segunda-feira, 31 de outubro de 2005

Os primeiros passos da guerra civil étnica?

Vejo nas notícias que violência dos “jovens” (termo politicamente correcto para designar os descendentes de imigrantes) em Paris – a que o FGSantos se referiu ontem – continua. Os invasores-colonizadores da Europa demonstram a sua força. Desafiando a polícia, desrespeitando as instituições, a lei, o estado de direito, consideram-se inimputáveis. Mais: assumem o seu estatuto de intocáveis nas zonas que ocuparam. Para tal contam com o apoio dos colaboradores imigracionistas, sempre prontos a considerá-los como vítimas, mesmo perante a sua atitude violenta, intolerante e provocadora. É o caso do editorial do jornal «Le Monde» de hoje, que termina lembrando o “aumento de 18,5 % dos actos violentos policiais ilegítimos alegados”. Nada como culpar aqueles que ainda nos tentam defender, porque os que nos colonizam – que ocupam ilegalmente a nossa terra e nos impõem costumes estranhos – são os eternos coitados, totalmente isentos de responsabilidades e merecedores do nosso apoio, compaixão e, já agora, dos nossos subsídios, sistema de saúde, educação, etc. Um caso típico de síndrome de Estocolmo, onde a vítima sente solidariedade para com o seu captor. E para aqueles que insistem nas eternas justificações económicas, lembro as palavras desse grande pensador contemporâneo, Guillaume Faye, no seu livro “La colonisation de l’Europe”: “já não é a miséria económica que explica um número crescente de crimes e de delitos, mas uma ruptura étnica e cultural”. Estaremos, como ele prevê, a caminho de uma guerra civil étnica em solo europeu? Para Faye, “as novas formas de delinquência, por parte dos bandos afro-magrebinos levam a supor que não já não se trata de "delinquência" no sentido clássico, mas de um comportamento de guerra civil e de revolta étnica.

sexta-feira, 28 de outubro de 2005

Do título

Uma dúvida de uma comentadora acidental levou-me a escrever sobre o título deste blog, coisa que nunca havia feito. Pergunta-me a Su se me lembro da “célebre frase sobre a força superior da pena em relação à espada”. Penso que só pode estar a referir-se à largamente disseminada “the pen is mightier than the sword” de Bulwer Lytton. Aproveito, já agora, para lembrar que esta se trata de uma amputação, pois originalmente a frase é: “Beneath the rule of men entirely great, the pen is mightier than the sword.” Pareceu-lhe ainda que a frase inspirou o nome desta casa. Devo esclarecê-la que não. A pena pode ser realmente mais poderosa que a espada, mas o inverso pode também acontecer. É por isso devemos ser versados nestas duas vertentes, um pouco como – extrapolando – acontecia no Japão feudal, onde esse era o caminho do guerreiro, o bushido. A escolha deste título reflecte, assim, a minha postura no “combate pelas ideias”, no sentido em que devemos conjugar pensamento e acção, nunca sobrevalorizando um em relação ao outro.

quinta-feira, 27 de outubro de 2005

Autárquicas 2005

Conforme prometido, vou fazer um brevíssimo comentário às passadas eleições autárquicas. No geral, foram reduzidas pelos comentadores do costume a uma vitória da “direita” sobre a “esquerda”, mantendo o eleitorado o habitual recurso aos cartões, atitude que, como já aqui disse, aceito, mas não compreendo.

Nesta laranjada nacional, confesso que me deram especial gozo as derrotas de Carrilho em Lisboa e Soares em Sintra. Este ano o grande destaque foi para os “candidatos-bandidos”. A classificação é do Bloco de Extrema-esquerda que, continuando a reger-se pela máxima “faz o que eu digo, não o que eu faço”, se “esqueceu” de incluir a sua única candidata eleita - tresmalhada há alguns anos do PCP – no rol dos acusados. Tirando esses tristes casos, que não merecem mais que este adjectivo, é bom verificar que o número de candidaturas independentes subiu.

