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domingo, 13 de novembro de 2016

La Nouvelle Revue d'Histoire n.º 87


O último número de «La Nouvelle Revue d'Histoire», revista de referência que habitualmente recomendo e se vende nos quiosques portugueses, tem como tema central a "indomável Hungria" e num óptimo dossier podemos ler artigos sobre a História húngara, das origens aos nossos dias, passando pela revolução de 1848 e a revolta de 1956 contra o comunismo, bem como as entrevistas com o historiador Geza Palffy, sobre a Santa Coroa da Hungria, ou com o historiador Pal Fodor, sobre a Hungria face aos turcos. Nota especial para o artigo de Jean-François Gautier, "A música é a alma de um povo" e um destaque natural para a entrevista sobre o Outubro de 1956 com o anterior director da revista, Dominique Venner, publicada originalmente em 2010 na revista húngara "Magyar Jelen", e a entrevista com o actual primeiro-ministro, Viktor Orbán. No editorial sobre o espírito de resistência e resiliência húngaro, Philippe Conrad conclui que "o segredo desta resistência reside talvez simplesmente no facto de os húngaros serem os herdeiros de uma longa e rica História da qual conservaram a memória, fonte indispensável para a manutenção da sua identidade, a melhor das defesas contra o niveamente mortífero engendrado pelo mundanismo liberal".

Para além do dossier, destaque para a entrevista com Jean-François Gautier, que faz o "diagnóstico para uma Europa em crise", o artigo sobre a depuração na Haute-Vienne no Verão de 1944, de Xavier Laroudie, e o retrato de Sulla feito por Emma Demester, ao qual se segue um questionário para testarmos os nossos conhecimentos, bem como as secções habituais.

domingo, 2 de outubro de 2016

O optimismo de Dominique Venner


“O meu ‘optimismo’ não é beato. Não pertenço a uma paróquia onde se acredita que tudo acaba por se arranjar. Vejo perfeitamente tudo o que é negro na nossa época. Pressinto, no entanto, que os poderes que pesam negativamente sobre a sorte dos europeus serão minados pelos choques da História que hão-de vir. Para chegar a um autêntico despertar é ainda necessário que os europeus possam reconquistar a sua consciência indígena e a longa memória das quais foram desapossados. As adversidades que aí vêm ajudar-nos-ão libertando-nos do que nos tem poluído em profundidade. Foi a tarefa temerária a que me dediquei. Tem poucos precedentes e em nada é política. Para além da minha pessoa mortal, tenho a certeza que os archotes acesos não se apagarão. É o que me transmitem os nossos poemas fundadores. Eles são o depósito de todos os nossos valores. Mas constituem um pensamento em parte perdido. Temos assim que reinventá-lo e projectá-lo no futuro como um mito criador.”

Dominique Venner

in La Nouvelle Revue d’Histoire n.° 58 (Jan.-Fev. 2012).

domingo, 18 de setembro de 2016

La Nouvelle Revue d'Histoire n.º 86


O mais recente número da revista de referência «La Nouvelle Revue d'Histoire» oferece um óptimo dossier que nos leva "às fontes da excepção americana", um tema bem actual porque nas vésperas das eleições presidenciais nos EUA. A esse propósito, Philippe Conrad diz-nos no editorial que uma eventual vitória de Donald Trump "constituirá sem qualquer dúvida uma ruptura maior um choque geopolítico de grande envergadura". Razões de sobra para melhor compreendermos a "génese de uma identidade particular".

Para além do dossier, destaque para a entrevista com o historiador das relações internacionais Georges-Henri Soutou e os artigos "A Batalha de Hastings", de Gérard Hocmard, e "Guilherme, o Conquistador, na memória anglo-normanda", de Franck Buleux, e o texto de Philippe d'Hugues sobre Pierre Boutang, bem como as secções habituais.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

De Gaulle e os americanos

No ano em que se completarão 50 anos da saída da França da OTAN (que em Portugal continua a ser mais conhecida pela sigla anglo-saxónica NATO), a primeira edição deste ano da revista de referência “La Nouvelle Revue d’Histoire”, dirigida por Philippe Conrad, dedica um excelente ‘dossier’ à relação entre o Presidente De Gaulle e os norte-americanos.

