem conseguiu legitimar-se fundamentando-se em duas imposturas históricas: a da caridade e da filantropia, assim como a da liberdade.
O “homem” (noção já bastante vaga) não possui direitos universais e fixos, mas apenas aqueles que decorrem de cada civilização, de cada tradição. Aos direitos do homem é necessário opor duas noções centrais: a dos direitos dos povos (ou o “direito das gentes”) à identidade, e a de justiça, sendo esta última variável consoante as culturas e supondo que todos os indivíduos não são igualmente respeitáveis. Mas estes dois conceitos não poderão assentar no pressuposto de um homem universal abstracto, mas antes sobre o dos homens concretos, localizados numa cultura.
Criticar a religião laica dos direitos do homem não é evidentemente fazer a apologia da selvajaria, pois a ideologia dos direitos do homem caucionou muitas vezes a barbárie e a opressão (o massacre dos vendéens ou dos índios americanos). A ideologia dos direitos do homem foi demasiadas vezes o pretexto de perseguições. Em nome do “Bem”. Ela não representa de maneira nenhuma a protecção do indivíduo, tal como o comunismo não representava. Pelo contrário, ela impõe-se como um novo sistema opressivo, fundado sobre as liberdades formais. Em seu nome, vai legitimar-se, desprezando toda a democracia, a colonização populacional da Europa (qualquer um, não importa quem, tem o “direito” de se instalar na Europa), a tolerância em relação às delinquências liberticidas, as guerras de agressão feitas em nome do “direito de ingerência”, a inexpulsabilidade dos clandestinos colonizadores; mas esta ideologia não se pronuncia sobre a poluição maciça do ambiente ou sobre a selvajaria social provocada pela economia globalizada.
A ideologia dos direitos do homem é hoje sobretudo um meio estratégico de desarmar os povos europeus culpabilizando-os em todos os domínios. Ela é a legitimação do desarmamento e da paralisia. Os direitos do homem são uma espécie de assunção perversa da caridade cristã e do dogma igualitário segundo o qual todos os homens seriam iguais.
A ideologia dos direitos do homem é a actual arma central de destruição da identidade dos povos e da colonização alógena da Europa.
Guillaume Faye
in “Pourquoi nos combattons”, 2001.
As chamas do lucro
José Gomes Ferreira, subdirector de informação da SIC, escreveu um artigo intitulado “A indústria dos incêndios” onde garante que “há muita gente a beneficiar, directa ou indirectamente, da terra queimada”. Um artigo corajoso, que põe o dedo numa ferida sobre a qual poucos querem falar, onde são apresentadas várias questões incómodas sobre a realidade dos incêndios, ao que se segue uma série de propostas do que o Estado podia – e devia – fazer, com as quais estou totalmente de acordo.
quinta-feira, 4 de agosto de 2005
Casos da Língua
Aquela que é considerada a primeira pistola-metralhadora da História foi a italiana Villar Perosa, introduzida em 1915, mas que não originou nenhum termo específico para designar esse novo tipo de armas. A primeira designação, que subsistiu até hoje, deve-se à alemã MP-18, criada por Hugo Schmeisser, que viria a notabilizar-se com a famosa MP-40. As iniciais MP são da palavra alemã Maschinenpistole, que entrou na língua portuguesa através da sua tradução directa “pistola-metralhadora”. No entanto, em 1921, do outro lado do Atlântico, o americano John Thompson apresentou uma arma a que chamou “Thompson Submachine Gun”, que seria um sucesso e viria a ser conhecida por “Tommy gun”. O termo submachine gun passou, daí em diante, a designar “pistola-metralhadora” no continente americano, passando para a língua portuguesa, por via brasileira, através da sua tradução directa “submetralhadora”. Ainda hoje, é mais comum no Brasil dizer-se “submetralhadora” e em Portugal “pistola-metralhadora”. O significado de ambos os termos é idêntico, apenas a sua origem etimológica é diferente.
terça-feira, 2 de agosto de 2005
560
Blogs n'O Diabo (IX)
Passadismos
Na minha opinião, a concretizar-se a candidatura, este será, sem dúvida, o sapo mais velho e mais gordo que o actual primeiro-ministro irá engolir. A recente novela presidencial demonstra bem o apodrecimento da III República, estrangulada por uma “esquerda” supostamente maioritária e declaradamente passadista, sem soluções para o futuro. Vemos hoje que os “revolucionários de abril”, são, na realidade, conservadores paralíticos, agarrados ao sonho que nunca conseguiram concretizar. Como diz o povo – aquele por quem todos lutam e de quem todos se esquecem – “o que nasce torto, tarde ou nunca se endireita”.
