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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Uma potência chamada Alemanha


A revista francesa de Geopolítica “Conflits”, dirigida por Pascal Gauchon, é uma publicação de referência para quem quer compreender melhor os desafios do nosso mundo. À venda em Portugal está a edição n.º 8, referente ao primeiro trimestre deste ano, e tem como tema central a potência alemã e a dúvida se esta está a viver a sua aurora o seu crepúsculo. Um número a não perder.

O excelente ‘dossier’, que abre com um artigo de Pascal Gauchon sobre o “Império do meio”, inclui vários textos a destacar, como “O fim do povo alemão?”, onde Julien Damon analisa o impacto da imigração na Alemanha, “A reunificação mudou a Alemanha?”, de Thierry Buron, que afirma que a Alemanha de Leste ainda existe, e ainda artigos sobre a relação da Alemanha com os Estados Unidos da América, com a Rússia, as forças armadas alemãs, o papel da Alemanha na Europa, entre outros.

Nos restantes artigos, refira-se o retrato de Bashar al-Assad, de Frédéric Pichon, a análise da situação na Birmânia, que Jack Thompson considera uma “mudança na continuidade”, e a entrevista com Georges-Henri Soutou, especialista nas relações franco-alemãs.

sábado, 14 de novembro de 2015

Geopolítica da Índia e da China


A revista francesa de Geopolítica “Conflits”, dirigida por Pascal Gauchon, tem vindo a afirmar-se como publicação de referência para quem quer compreender melhor os desafios do mundo em que vivemos. A edição n.º 7, referente ao último trimestre deste ano, tem como tema central a Índia e a China e a forma como se podem desenvolver as relações entre estas duas potências asiáticas. Um número a não perder, que está à venda no nosso país.

Será que os gigantes indiano e chinês serão as peças de um entendimento anti-hegemónico, ou as rivalidades e divisões entre as duas potências as manterão de costas voltadas? É uma questão de difícil resposta, ainda que muito importante para o futuro. O excelente ‘dossier’ deste número da “Conflits” dá-nos preciosas informações para uma análise fundamentada. De entre os vários artigos, destacam-se a introdução feita pelo director da revista, bem como a comparação de forças entre os dois países e a sua rivalidade geopolítica e económica ilustrada em mapas. A seguir são analisadas por vários autores as relações económicas e militares entre a Índia e a China, sem esquecer o Paquistão, o Oceano Índico, a presença de ambos os países em África, e as relações com o Japão, os EUA e a Rússia. Ainda ligado ao tema central, é de referir a entrevista ao sinólogo francês François Godement sobre o expansionismo chinês.

Nos restantes artigos, são de referir o retrato de Henry Kissinger, a análise dos paraísos fiscais e da forma como as grandes potencias necessitam deles, bem como a história da estratégia do império azteca. Nota ainda para a entrevista com o General François Lecointre que fala sobre o papel do exército francês face ao terrorismo.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

O regresso do Irão


O mais recente número da “Conflits”, revista francesa que se dedica à História, à Geopolítica e às Relações Internacionais está à venda no nosso país e tem como tema central o grande regresso do Irão à cena internacional. Dirigida por Pascal Gauchon, esta é uma publicação que se tornou de referência para melhor compreendermos a realidade internacional.

O título do editorial desta edição, “lição de realismo”, resume bem a forma como devemos olhar as relações internacionais. De facto, é o realismo que deve conduzir a acção internacional dos países, algo que não tem caracterizado os Estados Unidos da América, em especial pela “certeza de uma total superioridade moral e material, como afirma Pascal Gauchon. Acrescenta o director da revista que “o restabelecimento de um mínimo de ordem no Próximo Oriente passa pelo regresso do Irão ao concerto das nações. Obama compreendeu-o”. Para além do excelente ‘dossier’ sobre o Irão, é ainda possível ler uma entrevista com Mohammad-Reza Hafeznia, professor iraniano de Geopolítica que só excepcionalmente fala para revistas estrangeiras.

