Tão elogiada como criticada, a manifestação de há duas semanas pela família e contra o homossexualismo levou de novo os nacionalistas à rua. Este activismo crescente na área nacional incomoda muita gente, ainda para mais numa altura em que o estado do país é o que sabemos. De destacar a forma ordeira como, à semelhança das anteriores, a manifestação decorreu e que tanto contrasta com inúmeros protestos organizados das esquerdas.
Tempo de antena
Diz o ditado popular: “fala mal, mas fala de mim...” Não sou um defensor acérrimo desta filosofia, mas tenho que reconhecer que, apesar das muitas tentativas de menosprezar o acontecimento, este teve uma enorme divulgação através dos media. Isto na era da política-espectáculo e da teledependência é essencial. Para os que acusaram o PNR de “golpe publicitário”, só tenho a dizer que o objectivo de um protesto público é exactamente esse: ser visto. Num sistema como o nosso, onde os pequenos partidos são normalmente relegados ao esquecimento, é preciso furar o bloqueio com coragem para se conseguir ser conhecido por todos os portugueses. Diga-se o que se disser, a verdade é que abrir telejornais e chegar às primeiras páginas da imprensa é uma vitória num sistema de meios de comunicação social controlados.
Os incomodados
O que mais me divertiu foi ver os incomodados do costume a serem forçados a falar no PNR e na “extrema-direita”. Eles estavam convencidos que, nesta ditadura cultural de esquerda em vigor, a tradicionalmente inactiva área nacional nunca conseguiria crescer e dar-se a conhecer. Enganaram-se. Mesmo os melhores alunos da escola trotskista – aqueles que resistiram a dizer o nome do PNR – tiveram que referir-se publicamente à manifestação e às posições aí defendidas. Os incomodados sabem também que é assim que se consegue lá chegar. Lembro-me de um agrupamento de extrema-esquerda que fazia manobras publicitárias com muito menos participantes e que agora se senta no parlamento. Os incomodados estão irritados, porque agora são os nacionalistas que estão na rua e eles - os pseudo-anti-sistema - estão institucionalizados...
sexta-feira, 30 de setembro de 2005
sexta-feira, 16 de setembro de 2005
Agradecimento público
Venho, por este meio, agradecer publicamente à Câmara Municipal de Lisboa a Mega Bandeira Nacional colocada esta semana no alto do Parque Eduardo VII, local onde se iniciará a manifestação de amanhã e que, estou certo, inspirará os participantes.
Segregação racial no Havai?
Fui sempre da opinião que a segregação racial iria voltar aos EUA, mas desta vez por iniciativa das minorias. Parece agora que os primeiros passos nesse caminho começam a ser dados. É o caso da proposta do senador democrata Daniel Akaka, o “Native Hawaiian Government Reorganization Act of 2005”. A “Akaka Bill”, como é conhecida, pretende a criação de uma “entidade de governo” para os havaianos nativos, o que significaria leis diferentes consoante a origem étnica das pessoas e abriria caminho a um separatismo racial institucional.
Esta bill só não foi votada no Senado na passada semana, como estava previsto, porque foi dada prioridade à legislação relativa aos estados afectados pelo furacão Katrina. A votação ficou adiada, não se sabendo quando será. O mais curioso é que há fortes possibilidades de ser aprovada.
Esta bill só não foi votada no Senado na passada semana, como estava previsto, porque foi dada prioridade à legislação relativa aos estados afectados pelo furacão Katrina. A votação ficou adiada, não se sabendo quando será. O mais curioso é que há fortes possibilidades de ser aprovada.
Leão rosa
Ainda relacionado com o homossexualismo e a causa gay, não posso deixar de fazer aqui uma referência negativa ao Festival de Veneza, que deixei passar na minha ausência. Este ano, o Leão de Ouro para o melhor filme foi atribuído a «Brokeback Mountain», de Ang Lee, um romance homossexual entre dois cowboys. Como disse o Eurico de Barros no «DN»: “Acaba de cair um dos últimos bastiões heterossexuais no cinema: o western.”
quinta-feira, 15 de setembro de 2005
Pela família. Contra o homossexualismo.