segunda-feira, 1 de agosto de 2005
Hemeroteca (III)
Título: Espaço T Magazine
Data: Agosto de 1981
N.º 14
Director: José Miguel Júdice

A capa é ilustrada com o famoso entertainer narigudo da altura, Júlio Isidro, figura de proa do programa de televisão de sucesso “Passeio dos Alegres”. De seguida, podemos ler um artigo sobre o Príncipe Carlos e a sua recente esposa Lady Diana, com uma previsão astrológica do seu futuro juntos. Entre outras, há uma reportagem sobre “o comboio dos imigrantes”, de um jornalista que fez a viagem Paris-Lisboa acompanhado dos portugueses que lá trabalhavam, e outra sobre Israel, da autoria de António Mega Ferreira. De destacar, também, o texto sobre a Batalha de Ourique, de José Valle de Figueiredo, e o artigo “Virgindade: Tabu em decadência”, sobre a mudança de mentalidades e atitudes na sociedade portuguesa. Como cronistas temos Adriano Moreira, Sottomayor Cardia, Rogério Martins e António Alçada Baptista. Na publicidade abundam os anúncios ao complexo turístico de Tróia e aos casinos de Vilamoura e Alvor.
Aaltramente
Escrito, realizado e interpretado por Benoît Delépine e Gustave Kerven, esta comédia negra é uma história de dois vizinhos que nutrem um ódio mútuo, comme il faut, sobre os azares da vida e a falta de escrúpulos, e sobre a natureza humana, tendo como pano de fundo uma viagem pelo mundo rural da Europa do Norte. Um filme onde os protagonistas principais são dois paralíticos que não inspiram pena de espécie alguma, antes pelo contrário...
sábado, 30 de julho de 2005
GCL
sexta-feira, 29 de julho de 2005
Fact checker
Na minha leitura da imprensa de hoje, deparei-me com dois casos. Na revista «Visão», Manuel António Pina, interroga-se na conclusão da sua crónica “O sangue dos outros” se “será que alguém pôde honestamente pensar que gente capaz de assim matar indiscriminadamente inocentes, se necessário imolando-se com eles, pode ser vencida despejando algumas bombas de fragmentação e mísseis de urânio enriquecido?” O urânio enriquecido é o combustível usado nos reactores nucleares ou em armas nucleares. Aqui, parece-me que o autor pretende referir-se às polémicas munições de urânio empobrecido, usadas pelas forças armadas americanas em vários teatros de guerras como, mais recentemente, na ex-Jugoslávia ou no Iraque. Na concorrente «Sábado», no artigo “A ex-cidade da polícia desarmada”, o autor, Ferreira Fernandes, diz-nos a determinada altura que “os londrinos vão ter de se habituar a essas ameaçadoras e tranquilizadoras armas negras, pistolas Glock 17 e automáticas HK G3, nas mãos de três mil polícias que patrulham a capital”. A Metropolitan Police usa realmente pistolas semi-automáticas Glock 17, de calibre 9 mm, apesar de estar a considerar substitui-las pelas novas HK P2000, do mesmo calibre. Mas, relativamente à HK G3, bem conhecida dos portugueses, não é, nem nunca foi, usada pelos polícias britânicos. Estes usam a HK MP5 de calibre 9 mm, ou seja, usam pistolas-metralhadoras (Maschinenpistolen), muito mais aptas para as necessidades policiais do que uma espingarda automática (Gewehr) como a G3, arma tipicamente militar e de calibre 7,62 mm. Aliás, na principal fotografia que ilustra o artigo, os dois polícias retratados estão armados com pistolas-metralhadoras Heckler und Koch MP5 A3.
Eurislão
quinta-feira, 28 de julho de 2005
Hemeroteca (II)
Título: A Rua
Data: 28 de Julho de 1977
N.º 69. Ano II
Director: Manuel Maria Múrias

Com o destaque dado a Salazar, um artigo sobre o “salazarismo” e um poster, era notório que este jornal da “direita”, que se propunha fazer “o combate do futuro”, tinha uma vincada atitude contra-corrente. Dizia o inconfundível Manuel Maria Múrias no editorial: “Nada nos resta senão o exílio. O exílio ou a revolta interior. Portugal é Portugal. Transcende as instituições democráticas. Para se defender a Democracia, não se pode matar Portugal. Isso é o que estamos a fazer. Friamente. Planeadamente. Desgraçadamente.” Para além de várias notícias sobre a política nacional - bem agitada naqueles tempos - destaco a página “Cultura e História”, com um artigo de Amândio César e um poema de Rodrigo Emílio, e a página “Livros e Autores”, com uma resenha do livro “Nado Nada”, de António Manuel Couto Viana, feita por João Bigotte Chorão. Na publicidade, a Turalgarve propunha uma viagem de uma semana à Madeira por 2900$00 e num dos vários anúncios a livros, assegurava-se que “África - A vitória traída” tinha vendido 19 mil exemplares em menos de dois meses.