Destaque ainda para os artigos sobre Al-Sissi e o Egipto, sobre o projecto de um canal inter-oceânico na Nicarágua, sobre Hollywood como fábrica do ‘soft power’ norte-americano, a história de Isaiah Bowman, o geógrafo dos presidentes dos Estados Unidos da América e ainda a reflexão de Hadrien Desuin que faz a pergunta polémica: “Será o Quai d’Orsay mais atlantista que a Casa Branca?”

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Geopolítica para todos

Pascal Gauchon é um eminente geopolitólogo francês com provas dadas na sua carreira académica e numa extensa obra publicada. Este ano lançou a revista “Conflits”, que dirige, dedicada à Geopolítica em todas as suas vertentes, destinada ao grande público. Uma óptima notícia que se torna melhor pelo facto de a revista estar disponível nos quiosques portugueses.

Dizia Alain de Benoist, num opúsculo publicado em Portugal em 1978, pelas Edições do Templo, que a Geopolítica “é o ramo da ciência política que estuda a parte activa exercida pelo meio geográfico na determinação dos eventos políticos e históricos que afectem a população de um dado território. Por vezes tem sido chamada ‘geografia dinâmica’. Distingue-se ainda pela geografia política, uma vez que não trata somente da situação natural dos Estados e dos povos, mas também (e sobretudo) da maneira como essa situação natural influencia a sua formação e o seu destino”. Os anos passaram e esta disciplina entrou na moda, mas será que consegue escapar à superficialidade do imediatismo?

Felizmente, este é um dos objectivos desta nova revista, que consegue fazer uma reflexão de fundo sobre esta disciplina que permite ter um olhar sintético sobre o nosso mundo. Tal é o fundamento do “Manifesto para uma Geopolítica crítica” definido no primeiro número da “Conflits”. Uma revista que assenta em princípios sólidos e que não se destina apenas aos especialistas, mas também aos estudantes e ao público interessado e informado.

O segundo número, actualmente à venda, referente ao terceiro trimestre deste ano, tem como tema central “Os novos mercenários” e questiona se as sociedades militares privadas são os soldados da fortuna dos nossos dias. Num excelente ‘dossier’, podemos encontrar vários artigos sobre a origem e história dos mercenários, bem como sobre os actuais ‘contractors’, presentes na maioria das “operações de manutenção da paz”, e uma entrevista com o politólogo Georges-Henri Bricet des Vallons sobre o mercado da guerra no século XXI.

Destaque ainda para a entrevista com Lucio Caracciolo, fundador da “Limes”, a mais importante revista italiana sobre Geopolítica. Para além de um artigo sobre o Papa Francisco e a sua urbanidade, e um sobre os 800 anos da Batalha de Bouvines, podemos ainda ler vários artigos sobre os conflitos presentes, História, estratégia, actualidade e resenhas dos livros publicados.

Uma revista de excelência a não perder, para melhor compreendermos os desafios do mundo contemporâneo.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Portugal no mundo

"Portugalliae que olim Lusitania, novissima & exactissima descriptio"
Fernando Álvares Seco (c. 1559-1561)

«A política de Portugal deriva da sua Geografia e da sua História que por sua vez determinaram a nossa existência independente no mundo.»

Jaime Nogueira Pinto
in «Sol»

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Viagem ao delírio norte-coreano

A recente escalada de tensão no Extremo Oriente, que tem como protagonista Kim Jong-un, o jovem ditador da Coreia do Norte, e como intervenientes directos a Coreia do Sul, os EUA, o Japão e a China, chamou a atenção do mundo para um regime político tão fechado como desconhecido. O que podemos saber, a partir do ponto mais ocidental da Europa, sobre a auto-denominada República Democrática Popular da Coreia (RDPC)?



