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sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Charles de Steuben


Bataille de Poitiers, en octobre 732
1837, óleo sobre tela, 5,42 × 4,65 m
Musée du Château de Versailles
França

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Reconquista de Lisboa

"A Conquista de Lisboa", Roque Gameiro (1917).

Reza a História que neste dia, em 1147, D. Afonso Henriques fez a sua entrada triunfal em Lisboa, depois de a cidade ter sido reconquistada com o auxílio de cavaleiros da Europa.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

La Nouvelle Revue d'Histoire n.º 61

Completam-se este ano três séculos do nascimento de Frederico II da Prússia. A excelente “La Nouvelle Revue d’Histoire”, dirigida por Dominique Venner e disponível nos quiosques nacionais, aproveitou a ocasião para dedicar o ‘dossier’ do seu mais recente número à Prússia e às suas relações com a França.

Para começar, Jean-François Gautier recorda-nos que quando Voltaire chegou a Berlim, descobriu que aí se falava francês. Era a língua da cultura da altura e sobre é sobre a relação e as influências mútuas nos dois países que reflecte no artigo “A Prússia na escola da França”. De seguida, Henry Bogdan dá-nos uma perspectiva histórica das origens da Prússia, partindo dos cavaleiros teutónicos. Para conhecermos melhor quem foi Frederico, o Grande e qual a sua relação com a Alemanha, podemos ler a entrevista com Sven Externbrink. De referir, ainda, os artigos “A Prússia depois de Iena”, de Jean-Paul Bled, “Do patriotismo prussiano ao nacionalismo alemão”, de Thierry Buron, e a cronologia que traça uma breve História da Prússia. Mas o destaque vai para o excelente artigo de Dominique Venner sobre “O eterno mito prussiano”.

Para além do ‘dossier’, podemos ainda ler a entrevista com o historiador da guerra Henri de Wailly e vários artigos, dos quais se referem: um testemunho de uma francesa da Argélia sobre a Igreja e os franceses da Argélia, uma reflexão sobre o filósofo francês Michel Onfray, por Laurent Dartez, e a recordação da Batalhas das Navas de Tolosa, por Philippe Conrad. Sobre este último artigo, apesar de estar bem feito, deve dizer-se que não se compreende porque não refere a presença das tropas portuguesas que participaram na batalha. No entanto, na cronologia das grandes etapas da Reconquista, feita pelo mesmo autor e que acompanha o artigo, são referidos alguns momentos-chave ocorridos em território nacional, a saber: a Batalha de Ourique, a Reconquista de Lisboa e a tomada do Algarve.

Por fim, lugar ainda para ficar a saber mais sobre um assunto bastante actual, com o artigo de Annie Laurent sobre as causas históricas da crise síria. Como sempre, uma óptima revista a não perder.

domingo, 18 de julho de 2010

Poitiers 732

A entrega de ontem da colecção "Grandes Batalhas", distribuída pelo «Correio da Manhã», que aconselhei aqui quando saiu, é sobre um momento crucial da História da Europa - a Batalha de Poitiers, em 732. Este livro, da autoria do historiador britâncio David Nicolle, é bastante interessante e bem construído, especialmente nos aspectos militares, com várias ilustrações e boas infografias. Já em certas interpretações históricas não estou inteiramente de acordo, mas não deixa de ser um livro a ter em conta no estudo da Reconquista.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Capitulação de Granada

A 2 de Janeiro de 1492 dá-se a capitulação de Granada e o fim da Reconquista da Península Ibérica. Um grande dia para a Europa e os europeus, a conservar na nossa memória.

quinta-feira, 30 de março de 2006

História da Reconquista

Aconselho hoje aqui uma leitura essencial para compreender a nossa história e o conflito entre a Europa e o Islão. Num livro que condensa a guerra de expulsão dos muçulmanos da Península Ibérica, o historiador francês Philippe Conrad analisa sucintamente os aspectos militares, políticos e sociais da Reconquista: um movimento que devolveu a nossa península à Europa. Numa altura em que presenciamos um novo “choque de civilizações” e em que muitos pretendem fazer passar uma visão “cor-de-rosa” de uma convivência pacífica entre o Ocidente e o mundo muçulmano, este é, hoje mais do que nunca, um livro impossível de ignorar na compreensão das relações entre duas visões do mundo diametralmente opostas. Para despertar ainda mais a vossa curiosidade, deixo-vos um excerto da conclusão:

«Foram necessários nove séculos para apagar a presença muçulmana de Espanha. Nove séculos de confronto quase permanente que — se não devem fazer esquecer os contactos frutuosos entre as duas civilizações — nem por isso deixam de dominar a história medieval da Península. Lamentar o fracasso de uma coexistência que não tinha grande coisa a ver com a “harmonia pluricultural” sonhada por alguns dos nossos contemporâneos não faz qualquer sentido hoje. Como J. Pérez mostrou, essa coexistência, fruto da História, não autoriza a falar de uma Espanha pluralista, pois que “… Os Judeus e os moçárabes sob o domínio muçulmano, e depois os Judeus e os mudéjares sob a autoridade dos soberanos cristãos tinham um estatuto de ‘protegidos’, com o cariz pejorativo que se associa a esse adjectivo… Logo que a Reconquista terminou, já não havia razões para manter esse estado de coisas… A Espanha tornou-se um país como os outros na Cristandade europeia. Podemos lamentá-lo, pensar que poderia ter continuado a ser uma ponte entre o Oriente e o Ocidente. Provavelmente, os seus soberanos não devem ter pensado nisso. Em 1492, eles quiseram assimilar os vencidos e os minoritários… Os mouriscos, herdeiros dos mudéjares, recusaram assimilar-se; foram obrigados a expulsá-los no início do século XVII.»

in “História da Reconquista”, Philippe Conrad (Europa-América, 2003).