quarta-feira, 27 de julho de 2005
Circular
Hemeroteca (I)
Título: A Capital
Data: Segunda-feira, 27 de Julho de 1970
N.º 871. Ano III (2.ª série)
Director: Maurício de Oliveira

A manchete “Morreu Salazar” domina a capa desta edição d’«A Capital». Do elogio fúnebre feito por Marcello Caetano ao luto geral decretado pelo Conselho de Ministros, passando por um extenso artigo de várias páginas sobre “a morte do Presidente Salazar”, no qual é descrita “uma vida de trabalho”, esta é a notícia que ocupa quase metade do jornal. Para além do acontecimento dominante, podemos ler, por exemplo, um artigo sobre as preocupações com o facto de a China ter uma “nova presença na estratégia mundial” por ser uma “potência espacial”, depois de ter conseguido colocar o seu primeiro satélite em órbita. Nos “acontecimentos mundiais”, podemos encontrar títulos como: “Conversações Germano-Russas: O fim da incerteza”, “Israel disposto a aceitar a paz”, ou “O Congresso da União Socialista Árabe aprovou a aceitação egípcia das propostas americanas de paz”. Na televisão o destaque vai para o programa “Curto-Circuito”. No cinema está anunciado, por exemplo, “O Submarino Amarelo”, no Estúdio 444, ou “A fúria de viver”, no cinema Alvalade. Quanto à publicidade, a Agência Star oferece uma viagem de 8 dias a Itália por 6550$00 e o Banco de Fomento Nacional garante um juro de 5,5% em depósitos a prazo superiores a um ano. Nas cotações verificamos que um Dólar vale 28$20 e uma Peseta 40 Centavos.
terça-feira, 26 de julho de 2005
Blogs n'O Diabo (VIII)
Friend or foe?
segunda-feira, 25 de julho de 2005
Questão presidencial
Novidades em linha
Entretanto, descobri hoje que já está finalmente em linha um projecto tão necessário como merecido de homenagem ao poeta nacionalista Rodrigo Emílio, em rodrigoemilio.com. Não sei se terá um lançamento oficial, mas sei que até lá muitos de vós, tal como eu, não resistirão a dar uma espreitadela.
sábado, 23 de julho de 2005
Padrão reaberto

sexta-feira, 22 de julho de 2005
Cansaços
Cansaço rápido – Passados nem quatro meses, o ex-Ministro das Finanças Campos e Cunha estava cansado de ser posto em causa todos os dias, estava cansado de perder privilégios, estava cansado de pertencer a um governo que disse uma coisa e fez outra, estava cansado... Bastou um artigo no jornal e aí está a primeira baixa da era socrática. Isto promete!
Cansaço socialista – O Prof. Trocado continua a fazer das dele e os socialistas já estão cansados desta wildcard polémica jogada pelo actual primeiro-ministro que quer, à viva força, brilhar mais que todo o governo junto. Alguns esperam que seja despachado como presidenciável, nem que seja para o “queimar”.
Cansaço presidencial – Do actual Presidente da República está tudo mais que cansado. Mas até na corrida às próximas presidenciais, os jornalistas, os comentadores e outros profissionais da crítica começam já a estar cansados de não ter ainda candidatos confessos para “trabalhar”.
Cansaço festivo – Quem já estava cansado de não ter o governo festivo do efémero Santana Lopes, não desanime! Depois da passagem foguete de Campos e Cunha pelo Ministério das Finanças e a sua saída mal justificada, temos mais matéria para fazer correr rios de tinta. Parece que o seu substituto se esqueceu de entregar uns papéis no Tribunal Constitucional. Que chatice! Os ministeriáveis não deviam ter de se preocupar com estas coisas...
Jihad em Londres (II)
Unser Korrespondent in Österreich
quinta-feira, 21 de julho de 2005
Vox populi
Ainda no mesmo jornal, na secção “Correio do Leitor”, há um desabafo de Nuno Mártires, de Sintra, sobre o aumento da criminalidade, que não resisto a reproduzir aqui:
«Senti necessidade de partilhar a minha angústia com alguém, então pensei nos milhares de companheiros que lêem o Destak e viajam de comboio na linha de Sintra. Estou seriamente preocupado com a minha saúde, acho que vejo o ouço coisas, ora vejam: pensei que tivesse havido um arrastão em Carcavelos e, segundo as autoridades, não houve, era uma festa de uma multidão que depois se desentendeu e desatou a roubar tudo o que estava perto. Pensei que havia assaltos em grupo nos comboios com agressões à mistura, e não, a CP e a PSP dizem que são muito menos do que no ano passado (a PSP inclusive diz que a probabilidade de assalto nos comboios é de um para trezentos e tal mil). Pensei que tinha visto na televisão reportagens de violência e morte de agentes da PSP na Cova da Moura, e devo ter feito confusão, porque até o Presidente da República lá vai a festas e a polícia jogar à bola, de dia, à noite deve ser às "escondidas" e "apanhada". No dia 28 de Junho, depois de ver o debate exibido pela SIC Notícias conduzido pela Conceição Lino (grande profissional), relativo à delinquência juvenil, fiquei com a impressão de que quase não há, e a que há, é por culpa da comunicação social que divulga notícias, e da sociedade que não acolhe bem os delinquentes, ou seja, da Conceição Lino (que nocaso representava a comunicação social) e minha (que faço parte da sociedade). Gostava de saber se mais alguém tem os mesmos sintomas.»
