quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Cromos políticos
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Um jornal independente
A destoar da voz única da imprensa nacional, temos todas as terças-feiras «O Diabo». Para aguçar ainda mais a vossa curiosidade, revelo aqui algumas das matérias que me pareceram mais interessantes na edição de hoje desse semanário.No seu habitual "fogo amigo", António Marques Bessa faz "um pequeno exercício sobre a política externa portuguesa", que afirma "tem-se revelado como unilateral, dependente dos USA e secundariamente dos governos, sem isenção para nenhum". Para o catedrático do ISCSP, os nossos governantes "ainda não perceberam que a política americana está errada e não devemos segui-la como cães de fila".
Nos artigos dos colaboradores habituais, o destaque vai para o de António Pina do Amaral, que analisa a "perspectiva revolucionária de Rolão Preto", demonstrando que "a ideia de que só a esuqerda é que é revolucionária nasce da incultura histórica de uns e da propaganda de outros". Acrescentando que, "a equação direita = conservadorismo é uma simplificação grosseira". A não perder.
Para além das notícias sobre a actualidade nacional, a opinião de Brandão Ferreira, Alberto João Jardim, entre outros, os comentários acutilantes de Fra Diavolo, bem como as "munições" de Henrique Afonso, referência para o artigo de Gonçalo Magalhães Collaço, "Da verdadeira bandeira de Portugal". Razões de sobra para comprar «O Diabo».
sábado, 20 de novembro de 2004
Invocação
Foi no mês de Novembro de 34 que eu conheci, em Madrid, José Antonio Primo de Rivera.
Rara e extranha figura de revolucionário que sabia aliar, com elegância extrema, a irreverente audácia do “frondeur” à natural e requintada gentileza do Grande de España.
Nervoso, espiritual, culto, José Antonio seduzia logo ao primeiro encontro, pelo seu encanto com que emanavam, da sua personalidade, confiança e fé, através de altos conceitos intelectuais da mais pura linhagem europeia e revolucionária.
Estou ainda a ver com que avidez ele escutava e absorvia qualquer ideia que lhe despertasse sentimentos inéditos numa visão mais audaciosa da vida e da esperança humana. Então os olhos, os seus largos olhos profundos, alargavam-se ainda mais, como janelas que se abrissem de par em par, a-fim-de que entrassem por elas, sem entraves, livre e benéfica, a clara luz do sol.
Conversámos muito. Trabalhámos bastante, em poucas horas. Talvez que de tantos amigos que lhe recolheram, dia a dia, o pensamento generoso, poucos tenham, como eu, bem sentido a verdadeira projecção dessa bela alma.
Toda a sua batalha política levava-a de vencida como um apostolado. Amava as Ideias, no verdadeiro sentido da palavra amar, isto é, devotava-se-lhes totalmente.
Por isso, o seu pensamento surge-nos sempre como penetrado duma mística poderosa, iluminada pelos reflexos interiores da sua sensibilidade admirável.
Era um crente, antes de ser um soldado.
Pobre José Antonio! Como não considerar, num constrangimento de angústia, a ingratidão, a injustiça do Destino para com este homem singular, o rude e incansável semeador que não chegou a contemplar a seara doirada, a alta e ondulante seara doirada, que, com tanto amor, com tanta fé, sonhara e entrevira…
Um Estado Nacional-Sindicalista, Uma Revolução que toma os Vinte e Sete Mandamentos por bandeira, ó José Antonio! Eis o teu sonho a quem tu, generosamente, concedeste tudo, tudo até a própria vida.
Jamais, jamais se me apagará na memória a figura esbelta, viril, triunfante, de José Antonio Primo de Rivera.
Ei-lo, aprumado, desenvolto, enquadrado na porta de sua casa na Calle Serrano, despedindo-se de mim, braço ao alto, tranquilo e forte – romanamente!
Até sempre, disse… Neste mundo, era até nunca mais!
Rolão Preto
in “Revolução Espanhola”