O fim da Segunda Guerra Mundial terminou com a anexação japonesa da Coreia e dividiu longitudinalmente a península em duas zonas ocupadas – o Norte pela União Soviética e o Sul pelos EUA, que acabaram por dar origem aos actuais países, após a guerra que os opôs, no início da década de 50 do século passado, naquele que foi o primeiro conflito armado da Guerra Fria. Ambas as Coreias tiveram, a partir daí, evoluções bastante diferentes. Numa simplificação, uma seguiu o comunismo – o Norte –, e a outra o capitalismo – o Sul. No entanto, para percebermos a actual RDPC, esta classificação binária é claramente insuficiente.

Regime político
Qual é o regime político da RDPC? Esta é uma questão que há muito apaixona os politólogos, já que a mera etiqueta “comunista” não chega. Em primeiro lugar, podemos dizer que nominalmente é uma “democracia”. E não se pense que não há partidários desta tese. Recorde-se, por exemplo, que até em Portugal o líder parlamentar do PCP, Bernardino Soares, afirmou numa entrevista, em 2003, que tinha “dúvidas de que a Coreia do Norte não seja uma democracia”. De facto, para além do Partido dos Trabalhadores da Coreia, existem outros dois pequenos partidos, mas que têm que submeter-se àquele que é, na prática, o partido único desta “ditadura da democracia do povo”, como prevê a Constituição. Muitos classificam ainda a RDPC como uma “ditadura familiar” ou uma “monarquia absoluta”.

No aspecto ideológico, a RDPC assenta no ‘Juche’, uma ideia baseada na auto-suficiência, que muitos consideram o “marxismo-leninismo kimilsunguiano”, onde sobressai um culto da personalidade que estabeleceu que Kim-Il-sung é o “eterno presidente” e que evoluiu para uma quase-religião de Estado. Em 1972, o ‘Juche’ substituiu o termo “marxismo-leninismo” na Constituição e em 2009 foram retiradas todas as referências a “comunismo”. Curiosamente, um dos grandes teóricos do ‘Juche’, para além de Kim Il-sung, foi Hwang Jang-yop, que em 1997 desertou para a Coreia do Sul. Recentemente, ganhou força a filosofia ‘Songun’, ou “prioridade militar”.

Há ainda quem defenda algo completamente diferente. Em 2010, Brian Reynolds Myers, estudioso da Coreia do Norte, publicou o livro “The Cleanest Race: How North Koreans See Themselves and Why it Matters” (“A Raça mais limpa. Como os norte-coreanos se vêem a si próprios e porque é que isso importa”), onde defende que a ideologia ‘Juche’ serve apenas para iludir os estrangeiros. Segundo ele, a RDPC é um regime nacionalista, racista e xenófobo, derivado do nacionalismo Showa japonês.

De facto, a única conclusão a tirar é que este regime ‘sui generis’ desafia uma classificação política simples e se presta às mais diversas interpretações.


Imagem
Como chegar até este regime fechado? Hoje em dia, através da Internet, é possível aceder a uma quantidade enorme de conteúdos produzidos pela RDPC, que os transmite através de vários canais. Na página oficial da RDPC podemos encontrar diversas informações sobre o país, uma biblioteca electrónica, informações sobre turismo e negócios, uma galeria de imagens e até uma loja ‘online’ onde é possível comprar DVD com filmes, CD de música, emblemas, bandeiras, etc. Mais curiosa é a informação sobre a Associação de Amizade com a Coreia, que tem duas delegações aqui ao lado, em Espanha, mas também está presente nos EUA, na Bolívia, no Chile, em Itália e na Argélia. Como curiosidade, existe também um ‘blog’ em português do Brasil com traduções dos textos oficiais da RDPC.

Através do YouTube, é ainda possível ver os filmes norte-coreanos legendados em inglês, para além de concertos de música, programas de televisão.

