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segunda-feira, 18 de julho de 2016

Tão amigos que eles eram...

Garcia Pereira e Arnaldo Matos. Tão amigos que eles eram...

O «Luta Popular», órgão oficial do PCTP/MRPP, traça o "perfil de um canalha", que é como se refere a Garcia Pereira, classificado como "anti-comunista primário", que "se escondia atrás do secretário-geral burocrata e analfabeto Conceição Franco, para desferir cobardes ataques à classe operária e ao povo trabalhador". A guerra de Arnaldo Matos contra Garcia Pereira não é nova e provocou a demissão deste último no ano passado, mas parece ainda não ter terminado. O artigo referido, publicado no dia 7 de Julho, acaba com a seguinte frase: "Mas há mais documentos que confirmam o trajecto anti-comunista e social-fascista de Garcia Pereira. Havemos de voltar a eles." 

Mas, enquanto nos divertimos com o enxovalhamento público neste partido que mais parece um manicómio, é bom recordar que o PCTP/MRPP recebe subvenções desde 2009, mesmo sem qualquer eleito. A partir das últimas Legislativas, em 2015, recebe cerca de 170 mil euros por ano graças aos 60 mil votos obtidos. É (também) para isto que servem os fundos públicos...

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

As músicas das Presidenciais

Alguns instantâneos da noite eleitoral das Presidenciais e as músicas que os devem acompanhar. Porque a política nacional deve ser encarada a rir, para não chorar...


Para ver ao som de "Karma Chameleon", dos Culture Club.



Para ver ao som de "Grândola, Vila Morena", de Zeca Afonso.



Para ver ao som de "Esta balada que te dou", de Armando Gama.



Para ver ao som do clássico infantil "Eu vi um sapo...", cantado pela Maria Armanda.



Para ver ao som de "E depois do adeus...", de Paulo de Carvalho.



Para ver ao som de "Satisfaction", dos Rolling Stones.


Para ver ao som de "Papel Principal", de Adelaide Ferreira.



Para ver ao som de "A Anita não é Bonita", de José Cid.



Para ver ao som do clássico 'pimba' do Quinzinho de Portugal, "Apitadelas".



Para ver ao som do "Bailinho da Madeira"
(que levou, comparado ao resultado de José Manuel Coelho em 2011).



Para ver ao som do clássico 'pimba' da Ágata, "Abandonada".

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Messias


À esquerda muitos acreditam que é da névoa das presidenciais que vem o messias. Aquele que anuncia um “tempo novo”, tal e qual como antes se anunciava o “homem novo”. Propostas concretas não interessam, porque Sampaio da Nóvoa sente-se sempre como estando acima de tudo e todos. Desconhecido dos portugueses, foi apresentado como grande pedagogo, mas não se livrou de ser alvo de suspeitas sobre o seu percurso académico. Ainda assim, nada parece afectá-lo. Se o regime não fosse republicano, seria D. Sampaio II, o messiânico.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

O caminho para Belém

Depois de uma verdadeira maratona de debates, que se caracterizaram pela vacuidade, a campanha para as eleições presidenciais arrancou e os candidatos fizeram-se à estrada, aquela que é suposto conduzi-los ao “país real”.

Os eleitores já perceberam que o excesso de candidatos não significa uma maior escolha. Muitos destes pretendentes a Belém serão pura e simplesmente ignorados nesta eleição onde a tentação é dividir o País entre “esquerda” e “direita”. Apesar de podermos facilmente desmontar esta partição em termos ideológicos, a verdade é que ela é real na percepção popular e no discurso utilizado.

Assim, devemos ter em conta a actual mudança política e a forma como esta pode influenciar a eleição do próximo Presidente. Por um lado, Marcelo Rebelo de Sousa, a quem a esquerda chama o “candidato da direita”, afasta-se dessa classificação e do apoio do PSD e do CDS-PP, afirmando-se como independente. É o preço a pagar pela “conquista do centro”, mas será que é esta a via para ganhar à primeira volta? Por outro lado, António Costa aconselha os socialistas a votarem em dois candidatos, apostando num novo entendimento à esquerda na segunda volta. As presidenciais podem ser uma reedição das legislativas?