Imprensa gratuita
Lembro-me daquela que penso ter sido a primeira experiência de imprensa gratuita em Portugal. No final dos anos 80, Artur Albarran tentou salvar o então moribundo jornal «O Século» “lavando-lhe a cara” e distribuindo-o gratuitamente no Metro. Foi um falhanço, os investidores não responderam positivamente e o jornal acabou mesmo por morrer. Só no século XXI, viria a aparecer o primeiro título gratuito de sucesso, o «Destak». Considero o nome escolhido bastante infeliz, mas a verdade é que cresceu rapidamente passando de semanário a diário. Seguiu-se a edição portuguesa de um sucesso mundial, o «Metro». Estes dois jornais, ambos com edições em Lisboa e no Porto, asseguram já uma posição de relevo na imprensa nacional, com tendência a crescer, ameaçando outros jornais diários, obrigando-os a repensar estratégias de captação de leitores.
quarta-feira, 20 de julho de 2005
Impostura
«L'imposture "équitable"
Vous avez peut-être vu dans votre supermarché des bouteilles de jus d'orange issu du "commerce équitable", en provenance de… Cuba. Certaines étiquettes affichent en gros caractères cette mention de Cuba, avec la précision "Coopérative José Marti". D'autres sont beaucoup plus discrètes (notamment sous la marque Caraïbos). Le "commerce équitable" est censé favoriser les petits producteurs du tiers monde en leur garantissant des prix qui leur permettent de vivre plus dignement qu'en étant soumis aux multinationales (lesquelles se mettent aussi, bien sûr, au "commerce équitable"…). La "coopérative" José Marti est naturellement une entreprise officielle du régime communiste de Cuba. Les oranges qu'elle produit sont naturellement achetées par une entreprise d'Etat, et une autre entreprise d'Etat exporte le jus d'orange, au prix du marché mondial, ce qui fait entrer des devises dans les caisses de l'Etat, lequel paye les oranges à la coopérative à un prix fixe (fixé en 1990…), en pesos, et… en nature (en prenant théoriquement en charge l'ensemble des coûts de fonctionnement de l'exploitation). Le commerce équitable, en l'occurrence, consiste donc à entretenir le régime communiste cubain, qui a tout intérêt à voir se développer cette filière lui permettant de vendre ainsi son jus d'orange jusqu'ici inconnu. Quel intérêt pour la coopérative José Marti? C'est que, munie de son label "commerce équitable", elle reçoit quelques fonds de la richissime ONG Oxfam (via une "association de représentation" des "coopératives"). Ce qui lui a permis par exemple de réparer des tracteurs russes vieux de 30 ans… Ce dont le régime communiste n'a également qu'à se féliciter. Plus Oxfam (qui finance aussi les sommets "altermondialistes") donnera d'argent aux "coopératives", plus le régime pourra garder de devises dans ses caisses… A propos, lorsque vous achetez ce jus d'orange, vous ne donnez rien aux producteurs cubains via Oxfam, sauf si vous l'achetez dans une boutique Oxfam. Mais il n'y en a pas en France. Enfin, le consommateur doit savoir que ce jus d'orange n'est pas du jus d'orange. C'est du concentré pasteurisé et congelé qui est exporté, et dilué dans de l'eau lors de la mise en bouteilles.»
A nacionalidade herda-se!
Para além do seu significado jurídico, que em qualquer dicionário vem antecedido da abreviatura “Jur.”, relativa ao vocabulário jurídico, “herança” pode significar “o que é transmitido por hereditariedade” e “herdar” pode querer dizer “adquirir, ter, por parentesco ou por consanguinidade (falando-se de doenças, qualidades ou defeitos)”.
É claro que os nacionalistas, quando afirmam que a nacionalidade se herda, estão a referir-se à preservação da herança étnica e não à transmissão de direitos subjectivos de carácter patrimonial. Com esta afirmação pretende-se que a nacionalidade seja o laço familiar que une a grande família que é a Nação. O seu objectivo é apelar à adopção do jus sanguinis, segundo o qual só é português quem é filho de portugueses, como critério único para a aquisição da nacionalidade, como medida defensiva perante a actual invasão imigrante. Também é usual ver associado a estas palavras de ordem as frases “A nacionalidade não se vende” ou “A nacionalidade não é uma mercadoria”. Mais uma vez, o sentido aqui é o de recusar que a sua aquisição seja baseada apenas no critério do jus solis, pelo qual quem nasce em território português é automaticamente considerado português, fazendo com que muitos imigrantes se deslocassem ao nosso país apenas com esse propósito, tornando Portugal no porto parideiro da Europa.
terça-feira, 19 de julho de 2005
Que Estado?
Não me vou prender aqui com as soluções concretas que ele apresenta, mas antes levantar uma questão que tem sido de difícil resposta na área nacional. Fará sentido os nacionalistas - habitualmente estatistas - defenderem hoje a manutenção de um Estado enorme, omnipresente e controlador, cerceador da nossa liberdade de expressão e tomado por lobbies que o pressionam conseguindo dessa forma proveitos económicos e conquistas políticas?