É um momento histórico de grande importância ainda que pouco recordado, mas decisão de De Gaulle em afirmar a França como potência independente foi uma demonstração de força que hoje julgaríamos impensável. A construção de uma força nuclear francesa autónoma, a crítica da intervenção norte-americana no Vietname, a tentativa de abertura a Leste, a retirada da OTAN ou a questão do padrão-ouro confirmaram as divergências entre Paris e Washington. Diferendo que só se acalmaria com a chegada de Richard Nixon à Casa Branca, em 1969. Meio século depois, como nos diz o texto de apresentação do ‘dossier’ desta edição, a França é membro da OTAN há muitos anos e a ameaça que a motivou deixou de existir. No entanto, a “preparação mais ou menos clandestina do futuro tratado transatlântico que quer completar a integração no ‘bloco ocidental’ deve incitar a uma reflexão salutar a propósito da decisão tomada em 1966”. Assim, o excelente ‘dossier’ tem artigos sobre o duelo entre De Gaulle e Roosevelt entre 1940 e 1945, Giraud e os americanos, a França como potência nuclear e a saída da OTAN, as relações entre De Gaulle e a URSS e a Roménia, bem como a posição contra o “dólar-rei”.

De destacar também nesta edição é a entrevista com o africanista Bernard Lugan, essencial para compreender o actual caos na Líbia, por ocasião da publicação do seu novo livro “História e Geopolítica da Líbia das origens aos nossos dias”.

Ainda neste número, nota para os artigos sobre o desastre grego, o martírio e renascimento do exército sérvio, os militares e a música e entrevista com historiador especialista no mundo germânico Thierry Buron sobre a nova Alemanha.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

O fim da ilusão soviética

Como é hábito, aconselho vivamente mais uma edição da revista de divulgação histórica dirigida por Philippe Conrad, que se vende no nosso país, intitulada “La Nouvelle Revue d’Histoire”. O tema central do número 80, referente aos meses de Setembro e Outubro, é o fim da ilusão soviética. Apesar do ruir da URSS entre 1985 e 1991, há ainda quem continue iludido, em Portugal e noutros países. O estudo da História é essencial para aprendermos com os erros do passado, mas há quem insista em não aprender...

Conhecemos bem aqueles que por cá sonharam com os “amanhãs que cantam” e que os quiseram impor pela força e pela violência, tão seguros das suas certezas “científicas”, deslumbrados pela imagem de poder da União Soviética. Mas a potência vermelha caiu e, como diz Philippe Conrad no editorial desta edição, foi “um fim de império inesperado”. Esta é uma lição da História que deve servir para avaliarmos no nosso futuro. Diz o director de “La Nouvelle Revue d’Histoire” que devemos hoje reflectir sobre o período que desfez uma das duas “super-potências”, porque atrás da imagem de um Ocidente seguro de si próprio e dominador estão várias fragilidades. As de “um mundo entregue a uma especulação financeira geradora de crises que se repetem, um modelo de vigilância generalizada submetido a uma nomenclatura político-mediática que prega um pensamento único e obrigatório, um mundo que descobre que a ‘globalização feliz’ significa o desaparecimento das classes médias, o crescimento das desigualdades e a perda das identidades colectivas...” Por fim, Conrad recorda que, perante a situação actual, o fim do império soviético não foi o “fim da História” previsto por Francis Fukuyama. De facto, assistimos pelo contrário a um regresso da História. E em força.