Um programa de pedagogia homossexual - mais uma pérola do telelixo com que ultimamente os canais sensacionalistas de televisão nos presenteiam -, exibido em prime time, onde gays “reconvertem” candidatos heterossexuais para os tornar no “homem de sonho de todas as mulheres”, motivou prontamente uma justificada reacção. Contra esta acção de propaganda pública ao “estilo de vida gay”, surgiu um abaixo-assinado contra a exibição do programa, ao qual se associou a Juventude Nacionalista, e foi agendada uma manifestação com o apoio do PNR. Este protesto público, contra o lobby gay e em defesa da família e das crianças, terá lugar no próximo sábado, dia 17 de Setembro, às 15 horas, no Parque Eduardo VII em Lisboa. Óptima oportunidade para repudiar publicamente o homossexualismo, ou seja o aproveitamento político da homossexualidade, que pretende consagrar pseudo-direitos como o casamento entre homossexuais e a adopção de crianças por estes.
Todos à manif! Pela família! Pelas nossas crianças!
Todos à manif! Pela família! Pelas nossas crianças!
Katrina
O furacão Katrina e os consequentes acontecimentos em Nova Orleães mostraram um lado da América desconhecido de muitos. Ao lado do “sonho americano” existe também um pesadelo. O mundo viu que o equilíbrio social e racial nos EUA está por um fio e que as tensões são atenuadas – se não controladas – por um estado policial.
Quanto à questão racial, não deixa de ser curioso verificar que o “fardo do homem branco” subsiste. Se as vítimas são negros, o dedo acusador é prontamente apontado aos brancos “opressores”, a quem só faltou serem culpados do próprio furacão. Se, pelo contrário, as vítimas em questão são os brancos pobres que vivem em condições miseráveis – o white trash -, aí a culpa é o sistema, da sociedade, etc.
Vemos que o utópico melting pot é na realidade uma panela de pressão onde fervilham tensões raciais e sociais e onde o risco de explosão é iminente.
Quanto à questão racial, não deixa de ser curioso verificar que o “fardo do homem branco” subsiste. Se as vítimas são negros, o dedo acusador é prontamente apontado aos brancos “opressores”, a quem só faltou serem culpados do próprio furacão. Se, pelo contrário, as vítimas em questão são os brancos pobres que vivem em condições miseráveis – o white trash -, aí a culpa é o sistema, da sociedade, etc.
Vemos que o utópico melting pot é na realidade uma panela de pressão onde fervilham tensões raciais e sociais e onde o risco de explosão é iminente.
Dia “não”
Anteontem tive um dia daqueles em tudo parece correr mal. Espero que tenha sido o pico de uma maré de azar e que a partir de agora as coisas comecem a melhorar. Nada como o regresso à blogosfera para iniciar um período que espero que seja mais favorável. Apesar do atraso, vou tentar fazer um breve comentário aos acontecimentos mais importantes que se verificaram na minha ausência cibernética.
segunda-feira, 29 de agosto de 2005
Hemeroteca (IV)
O jornal “velho” de hoje é o “Diário da Falange Espanhola Tradicionalista e das JONS”, do final da II Guerra Mundial, onde o destaque vai para as primeiras fotografias da bomba atómica.
Título: Alerta
Data: 29 de Agosto de 1945
N.º 2477
Na capa o destaque vai para o discurso do Papa Pio XII perante membros do congresso americano e para as primeiras fotografias da bomba atómica. Ainda no Japão, noticia-se o início da ocupação americana. Numa notícia vinda de Lisboa, dá-se conta de uma vitória diplomática do general De Gaulle em Washington. Podemos ainda ler um artigo sobre a ganederia em Espanha e uma coluna de desporto, com notícias de futebol, basquetebol, natação e tiro ao prato. Na publicidade, destaco uma secção intitulada “Anuncios por palabras”, que custavam, até cinco palavras, 2 pesetas, sendo cada palavra mais 0,25 pesetas.
Título: Alerta
Data: 29 de Agosto de 1945
N.º 2477

Na capa o destaque vai para o discurso do Papa Pio XII perante membros do congresso americano e para as primeiras fotografias da bomba atómica. Ainda no Japão, noticia-se o início da ocupação americana. Numa notícia vinda de Lisboa, dá-se conta de uma vitória diplomática do general De Gaulle em Washington. Podemos ainda ler um artigo sobre a ganederia em Espanha e uma coluna de desporto, com notícias de futebol, basquetebol, natação e tiro ao prato. Na publicidade, destaco uma secção intitulada “Anuncios por palabras”, que custavam, até cinco palavras, 2 pesetas, sendo cada palavra mais 0,25 pesetas.