Temos que considerar se um Estado de reduzida dimensão não contribuiria para a diminuição da base de apoio e, consequentemente, do poder de grande parte da esquerda, bem como para o enfraquecimento da ditadura cultural desta. Temos que ter em conta que o fim de certas políticas ditas sociais poderiam contribuir para uma diminuição drástica da imigração subsídio-dependente. Na área na educação, será que continua a fazer sentido privilegiar o apoio segundo quotas de proveniência ou pela origem social, em vez de um apoio baseado no mérito académico?
São apenas algumas de muitas questões – daquelas que incomodam – para lançar um debate urgente dada a desastrosa situação que vivemos.
segunda-feira, 18 de julho de 2005
Guerra!
«O espectáculo continua e continuará enquanto nos recusarmos a enfrentar o inimigo da única forma que funciona: a força. Isso significa adoptar medidas excepcionais e reconhecer que estamos em estado de emergência – ou melhor, em guerra. Ora, o estado de guerra exige sacrifícios excepcionais, incluindo renunciar a certas liberdades. A segurança tem um preço e mais segurança significa menos liberdade. Sei que é difícil digerir certos conceitos, todavia, temos que nos resignar: não se pode ter tudo.
Não se pode abrir as fronteiras a toda a gente; os imigrantes devem ser seleccionados com cautela; os clandestinos devem ser expulsos. O terrorismo vem de fora. Vem do Médio Oriente. Os assassinos são islamitas. Isto já é um indicador precioso. Expulsemos os mais activos. Deixemos de acolher os que planeiam os massacres. Estamos em guerra! É idiota financiar a construção de mesquitas; é preciso ser estúpido para mostrar tolerância a quem não a tem; não faz sentido eliminar dos locais públicos os crucifixos, símbolos da nossa civilização, para evitar ferir os sentimentos de quem pertence a uma civilização inferior. Quando a guerra se abate sobre nós, há que quebrar as pontes de amizade com os povos de onde provêm os terroristas.»
Os “integrados”
A recente tragédia de Londres veio novamente arrasar o modelo integracionista. Os bombistas suicidas eram nascidos e criados em Inglaterra, integrados na sociedade e bem vistos pelos vizinhos. Não lhes faltou nada, tendo tido acesso a um padrão de vida europeu. Apesar de tudo, decidiram explodir-se e matar dezenas de pessoas, declarando guerra ao país que os recebeu, lhes deu oportunidades e até os considerou como iguais.
É claro que nem todos os imigrantes muçulmanos são terroristas, mas as comunidades cada vez maiores que se estabelecem na Europa são o terreno fértil para o seu aparecimento e actuação. É claro que muitas destas pessoas – e ainda bem – não concorda com os terroristas e até auxilia as autoridades policiais, mas não esqueçamos o grande número de muçulmanos que, apesar de não serem bombistas, pregam o ódio e a violência nas mesquitas e dão cobertura a determinados grupos e às suas actividades por solidariedade religiosa. Parte significativa destas comunidades constitui a base social de apoio local, essencial a qualquer terrorismo.
Quem não limpa a floresta não é tão culpado como quem ateia o fogo, mas também tem responsabilidades ao criar condições favoráveis a um incêndio.
Este problema não tem uma solução fácil nem imediata, mas é imperioso que se adoptem medidas defensivas a curto prazo. Controlar a imigração, expulsando os ilegais e reduzindo a dimensão das comunidades imigrantes na Europa, e alterar a lei da nacionalidade, de modo a que o único critério da sua aquisição seja o jus sanguinis, por exemplo, são medidas urgentes no combate ao terrorismo e à islamização da Europa. Esperemos que com o agravar da situação haja finalmente coragem política para as tomar.
Perante esta realidade, até quando nos será impingida a panaceia do multiculturalismo?
sábado, 16 de julho de 2005
Inimigo politicamente correcto
Qualquer dia, a continuar esta loucura, não podemos dizer “bom dia” sob pena de ofendermos a noite.
sexta-feira, 15 de julho de 2005
Sebastianismo
«Ainda em surdina, mas muito claramente, voltou outra velha ideia: a da inviabilidade de Portugal. Como de costume a pátria inteira espera um salvador.»
Vasco Pulido Valente
in «Público», de 15/07/2005.
quinta-feira, 14 de julho de 2005
Nostalgia
Gostava de ter ilustrado este texto, mas numa pesquisa rápida na Internet não consegui encontrar imagens da marca Fruto Real nem das caricas. Não sei se ainda tenho algum homem-aranha destes, qualquer dia atrevo-me a remexer uns daqueles caixotes onde já não sei o que arrumei. Entretanto, se tiverem alguma imagem que queiram partilhar, enviem-me.
quarta-feira, 13 de julho de 2005
Branqueamento
Não me vou aqui prender com pormenores “técnicos”, do estilo quantos assaltos, ou pessoas, são necessários para que os crimes do passado dia 10 de Junho sejam considerados um “arrastão”. Caibam ou não nessa definição, esses crimes são apenas mais uma ocorrência provocada pela violência dos gangs étnicos. Este é um problema de segurança interna demasiado grave para poder ser simplesmente esquecido devido a um potencial “erro de classificação”.