Sobre o PNR, por quem fui candidato e em cuja campanha estive envolvido, registo apenas que continuou a sua progressão natural e gradual. Recuso totalmente os derrotismos dos imediatistas e os delírios dos fantasistas. O caminho é longo e árduo, mas estamos dispostos a percorrê-lo. Já o demostrámos e vamos continuar a fazê-lo.

quarta-feira, 19 de outubro de 2005

“Casa às costas”

Nas duas últimas semanas tenho andado a mudar de casa. Marquei férias nesse período para o efeito, mas nem assim consegui transportar tudo. Quem já passou por uma mudança – e esta para mim não é a primeira– sabe do que estou a falar. Então quando a casa é nova e o dinheiro emprestado, é melhor nem falar nos problemas burocráticos: construtora, banco, luz, faxes, encarregado, água, telefonemas, vistorias, spread, repartição de finanças, gás, entre tantas outras trapalhadas que deviam ser simples e se tornam assaz complicadas.

A verdade é que ainda não mudei, nem consegui tratar de tudo. No entretanto, estive quase sem acesso à internet e envolvido na campanha eleitoral para as eleições autárquicas, das quais falarei noutro post.

Em mais uma tentativa de pôr a leitura e a escrita em dia na blogosfera, não vou prometer um regresso com assiduidade, porque acho que já ninguém acredita... Este blog tem que ser como uma revista que um amigo meu espanhol me enviava há uns anos atrás e cuja periodicidade era sale cuando puede.

sexta-feira, 30 de setembro de 2005

Visto à distância

Tão elogiada como criticada, a manifestação de há duas semanas pela família e contra o homossexualismo levou de novo os nacionalistas à rua. Este activismo crescente na área nacional incomoda muita gente, ainda para mais numa altura em que o estado do país é o que sabemos. De destacar a forma ordeira como, à semelhança das anteriores, a manifestação decorreu e que tanto contrasta com inúmeros protestos organizados das esquerdas.

Tempo de antena
Diz o ditado popular: “fala mal, mas fala de mim...” Não sou um defensor acérrimo desta filosofia, mas tenho que reconhecer que, apesar das muitas tentativas de menosprezar o acontecimento, este teve uma enorme divulgação através dos media. Isto na era da política-espectáculo e da teledependência é essencial. Para os que acusaram o PNR de “golpe publicitário”, só tenho a dizer que o objectivo de um protesto público é exactamente esse: ser visto. Num sistema como o nosso, onde os pequenos partidos são normalmente relegados ao esquecimento, é preciso furar o bloqueio com coragem para se conseguir ser conhecido por todos os portugueses. Diga-se o que se disser, a verdade é que abrir telejornais e chegar às primeiras páginas da imprensa é uma vitória num sistema de meios de comunicação social controlados.

Os incomodados
O que mais me divertiu foi ver os incomodados do costume a serem forçados a falar no PNR e na “extrema-direita”. Eles estavam convencidos que, nesta ditadura cultural de esquerda em vigor, a tradicionalmente inactiva área nacional nunca conseguiria crescer e dar-se a conhecer. Enganaram-se. Mesmo os melhores alunos da escola trotskista – aqueles que resistiram a dizer o nome do PNR – tiveram que referir-se publicamente à manifestação e às posições aí defendidas. Os incomodados sabem também que é assim que se consegue lá chegar. Lembro-me de um agrupamento de extrema-esquerda que fazia manobras publicitárias com muito menos participantes e que agora se senta no parlamento. Os incomodados estão irritados, porque agora são os nacionalistas que estão na rua e eles - os pseudo-anti-sistema - estão institucionalizados...

sexta-feira, 16 de setembro de 2005

Agradecimento público

Venho, por este meio, agradecer publicamente à Câmara Municipal de Lisboa a Mega Bandeira Nacional colocada esta semana no alto do Parque Eduardo VII, local onde se iniciará a manifestação de amanhã e que, estou certo, inspirará os participantes.

Segregação racial no Havai?

