Philippe Conrad, director de "La Nouvelle Revue d'Histoire", fala sobre D. Sebastião, a Batalha de Alcácer-Quibir, os falsos D. Sebastião, a crise sucessória, o sebastianismo e a Restauração da Independência, na mais recente emissão de "Passé Présent", o programa da TV Libertés dedicado à História.
quarta-feira, 28 de junho de 2017
Philippe Conrad fala sobre D. Sebastião
Philippe Conrad, director de "La Nouvelle Revue d'Histoire", fala sobre D. Sebastião, a Batalha de Alcácer-Quibir, os falsos D. Sebastião, a crise sucessória, o sebastianismo e a Restauração da Independência, na mais recente emissão de "Passé Présent", o programa da TV Libertés dedicado à História.
domingo, 13 de novembro de 2016
La Nouvelle Revue d'Histoire n.º 87
Para além do dossier, destaque para a entrevista com Jean-François Gautier, que faz o "diagnóstico para uma Europa em crise", o artigo sobre a depuração na Haute-Vienne no Verão de 1944, de Xavier Laroudie, e o retrato de Sulla feito por Emma Demester, ao qual se segue um questionário para testarmos os nossos conhecimentos, bem como as secções habituais.
domingo, 18 de setembro de 2016
La Nouvelle Revue d'Histoire n.º 86
Para além do dossier, destaque para a entrevista com o historiador das relações internacionais Georges-Henri Soutou e os artigos "A Batalha de Hastings", de Gérard Hocmard, e "Guilherme, o Conquistador, na memória anglo-normanda", de Franck Buleux, e o texto de Philippe d'Hugues sobre Pierre Boutang, bem como as secções habituais.
segunda-feira, 20 de junho de 2016
Celebrar o Solstício de Verão
Philippe Conrad
in “Os Solstícios – História e Actualidade”, Hugin (1995).
quinta-feira, 21 de janeiro de 2016
De Gaulle e os americanos
É um momento histórico de grande importância ainda que pouco recordado, mas decisão de De Gaulle em afirmar a França como potência independente foi uma demonstração de força que hoje julgaríamos impensável. A construção de uma força nuclear francesa autónoma, a crítica da intervenção norte-americana no Vietname, a tentativa de abertura a Leste, a retirada da OTAN ou a questão do padrão-ouro confirmaram as divergências entre Paris e Washington. Diferendo que só se acalmaria com a chegada de Richard Nixon à Casa Branca, em 1969. Meio século depois, como nos diz o texto de apresentação do ‘dossier’ desta edição, a França é membro da OTAN há muitos anos e a ameaça que a motivou deixou de existir. No entanto, a “preparação mais ou menos clandestina do futuro tratado transatlântico que quer completar a integração no ‘bloco ocidental’ deve incitar a uma reflexão salutar a propósito da decisão tomada em 1966”. Assim, o excelente ‘dossier’ tem artigos sobre o duelo entre De Gaulle e Roosevelt entre 1940 e 1945, Giraud e os americanos, a França como potência nuclear e a saída da OTAN, as relações entre De Gaulle e a URSS e a Roménia, bem como a posição contra o “dólar-rei”.
De destacar também nesta edição é a entrevista com o africanista Bernard Lugan, essencial para compreender o actual caos na Líbia, por ocasião da publicação do seu novo livro “História e Geopolítica da Líbia das origens aos nossos dias”.
Ainda neste número, nota para os artigos sobre o desastre grego, o martírio e renascimento do exército sérvio, os militares e a música e entrevista com historiador especialista no mundo germânico Thierry Buron sobre a nova Alemanha.
quinta-feira, 24 de setembro de 2015
O fim da ilusão soviética
Conhecemos bem aqueles que por cá sonharam com os “amanhãs que cantam” e que os quiseram impor pela força e pela violência, tão seguros das suas certezas “científicas”, deslumbrados pela imagem de poder da União Soviética. Mas a potência vermelha caiu e, como diz Philippe Conrad no editorial desta edição, foi “um fim de império inesperado”. Esta é uma lição da História que deve servir para avaliarmos no nosso futuro. Diz o director de “La Nouvelle Revue d’Histoire” que devemos hoje reflectir sobre o período que desfez uma das duas “super-potências”, porque atrás da imagem de um Ocidente seguro de si próprio e dominador estão várias fragilidades. As de “um mundo entregue a uma especulação financeira geradora de crises que se repetem, um modelo de vigilância generalizada submetido a uma nomenclatura político-mediática que prega um pensamento único e obrigatório, um mundo que descobre que a ‘globalização feliz’ significa o desaparecimento das classes médias, o crescimento das desigualdades e a perda das identidades colectivas...” Por fim, Conrad recorda que, perante a situação actual, o fim do império soviético não foi o “fim da História” previsto por Francis Fukuyama. De facto, assistimos pelo contrário a um regresso da História. E em força.