Racismos (II)
Mais um caso curioso, que vi num artigo sobre o défice de melanina, na última edição da «Grande Reportagem»: “Em certos países, onde a população é maioritariamente africana, o albino é visto como um cidadão de segunda. Até há bem pouco tempo foi assim na Jamaica.”
terça-feira, 23 de agosto de 2005
“A democracia parlamentar está esgotada”
Esta é a frase do Prof. Marques Bessa que sobressai na capa da edição de hoje do semanário «O Diabo». Numa entrevista a não perder, o catedrático do ISCSP diz que as candidaturas presidenciais “são reveladoras da crise instalada na III República, de fim e toque a rebate. Soares e Cavaco são candidatos da gerontocracia”. Ainda sobre os “pais da pátria”, é contundente: “Chamar isso a Cavaco e a Soares é um disparate. Os "pais da pátria" são bem conhecidos de todos: D. Afonso Henriques, D. Nuno Álvares Pereira, D. Dinis, D. João I, D. João IV, Conde Castelo Melhor, Marquês de Pombal, etc. Vê algum português que depois do 25 de Abril alargou o país, o território e a economia, e nos tenha enchido de grandes propriedades e melhorado o Estado?”
Quanto à elite governante, Marques Bessa é da mesma opinião de Alberto João Jardim, é constituída por “falhados”. Para ele, “está repleta de medíocres, que não tinham para onde ir e que dificilmente teriam emprego noutro sítio sem ser na política. Os portugueses de verdadeiro mérito encontram-se nos livros de História e talvez por isso já quase se boicota o ensino da História de Portugal. Qualquer dia temos, à semelhança do que se passou na URSS, um livro intitulado "A falsificação da História em Portugal".”
Sobre a imigração, que considera um dos principais problemas que afligem Portugal, diz que é uma questão “perigosíssima porque não está a ser controlada. O SEF não é capaz de identificar centenas de pessoas, nomeadamente do Leste, que entram no nosso território.” Defensor de uma política de quotas para a entrada de estrangeiros, diz que “a política dos governos na área da imigração tem sido a de absorver os "dejectos", quando isso não contribui para o país progredir.”
Em relação à posição de Portugal na cena internacional, afirma que o nosso país “não definiu quem é o amigo e o inimigo” e que “a certeza que se mantém é absurda. Temos de ter inimigos e esse deve ser o império americano.”
Quanto à elite governante, Marques Bessa é da mesma opinião de Alberto João Jardim, é constituída por “falhados”. Para ele, “está repleta de medíocres, que não tinham para onde ir e que dificilmente teriam emprego noutro sítio sem ser na política. Os portugueses de verdadeiro mérito encontram-se nos livros de História e talvez por isso já quase se boicota o ensino da História de Portugal. Qualquer dia temos, à semelhança do que se passou na URSS, um livro intitulado "A falsificação da História em Portugal".”
Sobre a imigração, que considera um dos principais problemas que afligem Portugal, diz que é uma questão “perigosíssima porque não está a ser controlada. O SEF não é capaz de identificar centenas de pessoas, nomeadamente do Leste, que entram no nosso território.” Defensor de uma política de quotas para a entrada de estrangeiros, diz que “a política dos governos na área da imigração tem sido a de absorver os "dejectos", quando isso não contribui para o país progredir.”
Em relação à posição de Portugal na cena internacional, afirma que o nosso país “não definiu quem é o amigo e o inimigo” e que “a certeza que se mantém é absurda. Temos de ter inimigos e esse deve ser o império americano.”
A questão autárquica
A manchete de hoje do «Diário de Notícias», reflecte bem a realidade que se tornou o poder local: “Autarquias triplicam dívidas em ano de eleições”. A má gestão autárquica em Portugal é um problema nacional, alimentado por inúmeros interesses, que poucos querem ver resolvido ou têm coragem de apresentar soluções.
No mesmo jornal, José Alberto Xerez aponta medidas que, segundo ele, proporcionariam uma “uma maior eficiência e transparência da gestão municipal”. Não acredito em soluções milagrosas, mas penso que é necessário estar aberto a outras políticas e a diferentes formas de encarar realidades que se tornaram estáticas e imobilistas.