Fui sempre da opinião que a segregação racial iria voltar aos EUA, mas desta vez por iniciativa das minorias. Parece agora que os primeiros passos nesse caminho começam a ser dados. É o caso da proposta do senador democrata Daniel Akaka, o “Native Hawaiian Government Reorganization Act of 2005”. A “Akaka Bill”, como é conhecida, pretende a criação de uma “entidade de governo” para os havaianos nativos, o que significaria leis diferentes consoante a origem étnica das pessoas e abriria caminho a um separatismo racial institucional.

Esta bill só não foi votada no Senado na passada semana, como estava previsto, porque foi dada prioridade à legislação relativa aos estados afectados pelo furacão Katrina. A votação ficou adiada, não se sabendo quando será. O mais curioso é que há fortes possibilidades de ser aprovada.

Leão rosa

Ainda relacionado com o homossexualismo e a causa gay, não posso deixar de fazer aqui uma referência negativa ao Festival de Veneza, que deixei passar na minha ausência. Este ano, o Leão de Ouro para o melhor filme foi atribuído a «Brokeback Mountain», de Ang Lee, um romance homossexual entre dois cowboys. Como disse o Eurico de Barros no «DN»: “Acaba de cair um dos últimos bastiões heterossexuais no cinema: o western.

quinta-feira, 15 de setembro de 2005

Pela família. Contra o homossexualismo.

Um programa de pedagogia homossexual - mais uma pérola do telelixo com que ultimamente os canais sensacionalistas de televisão nos presenteiam -, exibido em prime time, onde gays “reconvertem” candidatos heterossexuais para os tornar no “homem de sonho de todas as mulheres”, motivou prontamente uma justificada reacção. Contra esta acção de propaganda pública ao “estilo de vida gay”, surgiu um abaixo-assinado contra a exibição do programa, ao qual se associou a Juventude Nacionalista, e foi agendada uma manifestação com o apoio do PNR. Este protesto público, contra o lobby gay e em defesa da família e das crianças, terá lugar no próximo sábado, dia 17 de Setembro, às 15 horas, no Parque Eduardo VII em Lisboa. Óptima oportunidade para repudiar publicamente o homossexualismo, ou seja o aproveitamento político da homossexualidade, que pretende consagrar pseudo-direitos como o casamento entre homossexuais e a adopção de crianças por estes.

Todos à manif! Pela família! Pelas nossas crianças!

Katrina

O furacão Katrina e os consequentes acontecimentos em Nova Orleães mostraram um lado da América desconhecido de muitos. Ao lado do “sonho americano” existe também um pesadelo. O mundo viu que o equilíbrio social e racial nos EUA está por um fio e que as tensões são atenuadas – se não controladas – por um estado policial.

Quanto à questão racial, não deixa de ser curioso verificar que o “fardo do homem branco” subsiste. Se as vítimas são negros, o dedo acusador é prontamente apontado aos brancos “opressores”, a quem só faltou serem culpados do próprio furacão. Se, pelo contrário, as vítimas em questão são os brancos pobres que vivem em condições miseráveis – o white trash -, aí a culpa é o sistema, da sociedade, etc.

Vemos que o utópico melting pot é na realidade uma panela de pressão onde fervilham tensões raciais e sociais e onde o risco de explosão é iminente.

Dia “não”

Anteontem tive um dia daqueles em tudo parece correr mal. Espero que tenha sido o pico de uma maré de azar e que a partir de agora as coisas comecem a melhorar. Nada como o regresso à blogosfera para iniciar um período que espero que seja mais favorável. Apesar do atraso, vou tentar fazer um breve comentário aos acontecimentos mais importantes que se verificaram na minha ausência cibernética.

segunda-feira, 29 de agosto de 2005

Hemeroteca (IV)

O jornal “velho” de hoje é o “Diário da Falange Espanhola Tradicionalista e das JONS”, do final da II Guerra Mundial, onde o destaque vai para as primeiras fotografias da bomba atómica.