Para além do excelente ‘dossier’ sobre o fim da URSS, destacam-se os artigos “Cícero ou o fim da república romana”, “Vichy e a reforma da escola”, bem como a análise do futuro do cristianismo e do islamismo sob uma perspectiva demográfica, um assunto da maior importância num tempo em que se assiste ao crescimento de grandes comunidades muçulmanas em vários países europeus.
sexta-feira, 3 de julho de 2015
Guerra: "a mãe de todas as coisas"
Antes de uma série de artigos que analisam a evolução da guerra ao longo da História, podemos ler um excelente entrevista com o General Vincent Desportes, que afirma que “a História das guerras é a História do mundo” e que, contrariando os que acreditam no “fim da História” decretado pela ilusão do fim da Guerra Fria, considera que a guerra está de volta e assume formas inesperadas.
De entre os vários artigos publicados nesta edição, destacam-se, “A pré-história da guerra”, assinado pelo director da revista, “A guerra nas antigas sociedades indo-europeias”, por Henri Levavasseur, “O modelo ocidental da guerra”, por Mathilde Tingaud, “A cavalaria ou o modelo medieval da guerra, pelo medievalista Bernard Fontaine, ou “A escola francesa da contra-insurreição”, por Mériadec Raffray.
Explorando outros aspectos da guerra, há a referir os artigos “Guerra industrial, guerra total”, de Philippe Conrad, e “A permanência da guerra económica”, do geopolitólogo Pascal Gauchon. Numa interessante perspectiva cultural, refiram-se também os artigos “A Grande Guerra dos escritores”, por Philippe Colombani, e “Como o cinema vê a guerra”, por Philippe d’Hugues.
A guerra, segundo Heraclito, é “a mãe de todas as coisas” e, como escreve Philippe Conrad no editorial deste número, “está omnipresente em todas as épocas no conjunto das sociedades humanas e comanda as grandes rupturas que, da conquista romana ao choque das cavalarias medievais ou às batalhas do Grande Século, determinam os destinos do mundo”. Neste tempo de “anestesia” da Europa, nada melhor que recordar as valiosas lições da História.
quarta-feira, 20 de maio de 2015
Identidade e democracia na Suíça
“Identidade e democracia” é o título do excelente ‘dossier’ que, em ano de várias comemorações para os helvéticos, traça a História da Suíça de Guilherme Tell a Oskar Freysinger, um dos responsáveis da UDC (União Democrática do Centro), um dos principais partidos suíços, que pretende preservar a identidade e soberania do país, através da expressão da vontade popular em referendo, nomeadamente contra os minaretes nas mesquitas e, mais recentemente, contra a imigração maciça.
Também há a destacar neste número a entrevista com o jornalista Éric Zemmour, que recentemente gerou um intenso debate em França, depois de o seu livro “O suicídio francês – os 40 anos que desfizeram a França” ter sido um sucesso de vendas.
De referir, ainda, os artigos sobre a Guerra das Rosas na Inglaterra da Idade Média, sobre a Batalha de Waterloo e a importância das tropas alemãs, sobre o genocídio arménio e a Alemanha, e a interessante “descoberta” de quando a República francesa tinha um discurso que hoje seria considerado racista.
Para além de outros artigos, podemos ainda encontrar a crónica de Péroncel-Hugoz e as habituais secções de actualidade e crítica a livros.
Fundada há 13 anos por Dominique Venner e hoje dirigida por Philippe Conrad, esta é uma revista que continua a ser obrigatória.
quarta-feira, 5 de novembro de 2014
Quando a Europa dominava o mundo
Como explica o director da revista no editorial, “a superioridade adquirida pelos europeus no que respeita a técnicas náuticas e de armamento, as novas possibilidades abertas pelo desenvolvimento industrial e a explosão demográfica que o velho continente conheceu no século XIX explicam naturalmente hegemonia que pode estabelecer na maior parte do mundo”. Defendido inicialmente pelos progressistas como “missão civilizadora”, o “colonialismo” passou a ser visto, após a Segunda Guerra Mundial, como um “crime” e uma “exploração de outros povos”. Em pleno século XXI, interessa relançar um debate informado sobre a presença europeia no mundo neste período, tal é o objectivo desta edição.