A RDPC tem também agência de notícias, que transmite para o resto do mundo a imagem desejada pelo regime. Para decifrar essas informações, existem vários ‘sites’ na Internet, como por exemplo o “North Korea Leadership Watch”.

Apesar disso, é sempre muito difícil ter uma verdadeira realidade do país, para além da propaganda oficial e da contra-propaganda.


“Parque Jurássico”
Em especial para um ocidental, a RDPC desperta uma curiosidade natural por se apresentar como um mundo à parte. É quase uma espécie de ilha isolada neste mundo globalizado.

Há quem tenha considerado a Coreia do Norte como o “Parque Jurássico do comunismo” e esta estranha realidade tem sido descrita em vários livros da autoria de dissidentes que conseguiram escapar, de diplomatas que lá estiveram, ou de analista especializados naquela região.

Em Portugal, o escritor José Luís Peixoto escreveu o livro “Dentro do Segredo - Uma Viagem na Coreia do Norte”, depois de ter passado quinze dias naquele país. Numa entrevista ao “Diário de Notícias”, afirmou: “Mesmo para quem visite a Coreia do Norte com mais liberdade, existe sempre um constrangimento de movimentos, para além de uma exagerada recriação que é feita para os estrangeiros. Para quem está fora daquele culto de personalidade, é difícil aceitar o que nos é dito sobre os líderes e a grande quantidade de qualidades fora do humano que lhes são atribuídas.”

Por muito que no Ocidente se ironize um regime que nos parece vindo de outro mundo – a lembrar a distopia orwelliana “1984” –, a crescente instabilidade no Extremo Oriente pode originar um conflito de proporções desconhecidas.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Diplomatie n.º 58


O mais recente número desta revista de referência nos assuntos estratégicos e relações internacionais disponível no nosso país, referente aos meses de Setembro e Outubro, dedica um ‘dossier’ à pertinente questão sobre qual o controlo que existe para o comércio de armas, que inclui vários artigos e análises, bem como um excelente atlas do mercado lícito e ilícito de armas. Com o habitual nível elevado e a excelente paginação, oferece ainda as habituais secções “Focus”, na qual se destaca a geopolítica dos mares, “Pontos Quentes”, que trata do tema da crise síria, “Geopolítica”, desta vez dedicada ao México enquanto cruzamento de todos os tráficos, e “Estratégias”, que analisa a Líbia enquanto modelo de transição política.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Choque de civilizações


Publicado em 2009 pelas edições Chronique, “Chronique du choc des civilisations” (Crónica do Choque das Civilizações), em formato de álbum e profusamente ilustrado, mostra-nos como dos atentados de 11 de Setembro de 2001 à crise dos mercados financeiros em 2008 a História conheceu uma extraordinária aceleração. A emergência de uma China com ambições planetárias, a expansão do islamismo radical, a revolta dos povo latino-americanos e o regresso da potencia russa fez nascer um mundo multipolar. O livro propõe uma análise dos maiores acontecimentos geopolíticos mais recentes à luz da continuidade histórica. Chauprade propões uma “grelha de leitura” do mundo actual e das suas fracturas.

Em 2011 saiu uma segunda edição revista e aumentada que vai até às recentes revoluções árabes, passando também pelos despertares africanos, o desafio migratório mundial e o fim de Osama Bin Laden, enriquecendo esta obra essencial para compreender o nosso mundo e as lutas implacáveis das relações internacionais.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Ideias incorrectas

O caso é praticamente desconhecido fora de França. Em 2009, Aymeric Chauprade, um eminente geopolitólogo, foi afastado das suas funções docentes na Escola de Guerra por razões políticas, depois de ter publicado um livro onde refere algumas teorias que contestam a versão oficial do 11 de Setembro.


