Mostrar mensagens com a etiqueta pintura. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta pintura. Mostrar todas as mensagens
sábado, 10 de setembro de 2016
No 450.º aniversário de Alonso Sánchez Coello
domingo, 15 de novembro de 2015
Em casa do mestre da luz
![]() |
| O magnífico “Paseo a orillas de mar”, a obra mais conhecida do museu. |
Descobrir a Casa-Museu Sorolla entre os prédios do Paseo General Martínez Campos, em Madrid, é entrar num pedaço de paraíso que resiste à pressa e agitação do mundo contemporâneo. Temos a honra de ser convidados em casa de um dos pintores que melhor soube registar a luz. Sorolla é um talentoso mestre que se tornou intemporal e a sua obra deve ser visitada e revisitada.
Joaquín Sorolla (1863-1923), pintor pós-impressionista, foi o mais importante do chamado luminismo valenciano e as suas obras mais conhecidas captam a luz de uma forma envolvente, que se mistura com o movimento do vento, e revelam expressões que nos prendem. No aparente realismo dos seus quadros há um mistério que nos intriga e que nos leva a olhar mais fundo, numa descoberta pessoal.
É assim um privilégio ver as suas obras naquela que foi a sua casa de família e onde pintava, construída entre 1910 e 1911 segundo o projecto do arquitecto Enrique María Repullés, a quem Sorolla deu indicações preciosas para as entradas de luz. Em 1925, a viúva do pintor, Clotilde García del Castillo, deixou em testamento os seus bens ao Estado espanhol para a criação de um museu em homenagem ao seu marido. A Casa-Museu Sorolla foi assim fundada em 1933 e teve como primeiro director o filho do pintor, Joaquín Sorolla García.
Aqui podemos encontrar uma extensa colecção de obras, que cobrem todas as fases da vida de Sorolla, bem como os seus objectos pessoais e de trabalho. No ‘atelier’ podemos ver a sua secretária e o local onde pintava. As paredes estão repletas de quadros, mas há ainda estantes com variados objectos. No interior da cama coberta por grossas cortinas que aí se encontra, descobrimos uma prateleira com livros e, entre os clássicos, vemos um volume do nosso Eça de Queirós. As divisões térreas têm uma fotografia antiga que mostra o seu estado original e, no irresistível exercício comparativo, confirmamos com agrado que as semelhanças ultrapassam as diferenças.
Sorolla era um homem de família, o que se sente nos vários quadros onde retrata a sua mulher e os seus filhos. A sua obra tem ainda um lado etnográfico, ao registar os trajes e os costumes da sua Valência natal. Foi também retratista e paisagista. Um pintor completo e excepcional que nos abriu portas...
sábado, 24 de outubro de 2015
Paisagens simbólicas
sábado, 30 de agosto de 2014
segunda-feira, 17 de março de 2014
Beleza
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
Pintura
«If you want to find out something about painting you go to the National Gallery, or the Salon Carre, or the Brera, or the Prado, and LOOK at the pictures. For every reader of books of art, 1,000 people go to LOOK at the paintings. Thank heaven!»
Ezra Pound
in "ABC of Reading"
domingo, 26 de janeiro de 2014
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
Ressurgimento de Restauração
![]() |
| D. Sebastião, Cristóvão de Morais (1572) |
Goulart Nogueira
in «Acção», n.º 3.
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
Charles de Steuben
Bataille de Poitiers, en octobre 732
1837, óleo sobre tela, 5,42 × 4,65 m
Musée du Château de Versailles
França
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
Eduardo Viana
K4 Quadrado Azul
c. 1916, óleo sobre tela, 47,5 x 56 cm
Centro de Arte Moderna, Fundação Calouste Gulbenkian
Lisboa
quinta-feira, 4 de julho de 2013
quarta-feira, 3 de julho de 2013
Hopper
A capital francesa teve o privilégio de receber uma magnífica exposição retrospectiva do pintor realista norte-americano Edward Hopper (1882-1962). Esteve patente nas Galerias Nacionais Grand Palais desde o dia 10 de Outubro do ano passado até ao dia 3 de Fevereiro deste ano, atingindo o impressionante número de cerca de 785 mil visitantes. Este é o relato de um apaixonado pela sua obra.