Nesta questão, para José Alberto Xerez, é essencial que se contrarie a “estrutura dirigista e centralizada” do Estado com a aplicação do princípio da subsidiaridade. Para ele, “a regra de ouro deverá ser a de que tudo o que puder ser eficazmente resolvido a um nível inferior não necessita de ser decidido a um nível superior”, o que, sinceramente, não sei se no nosso país seria possível. Por outro lado, concordo inteiramente com ele quando diz que “uma gestão autárquica eficiente exige circunscrições municipais com populações reduzidas”. Acho que se deve travar o crescimento urbano desenfreado e deixar de privilegiar as cidades como forma preferencial de ocupação do território. Quanto à fiscalidade autárquica, prevê alterações de modo a que “os munícipes, que suportam localmente com os seus impostos uma parte acrescida das despesas, terão uma maior apetência para analisar como os seus dinheiros foram gastos”. Este é um ponto muito importante, já que possibilitaria a aplicação de uma democracia local directa, ligando as pessoas à sua terra, quando “as grandes prioridades estratégicas da política autárquica fossem referendadas localmente”.
No mesmo jornal, José Alberto Xerez aponta medidas que, segundo ele, proporcionariam uma “uma maior eficiência e transparência da gestão municipal”. Não acredito em soluções milagrosas, mas penso que é necessário estar aberto a outras políticas e a diferentes formas de encarar realidades que se tornaram estáticas e imobilistas.
Nesta questão, para José Alberto Xerez, é essencial que se contrarie a “estrutura dirigista e centralizada” do Estado com a aplicação do princípio da subsidiaridade. Para ele, “a regra de ouro deverá ser a de que tudo o que puder ser eficazmente resolvido a um nível inferior não necessita de ser decidido a um nível superior”, o que, sinceramente, não sei se no nosso país seria possível. Por outro lado, concordo inteiramente com ele quando diz que “uma gestão autárquica eficiente exige circunscrições municipais com populações reduzidas”. Acho que se deve travar o crescimento urbano desenfreado e deixar de privilegiar as cidades como forma preferencial de ocupação do território. Quanto à fiscalidade autárquica, prevê alterações de modo a que “os munícipes, que suportam localmente com os seus impostos uma parte acrescida das despesas, terão uma maior apetência para analisar como os seus dinheiros foram gastos”. Este é um ponto muito importante, já que possibilitaria a aplicação de uma democracia local directa, ligando as pessoas à sua terra, quando “as grandes prioridades estratégicas da política autárquica fossem referendadas localmente”.
Perseguição política
Apesar do atraso, não posso deixar de referir aqui o revoltante caso de perseguição política feita pelo ACIME ao PNR e manifestar a minha solidariedade e o meu total apoio ao camarada Carlos Branco, delegado distrital do PNR no Porto.
Os agentes da ditadura do politicamente correcto querem, à viva força, instituir que a defesa dos interesses de Portugal e dos portugueses é “racismo” ou “xenofobia”. Neste caso concreto, na sequência de uma campanha “pelo comércio tradicional, contra a invasão do comércio chinês e a proliferação de grandes superfícies”, levada a cabo pelo Núcleo do Porto do PNR, foi apresentada pelo ACIME na Polícia Judiciária uma queixa por “racismo” (!!!), sendo o delegado distrital consituído arguido e sujeito a termo de identidade e residência.
Tanto o Núcleo do Porto como a Comissão Política Nacional do PNR já emitiram comunicados a denunciar este caso escandaloso. O combate nacional é cada vez mais difícil, mas nem por isso os nacionalistas o abandonarão!
Os agentes da ditadura do politicamente correcto querem, à viva força, instituir que a defesa dos interesses de Portugal e dos portugueses é “racismo” ou “xenofobia”. Neste caso concreto, na sequência de uma campanha “pelo comércio tradicional, contra a invasão do comércio chinês e a proliferação de grandes superfícies”, levada a cabo pelo Núcleo do Porto do PNR, foi apresentada pelo ACIME na Polícia Judiciária uma queixa por “racismo” (!!!), sendo o delegado distrital consituído arguido e sujeito a termo de identidade e residência.
Tanto o Núcleo do Porto como a Comissão Política Nacional do PNR já emitiram comunicados a denunciar este caso escandaloso. O combate nacional é cada vez mais difícil, mas nem por isso os nacionalistas o abandonarão!