Doutorado em Ciência Política, Aymeric Chauprade é um geopolitólogo francês, discípulo de François Thual, responsável pelo nascimento de uma “nova escola” de Geopolítica em França. Ao longo da sua carreira tem publicado diversas obras, colaborado em várias revistas, sendo director da “Revue française de géopolitique”, e ensinado em várias universidades. Entre 1999 e 2009 foi professor no Collège interarmées de defense (CID), a antiga Escola de Guerra, até ser afastado pelo que escreveu.

No seu livro “Chronique du choc des civilisations”, Chauprade dedica um capítulo aos diferentes argumentos e teorias que contestam a versão oficial dos atentados de 11 de Setembro. Na sequência, jornalista Jean Guisnel publica um artigo no jornal “Le Point” criticando-o pelo que escreveu e duvidando da sua autoridade científica. Na sequência desta “denúncia”, o ministro da Defesa, Hervé Morin, decidiu afastar Chauprade do CID. Era a altura do segundo Governo de François Fillon e a França alterara a sua postura internacional para um atlantismo pró-EUA. Chauprade apresentou queixa contra o jornal e o ministro e o tribunal acabou por dar-lhe razão. Para além de vencer a batalha judicial, Chauprade contou sempre com o apoio dos seus alunos e mesmo do director do CID durante a controvérsia, que afirmaram que ele “nunca havia feito proselitismo nas aulas”.

Mesmo assim, o caso não deixa de ser uma mancha num sistema democrático, onde um ministro decidiu cercear a liberdade de um professor e investigador reputado.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Panorama geopolítico das revoltas árabes


Hoje, o programa Méridien Zéro fará um panorama geopolítico das Revoltas Árabes e tem como convidado o historiador e jornalista Jacques Borde, especialista em geopolítica do mundo árabo-muçulmano. A emissão tem início às 22 horas portuguesas e pode ser seguida através da Radio Bandiera Nera.

sábado, 5 de novembro de 2011

Geopolítica da Rússia


Excelente número especial da revista francesa "Diplomatie", que é o quinto nos "Grands Dossiers", dedicado à geopolítica da Rússia. A não perder!

domingo, 11 de setembro de 2011

Livro para hoje: Crónica do Choque das Civilizações


"Chronique du Choc des Civilisations", publicado em 2009 pelas Editions Chronique, é, como nos diz o subtítulo, uma obra que nos traz a actualidade, análises geopolíticas e mapas para compreender o mundo depois do 11 de Setembro. O autor, Aymeric Chauprade, é um geopolitólogo francês, professor e colaborador de várias publicações, como "La Nouvelle Revue d'Histoire", dirige actualmente o site realpolitik.tv.

Apesar do seu reconhecido mérito, Chauprade viu-se envolvido numa polémica devido a esta obra, concretamente o capítulo dedicado à contestação da versão oficial do 11 de Setembro. Acusado no jornal "Le Point" pelo jornalista Jean Guisnel de dar voz às teorias conspiracionistas, foi afastado da docência no Collège interarmées de défense, por ordem expressa do ministro pró-atlantista Hervé Morin. O longo processo legal que se seguiu acabaria por lhe dar razão.

Com um grande formato, encadernado, 268 páginas e bastante ilustrado, é um livro essencial para perceber como o mundo mudou e os desafios que nos esperam.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Diplomatie n.º 44

Esta é a edição da revista "Diplomatie" que citei no meu artigo "Tsunami demográfico", publicado na última edição do semanário «O Diabo», cuja primeira parte reproduzi aqui. O dossier sobre a "bomba humana" tem vários artigos sobre demografia, migração e política, uma entrevista com o economista e demógrafo francês Gérard-François Dumont, sobre as dez leis da geopolítica da demografia, e um atlas geoestratégico da população mundial. Destaque ainda para os artigos de estratégia sobre as sanções ao Irão e a relação Brasil-Irão relativamente à questão nuclear, a análise do papel dos media em caso de conflito e, por fim, a análise geopolítica do Reino Unido perante as últimas eleições. Uma última nota para o óptimo grafismo desta revista excepcionalmente paginada e com infografias excelentes.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Manual de Geopolítica

