terça-feira, 31 de maio de 2005
Ferida de morte?
segunda-feira, 30 de maio de 2005
Politest
«Vous vous situez à droite.
Les partis dont vous êtes le plus proche (dans l'ordre) :
1. le Front National
1. ex-aequo : le Mouvement National Républicain (MNR) de Bruno Mégret»
Pelo menos está mais correcto que a desorientada bússola política, só é pena não ter transparecido a minha simpatia pelo CPNT, mas com tão poucas perguntas…
C’est No!
Depois do “choque” previsível, o pior está para vir, com o temido “efeito dominó”. Dentro de dois dias os holandeses preparam-se para dizer “Nee”; e o que dirão a seguir ingleses e dinamarqueses?
Quem lê lábios, não lê intenções…
Feira do Livro
Recomendo também o pavilhão da Câmara Municipal de Lisboa dedicado à tão importante e frequentemente tão esquecida Educação Ambiental, aproveitando para aconselhar e louvar o interessante e útil “Guia ilustrado de vinte e cinco Árvores de Lisboa”, publicado pela Câmara e distribuído gratuitamente.
domingo, 29 de maio de 2005
De volta
Adiante. De volta à capital, tirando o itinerário das “papeladas”, fui prontamente à Feira do Livro de Lisboa. Acontece-me todos os anos, mas não deixa de me espantar a quantidade de pessoas, amigos e conhecidos, que encontro. Aproveitei também para passar uns dias em família que, mesmo em Lisboa, são sempre bons.
Enfim, estou de volta à Blogosfera e às minhas caixas de correio a abarrotar. A minha primeira “bicada” foi um comentário obrigatório a dar os parabéns atrasados ao Geraldo Sem Pavor. Por aqui, a emissão segue dentro de momentos, ainda por cima porque, findas as férias familiares, inicio amanhã um breve período a solo.
quinta-feira, 19 de maio de 2005
Férias!
Sin City
É claro que na altura era impensável tal história passar ao cinema, mas o tempo traz surpresas… E ela aí está. Pela mão de Robert Rodriguez e Frank Miller himself, “Sin City” chega às grandes telas. O Eurico de Barros, que já viu o filme em Cannes, fala sobre ele hoje no DN. Em Portugal ainda não estreou, mas já consegui um daqueles DVDs manhosos para compensar a espera. Gostei do que vi, mas só quando voltar de férias falo sobre isso.
quarta-feira, 18 de maio de 2005
Sem tempo
quinta-feira, 12 de maio de 2005
Homossexulegal
Como diria o astronauta, este é um pequeno passo para o homossexual, mas um grande passo para a homossexualidade. Na verdade, “pequenas” alterações como esta, precedem grandes modificações das normas sociais, como o casamento homossexual e a adopção de crianças por casais homossexuais. Temos vindo a assistir a este fenómeno em vários países, que abre o caminho às tentativas de aceitação e normalização da homossexualidade e dos “direitos” dos homossexuais, com a intenção de destruir a família tradicional como base da sociedade.
Quando, num futuro pouco distante, for legalizada a pedofilia, entre outras aberrações, talvez muitos dos “tolerantes” se arrependam de posições passadas, tão inovadoras na altura. Entretanto, para os que acham a minha previsão improvável, lembrem-se da forma como era encarada a homossexualidade há não muito tempo...
E o charro de ouro vai para...
Mas, a avaliar pela decisão do Ministério dos Negócios Estrangeiros de divulgar todos os casos de cidadãos portugueses detidos no estrangeiro por crimes ligados a droga, vamos ter “filmes” destes todos os meses...
terça-feira, 10 de maio de 2005
BEE em análise
Histórias “esquecidas”
terça-feira, 3 de maio de 2005
“Life springs from death; and from the graves of patriot men and women spring living nations”
Neste dia, em 1916, era fuzilado pelos ingleses Padráic Pearse, combatente pela liberdade e pela independência da Irlanda. Um exemplo de amor pátrio. Em sua memória deixo aqui um excerto do seu poema “The Rebel”:
And I say to my people's masters: Beware,
Beware of the thing that is coming, beware of the risen people,
Who shall take what ye would not give.
Did ye think to conquer the people,
Or that Law is stronger than life and than men's desire to be free?
We will try it out with you, ye that have harried and held,
Ye that have bullied and bribed, tyrants, hypocrites, liars!
Comentários (II)
sábado, 30 de abril de 2005
Cultura a metro
É caso para dizer que, em Faro, o circo chegou à cidade…
sexta-feira, 29 de abril de 2005
Arco da Insónia
Tanto escrevo, ó mão escrava,
E nem um poema fulgura,
Nem um verso se me crava
A fundo na carne ou grava
Na alma qualquer gravura
Ai tempo de sangue e lava,
O tempo em que eu te abraçava,
Meu amor, e em que enlaçava
cada noite p'la cintura
Dormes o sono dos justos
Enquanto eu, até às tantas,
Ceifo sombras, sonhos, sustos,
Sofro a insónia que implantas...