Cheguei a Hopper na minha adolescência através do seu quadro mais conhecido, “Nighthawks”, de 1942. O enigmático ‘diner’ prendeu prontamente a minha atenção e curiosidade. Quem seriam aquelas “aves nocturnas”? O que as levaria ali? Havia uma atracção naquela solidão misteriosa à qual não resisti. Os anos passaram e fui conhecendo, a pouco e pouco, cada vez mais o trabalho de Hopper. Primeiro com a edição, a um preço convidativo, a ele dedicada, publicada pela Taschen, depois com a facilidade de acesso à informação gerada pela ‘internet’. No entanto, embora já apreciador, só vi pela primeira vez quadros dele expostos numa visita a Madrid, ao Museu Thyssen-Bornemisza, onde me deleitei especialmente com o estupendo “Hotel Room”, de 1931. Recentemente, uma das suas paisagens costeiras, “Square Rock, Ogunquit”, de 1914, esteve em Lisboa, na exposição “As Idades do Mar”, organizada pela Fundação Calouste Gulbenkian.
A notícia da retrospectiva em Paris, ainda por cima com a vinda de “Nighthawks” à Europa – algo que os dedos de uma mão chegam para contar – fez reservar automaticamente uma viagem. Fui em finais de Novembro do ano passado, o tempo estava bastante frio e via-se já a feira de Natal nos Campos Elísios. Chegado à entrada do Grand Palais, fui informado por uma funcionária que o tempo médio de espera, na rua, era de uma hora e meia. Mas nada me podia demover do meu objectivo, nem mesmo a chuva ocasional que acabou por encharcar-me enquanto aguardava pacientemente.
O ambiente no museu era de grande movimento e o público lotava as primeiras salas da enorme exposição, principalmente aquelas onde estavam expostos os quadros que Hopper pintou em Paris, com paisagens locais, numa das poucas deslocações que fez ao estrangeiro, ainda jovem.
Confesso que descurei um pouco essa primeira parte e também as dedicadas à vida durante a Grande Depressão e ao trabalho de Hopper como ilustrador, algo que o próprio não gostava, mas que acabou por ser o seu ganha-pão durante uns tempos. Fui rapidamente ao encontro de “Nighthawks” e a experiência foi única. Não deixou de ser uma sensação estranha ver finalmente um dos meus quadros favoritos, que só conhecia através da imagem; agora, a coisa estava à minha frente. Mas nem este momento único me impediu de apreciar, durante quase um dia, intervalando apenas para almoçar, toda a maravilhosa reunião da obra de um dos pintores que mais aprecio.
O trabalho de Hopper é completo. Não são apenas a solidão e o realismo que marcam a sua obra impressionante. Outro elemento muito importante é a luz, com os efeitos das sombras, mas também as cores. Para além das pinturas com elementos humanos, este é um artista magistral a representar paisagens, sejam naturais, sejam construídas. É quase como se atingíssemos nestes recortes da vida observada uma realidade mais que real. Esta exposição foi um daqueles momentos que se desejam durante uma vida. Felizmente, por vezes os desejos realizam-se!
![]() |
| Nighthawks (1942) |
Cheguei a Hopper na minha adolescência através do seu quadro mais conhecido, “Nighthawks”, de 1942. O enigmático ‘diner’ prendeu prontamente a minha atenção e curiosidade. Quem seriam aquelas “aves nocturnas”? O que as levaria ali? Havia uma atracção naquela solidão misteriosa à qual não resisti. Os anos passaram e fui conhecendo, a pouco e pouco, cada vez mais o trabalho de Hopper. Primeiro com a edição, a um preço convidativo, a ele dedicada, publicada pela Taschen, depois com a facilidade de acesso à informação gerada pela ‘internet’. No entanto, embora já apreciador, só vi pela primeira vez quadros dele expostos numa visita a Madrid, ao Museu Thyssen-Bornemisza, onde me deleitei especialmente com o estupendo “Hotel Room”, de 1931. Recentemente, uma das suas paisagens costeiras, “Square Rock, Ogunquit”, de 1914, esteve em Lisboa, na exposição “As Idades do Mar”, organizada pela Fundação Calouste Gulbenkian.