Antes fosse...
A minha ausência prolongada da blogosfera, fez com que o meu amigo Rebatet pensasse que eu tinha ido de férias. Infelizmente, para esse período ainda me faltam uns “mesitos”. Acontece que, com o computador de casa no “estaleiro”, com os meus colegas de férias e uma semana de Agosto longe de ser “parada”, e um fim-de-semana fora para aliviar pelo meio, tem sido impossível actualizar o blog. Agora que tenho uma aberta, toca de pôr a leitura e a escrita em dia.
quarta-feira, 10 de agosto de 2005
Civilização
«Uma civilização, por mais superior que seja, não passa de um colosso com pés de barro, se o nervo viril perde o vigor.»
Ernst Jünger
in “A Guerra como Experiência Interior”
segunda-feira, 8 de agosto de 2005
Sobre História
Da revista «Futuro Presente» referida no post anterior, reproduzo aqui a “Nota sobre História”, da autoria de Roberto de Moraes, publicada no final do artigo “Na esteira da Grande Guerra”, por concordar inteiramente com a sua posição sobre esta disciplina, que também é a minha.
Nota sobre História:
É justamente quando escrevo sobre História, a minha disciplina, que mais procuro proteger-me do pecado de “sabedoria retrospectiva”. A escrita da História está muito exposta à contaminação do presente, ao conhecimento do que se passou entre o então e o agora. Entender e sentir o estilo e o ser das camadas humanas de épocas passadas, constitui viático que muito pode ajudar. Quem politiza ou diaboliza a História, pode eventualmente aviar interesses ou cuidar de desideratos de outras ordens, mas não serve, com certeza, nem o homem honrado, nem a própria História.
Roberto de Moraes
“Inquérito sobre a Europa”
Só hoje li o último número da revista «Futuro Presente», o 57, referente aos meses de Maio e Junho, dominado pelo “Inquérito sobre a Europa”. Sob o tema central da questão europeia, podemos ler “Reflexões sobre a História recente”, de Jaime Nogueira Pinto, seguida de uma entrevista feita por este último e por Miguel Freitas da Costa ao Professor Martim de Albuquerque, e ainda, a visão económica de José Alberto Xerez em “Constituição europeia ou o fim da Europa?” e um olhar histórico de Roberto de Moraes sobre a Primeira Guerra Mundial intitulado “Na esteira da Grande Guerra”. Para além da concordância, ou não, com as posições tomadas, este é, sem dúvida, um conjunto de textos a não perder, pela sua qualidade e rigor, bem como pela actualidade e importância do tema.
domingo, 7 de agosto de 2005
Racismos
Na última edição do «Courrier Internacional», li na secção “Palavras ditas” uma citação curiosa de Blackman Ngoro, conselheiro em comunicação do presidente da câmara do Cabo, cidade onde fica o parlamento da África do Sul: “Os africanos são culturalmente superiores aos mestiços. Estes últimos, a menos que passem por uma transformação ideológica, morrem das sequelas do abuso do álcool”. Só falta mesmo os “especialistas” do costume virem dizer que afirmações destas ainda são culpa do apartheid…
Remodelação
Esta casa andava há muito tempo necessitada de algumas novidades no campo estético. Comecei pelo banner - foi prenda de aniversário do meu cunhado (Obrigado!) - e com uma citação de um dos autores que mais me marcaram. Ainda estou a considerar outras alterações, a introduzir gradualmente. A ver vamos…
sábado, 6 de agosto de 2005
Realidade nuclear
O fim da guerra fria fez desaparecer o temor generalizado de um conflito mundial com recurso ao armamento nuclear. No entanto, essa possibilidade mantém-se e em contornos muito mais tortuosos. Analisando os países detentores de armas nucleares, verificamos que à cabeça estão os EUA, ou seja, os únicos que já “usaram o anel” e os que mais facilmente poderiam ter uma recaída. A seguir está a Rússia, onde se mantêm muitos dos problemas inerentes ao fim da URSS e ao crescimento caótico e galopante de uma economia capitalista. Depois, um dos maiores perigos do futuro: a China, um monstro em desenvolvimento. Na Europa, temos o Reino Unido, sempre toldado pelo seu atlantismo excessivo, e a França, a verdadeira potência nuclear europeia. No clube de alto risco está, em posição destacada, Israel, que tenta a todo o custo esconder a real dimensão do seu arsenal, seguida dos inimigos figadais Índia e Paquistão, com a sua guerra fria em miniatura localizada, terminando com a Coreia do Norte, com a sua estratégia de chantagem.