"Geopolítica: Teorização Clássica e Ensinamentos" é um manual da autoria do tenente-coronel Carlos Manuel Mendes Dias, docente da Academia Militar, que o redigiu como apoio escrito para os alunos dessa instituição que frequentam a disciplina de Geopolítica. Esta óptima síntese, bem estruturada, começa por traçar uma evolução histórica da Geopolítica, analisando depois os seus principais pensadores e as suas perspectivas relativamente aos diferentes poderes, terminando com um capítulo referente aos factores geopolíticos e geoestratégicos. Uma obra essencial para todos os interessados no tema, tanto como introdução, como para fazer o sempre recomendável back to basics.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Feira do livro

Ontem fui pela primeira vez este ano à Feira do Livro de Lisboa. Fui em família, continuando o hábito que os meus pais tão bem me transmitiram. Fui ao fim do dia e por isso não fiquei muito tempo. Notei a pouca afluência, que não sei se será devida à hora avançada ou se mantém ao longo do dia. Seja como for, ainda comprei algumas pechinchas e tive a felicidade de encontrar no stand da Prefácio o recém-editado "Geopolítica: Teorização Clássica e Ensinamentos", de Carlos Manuel Mendes Dias, por quase metade do preço de venda ao público, para além de "O Salto do Tigre. Geopolítica Aplicada", que o mesmo escreveu em co-autoria com António Marques Bessa.

Nesta curta passagem, o que mais gostei de ver foi uma das velhas Citroën das Bibliotecas Itinerantes da Gulbenkian, totalmente recuperada. Normalmente, quem mais se lembra delas são os que viviam fora dos centros urbanos, mas eu recordo-me perfeitamente de ver uma em plena Av. da Igreja, em frente à pastelaria Nova Lisboa, quando era miúdo.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Realpolitik


Excelente notícia, o lançamento de realpolitik.tv, um site dedicado à análise geopolítica que inclui conteúdos escritos e audiovisuais, dirigido por Aymeric Chauprade.

A apresentação diz-nos que os autores são todos especialistas de geopolítica de uma área geográfica (Europa, EUA, China, Rússia, América Latina, África) ou de um tema (questões marítimas, energéticas). Provenientes de horizontes variados, desenvolvem um pensamento independente e atento às realidades dos povos e das civilizações. A escolha para o termo realpolitik significa simplesmente que os autores tentam compreender e explicar o mundo como é, não como quereriam que fosse.

Uma ligação que vai directamente para a coluna da direita, um óptimo projecto a acompanhar.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Terre & Peuple Magazine n.º 39

O último número da revista da associação Terre et Peuple tem como tema de capa “A arma geopolítica” e oferece-nos um excelente dossier com os artigos “Geopolítica da Eurásia. O centro do mundo e os interesses americanos” e “Ocidente e Eurosibéria?”, de Alain Cagnat, “A República não precisa de sábios. Aymeric Chauprade vítima dos inquisidores”, de Pierre Vial, e a análise de fundo “Crónica de uma guerra colonial anunciada”, de Jean-Patrick Arteault.

A destacar, o encontro com Gabriele Adinolfi, por ocasião da sua presença em França a apresentar a edição francesa do seu último livro“Pensées Corsaires, Abécédaire de Lutte et de Victoire”, que respondeu às perguntas de Pierre Vial e explicou as perspectivas para a Casa Pound e o Polaris. A não perder, também, a “Crónica da decadência”, de Emmanuel Ratier, a entrevista com Michel Alain sobre o Darwinismo e o artigo “Os nossos antepassados os gauleses. Os nossos antepassados os francos”, de Pierre Vial.

Para além de outros artigos, podemos ainda ler críticas a livros, bem como comentários sobre a actualidade e as habituais rubricas sobre genealogia e culinária.