![]() |
| Hotel Room (1931) |
A notícia da retrospectiva em Paris, ainda por cima com a vinda de “Nighthawks” à Europa – algo que os dedos de uma mão chegam para contar – fez reservar automaticamente uma viagem. Fui em finais de Novembro do ano passado, o tempo estava bastante frio e via-se já a feira de Natal nos Campos Elísios. Chegado à entrada do Grand Palais, fui informado por uma funcionária que o tempo médio de espera, na rua, era de uma hora e meia. Mas nada me podia demover do meu objectivo, nem mesmo a chuva ocasional que acabou por encharcar-me enquanto aguardava pacientemente.
![]() |
| Grand Palais, Paris. |
O ambiente no museu era de grande movimento e o público lotava as primeiras salas da enorme exposição, principalmente aquelas onde estavam expostos os quadros que Hopper pintou em Paris, com paisagens locais, numa das poucas deslocações que fez ao estrangeiro, ainda jovem.
Confesso que descurei um pouco essa primeira parte e também as dedicadas à vida durante a Grande Depressão e ao trabalho de Hopper como ilustrador, algo que o próprio não gostava, mas que acabou por ser o seu ganha-pão durante uns tempos. Fui rapidamente ao encontro de “Nighthawks” e a experiência foi única. Não deixou de ser uma sensação estranha ver finalmente um dos meus quadros favoritos, que só conhecia através da imagem; agora, a coisa estava à minha frente. Mas nem este momento único me impediu de apreciar, durante quase um dia, intervalando apenas para almoçar, toda a maravilhosa reunião da obra de um dos pintores que mais aprecio.
![]() |
| Self Portrait (1925-30) |
O trabalho de Hopper é completo. Não são apenas a solidão e o realismo que marcam a sua obra impressionante. Outro elemento muito importante é a luz, com os efeitos das sombras, mas também as cores. Para além das pinturas com elementos humanos, este é um artista magistral a representar paisagens, sejam naturais, sejam construídas. É quase como se atingíssemos nestes recortes da vida observada uma realidade mais que real. Esta exposição foi um daqueles momentos que se desejam durante uma vida. Felizmente, por vezes os desejos realizam-se!
sexta-feira, 28 de junho de 2013
segunda-feira, 24 de junho de 2013
Quatro homens numa paisagem hostil
Este é o título da crónica de Arturo Pérez-Reverte sobre o quadro "La patrulla", de Augusto Ferrer-Dalmau, a quem chama "nuestro pintor de batallas". O quadro é uma homenagem aos espanhóis que combatem no Afeganistão e o escritor traça a ligação aos soldados de sempre do seu país: «Misión de paz, misión de guerra, fiel infantería de toda la vida, la misma que aparece en el ya legendario lienzo sobre el último cuadro en Rocroi. La vieja y única historia posible: lealtad a los compañeros inmediatos más que a las grandes palabras huecas y a las cambiantes banderas donde tanto canalla se envuelve y medra. Un cuadro grande, un paisaje árido, unos soldados. Cuatro españoles que caminan por un paisaje hostil, protegiéndose serenos unos a otros. Sabiendo que nadie les agradecerá nada. Realizando con pundonor y sencillez el trabajo por el que les pagan, como llevan haciéndolo desde hace siglos. Desde que la palabra guerra, por azares de la vida y de la Historia, se interpone en el camino del ser humano.»
No final da crónica, Pérez-Reverte relata o pedido que o pintor lhe fez: «"Quiero que pongas alguna cosa detrás de La patrulla, de tu puño y letra, y que lo firmes. Que quede ahí para siempre". Es un honor, respondo. Me entrega un rotulador, y con él me voy detrás del cuadro. Pienso un momento, y escribo: "Durante siglos, en cada una de sus huellas estuvo España"».
![]() |
| La Patrulla, Augusto Ferrer-Dalmau (2013). |
No final da crónica, Pérez-Reverte relata o pedido que o pintor lhe fez: «"Quiero que pongas alguna cosa detrás de La patrulla, de tu puño y letra, y que lo firmes. Que quede ahí para siempre". Es un honor, respondo. Me entrega un rotulador, y con él me voy detrás del cuadro. Pienso un momento, y escribo: "Durante siglos, en cada una de sus huellas estuvo España"».
sábado, 9 de fevereiro de 2013
A Veneza de Canaletto
Pude visitar, na capital francesa, uma exposição exclusivamente dedicada às obras venezianas do pintor italiano Canaletto. Esteve patente no Museu Maillol e juntou cinquenta obras, o caderno de esboços e um fac-símile da câmara escura, o instrumento óptico que auxiliava nas suas pinturas.