Como seria de esperar, a ênfase é dada à presença francesa, com artigos sobre a Argélia, Marrocos, ou a Indochina. Outros países europeus também merecem atenção, como a Inglaterra, a Alemanha, a Holanda e a Bélgica, a propósito do Congo de Leopoldo II.
E Portugal? A pergunta não faz apenas sentido por sermos portugueses, mas pelo papel de relevo que o nosso país teve neste processo. Não há um artigo específico sobre Portugal, o que é pena, mas as referências à presença lusa são muitas. Desde a nossa participação na Exposição Colonial Internacional de 1931, em Paris, à disputa com os ingleses em África, que entre nós ficou conhecida como a questão do “Mapa cor-de-rosa”, no artigo “As fronteiras africanas”, que é ilustrado com um relevo da captura de Gungunhana, em Moçambique. Já no artigo sobre as Índias holandesas, é dito que foram os portugueses, “grandes navegadores, os primeiros a abrir à Europa as portas da Ásia”, no século XVI, e é traçada a diferença entre a presença portuguesa e holandesa. O desenvolvimento do território que constitui a actual Indonésia obedeceu à lógica do capitalismo. Segundo escreve Philippe Raggi, “ao contrário dos portugueses, os holandeses nunca se interessaram pela cultura dos povos com os quais entraram em contacto”. Razões de sobra para Portugal não ter sido esquecido e merecer um artigo próprio.
sábado, 21 de junho de 2014
Reatar
Reatar é voltar a encontrar o fio perdido. É voltar às origens da nossa comunidade de cultura e de civilização. A este respeito o Solstício de Verão possui um valor exemplar. Durante vários séculos sofreu as consequências da sufocação que o cristianismo lhe quis impor, para acabar por ser tolerado sob a festa de S. João. No entanto, um pouco por toda a parte, nas terras da Europa, os fogos solsticiais mantêm-se e renascem, testemunhando a dedicação dos nossos povos a uma certa concepção do mundo. A festa solar volta a inserir o homem no seu quadro cósmico. Reatar com esta festa da Europa mais antiga é afirmar a nossa fidelidade à herança ancestral e, através desta, à nossa identidade.
Nesta segunda metade do século XX, o Solstício de Verão conserva uma dimensão fundamentalmente comunitária. Continua a ser o momento privilegiado para, junto da fogueira de chamas claras, o indivíduo voltar a encontrar o seu clã.
Philippe Conrad
in “Os Solstícios – História e Actualidade”, Hugin (1995).
terça-feira, 22 de outubro de 2013
La Nouvelle Revue d'Histoire n.º 68
Para além do dossier, destaque para a entrevista com o general Maurice Faivre, "Das informações à História", e os artigos "O Csar Alexandre II ou a reforma impossível", de Emma Demeester, "A ressureição dos etruscos", de Michel Lentigny, e "Verdi e o Risorgimento", de Michel Ostenc, bem como as secções habituais.
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
A História continua
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| Dominique Venner |
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| Philippe Conrad |
Napoleão. O fim do império
O sexto número especial de “La Nouvelle Revue d’Histoire” tem como tema “Napoleão. Leipzig 1813”, analisando o fim do seu império europeu. No editorial, Venner afirma que o ‘dossier’ desta edição é realizado sob a direcção de Philippe Conrad e analisa com precisão o que foram para Napoleão as causas e as consequências da derrota de Leipzig. Este número está dividido em duas partes, sendo a primeira “A potência em questão” e a segunda “Leipzig 1813, a batalha das nações”. Na primeira, dedicada às guerra antes de Leipzig, podemos ler os artigos “A Inglaterra contra a França”, de Nicolas Vimar, “Tudo começou em Espanha”, de Jean-Joel Brégeon, “As consequências do desastre russo”, de Clément Mesdon, “O jogo duplo de Metternich”, de Martin Benoist, a entrevista com P. Willy Brandt sobre a entrada em cena da Prússia, entre outros. A segunda parte abre com uma cronologia de 1813 feita por Philippe Conrad, que também assina o artigo sobre o reformador prussiano Clausewitz e inclui vários artigos sobre essa batalha decisiva, bem como um sobre o despertar do romantismo alemão, de Alain de Benoist, e outra sobre 1813 na memória alemã, de Thierry Buron.