Acontece que a intenção desta estratégia negacionista não é ficar por aqui, ela pretende branquear todos os crimes perpetrados por imigrantes e seus descendentes. A atitude da extrema-esquerda, dos seus lacaios e de todos os complexados do politicamente correcto, é de uma discriminação atroz. Quando se trata de uma notícia positiva em relação a uma comunidade imigrante, exigem que se teçam os maiores elogios - merecidos ou não – divulgando a origem étnica dos protagonistas e apresentado-os como o exemplo a seguir. Por outro lado, quando um crime é cometido por um imigrante, saltam logo em defesa dos “fracos e oprimidos”, vitimizando os agressores e culpando a sociedade e a polícia (esses “fascistas”...), e apelidando de “racistas” e “xenófobos” os que se atrevam a informar a origem, etnia ou nacionalidade dos criminosos.
O argumento de que “nem todos os imigrantes são criminosos”, apesar de ser uma constatação factual, não significa que não haja imigrantes criminosos, nem que a imigração não origine tipos de criminalidade específicos. Esta é apenas mais uma esquiva à análise séria de um fenómeno complexo. A observação da evolução da criminalidade em Portugal e estudos feitos noutros países demonstram que há comunidades imigrantes respeitadoras e pacíficas, como existem outras com grande propensão para o crime e a violência, apesar de lhes serem dadas as mesmas condições de vida.
Quando se dá um crime desta natureza, em especial com a dimensão do arrastão de Carcavelos, há sempre quem garanta que é necessário “estudar o problema”... O problema é que a violência dos gangs étnicos é uma realidade nacional há vários anos, quando é que vamos ter finalmente coragem política para encará-la e solucioná-la?
terça-feira, 12 de julho de 2005
Blogs n'O Diabo (VII)
segunda-feira, 11 de julho de 2005
Linguagem politicamente correcta
«(…)- Se alguém me disser que o que quer que esteja naquela travessa fodeu alguma coisa, é porque está fora do seu juízo – berrou ele, visivelmente fora do dele. – Olhe para aquelas pernas detrás ensanguentadas. Já custa a acreditar que o animal pudesse andar para aí manco, quanto mais foder. Deve ter tropeçado constantemente no próprio focinho a sangrar. E onde é que está a merda do estômago dele?
- No frigorífico, senhor – resmungou o criado. Lord Petrefact fitou-o de olhos arregalados.
- Será que isso pretende ser alguma piada? – berrou ele. – Você traz-me um anão de um porco assado e…
- Porg (Iniciais de Person of Restricted Growth) – disse Yapp, sentindo muito imprudentemente que era a altura de vir em auxílio do criado. Lord Petrefact olhou para ele furibundo.
- Carne de porco? Claro que é carne de porco. Qualquer idiota sabe que é carne de porco. O que eu quero saber é que espécie de porco é que é.
- Estava a referir-me à sua utilização da palavra “anão” – disse Yapp inflexível. Não é um termo que esperasse ouvir na companhia de gente educada.
- Ah não? Então talvez possamos ter o privilégio de saber o que é que o senhor gostaria de ouvir na companhia de gente educada. E leve-me a merda do fantasma desse porco raquítico para longe da minha vista.
- Pessoa de Crescimento Restrito – disse Yapp.
Lord Petrefact fitou-o, incrédulo. - Pessoa de Crescimento Restrito? Põem-me nas mãos um porco que parece ter sido concertinado e você começa para aí a falar de companhia de gente educada e pessoas de Crescimento Restrito. Se a alguma coisa, alguma vez, restringiram o crescimento, o diabo daquele animal… Desistiu e enterrou-se, exausto, na sua cadeira de rodas.
- O termo “anão” tem implicações pejorativas. – disse Yapp, enquanto que Pessoa de Crescimento Restrito ou, abreviando PCR…
- Oiça. – disse Lord Petrefact – Você pode ser um convidado nesta casa, e eu posso ser mal educado, mas se alguém mencionar alguma coisa que faça lembrar porcos outra vez, nem que seja vagamente… Se me dão licença – E com um zumbido voltou a cadeira de rodas e saiu rapidamente da sala de jantar. Atrás dele Yapp soltou um suspiro de alívio.
- Se fosse a si não deixava que isso o aborrecesse – disse Coxley, que compadecera de Yapp, para afastar a fúria de Lord Petrefact. – Quando tivermos terminado já aquilo lhe passou.
- Eu não estava preocupado. Só estava interessado em observar a colisão de contradições manifestadas no comportamento social da chamada classe alta, quando confrontada com as condições objectivas da experiência. – Disse Yapp.
- Ah sim. E suponho que o porco de tamanho reduzido seria uma condição objectiva?(…)»
domingo, 10 de julho de 2005
O inimigo dentro de portas
«Os EUA declararam “guerra ao terrorismo”. Os extremistas islâmicos foram eleitos os inimigos públicos número um do Ocidente. O medo generalizado tomou de assalto os americanos e alastrou-se rapidamente à Europa. Apesar de muitos países europeus lidarem com diversas formas de terrorismo e mesmo a América ter enfrentado atentados de origem interna como o de Oklahoma City, hoje o Mundo depara-se com uma nova realidade, para a qual diversos especialistas vinham alertando: a globalização do terrorismo. Esta é mais uma das consequências da crescente mundialização. Presenciamos um conflito que não está geograficamente delimitado e pelo menos um dos objectivos dos terroristas foi já alcançado. O sentimento de insegurança generalizou-se e ultrapassou fronteiras a uma velocidade impressionante.