Para além do excelente ‘dossier’ sobre o fim da URSS, destacam-se os artigos “Cícero ou o fim da república romana”, “Vichy e a reforma da escola”, bem como a análise do futuro do cristianismo e do islamismo sob uma perspectiva demográfica, um assunto da maior importância num tempo em que se assiste ao crescimento de grandes comunidades muçulmanas em vários países europeus.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Identidade e democracia na Suíça


O mais recente número de “La Nouvelle Revue d’Histoire”, revista francesa de referência na divulgação histórica que se vende no nosso país, tem como tema central a Suíça e apresenta uma reformulação gráfica.


“Identidade e democracia” é o título do excelente ‘dossier’ que, em ano de várias comemorações para os helvéticos, traça a História da Suíça de Guilherme Tell a Oskar Freysinger, um dos responsáveis da UDC (União Democrática do Centro), um dos principais partidos suíços, que pretende preservar a identidade e soberania do país, através da expressão da vontade popular em referendo, nomeadamente contra os minaretes nas mesquitas e, mais recentemente, contra a imigração maciça.

Também há a destacar neste número a entrevista com o jornalista Éric Zemmour, que recentemente gerou um intenso debate em França, depois de o seu livro “O suicídio francês – os 40 anos que desfizeram a França” ter sido um sucesso de vendas.

De referir, ainda, os artigos sobre a Guerra das Rosas na Inglaterra da Idade Média, sobre a Batalha de Waterloo e a importância das tropas alemãs, sobre o genocídio arménio e a Alemanha, e a interessante “descoberta” de quando a República francesa tinha um discurso que hoje seria considerado racista.
Para além de outros artigos, podemos ainda encontrar a crónica de Péroncel-Hugoz e as habituais secções de actualidade e crítica a livros.

Fundada há 13 anos por Dominique Venner e hoje dirigida por Philippe Conrad, esta é uma revista que continua a ser obrigatória.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Quando a Europa dominava o mundo


À venda no nosso país está o mais recente número especial de “La Nouvelle Revue d’Histoire”, publicação de referência dirigida por Philippe Conrad, cujo tema é “Conquistas e sociedades coloniais”.

Como explica o director da revista no editorial, “a superioridade adquirida pelos europeus no que respeita a técnicas náuticas e de armamento, as novas possibilidades abertas pelo desenvolvimento industrial e a explosão demográfica que o velho continente conheceu no século XIX explicam naturalmente hegemonia que pode estabelecer na maior parte do mundo”. Defendido inicialmente pelos progressistas como “missão civilizadora”, o “colonialismo” passou a ser visto, após a Segunda Guerra Mundial, como um “crime” e uma “exploração de outros povos”. Em pleno século XXI, interessa relançar um debate informado sobre a presença europeia no mundo neste período, tal é o objectivo desta edição.

Como seria de esperar, a ênfase é dada à presença francesa, com artigos sobre a Argélia, Marrocos, ou a Indochina. Outros países europeus também merecem atenção, como a Inglaterra, a Alemanha, a Holanda e a Bélgica, a propósito do Congo de Leopoldo II.

E Portugal? A pergunta não faz apenas sentido por sermos portugueses, mas pelo papel de relevo que o nosso país teve neste processo. Não há um artigo específico sobre Portugal, o que é pena, mas as referências à presença lusa são muitas. Desde a nossa participação na Exposição Colonial Internacional de 1931, em Paris, à disputa com os ingleses em África, que entre nós ficou conhecida como a questão do “Mapa cor-de-rosa”, no artigo “As fronteiras africanas”, que é ilustrado com um relevo da captura de Gungunhana, em Moçambique. Já no artigo sobre as Índias holandesas, é dito que foram os portugueses, “grandes navegadores, os primeiros a abrir à Europa as portas da Ásia”, no século XVI, e é traçada a diferença entre a presença portuguesa e holandesa. O desenvolvimento do território que constitui a actual Indonésia obedeceu à lógica do capitalismo. Segundo escreve Philippe Raggi, “ao contrário dos portugueses, os holandeses nunca se interessaram pela cultura dos povos com os quais entraram em contacto”. Razões de sobra para Portugal não ter sido esquecido e merecer um artigo próprio.