Mar vivo de um tempo morto
Sem rapsodos, aedos...
Ai tempo, mais que remoto,
em que tínhamos um porto
(sempre, sempre, sempre um porto)
No cerne dos arvoredos.
(E beijo ainda o eu corpo
nos meus dedos!...)
Nosso lombo e nosso ópio
Nossa noite Nosso dia
Corpo à sombra de si próprio
Cântico desta agonia
Pernas Braços - um bailado
Orquestrado em convulsão.
Ó corpo - oceano encrespado,
Crispado mas navegado
Por um corpo, um outro
Corpo - embarcação.
Varado de lado a lado
Corpo teu martirizado
Lava do mesmo vulcão
Corpo ó corpo aprisionado
À minha libertação
Rodrigo Emílio
in «Serenata a Meus Umbrais».
quinta-feira, 28 de abril de 2005
Aniversário (V)
É este um género pouco cultivado entre nós, que eu viria a desenvolver, até nisso já com este meu feitio de ir a contrapelo. Corriam os anos sessenta quando viu a luz do dia e, dado não ter encontrado o original no prazo de horas, tive de o reescrever, de cabeça. Espero que não tenha perdido, de todo, a frescura dos meus vinte anos.
O Gato e a Velha
Era um canto para que apetecia olhar logo ao descer os três degraus de entrada naquele café esconso, meio tasca, à beira daquela rua que escorria uma fauna menos boa.
O tempo, qual pequeno animal acinzentado e viscoso, parecia passar despercebido, pegajoso e indiferente, no meio daquela tarde soturna de um Inverno que teimava em prolongar-se.
Lá estava a velha, cercada de sacos baratos e gastos, cheios de jornais velhos a condizerem com o capote ruço que mal lhe cobria o corpo informe onde outrora, talvez, carnes rijas tivessem despertado apetites.
E estava também o gato, cinzento e gordo, enfastiado, que se dignava olhar distraidamente o tampo da mesa em que a velha se servia de um galão e de um bolo de arroz – almoço atrasado, jantar adiantado?
De súbito ela ofereceu-lhe uma parte do bolo mas ele, desprendido, virou a cabeça, recusando. Aí ela olhou, rápido, em volta. Depois meteu aquelas migalhas à boca, mastigou, deglutiu e olhou de novo.
Mas só o gato tinha visto, e, esse, estava-se nas tintas.
Roberto de Moraes
Aniversário (IV)
Pena e Espada, o mesmo combate
Pena e Espada representa a feliz síntese entre o puro combate intelectual e a lúcida, visionária, intervenção política na blogosfera. Sou leitor habitual e comentador acidental deste blog, criação do meu amigo Duarte Branquinho, que conseguiu aliar uma escrita sóbria, objectiva, clara nas ideias, abrangendo diversos temas da actualidade política e cultural, com um propósito esclarecedor, sem dogmatismos, nem intolerâncias.
Revelador de uma perspectiva profética quando aborda determinados assuntos, como seja a Europa, ou o prosaico quotidiano da vida nacional. Pena e Espada nunca se furtou ao diálogo, mesmo com aqueles, que por este ou aquele motivo, não comungam da mesma mundovidência.
Passado um ano, o balanço só pode ser encorajador e positivo. Espera-se que o verbo prossiga com mais frequência, associando-se ao desejável vigor combativo. É meu desejo que a Pena esteja sempre molhada de tinta fresca que a Espada, sempre bem afiada, corte a direito. É um combate que deve ter continuidade.
Votos de um feliz aniversário!
Miguel Ângelo Jardim
Aniversário (III)
Vinte Valores
Se prezas a Vida e a defendes, intransigentemente, contra a dominante civilização da morte;
Se queres a Propriedade ao serviço do Bem-Comum;
Se acreditas na Solidariedade, de vizinhança e de profissão, expressa no Municipalismo e no Associativismo;
Se cultivas a Tradição como garante da formação física, moral e espiritual da Família;
Se olhas com Pessimismo para o mundo em que vivemos, em oposição ao optimismo utópico dos tolos;
Se te repugna o individualismo passivo e vês no Organicismo um baluarte de Justiça;
Se respeitas os Antepassados e aprendes com a sua lição a preparar o futuro;
Se vês na Língua um dos últimos redutos da Pátria;
Se procuras conciliar Pensamento e Acção, com autenticidade, para melhor servires;
Se és um dissidente da cartilha igualitarista, pois sabes que a Diferença é a base da saudável Hierarquia;
Se dás a tua palavra de Honra e a cumpres com Fidelidade;
Então: És um Português de Vinte Valores!
Mendo Ramires