Como escreveu Vasco Pulido Valente, “a manobra de Costa mudou unilateralmente o sistema partidário e com isso a natureza do regime” e, segundo o comentador, “um pequeno solavanco basta para estabelecer o caos”.

Talvez ajude os eleitores recordar que não vão votar para escolher o “Presidente de todos os portugueses”, mas o Presidente da República Portuguesa. Até porque a procissão ainda vai no adro e o vencedor mais provável da primeira volta será a abstenção.

Editorial publicado na edição desta semana de «O Diabo».

sábado, 9 de janeiro de 2016

Frase do dia

«Isto é a espécie de fantochada com que as democracias normalmente morrem.»

Vasco Pulido Valente
in «Público».

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Abandono


O desconhecido Cândido Ferreira, um dos dez nomes que constarão do boletim de voto nas próximas eleições presidenciais, marcou a sua participação no debate com Marcelo Rebelo de Sousa, Jorge Sequeira e Valentino Silva, que adopta o nome artístico de “Tino de Rans”, pelo abandono do programa em directo transmitido pela TVI24. A razão, conforme expôs pela leitura de um texto, é a “profunda discriminação” no que considera um “combate é muito desigual”. Discordando do modelo adoptado pelos canais televisivos, este candidato não quis poupar os telespectadores, queria antes mais tempo de antena. A solução parece ser bastante simples. O melhor mesmo é criar o “Canal Presidenciais sem parar” e pô-lo no final da grelha de programação e a emitir 24 horas por dia. Uma espécie de canal “televendas” político, que só é visto por quem quer comprar “banha da cobra” ou por quem tem insónias.

domingo, 3 de janeiro de 2016

Frase do dia

«A galeria de horrores que ontem nos mostrou a televisão ultrapassa as piores cenas do Constitucionalismo e da República.»

Vasco Pulido Valente
in «Público».

sábado, 2 de janeiro de 2016

Despedida


Na sua última mensagem de ano novo enquanto Presidente da República, Cavaco Silva conseguiu despedir-se de forma a não deixar saudades. Aquele que se caracterizou pela distância, quando não ausência, dos assuntos em que podia – e devia – intervir, deixou dois desafios. O primeiro é o da manutenção do modelo político, económico e social dos últimos quarenta anos. Ou seja, aquele que levou o País ao escabroso estado actual. O segundo é o de que seja renovado “o contrato de confiança entre todos os portugueses”. Palavras vazias de quem sempre se refugiou atrás de generalidades, apesar de insistir que só ele conhece o “País real”, porque o visitou. Adeus!

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

A ressaca

As épocas festivas caracterizam-se pelos excessos e a da passagem de ano é aquela onde mais se fazem sentir. Depois do exagero consumista no Natal, tempo que deve ser da família e do recolhimento mas que se tornou para muitos uma romaria aos centros comerciais, a chegada do novo ano é celebrada com total desmesura.

Como exemplo extremo das consequências de tal comportamento, veja-se o elevado número de mortos e feridos nas estradas neste período. Pessoas para quem o fim da festa é o fim da vida. Mas tal estado de embriaguez mental não é necessariamente provocado pelo álcool e a euforia atinge também os senhores que actualmente se sentam nas cadeiras do poder.