Título: Alerta
Data: 29 de Agosto de 1945
N.º 2477


Na capa o destaque vai para o discurso do Papa Pio XII perante membros do congresso americano e para as primeiras fotografias da bomba atómica. Ainda no Japão, noticia-se o início da ocupação americana. Numa notícia vinda de Lisboa, dá-se conta de uma vitória diplomática do general De Gaulle em Washington. Podemos ainda ler um artigo sobre a ganederia em Espanha e uma coluna de desporto, com notícias de futebol, basquetebol, natação e tiro ao prato. Na publicidade, destaco uma secção intitulada “Anuncios por palabras”, que custavam, até cinco palavras, 2 pesetas, sendo cada palavra mais 0,25 pesetas.

Racismos (II)

Mais um caso curioso, que vi num artigo sobre o défice de melanina, na última edição da «Grande Reportagem»: “Em certos países, onde a população é maioritariamente africana, o albino é visto como um cidadão de segunda. Até há bem pouco tempo foi assim na Jamaica.

terça-feira, 23 de agosto de 2005

“A democracia parlamentar está esgotada”

Esta é a frase do Prof. Marques Bessa que sobressai na capa da edição de hoje do semanário «O Diabo». Numa entrevista a não perder, o catedrático do ISCSP diz que as candidaturas presidenciais “são reveladoras da crise instalada na III República, de fim e toque a rebate. Soares e Cavaco são candidatos da gerontocracia”. Ainda sobre os “pais da pátria”, é contundente: “Chamar isso a Cavaco e a Soares é um disparate. Os "pais da pátria" são bem conhecidos de todos: D. Afonso Henriques, D. Nuno Álvares Pereira, D. Dinis, D. João I, D. João IV, Conde Castelo Melhor, Marquês de Pombal, etc. Vê algum português que depois do 25 de Abril alargou o país, o território e a economia, e nos tenha enchido de grandes propriedades e melhorado o Estado?

Quanto à elite governante, Marques Bessa é da mesma opinião de Alberto João Jardim, é constituída por “falhados”. Para ele, “está repleta de medíocres, que não tinham para onde ir e que dificilmente teriam emprego noutro sítio sem ser na política. Os portugueses de verdadeiro mérito encontram-se nos livros de História e talvez por isso já quase se boicota o ensino da História de Portugal. Qualquer dia temos, à semelhança do que se passou na URSS, um livro intitulado "A falsificação da História em Portugal".

Sobre a imigração, que considera um dos principais problemas que afligem Portugal, diz que é uma questão “perigosíssima porque não está a ser controlada. O SEF não é capaz de identificar centenas de pessoas, nomeadamente do Leste, que entram no nosso território.” Defensor de uma política de quotas para a entrada de estrangeiros, diz que “a política dos governos na área da imigração tem sido a de absorver os "dejectos", quando isso não contribui para o país progredir.

Em relação à posição de Portugal na cena internacional, afirma que o nosso país “não definiu quem é o amigo e o inimigo” e que “a certeza que se mantém é absurda. Temos de ter inimigos e esse deve ser o império americano.

A questão autárquica

A manchete de hoje do «Diário de Notícias», reflecte bem a realidade que se tornou o poder local: “Autarquias triplicam dívidas em ano de eleições”. A má gestão autárquica em Portugal é um problema nacional, alimentado por inúmeros interesses, que poucos querem ver resolvido ou têm coragem de apresentar soluções.

No mesmo jornal, José Alberto Xerez aponta medidas que, segundo ele, proporcionariam uma “uma maior eficiência e transparência da gestão municipal”. Não acredito em soluções milagrosas, mas penso que é necessário estar aberto a outras políticas e a diferentes formas de encarar realidades que se tornaram estáticas e imobilistas.

Nesta questão, para José Alberto Xerez, é essencial que se contrarie a “estrutura dirigista e centralizada” do Estado com a aplicação do princípio da subsidiaridade. Para ele, “a regra de ouro deverá ser a de que tudo o que puder ser eficazmente resolvido a um nível inferior não necessita de ser decidido a um nível superior”, o que, sinceramente, não sei se no nosso país seria possível. Por outro lado, concordo inteiramente com ele quando diz que “uma gestão autárquica eficiente exige circunscrições municipais com populações reduzidas”. Acho que se deve travar o crescimento urbano desenfreado e deixar de privilegiar as cidades como forma preferencial de ocupação do território. Quanto à fiscalidade autárquica, prevê alterações de modo a que “os munícipes, que suportam localmente com os seus impostos uma parte acrescida das despesas, terão uma maior apetência para analisar como os seus dinheiros foram gastos”. Este é um ponto muito importante, já que possibilitaria a aplicação de uma democracia local directa, ligando as pessoas à sua terra, quando “as grandes prioridades estratégicas da política autárquica fossem referendadas localmente”.