segunda-feira, 3 de março de 2014

La Nouvelle Revue d'Histoire n.º 70


Há muito que «La Nouvelle Revue d’Histoire» é uma das revistas de referência no panorama francês das publicações de divulgação histórica e a direcção de Philippe Conrad, que substituiu Dominique Venner após o suicídio ritual deste na Catedral de Notre-Dame, em Paris, em nada alterou a sua qualidade. Neste número, o dossier é dedicado ao “paiol dos Balcãs”, uma região europeia marcada pela guerra e pela oposição ao Islão. Um tema que, para além de ser de grande interesse histórico, não deixa de ser bastante actual. Destaque para a entrevista com o General Bach, a propósito do centenário da Primeira Guerra Mundial, para os artigos sobre a aventura francesa no Saara e sobre o mandato que a França exerceu na Síria de 1020 a 1945. De referir, ainda, os artigos sobre Nostradamus, o astrólogo e profeta que foi também “um médico das almas” e sobre a chegada de Valéry Giscard d’Estaing à presidência da República, há 40 anos.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

La Nouvelle Revue d'Histoire n.º 68

O mais recente número da excelente «La Nouvelle Revue d'Histoire», dirigida por Philippe Conrad, tem como tema central o Midi dos trovadores e dos cátaros e oferece um óptimo dossier onde podemos ler artigos  sobre "O condado de Toulouse", de Sophie Cassar, sobre "A civilização do Midi languedociano no século XII" e "De Frédéric Mistral a Larzac", de Rémi Soulié, "A implantação da heresia no Languedoc" e "O cerco de Montségur", de Bernard Fontaine, "1213 : Muret, a batalha decisiva", de Martin Aurell "A Inquisição, mito e realidade", de Pierre de Meuse, "Simon de Montfort, de François Fresnay, e "A heresia cátara revisitada" e "O Midi languedociano, das origens ao século XX", de Philippe Conrad.

Para além do dossier, destaque para a entrevista com o general Maurice Faivre, "Das informações à História", e os artigos "O Csar Alexandre II ou a reforma impossível", de Emma Demeester, "A ressureição dos etruscos", de Michel Lentigny, e "Verdi e o Risorgimento", de Michel Ostenc, bem como as secções habituais.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

A História continua

Depois do suicídio de Dominique Venner em frente ao altar da Catedral de Notre-Dame, em Paris, no passado dia 21 de Maio, os leitores de “La Nouvelle Revue d’Histoire”, publicação de referência na divulgação histórica por ele fundada e dirigida, questionaram-se sobre a sua continuidade. Como se previa, o seu sucessor foi o historiador Philippe Conrad.


Dominique Venner
“La Nouvelle Revue d’Histoire” foi fundada em Julho de 2002 por Dominique Venner e um grupo de historiadores franceses com o objectivo de ir além das interpretações parciais da História, contrariando a tendência de analisar o nosso passado numa perspectiva maniqueísta de “bons” e maus”. Sucessora de “Enquête sur l'Histoire”, também dirigida por Venner e que foi publicada de 1991 a 1999, a revista cedo se tornou uma referência no seio das publicações periódicas sobre História em França, mas também no estrangeiro. Em Portugal é possível adquiri-la em vários locais pelo preço de 7,90 euros.
Philippe Conrad
No último número dirigido por Dominique Venner, o 66, surgiu a resposta indirecta a uma questão que os leitores de “La Nouvelle Revue d’Histoire” devem ter feito: a da continuação da revista. No ‘post scriptum’ do seu editorial do número anterior, Venner afirmou que para aquela edição e para as seguintes ia contar ainda mais com o apoio do seu amigo e um dos fundadores da revista, o reputado historiador Philippe Conrad. Era um anúncio de quem seria o novo director. Neste momento, estão disponíveis nas bancas portuguesas duas edições da revista: um número especial, ainda sob a direcção de Venner, e o n.º 67, dirigido por Conrad.