Concluindo, por muito que alguns queiram, o mundo não está a safer place no que respeita à eventualidade da utilização de armas nucleares.
sexta-feira, 5 de agosto de 2005
A religião dos direitos do homem
Ao ter conhecimento das declarações de hoje do primeiro-ministro britânico que, sob a tónica do “abusaram da nossa confiança”, referindo-se aos bombistas, disse que “as regras do jogo mudaram” e que “não serão tolerados mais abusos no país”, garantindo que o Reino Unido só receberá “quem estiver disposto a partilhar os valores”, lembrei-me da definição de Guillaume Faye de “direitos do homem” cuja entrada, com o mesmo título na sua obra excepcional “Pourquoi nos combattons”, reproduzo abaixo. Um texto de leitura essencial, ainda para mais porque Tony Blair anunciou uma alteração das políticas de extradição e o repensar da filiação do país à Convenção Europeia dos Direitos Humanos, tudo para “agilizar a expulsão de quem defende o terror”.
Direitos do Homem
Aparelho central da ideologia moderna do progresso e do igualitarismo individualista, e meio de instaurar uma polícia do pensamento como uma destruição do direito dos povos.
Síntese da filosofia política (muitas vezes mal compreendida) do século XVIII, o direito-do-homismo é o horizonte incontornável da ideologia dominante. Com o anti-racismo, funciona como um dos dispositivos centrais do condicionamento mental colectivo, do pronto-a-pensar e da paralisia de toda a revolta. Profundamente hipócrita, a ideologia dos direitos do homem acomoda-se de todas as misérias sociais e justifica todas as opressões. Ela funciona como uma verdadeira religião laica. O “homem” não é aqui mais do que um ser abstracto, um consumidor-cliente, um átomo. É impressionante constatar que a ideologia dos direitos do homem foi formulada pelos conventionnels da revolução francesa imitando os puritanos americanos.
A ideologia dos direitos do homem conseguiu legitimar-se fundamentando-se em duas imposturas históricas: a da caridade e da filantropia, assim como a da liberdade.
O “homem” (noção já bastante vaga) não possui direitos universais e fixos, mas apenas aqueles que decorrem de cada civilização, de cada tradição. Aos direitos do homem é necessário opor duas noções centrais: a dos direitos dos povos (ou o “direito das gentes”) à identidade, e a de justiça, sendo esta última variável consoante as culturas e supondo que todos os indivíduos não são igualmente respeitáveis. Mas estes dois conceitos não poderão assentar no pressuposto de um homem universal abstracto, mas antes sobre o dos homens concretos, localizados numa cultura.
Criticar a religião laica dos direitos do homem não é evidentemente fazer a apologia da selvajaria, pois a ideologia dos direitos do homem caucionou muitas vezes a barbárie e a opressão (o massacre dos vendéens ou dos índios americanos). A ideologia dos direitos do homem foi demasiadas vezes o pretexto de perseguições. Em nome do “Bem”. Ela não representa de maneira nenhuma a protecção do indivíduo, tal como o comunismo não representava. Pelo contrário, ela impõe-se como um novo sistema opressivo, fundado sobre as liberdades formais. Em seu nome, vai legitimar-se, desprezando toda a democracia, a colonização populacional da Europa (qualquer um, não importa quem, tem o “direito” de se instalar na Europa), a tolerância em relação às delinquências liberticidas, as guerras de agressão feitas em nome do “direito de ingerência”, a inexpulsabilidade dos clandestinos colonizadores; mas esta ideologia não se pronuncia sobre a poluição maciça do ambiente ou sobre a selvajaria social provocada pela economia globalizada.
A ideologia dos direitos do homem é hoje sobretudo um meio estratégico de desarmar os povos europeus culpabilizando-os em todos os domínios. Ela é a legitimação do desarmamento e da paralisia. Os direitos do homem são uma espécie de assunção perversa da caridade cristã e do dogma igualitário segundo o qual todos os homens seriam iguais.
A ideologia dos direitos do homem é a actual arma central de destruição da identidade dos povos e da colonização alógena da Europa.
Guillaume Faye
in “Pourquoi nos combattons”, 2001.
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