Os autores dos atentados contra os EUA tiveram formação em escolas de aviação civil americanas e em universidades americanas e europeias. Mesmo hoje em dia, e ao que tudo indica, uma parte significativa da rede terrorista continua a usufruir da educação e dos meios que lhes são proporcionados pelos países que serão os seus potenciais alvos futuros. É impressionante constatar a liberdade de movimentos que estes grupos organizados tiveram fora dos países acusados de albergar e apoiar terroristas. Esta situação obriga necessariamente a repensar a forma de acolhimento destes “estudantes” nos países ocidentais. É altura da segurança se sobrepor à política das “portas abertas”.
A falta de controlo na imigração, o não cumprimento das leis que a regulam e as hesitações na definição de uma política comum sobre a matéria, provocam a entrada diária de milhares de pessoas no Velho Continente sobre as quais nada se sabe. Até os EUA, cujas políticas anti-imigração suscitaram duras críticas por parte de alguns sectores da comunidade internacional, não conseguem controlar eficazmente esta circulação de pessoas e o seu acesso a locais essenciais para a concretização de acções terroristas. “Depois dos atentados, os americanos descobriram que nalguns aeroportos trabalhavam imigrantes ilegais sobre os quais tudo se desconhecia. É ridículo”, disse Pedro Jordão, especialista em questões de segurança e relações internacionais, à revista Visão n.º 450, quando confrontado com a questão sobre a vulnerabilidade de uma potência com meios financeiros e tecnológicos quase inimagináveis.
Além das nefastas consequências de uma imigração em massa e desregrada, assistimos ao facilitismo, por parte de alguns países, na atribuição do estatuto de refugiado político. Aquele que devia ser um estatuto jurídico de excepção tornou-se um dos vistos de entrada mais fáceis de conseguir, em especial nos países do Norte da Europa. Um exemplo gritante é o caso de Anas Al-Liby. Nascido em 1964 no Líbano, viveu até há pouco tempo na Grã-Bretanha como refugiado político. É agora procurado por responsabilidades nos atentados contra as embaixadas americanas no Quénia e na Tanzânia, sendo oferecida uma recompensa de cerca de um milhão de contos pela sua captura.
Com o estabelecimento de grandes comunidades islâmicas na Europa e nos EUA, verificamos o aparecimento de gerações jovens desenraizadas que, não se identificando com a cultura do país onde nasceram, viram-se para o islão como forma de afirmação. É uma tentativa de reencontro com valores culturais longínquos e muito diferentes dos europeus, que se cruza com sentimentos de revolta e insatisfação. São os perigosos ideais destas novas gerações, que quanto mais força ganham mais extremistas se vão tornando. Cria-se assim mais uma parcela de terreno fértil para o estabelecimento de bases internacionais de organizações terroristas como a Al-Qaeda e para o desenvolvimento das suas actividades. Não é apenas no distante e montanhoso Afeganistão que é possível encontrar estes terroristas e os seus apoiantes.
No entanto, há muitas vozes que se levantam dizendo que os alvos dos terroristas islâmicos são apenas os EUA e o Reino Unido. O primeiro pelo seu imperialismo e pelo seu apoio a Israel e o segundo pela sua aliança com o primeiro e pelo seu passado colonial no Médio Oriente. Apesar da civilização ocidental ser hoje marcadamente anglo-saxónica e americanizada, é ridículo não ter em consideração os tantos outros países europeus que albergam comunidades islâmicas e onde foram recentemente descobertos vários terroristas implicados nos atentados de dia 11 de Setembro.
É completamente irresponsável não considerar a existência de um perigo crescente no interior dos países ocidentais. Não nos esqueçamos que o expansionismo islâmico já provocou a ocupação da Península Ibérica e, do outro lado da Europa, a ocupação dos Balcãs, de Constantinopla e o cerco a Viena. Tenhamos em conta as valiosas lições da História na apreciação da situação política que hoje vivemos.
O discurso actual – politicamente correcto – é que esta guerra é contra os terroristas extremistas e não contra a sua religião, cultura ou mesmo civilização. Assistimos à defesa de um islão “moderado” inventado por ocidentais em nome de uma falsa tolerância religiosa. Vemos que hoje o Presidente americano George W. Bush mantém a posição do seu antecessor, mas tal como diz Samuel Huntington na sua obra “O Choque das Civilizações”: “Alguns ocidentais, entre eles o presidente Bill Clinton, têm defendido que o Ocidente não tem problemas com o islão, mas apenas com os extremistas islamitas violentos. Quatrocentos anos de história demonstram o contrário”.»
in «O Dia», de 31/10/2001.
sábado, 9 de julho de 2005
Ainda a lei da nacionalidade
Este é apenas um passo, mas na direcção errada. E, passo a passo, caminhamos para a obliteração da nossa Nação.