Napoleão. O fim do império
O sexto número especial de “La Nouvelle Revue d’Histoire” tem como tema “Napoleão. Leipzig 1813”, analisando o fim do seu império europeu. No editorial, Venner afirma que o ‘dossier’ desta edição é realizado sob a direcção de Philippe Conrad e analisa com precisão o que foram para Napoleão as causas e as consequências da derrota de Leipzig. Este número está dividido em duas partes, sendo a primeira “A potência em questão” e a segunda “Leipzig 1813, a batalha das nações”. Na primeira, dedicada às guerra antes de Leipzig, podemos ler os artigos “A Inglaterra contra a França”, de Nicolas Vimar, “Tudo começou em Espanha”, de Jean-Joel Brégeon, “As consequências do desastre russo”, de Clément Mesdon, “O jogo duplo de Metternich”, de Martin Benoist, a entrevista com P. Willy Brandt sobre a entrada em cena da Prússia, entre outros. A segunda parte abre com uma cronologia de 1813 feita por Philippe Conrad, que também assina o artigo sobre o reformador prussiano Clausewitz e inclui vários artigos sobre essa batalha decisiva, bem como um sobre o despertar do romantismo alemão, de Alain de Benoist, e outra sobre 1813 na memória alemã, de Thierry Buron.

Roma, cidade eterna
O n.º 67 de “La Nouvelle Revue d’Histoire” tem Roma como tema central, com um excelente ‘dossier’ que inclui artigos desde a fundação da cidade até ao tempo de Mussolini, onde se destacam os artigos Como o Império se tornou cristão”, de Dominique Venner, “O papado romano na Idade Média”, de Bernard Fontaine, “A Roma de Mussolini”, de Michel Ostenc, e “De Roma à Cinecitta”, de Philippe d’Hugues. Sendo o primeiro número publicado depois do suicídio do seu fundador, há quatro página com homenagens a Dominique Venner de várias figuras da cultura francesa e europeia. Destaque também para a entrevista com Anne Cheng sobre a “China de hoje e de ontem”, o texto “Da esquerda ao capitalismo absoluto”, de Dominique Venner, e o artigo sobre Henri Béraud, de Francis Bergeron. Conrad revela-se, como se esperava, um excelente sucessor de Venner na direcção da revista, que mantém toda a qualidade e interesse.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Uma edição marcante

Publicação de referência, “La Nouvelle Revue d’Histoire” pode estar em risco após o suicídio do seu director, Dominique Venner, na Catedral de Notre-Dame, em Paris, num acto simbólico para, segundo as últimas palavras do próprio, “despertar consciências adormecidas” perante a catástrofe que se abate sobre a Europa.


No editorial intitulado “A revolta das mães”, Dominique Venner reflecte sobre a aprovação do casamento homossexual em França e a sua contestação, afirmando que “o projecto do casamento ‘gay’ foi sentido como um atentado insuportável a um dos últimos fundamentos da nossa civilização”. Para ele, a indignação que se gerou é um sinal de que se transgrediu “uma parte sagrada do que constitui uma nação”, concluindo que “é perigoso provocar a revolta das mães!”

Em mais um excelente número, o tema central são as “Derrotas Gloriosas”, que vão do sacrifício dos espartanos a Dien Bien Phu, passando por Waterloo ou pelo Alamo. De referir as entrevistas “De Bonaparte a Napoleão” com Thierry Lentz, director da Fundação Napoleão, e com Aurnaud Leclercq, sobre a geopolítica da Rússia. Destaque ainda para os artigos “Arqueologia das crenças guerreiras”, de Bernard Fontaine, “O sueco Sven Hedin, um maldito no Tibete”, de Jean Mabire, e “Que língua para a Europa?”, de Javier Portella.

