É caso para dizer que, em Faro, o circo chegou à cidade…
Tanto escrevo, ó mão escrava,
E nem um poema fulgura,
Nem um verso se me crava
A fundo na carne ou grava
Na alma qualquer gravura
Ai tempo de sangue e lava,
O tempo em que eu te abraçava,
Meu amor, e em que enlaçava
cada noite p'la cintura
Dormes o sono dos justos
Enquanto eu, até às tantas,
Ceifo sombras, sonhos, sustos,
Sofro a insónia que implantas...
Mar vivo de um tempo morto
Sem rapsodos, aedos...
Ai tempo, mais que remoto,
em que tínhamos um porto
(sempre, sempre, sempre um porto)
No cerne dos arvoredos.
(E beijo ainda o eu corpo
nos meus dedos!...)
Nosso lombo e nosso ópio
Nossa noite Nosso dia
Corpo à sombra de si próprio
Cântico desta agonia
Pernas Braços - um bailado
Orquestrado em convulsão.
Ó corpo - oceano encrespado,
Crispado mas navegado
Por um corpo, um outro
Corpo - embarcação.
Varado de lado a lado
Corpo teu martirizado
Lava do mesmo vulcão
Corpo ó corpo aprisionado
À minha libertação
Rodrigo Emílio
in «Serenata a Meus Umbrais».
Pena e Espada, o mesmo combate
Pena e Espada representa a feliz síntese entre o puro combate intelectual e a lúcida, visionária, intervenção política na blogosfera. Sou leitor habitual e comentador acidental deste blog, criação do meu amigo Duarte Branquinho, que conseguiu aliar uma escrita sóbria, objectiva, clara nas ideias, abrangendo diversos temas da actualidade política e cultural, com um propósito esclarecedor, sem dogmatismos, nem intolerâncias.
Revelador de uma perspectiva profética quando aborda determinados assuntos, como seja a Europa, ou o prosaico quotidiano da vida nacional. Pena e Espada nunca se furtou ao diálogo, mesmo com aqueles, que por este ou aquele motivo, não comungam da mesma mundovidência.
Passado um ano, o balanço só pode ser encorajador e positivo. Espera-se que o verbo prossiga com mais frequência, associando-se ao desejável vigor combativo. É meu desejo que a Pena esteja sempre molhada de tinta fresca que a Espada, sempre bem afiada, corte a direito. É um combate que deve ter continuidade.
Votos de um feliz aniversário!
Miguel Ângelo Jardim
Vinte Valores
Se prezas a Vida e a defendes, intransigentemente, contra a dominante civilização da morte;
Se queres a Propriedade ao serviço do Bem-Comum;
Se acreditas na Solidariedade, de vizinhança e de profissão, expressa no Municipalismo e no Associativismo;
Se cultivas a Tradição como garante da formação física, moral e espiritual da Família;
Se olhas com Pessimismo para o mundo em que vivemos, em oposição ao optimismo utópico dos tolos;
Se te repugna o individualismo passivo e vês no Organicismo um baluarte de Justiça;
Se respeitas os Antepassados e aprendes com a sua lição a preparar o futuro;
Se vês na Língua um dos últimos redutos da Pátria;
Se procuras conciliar Pensamento e Acção, com autenticidade, para melhor servires;
Se és um dissidente da cartilha igualitarista, pois sabes que a Diferença é a base da saudável Hierarquia;
Se dás a tua palavra de Honra e a cumpres com Fidelidade;
Então: És um Português de Vinte Valores!
Mendo Ramires
Parabéns!
Nunca cessarei de me espantar com as coincidências que as datas nos oferecem. E também assim quanto ao “28 de Abril”! Sendo a contemporaneidade época de vacas magras no que toca a factores positivos para o nosso País, este dia consegue festejar um notável duo: nele nasceu o maior governante desde a infausta revolução francesa; igualmente surgiu um espaço internético onde, com brilho, se pensa sem cedência às modas ideológicas, nem ao seu cortejo de pequenas misérias. Mesmo quando não concordei deliciei-me com este cantinho de independência magistralmente animado pelo Duarte Branquinho. Parabéns!
Paulo Cunha Porto
Apesar de não apresentar grande novidade o filme é uma grande produção, com excelentes cenários e guarda-roupa, bem realizado, seja nas difíceis cenas de combate urbano, seja na acção dentro do Bunker, na qual por vezes parecemos participar, e uma boa banda sonora. As explosões dos bombardeamentos em Berlim, por exemplo, estão muito bem filmadas e com óptimo som, tendo tal intensidade que dão uma sensação de realismo e proximidade fantástica.

Junta-te a eles. É o que me lembro ao ver a guinada para o centro das vitórias internas do PSD sobre o PPD e do CDS sobre o PP.