Roma, cidade eterna
O n.º 67 de “La Nouvelle Revue d’Histoire” tem Roma como tema central, com um excelente ‘dossier’ que inclui artigos desde a fundação da cidade até ao tempo de Mussolini, onde se destacam os artigos Como o Império se tornou cristão”, de Dominique Venner, “O papado romano na Idade Média”, de Bernard Fontaine, “A Roma de Mussolini”, de Michel Ostenc, e “De Roma à Cinecitta”, de Philippe d’Hugues. Sendo o primeiro número publicado depois do suicídio do seu fundador, há quatro página com homenagens a Dominique Venner de várias figuras da cultura francesa e europeia. Destaque também para a entrevista com Anne Cheng sobre a “China de hoje e de ontem”, o texto “Da esquerda ao capitalismo absoluto”, de Dominique Venner, e o artigo sobre Henri Béraud, de Francis Bergeron. Conrad revela-se, como se esperava, um excelente sucessor de Venner na direcção da revista, que mantém toda a qualidade e interesse.
sexta-feira, 12 de junho de 2009
La Nouvelle Revue d'Histoire n.º 42
À venda nas bancas do nosso país está o número 42 da obrigatória «La Nouvelle Revue d’Histoire». O tema central é “1919-1939 Da esperança ao desastre”, em cujo dossier podemos encontrar artigos de Henry Bogdan, Bernaud Bruneteau, Jean-Claude Valla e Jean Bourdier, bem como uma entrevista com o historiador Stéphane Courtois e a cronologia de Philippe Conrad. Destaque ainda para a excelente entrevista com o Dominique Venner sobre o seu último livro “Ernst Jünger. Un autre destin européen”, dedicado ao grande mestre das letras alemão, que considera que “pela sua vida e obra, apresenta-nos um modelo em oposição absoluta com o que nos submerge e asfixia, um modelo que renova com as fontes mais autênticas da tradição”. A não perder, também, os artigos “O enigmático Alexandre I”, de Emma Demeester, e “De Gaulle, a França e a OTAN”, de Aymeric Chauprade, entre outros. Podemos ainda ler as entrevistas com Meinard Pizzinini, sobre Napoleão e o Tirol, e com François-George Dreyfus, sobre a França e a Alemanha. Como sempre, temos a crónica de Péroncel-Hugoz, desta vez sobre o sufismo, e as secções habituais.terça-feira, 22 de junho de 2004
O Sentido da Festa
O homem moderno perdeu o sentido de festa. Arrancado ao seu ambiente geográfico e humano, isolado no meio das cidades «anorgânicas», esqueceu as suas origens e já nada conhece destas festas que puderam produzir as comunidades de outrora.
Em detrimento das tradições ancestrais, geralmente transformadas e justificadas como «folklore», é imposta a festa popular, isto é, a festa artificial, estrangeira. O ritmo regular das festas sazonais que reconduziam o homem ao seu meio natural, foi substituído pelo soluço das músicas exóticas. Os histriões da rádio e da televisão substituíram os grandes criadores do passado. São numerosos hoje os que têm que sofrer os divertimentos fictícios que o conformismo ambiente impõe. O sucesso do «folk-song», isto é, do canto popular, explica-se em parte pelo desejo confuso de certa juventude querer escapar ao entontecimento e de se reconciliar com as grandes liturgias colectivas do passado.
Celebrar o Solstício de Verão é, antes de tudo, o reatar de uma festa ancestral e várias vezes milenária. Mas não se trata de proceder à maneira dos arqueólogos e dos etnógrafos. Esta celebração não é uma reconstituição. Deve ser viva e alegre, em harmonia com o tempo presente.
Reatar é voltar a encontrar o fio perdido. É voltar às origens da nossa comunidade de cultura e de civilização. A este respeito o Solstício de Verão possui um valor exemplar. Durante vários séculos sofreu as consequências da sufocação que o cristianismo lhe quis impor, para acabar por ser tolerado sob a festa de S. João. No entanto, um pouco por toda a parte, nas terras da Europa, os fogos solsticiais mantêm-se e renascem, testemunhando a dedicação dos nossos povos a uma certa concepção do mundo. A festa solar volta a inserir o homem no seu quadro cósmico. Reatar com esta festa da Europa mais antiga é afirmar a nossa fidelidade à herança ancestral e, através desta, à nossa identidade.
Nesta segunda metade do século XX, o Solstício de Verão conserva uma dimensão fundamentalmente comunitária. Continua a ser o momento privilegiado para, junto da fogueira de chamas claras, o indivíduo voltar a encontrar o seu clã.
Philippe Conrad
in “Os Solstícios – História e Actualidade”, Hugin (1995).