Por fim, uma questão que todos os leitores de “La Nouvelle Revue d’Histoire” devem ter feito: será que a sua publicação vai continuar? Esperemos que sim. No ‘post scriptum’ do seu editorial do número anterior, Dominique Venner afirmou que para aquela edição e para as seguintes ia contar ainda mais com o apoio do seu amigo e um dos fundadores da revista, o reputado historiador Philippe Conrad. Será seguramente um óptimo sucessor na direcção. Aguardemos.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Ler Venner


É sempre revoltante a falta de respeito que caracteriza aqueles que, baseados numa notícia tendenciosa e telegráfica sobre a morte de Dominique Venner, opinam de papo cheio, do alto da sua ignorância. Nota-se à légua que nem uma linha leram da extensa obra deste historiador. Mais, nem o nome dele sabem pronunciar... Leiam. E depois falem.

Abaixo reproduzo o post escrevi há uns anos, intitulado "Que ler? Venner!":


O Miguel Vaz releu "O Século de 1914", uma obra imprescindível de Dominique Venner, publicada em Portugal no ano passado pela Civilização, com tradução de Miguel Freitas da Costa. Este é realmente um livro para ler e reler, e para depois a ele continuar a recorrer. Por isso o Miguel diz que se tornou "de cabeceira". Eu li-o pela primeira vez no original, em francês, e reli-o em português. É, de facto, um livro inspirador, que cito amiúde. Uma síntese formidável para melhor compreender o século XX e perceber a actual situação da Europa.


Da ampla bibliografia de Venner, há outro livro que, na minha opinião, é ainda mais importante: "Histoire et tradition des Européens. 30 000 ans d'identité". Esperemos que um dia seja também traduzida para a nossa língua. Este regresso às origens, às referências europeias maiores, é um apelo ao renascimento de uma identidade multimilenar.


Referência ainda para outro livro excelente, "Le Coeur Rebelle", onde Venner faz uma reflexão autobiográfica profunda, falando do activismo político, da guerra, da prisão e da forma como mudou ao longo da vida sem no entanto se arrepender do passado.


Por fim, não me canso de recomendar aqui a óptima e obrigatória "La Nouvelle Revue d'Histoire", dirigida por Dominique Venner, que se vende nas bancas portuguesas.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Joana d'Arc


Já nas bancas está o mais recente número especial de "La Nouvelle Revue d'Histoie", dedicado a Joana d'Arc.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

La Nouvelle Revue d'Histoire n.º 62


Na edição em que esta óptima revista francesa completa dez anos de existência, o ‘dossier’ é dedicado à Direitas radicais na Europa de 1900 a 1960. Neste podemos ler os artigos “A Action Française antes de 1914”, de Alain de Benoist, “Ledesma Ramos e José Antonio”, de Jean-Claude Valla, “O testamento da Guarda de Ferro”, de Horia Sima, entre outros, como “Quando Churchill admirava Mussolini”, “Oswald e Diana Mosley”, “Ernst von Salomon”, ou “A extrema-direita na Resistência”. Por fim, destaque para o artigo “Os soldados da classe de 60”, sobre o neo-nacionalismo em França nessa década do século passado, do qual foi protagonista o próprio Dominique Venner, director da revista. De referir ainda a entrevista com Serafin Fanjul sobre “o mito do al-Andalus”.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

La Nouvelle Revue d'Histoire n.º 61

Completam-se este ano três séculos do nascimento de Frederico II da Prússia. A excelente “La Nouvelle Revue d’Histoire”, dirigida por Dominique Venner e disponível nos quiosques nacionais, aproveitou a ocasião para dedicar o ‘dossier’ do seu mais recente número à Prússia e às suas relações com a França.