Aqueles que lá chegaram com um saco cheio de promessas, bem embrulhadas em papel de lustro para cegar com o brilho os menos atentos. Os mesmos que quando dão a palavra ficam sem ela e que exigirão mais sacrifícios aos portugueses com justificações recicladas. Porque o “interesse nacional”, que é agora o chavão partidário que tudo desculpa, assim o exige. É esta a cantiga que nos repetem há anos os que se vão alternando nos governos e que continuamos a ouvir passivamente, entorpecidos pela “conjuntura”, pela “estabilidade”, ou por outras abstracções que nos fazem pesar os braços. Depois de qualquer embriaguez vem a ressaca. O momento depressivo do arrependimento, da memória truncada ou convenientemente selectiva, acompanhado pelo mal-estar físico.

O novo ano político também vai ser de ressaca, o que implica uma recuperação muito mais difícil. Ainda por cima partilhada com os que não participaram na festa irresponsável. Preparemo-nos. Ainda assim, perante um negro cenário, cumpre-me desejar, em nome da Redacção, um próspero ano novo aos leitores e colaboradores de «O Diabo» e às suas famílias. O futuro pode ser diferente se assim o quisermos. Haja esperança e vontade.

Editorial publicado na edição desta semana de «O Diabo».

domingo, 20 de dezembro de 2015

Frase do dia

«Enquanto Sócrates anda às voltas com a Justiça, os pós-socráticos ficaram livres do passado e, o que é dramático, de mãos soltas para voltar a aplicar as receitas do passado.»

Helena Matos
in «Observador»

domingo, 6 de dezembro de 2015

Frase do dia

«O dr. António Costa, que usa o título de primeiro-ministro, tinha a obrigação de informar o público sobre o que anda ou não anda a negociar (não é ele um homem de negócios?) com o PCP.»

Vasco Pulido Valente
in «Público»

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Ponto de situação

Cavaco Silva nomeou António Costa como primeiro-ministro e, pese embora a ténue tentativa de prova de vida nos “recados” enviados, assinou a sua morte política anunciada. Não surpreendeu verdadeiramente, pois aquele que se considerava um Presidente moderador foi, durante a sua passagem pelo palácio de Belém, moderadamente Presidente.

O novo Governo socialista apressou-se a tomar os ministérios na noite em que foi empossado. Vale a pena recordar a analogia do camelo – animal que aguenta a travessia do deserto sem beber água, mas que bebe toda a que consegue mal chega a um oásis – para o descrever. Aliás, o afã legislativo em alterar o que o anterior Governo aprovou é um óptimo exemplo do que devemos esperar.

No entanto, as muletas do PS, com alturas diferentes, anunciam que este Governo vai ser cambaleante. No Bloco de Esquerda, o deslumbre com a proximidade do poder ainda dura e mostra como o seu discurso anti-sistema se desfaz num ápice. Já o irreformável Partido Comunista, expectante, não fará concessões e tem as suas tropas de rua bem oleadas, como o demonstrou a manifestação da CGTP. O apêndice do PC tenta mostrar que tem vida própria, mas desengane-se quem acreditar que há o risco de uma apendicite partidária. Por fim, o novel PAN, seguramente para reduzir a pegada ecológica, aproveita a boleia de quem o leve mais longe.

À direita, o discurso do governo ilegítimo de Costa é uma munição que já foi disparada e não provocou estragos. Passos e Portas prometeram no Parlamento não dar tréguas ao novo Executivo, mas o mais difícil está para vir. Os que falam na “conquista do centro” esquecem-se que este não se ganha, antes se compra com lugares e prebendas.

Perante esta situação, há quem tente reconfortar os críticos dizendo que “é a democracia”, como quem atira um evasivo “vamos andando”. É esta submissão à “normalidade” que é assustadoramente desesperante.

Editorial publicado na edição desta semana de «O Diabo».

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Tirar a G3 do baú...


Leio no «Público» de hoje o “desabafo” de um dirigente socialista que, quando confrontado com a possibilidade de Cavaco Silva não dar posse a António Costa como primeiro-ministro, afirmou: “O que é que a gente fazia, recuperávamos a G3?

