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quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Monarquia ou república?

Esta é, na minha opinião, uma falsa questão à qual não devemos voltar nestes tempos conturbados. O essencial não está na forma, mas no conteúdo. No meu caso pessoal, pelas críticas que tenho feito à I República, sou considerado “monárquico” por alguns. Nada mais erróneo. Para esclarecer a minha posição, faço minhas as palavras do historiador francês Dominique Venner, no seu livro “Le Coeur Rebelle”, uma sentida e profunda reflexão autobiográfica que tanto me tocou: “As minhas escolhas profundas não eram de ordem intelectual mas estética. O importante para mim não era a forma do Estado – uma aparência – mas o tipo de homem dominante na sociedade. Eu preferia uma república onde cultivássemos a memória de Esparta do que uma monarquia atolada no culto do dinheiro. Havia nestas simplificações um grande fundo de verdade. Acredito ainda hoje que não é a lei que é garante do homem mas é o homem que garante a lei.” [conclusão do meu artigo "A República imaginária" publicado na edição desta semana de «O Diabo»]

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Da monarquia à república num pedaço de papel

Vasculhando por entre antigos documentos de família, encontrei alguns bem curiosos, referentes à carreira militar do meu bisavô paterno. Abaixo está o diploma da Escola do Regimento de Infantaria n.º 14, datado de 19 de Agosto de 1911, que tem uma particularidade deveras interessante.

Tendo em conta a data, a República era ainda recém-nascida e que papel oficial republicano devia ser coisa rara — se não inexistente, pelo menos no dito regimento —, o desenrascanço português solucionou o problema, colando por cima da coroa um pedaço de papel.


De cerca de dez anos depois, mais concretamente de 27 de Maio de 1922, encontrei a carta abaixo, referente à promoção do meu bisavô a tenente, já oficialmente republicana e com a particularidade de estar assinada pelo próprio presidente da República da altura, António José de Almeida.