O Museu Maillol surgiu em 1995 por Dina Vierny, modelo do escultor francês, de origem catalã, Aristide Maillol (1861–1944). Tem uma colecção permanente com vários trabalhos do artista que lhe dá o nome, bem como de outros pintores e escultores. Organiza também várias exposições temporárias, como a dedicada a Canaletto, bem como a do universo Pixi, de Alexis Poliakoff, que exibiu as pequenas figuras de chumbo que reproduzem grande parte dos mais conhecidos heróis da banda desenhada franco-belga, do Tintin ao Astérix, passando pelos Estrumpfes.
Giovanni Antonio Canal (1697–1768), mais conhecido como Canaletto, é o mais célebre dos pintores das ‘vedute’, ou seja das vistas ou paisagens urbanas, venezianas. Desde cedo viu a sua obra reconhecida e conseguiu atingir um estatuto de celebridade considerável. Iniciou a carreira na sua cidade natal, sendo Veneza o tema mais forte da sua produção. Viveu durante um período da sua vida em Inglaterra, onde o cônsul inglês em Veneza, Joseph Smith, o apresentou a ricos clientes. Quando regressa torna-se membro da Academia Veneziana de Pintura e Escultura.
Nesta exposição foi possível ver um número bastante grande de obras, que mostram o evoluir do seu trabalho, todas dedicadas a Veneza, no seu registo de uma quase fotografia artística. Verdadeiras imortalizações de pedaços de uma cidade por quem tantos ainda se apaixonam, com um pormenor impressionante, mas sujeitas ao toque pessoal de Canaletto.
Um dos aspectos que mais nos capta a atenção nas suas pinturas é a luz. Aproveitando a deixa, posso dizer que esta exposição é mais uma luz na “cidade da luz”, que nos permite ver todo o percurso do mestre do ‘vedutismo’ através do seu excepcional legado.
O Museu Maillol surgiu em 1995 por Dina Vierny, modelo do escultor francês, de origem catalã, Aristide Maillol (1861–1944). Tem uma colecção permanente com vários trabalhos do artista que lhe dá o nome, bem como de outros pintores e escultores. Organiza também várias exposições temporárias, como a dedicada a Canaletto, bem como a do universo Pixi, de Alexis Poliakoff, que exibiu as pequenas figuras de chumbo que reproduzem grande parte dos mais conhecidos heróis da banda desenhada franco-belga, do Tintin ao Astérix, passando pelos Estrumpfes.
Giovanni Antonio Canal (1697–1768), mais conhecido como Canaletto, é o mais célebre dos pintores das ‘vedute’, ou seja das vistas ou paisagens urbanas, venezianas. Desde cedo viu a sua obra reconhecida e conseguiu atingir um estatuto de celebridade considerável. Iniciou a carreira na sua cidade natal, sendo Veneza o tema mais forte da sua produção. Viveu durante um período da sua vida em Inglaterra, onde o cônsul inglês em Veneza, Joseph Smith, o apresentou a ricos clientes. Quando regressa torna-se membro da Academia Veneziana de Pintura e Escultura.
Nesta exposição foi possível ver um número bastante grande de obras, que mostram o evoluir do seu trabalho, todas dedicadas a Veneza, no seu registo de uma quase fotografia artística. Verdadeiras imortalizações de pedaços de uma cidade por quem tantos ainda se apaixonam, com um pormenor impressionante, mas sujeitas ao toque pessoal de Canaletto.
Um dos aspectos que mais nos capta a atenção nas suas pinturas é a luz. Aproveitando a deixa, posso dizer que esta exposição é mais uma luz na “cidade da luz”, que nos permite ver todo o percurso do mestre do ‘vedutismo’ através do seu excepcional legado.
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Primitivos Portugueses
Só hoje fui ver a excelente exposição “Primitivos Portugueses (1450-1550). O Século de Nuno Gonçalves”, patente no Museu Nacional de Arte Antiga que reúne mais de 160 pinturas dos séculos XV e XVI. Uma viagem inesquecível pela chamada “Escola Portuguesa”. Termina já no próximo Sábado, dia 23 de Abril. Não percam!
segunda-feira, 21 de março de 2011
Primavera
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Nuno Gonçalves
Subscrever:
Mensagens (Atom)






.jpg)









.jpg)

+(1).jpg)