Para além do erro de concordância da segunda forma verbal, note-se como não é apenas na extrema-esquerda que o discurso do PREC continua vivo. Como já escrevi, há ainda no Largo do Rato quem acredite nos “amanhãs que cantam” e, como se vê, cantam ao som das rajadas da velha G3...

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Em linha...


Para votar a moção de rejeição ao Governo, os deputados não conseguiram usar a aplicação electrónica, como se expulsassem um participante de um reality show, antes tiveram que perfilar-se, fila por fila, como se estivessem numa linha de identificação policial.

Em brasa...


No fim-de-semana passado, houve pancadaria num supermercado por causa das promoções nos brinquedos. Hoje, as manifestações em frente à Assembleia da República são pacíficas. As prioridades mudaram... A violência política tem agora lugar nas redes ditas sociais. Já não se incendeiam sedes partidárias, mas o Facebook está em brasa...

Indigestão


Leio que os acordos do PS com a extrema-esquerda serão assinados, em privado, à hora de almoço. Faz sentido. Depois de tanto encherem o peito, convém encher a barriga. O pior vai ser a digestão...

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Quanto pior, melhor

O “interesse nacional” é um palavrão com que muitos candidatos enchem a boca durante o período de campanha eleitoral, mas no jogo político-partidário as prioridades são bem diferentes. Os interesses, sejam pessoais, do partido, ou outros, valem mais que Portugal.

Assim, não é de estranhar que haja uma máxima que interessa a muitos: quanto pior, melhor. Ou seja, a instabilidade pode dar créditos e alterar a correlação de forças, permitindo alterações de fundo.

Perante o imbróglio actual, eis-nos chegados a um ponto em que o desejo de que tudo piore é transversal a vários grupos, por diferentes motivos. Do lado da coligação, há quem veja numa situação desastrosa um regresso a 1987, quando Cavaco Silva conseguiu uma maioria absoluta depois de o seu governo minoritário ter sido derrubado no Parlamento. No PS, por seu lado, há uma ala que espera que tudo piore para que António Costa seja de novo derrotado, desta vez como primeiro-ministro, para vencer nas eternas lutas intestinas. Já o actual secretário-geral do PS deseja que o estado caótico em que nos encontramos lhe dê a vitória que não conseguiu nas urnas.

Quanto aos putativos aliados dos socialistas à extrema-esquerda, esta é a situação ideal para prosperarem. Mesmo apoiando um desastroso governo minoritário do PS, podem sempre atirar-lhe as culpas e fazer o estafado discurso da auto-proclamada “superioridade moral”.

Parece que, depois de tantos anos de “centrismo virtuoso”, a Assembleia da República se dividiu e que, afinal, há esquerda e direita. Assim sendo, quem é o centro? Só se for o estreante PAN, mas apenas por localização geográfica da cadeira...

Não nos iludamos. Assistimos apenas à crispação das habituais quadrilhas políticas que se digladiam como sempre. Desta crise não surgirá a tão necessária alternativa nacional. Por agora, quanto pior, pior.

Editorial publicado na edição desta semana de «O Diabo».

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Estamos numa “espécie de purgatório pós-moderno”...

Há pouco mais de um ano entrevistei Jaime Nogueira Pinto para o semanário «O Diabo». Tendo em conta o momento político que atravessamos, recordo uma das perguntas que lhe fiz:

Hoje estamos num “limbo virtual”, uma “espécie de purgatório pós-moderno”, como afirma. Porquê?
Estamos sim. Fomos o primeiro Império ultramarino da modernidade e fomos também o último. Passámos também, caso raro num país europeu, por um curto ciclo revolucionário em que repetimos as ilusões trágico-cómicas da utopia comunista – isto nas vésperas do Comunismo real desaparecer como modelo político-económico e social.
A esquerda doméstica, criada no ódio vesgo a Salazar, que a afastou por quase meio século do poder, acabou por ser a grande sobrevivente do salazarismo. Com os seus mitos resistencialistas, com a sua dramatização heróica de um tempo em que não teve protagonismo, com a sua caricatura negra dos “Quarenta e Oito Anos de longa noite fascista”. Talvez estivesse no seu direito de vingança e compensação. Mas também não conseguiu ocultar, fora do ideológico, a modernização que aconteceu em Portugal nos últimos quinze anos do Estado Novo.
A radicalidade do PREC foi vencida graças à aliança objectiva entre a Intelligence norte-americana, a pressão europeia, o peso de Yalta e a resistência, às vezes brutal, do povo do Norte e Centro-Norte.
Em Novembro de 1975 (por isso chamei Novembro ao romance que escrevi e publiquei em 2012), acabaram os dois “projectos globais” portugueses – o da Direita, que era o Império ultramarino, e o da Esquerda, a Revolução socialista. Céus e Infernos trocados.
Fomos então para o purgatório, para esta espécie de liberal-social-democracia, mais ou menos de mercado, mais ou menos social, na faixa pobre da Europa. Por isso lhe chamo purgatório, pois saímos do Inferno ou da sua visão (do comunismo pêcêpista e dos esquerdismos maoístas), mas estamos longe do Céu – da nação independente, livre e desenvolvida, que nos foi sendo prometida.
Na classe política oriunda do velho Reviralho, os “antifascistas de sempre” converteram-se ao esquerdismo utópico e politicamente correcto. Renunciaram a todo e qualquer realismo político. São utópicos porque acham que lhes fica bem.
Agora que o liberalismo passou de moda (tantos foram os seus efeitos perversos), a direita sistémica refugia-se num catecismo eurocrático, mais ou menos funcional e asséptico. Ideias, nem vê-las, quanto mais tê-las.
Não há, em Portugal, um partido nacionalista – como há em França, na Grã-Bretanha e em muitos países da Europa Central e de Leste. Restaurar no léxico político-ideológico a nação como valor político corrente, seria um bom princípio.

Os derrotados

Os resultados dos votos dos emigrantes deram mais três deputados à coligação “Portugal à Frente”, o que torna ainda maior o número de mandatos alcançados pelo PSD e pelo CDS. Ainda assim, os respectivos líderes estão inseguros e dão uma inexplicável aparência de derrotados, permitindo a António Costa assumir o papel de futuro primeiro-ministro.

O secretário-geral do PS, o grande derrotado, que pedia a maioria absoluta convicto na vitória, mesmo contra todas as sondagens, pavoneia-se agora como “salvador da Pátria” – quando na realidade é um mero salvador da própria pele –, passando a ideia de que a “esquerda” (a eterna ilusão da união...) venceu as eleições e ele é o comandante na batalha contra a “direita”.

Assim, Costa tenta o entendimento historicamente ‘contra-natura’ com os partidos da extrema-esquerda, menosprezando a guerra civil que estala dentro do PS. Já bloquistas e comunistas aproveitam o momento para dar um ar de respeitabilidade, apesar de, como sabemos, continuarem a pôr os interesses dos próprios partidos à frente dos do País. Estes são partidos a quem servem bem as derrotas, isto é, nunca chegarem ao governo e, consequentemente, ficarem sempre no lugar mais confortável da oposição contestatária, que promete mundos e fundos.

A propósito da acção do secretário-geral do PS, escreveu Vasco Pulido Valente que “o papel que Costa pretende equivale a tomar o comando de um grupo de guerrilhas, na esperança de o transformar num exército prussiano”.

É uma comparação bélica adequada, mas, se olharmos para os bastidores, vemos que Costa abriu guerra em todas as frentes – à direita, à esquerda e em casa – e caminha para a derrota final. Estamos num impasse que muito provavelmente atirará o País para novas eleições daqui a seis meses, mas os partidos parecem não se incomodar.

Perante este cenário caótico, que irá agravar a crise, os verdadeiros derrotados são os portugueses – todos nós.

Editorial publicado na edição desta semana de «O Diabo».