Novilíngua e Aaltra
Assim começa a crónica “Feios, maus e paralíticos” do Eurico de Barros, hoje, no Diário de Notícias, que continua para escrever sobre o filme belga “Aaltra”, que já havia descrito no Guia DN como “uma comédia negra a preto e branco, politicamente incorrecta, protagonizada por dois paralíticos”, o que me aguçou a curiosidade, obrigando-me a colocá-lo na minha lista de prioridades cinematográficas.
sexta-feira, 8 de julho de 2005
Jihad em Londres
A Europa continua sob o fogo islâmico e, infelizmente, a tibieza dos políticos europeus continua a permitir o fortalecimento de redes terroristas no nosso continente em nome de uma tolerância suicida. A questão agora é: qual será o próximo alvo? A França? A Itália?
quinta-feira, 7 de julho de 2005
Obras “públicas”
quarta-feira, 6 de julho de 2005
Europa (V)
“Do sucesso ou do desaparecimento da Europa como Estado político (cidade organizada, cidade defendida) depende o avanço ou o desaparecimento do Homem como aventura prometeica e mesmo como espécie, o famoso «ramo pensador». A Europa tem nas suas mãos a opção da história do Homem.”
Jean Thiriart
in “Europa – um império de 400 milhões de homens”
terça-feira, 5 de julho de 2005
Pachorra
«As “escolhas” da sonsa
Afinal aquela sonsa que a RTP achou por bem atrelar ao programa “As escolhas de Marcelo”, para servir de faz-de-conta, começou a sair-se da casca. Imaginem que, domingo passado, a pobre senhora teve a lata de, também ela, “escolher” um livro! Estamos servidos… Ao princípio limitava-se a uns monossílabos engasgados e patetas, complexada talvez pela proximidade física do Professor, mesmo assim o suficiente para lhe fazer perder algum tempo. Agora, quer dar também palpites, e na sua sornice até vai espicaçando Marcelo com umas comadrices provavelmente encomendadas. Primeiro, visando Ferreira Torres, domingo passado, Isaltino Morais. Deve ser para mostrar serviço, uma vez que ainda ninguém percebeu a razão de ser da sua presença no programa.»
Uma questão nuclear
Oportunidade energética
Pese embora todos os pontos negativos do nuclear, bem conhecidos, o lado positivo poucas vezes era referido. Localmente, analisando o caso português, a construção de duas centrais nucleares permitiria ao país suprir mais de metade das suas necessidades energéticas. Globalmente, no que respeita à Europa, seria uma oportunidade de reduzir substancialmente a dependência petrolífera do mundo árabe e dos ditames dos outros grandes produtores internacionais.
Foi, sem dúvida, uma oportunidade perdida. Em Portugal, a solução nuclear foi abandonada e vários erros se seguiram. Desde a excessiva petro-dependência, à desastrosa implantação de uma opção solar, a que agora tentamos voltar, culminando no gás natural vindo do Norte de África. Na Europa, apenas a França resistiu teimosamente, enquanto outros países se retraíam perante a chantagem de grupos de pseudo-ecologistas, para quem o nuclear europeu era uma ameaça mundial, mas que se “esqueciam” frequentemente das dezenas de centrais existentes nos EUA.
Beco sem saída
A era dos combustíveis fósseis está perto do fim. Segundo as últimas previsões, dentro de poucas décadas atingiremos o peak oil, o ponto em que metade do petróleo existente terá sido consumido. Para além disso, com o desenvolvimento económico da China e da Índia, o consumo aumentará brutalmente enquanto as reservas e a produção baixarão vertiginosamente, fazendo com que, em breve, a economia baseada no petróleo se torne uma recordação. Esta situação obrigou ao abandonar de algumas intransigências e trouxe a discussão nuclear de volta à ordem do dia.
A energia do futuro
Há uns anos atrás, viaja eu de automóvel no sul da Alemanha quando olhei para a paisagem e vi uma imagem que “fotografei” com a memória, já que na autobahn era impossível encostar e usar a máquina. Esta “fotografia”, que guardei para mim e a que dei o título “O caminho do futuro”, era a de um manto verde cortado a meio pela auto-estrada, onde do lado esquerdo e num plano elevado estava um parque eólico e do lado direito mais distante uma central nuclear.
Devo dizer que sempre fui um defensor do nuclear, mas nunca de uma forma estática. Sempre considerei que, naturalmente, a investigação científica e a evolução tecnológica nos levariam para uma forma de produção de energia tendencialmente mais “limpa”. Por outro lado, sempre fui simultaneamente um acérrimo defensor de energias renováveis como a solar, a eólica, a geotérmica, etc.
Com o aumento do recurso a energias renováveis e especialmente com as boas notícias no campo nuclear, onde a fusão deverá substituir a fissão, parece que o meu ideal energético pode concretizar-se num futuro próximo.
Mais informações sobre a fusão nuclear na página do ITER