Para começar, Jean-François Gautier recorda-nos que quando Voltaire chegou a Berlim, descobriu que aí se falava francês. Era a língua da cultura da altura e sobre é sobre a relação e as influências mútuas nos dois países que reflecte no artigo “A Prússia na escola da França”. De seguida, Henry Bogdan dá-nos uma perspectiva histórica das origens da Prússia, partindo dos cavaleiros teutónicos. Para conhecermos melhor quem foi Frederico, o Grande e qual a sua relação com a Alemanha, podemos ler a entrevista com Sven Externbrink. De referir, ainda, os artigos “A Prússia depois de Iena”, de Jean-Paul Bled, “Do patriotismo prussiano ao nacionalismo alemão”, de Thierry Buron, e a cronologia que traça uma breve História da Prússia. Mas o destaque vai para o excelente artigo de Dominique Venner sobre “O eterno mito prussiano”.

Para além do ‘dossier’, podemos ainda ler a entrevista com o historiador da guerra Henri de Wailly e vários artigos, dos quais se referem: um testemunho de uma francesa da Argélia sobre a Igreja e os franceses da Argélia, uma reflexão sobre o filósofo francês Michel Onfray, por Laurent Dartez, e a recordação da Batalhas das Navas de Tolosa, por Philippe Conrad. Sobre este último artigo, apesar de estar bem feito, deve dizer-se que não se compreende porque não refere a presença das tropas portuguesas que participaram na batalha. No entanto, na cronologia das grandes etapas da Reconquista, feita pelo mesmo autor e que acompanha o artigo, são referidos alguns momentos-chave ocorridos em território nacional, a saber: a Batalha de Ourique, a Reconquista de Lisboa e a tomada do Algarve.

Por fim, lugar ainda para ficar a saber mais sobre um assunto bastante actual, com o artigo de Annie Laurent sobre as causas históricas da crise síria. Como sempre, uma óptima revista a não perder.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Para compreender a Argélia

No ano em que se cumprem 50 anos do fim da Guerra da Argélia, expressão que durante muito tempo foi recusada pela República Francesa, que só a oficializou por voto da Assembleia Nacional em 1999, a revista francesa “La Nouvelle Revue d’Histoire”, dirigida por Dominique Venner, decidiu dedicar o seu quarto número especial à história desta “terra trágica”.


Num número com a elevada qualidade a que esta revista, disponível nos quiosques nacionais, nos tem habituado e muito bem organizado, podemos fazer um viagem pela História da Argélia e pelos principais acontecimentos que a marcaram. Com natural destaque para a Argélia francesa, podemos ler artigos como “Franceses da Argélia: uma história ignorada”, de Christian Brosid, “Argel 1942-1945. Génese da Guerra”, de Dominique Venner”, “Quando LArteguy invonteu os Centuriões”,de Bruno Cessole, “Abandono e massacre dos harkis”, pelo general Maurice Favre, “A lenda do 17 de Outubro de 1961”, de Bernard Lugan, e “Argélia 1962-2012: a independência confiscada”, por Péroncel-Hugoz, entre outros. De seguida, temos uma perspectiva histórica da Argélia, com a entrevista com o africanista Bernard Lugan, que regressa às origens para falar sobre os berberes, mas também artigos sobre a África romana e a presença dos vândalos e dos bizantinos, bem como sobre a conquista muçulmana e árabe e o domínio turco. Depois, podemos ver uma cronologia da conquista francesa, o papel do marechal Bugeaud, a revolta de Mokrani e o nascimento do nacionalismo argelino.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

La Nouvelle Revue d'Histoire n.º 60


Como habitualmente, recomendo esta revista que é uma referência na divulgação histórica. “La Nouvelle Revue d’Histoire”, dirigida por Dominique Venner, está disponível nas bancas nacionais e é de leitura obrigatória para os apaixonados por esta disciplina fascinante.