Perseguição política

Apesar do atraso, não posso deixar de referir aqui o revoltante caso de perseguição política feita pelo ACIME ao PNR e manifestar a minha solidariedade e o meu total apoio ao camarada Carlos Branco, delegado distrital do PNR no Porto.

Os agentes da ditadura do politicamente correcto querem, à viva força, instituir que a defesa dos interesses de Portugal e dos portugueses é “racismo” ou “xenofobia”. Neste caso concreto, na sequência de uma campanha “pelo comércio tradicional, contra a invasão do comércio chinês e a proliferação de grandes superfícies”, levada a cabo pelo Núcleo do Porto do PNR, foi apresentada pelo ACIME na Polícia Judiciária uma queixa por “racismo” (!!!), sendo o delegado distrital consituído arguido e sujeito a termo de identidade e residência.

Tanto o Núcleo do Porto como a Comissão Política Nacional do PNR já emitiram comunicados a denunciar este caso escandaloso. O combate nacional é cada vez mais difícil, mas nem por isso os nacionalistas o abandonarão!

Antes fosse...

A minha ausência prolongada da blogosfera, fez com que o meu amigo Rebatet pensasse que eu tinha ido de férias. Infelizmente, para esse período ainda me faltam uns “mesitos”. Acontece que, com o computador de casa no “estaleiro”, com os meus colegas de férias e uma semana de Agosto longe de ser “parada”, e um fim-de-semana fora para aliviar pelo meio, tem sido impossível actualizar o blog. Agora que tenho uma aberta, toca de pôr a leitura e a escrita em dia.

quarta-feira, 10 de agosto de 2005

Civilização

«Uma civilização, por mais superior que seja, não passa de um colosso com pés de barro, se o nervo viril perde o vigor.»

Ernst Jünger
in “A Guerra como Experiência Interior”

segunda-feira, 8 de agosto de 2005

Sobre História

Da revista «Futuro Presente» referida no post anterior, reproduzo aqui a “Nota sobre História”, da autoria de Roberto de Moraes, publicada no final do artigo “Na esteira da Grande Guerra”, por concordar inteiramente com a sua posição sobre esta disciplina, que também é a minha.

Nota sobre História:
É justamente quando escrevo sobre História, a minha disciplina, que mais procuro proteger-me do pecado de “sabedoria retrospectiva”. A escrita da História está muito exposta à contaminação do presente, ao conhecimento do que se passou entre o então e o agora. Entender e sentir o estilo e o ser das camadas humanas de épocas passadas, constitui viático que muito pode ajudar. Quem politiza ou diaboliza a História, pode eventualmente aviar interesses ou cuidar de desideratos de outras ordens, mas não serve, com certeza, nem o homem honrado, nem a própria História.


Roberto de Moraes

“Inquérito sobre a Europa”

Só hoje li o último número da revista «Futuro Presente», o 57, referente aos meses de Maio e Junho, dominado pelo “Inquérito sobre a Europa”. Sob o tema central da questão europeia, podemos ler “Reflexões sobre a História recente”, de Jaime Nogueira Pinto, seguida de uma entrevista feita por este último e por Miguel Freitas da Costa ao Professor Martim de Albuquerque, e ainda, a visão económica de José Alberto Xerez em “Constituição europeia ou o fim da Europa?” e um olhar histórico de Roberto de Moraes sobre a Primeira Guerra Mundial intitulado “Na esteira da Grande Guerra”. Para além da concordância, ou não, com as posições tomadas, este é, sem dúvida, um conjunto de textos a não perder, pela sua qualidade e rigor, bem como pela actualidade e importância do tema.