O número 60, referente aos meses de Maio e Junho, actualmente em quiosque, tem como tema central as “Campanhas da Rússia” e oferece um excelente ‘dossier’, com diversos artigos, entrevistas e cronologias. Para além da invasão napoleónica de 1812 e da Operação Barbarossa ordenada por Hitler, em 1941, e de Estalinegrado, em 1942, o destaque vai para a atenção dada à nova Rússia e à sua geopolítica. Como afirma Dominique Venner no seu editorial: “Pedimos ao passado para esclarecer o presente”.

Uma nota especial vai para a excelente entrevista com o romancista profético Jean Raspail, que aqui revela as fontes históricas da sua inspiração. Escritor e explorador, é autor de uma vasta obra onde se inclui o romance visionário, saído em 1973, “Le Camp des Saints”, que no nosso país foi publicado pela Europa-América, em 1977, com o título “Mortos: 200 Milhões - Todos Nós”.

Destaque ainda para o artigo sobre o recém-falecido Hervé Couteau-Bégarie, professor que reagiu contra o anti-militarismo da Universidade francesa e renovou o pensamento estratégico em França. Também de referir os artigos sobre Hjalmar Schacht, explicando como um conservador se tornou o improvável ministro da Economia de Hitler, e sobre Pierre Schoendoerffer, autor e admirável realizador de cinema que filmou a guerra e que faleceu recentemente. Para além de outros artigos e entrevistas, a revista inclui ainda um passatempo, criticas a livros, novidades e a crónica habitual de Péroncel-Hugoz.

sexta-feira, 23 de março de 2012

La Nouvelle Revue d’Histoire n.º 59


A escassez de revistas de divulgação histórica portuguesas tem que ser compensada com títulos que vêm do estrangeiro e se encontram à venda entre nós. Há entre eles um que merece especial destaque. “La Nouvelle Revue d’Histoire” (67 páginas, 7,90 euros) é uma publicação de elevada qualidade, com um alto nível de análise e de colaboradores. Com um grafismo simples mas atractivo e uma bela e útil ilustração dos artigos, traz-nos bimestralmente temas interessantes, pertinentes e actuais.

O número mais recente, relativo aos meses de Março e Abril, disponível nas bancas nacionais, tem como tema central “Crimes de Estado e escândalos políticos” e oferece um óptimo ‘dossier’ onde podemos encontrar artigos desde o assassinato de César até ao enigma da morte do presidente norte-americano John F. Kennedy.

Do extenso e variado conteúdo, merecem ainda destaque o artigo de Aymeric Chauprade sobre Friedrich Ratzel e o nascimento da Geopolítica e as entrevistas com o historiador Jean des Cars sobre “os caminhos da velha Europa” e com o director da revista, Dominique Venner, sobre “o imprevisto na História”, tema que dá o título ao seu último livro.

Uma revista incontornável para todos os entusiastas desta disciplina fascinante que é a História.

sábado, 7 de janeiro de 2012

La Nouvelle Revue d’Histoire n.º 58


O número 58 de «La Nouvelle Revue d’Histoire», relativo aos meses de Janeiro e Fevereiro, disponível nas bancas nacionais, tem como tema central “Os intelectuais e a esquerda na Colaboração” e oferece um excelente dossier com vários artigos de Dominique Venner, Julien Hervier, Francis Bergeron, Alain de Benoist, Philippe d'Hugues, Charles Vaugeois e Antoine Baudoin. Destaque ainda para os artigos “Hanna Reitsch, uma aviadora alemã”, de Yvonne Pagniez, “1912. O apogeu da corrida aos pólos”, de Philippe Conrad, e “Mackinder, teórico da supremacia anglo-saxónica”, de Aymeric Chauprade, e a entrevista com Françoise Autrand. Como sempre, há ainda outros artigos e as secções habituais de actualidade e crítica de livros. Uma referência na divulgação histórica.