O Miguel Vaz partilhou na casa que agora ambos frequentamos um comentário à sua leitura de do «O Homem do Castelo Alto», de Philip K. Dick, de que falei aqui há uns anos. Refere-se à edição lançada entre nós no ano passado pela Saída de Emergência com um prefácio de Nuno Rogeiro.
Como lhe disse em comentário, não li nenhuma das traduções portuguesas do livro, nem a que ele menciona, nem a publicada anteriormente pela Livros do Brasil na colecção Argonauta, em dois volumes. Cingi-me ao original.
No que respeita ao ensaio que abre esta edição, tinha a ideia de que se tratava do artigo de N. Rogeiro "A Ruínas Espelhadas - Notas sobre a Ficção de Philip K. Dick", publicado no n.º 14/15 da revista "Futuro Presente, em 1983. O Miguel confirmou que o mesmo é, "segundo as palavras do autor, é uma versão "muito manejada e revista" desse texto inicial publicado na "Futuro Presente", até para "ter em contra o largo continente de estudo que, nas últimas décadas, se foi formando sobre Dick", e recebeu o título céliniano "De um Castelo ao Outro - Engenharia e Engenho na Ficção "Científica" de Philip K. Dick". Apesar de já ter lido o livro e de admirar bastante o seu autor e restante obra, confesso que me despertou a curiosidade.
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sábado, 5 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Escrever nos livros
O Miguel Vaz sabe como sou avesso a escrever nos livros. As notas que tomo são normalmente em cartões que têm também a função de marcadores. Hoje, em jeito de provocação, enviou-me a imagem que partilho abaixo, perguntando: neste caso está desculpado? Trata-se do exemplar anotado de "O Coração das Trevas", de Joseph Conrad, que Francis Ford Coppola tinha quando realizou "Apocalypse Now". A decisão não é tão fácil quanto parece, mas concedo que desta vez foi em prol de uma causa — ou melhor, obra — maior.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Ronda blogosférica
Mishima
A propósito da fotografia do assassinato de Asanuma Inejiro, Secretário-Geral do Partido Socialista do Japão, há exactamente 40 anos atrás, tirada por Nagao Yasushi e que lhe valeu um Pulizer prize, The Last Nan Ban Jin, o nosso lusitano no Japão, traz-nos um texto de John Nathan sobre as origens de "Patriotismo", conto de Yukio Mishima, assim como das de "Seventeen", conto de Kenzaburō Ōe.
Desmistificar a História
A Voz Portalegrense publica o primeiro apontamento da série "Desmistificando a História", da autoria de Carlos Manuel Faísca, que traça o desempenho económico português e a evolução das contas públicas durante o século passado. Venham mais!
Desnorte
"Passar além da dor" é o lamento do Miguel Vaz sobre a falta de um rumo para Portugal...
Aforismos
São "frases curtas de longo alcance". Quem o afirma é o João Marchante que, melhor que ninguém, sabe do que fala.
Delírios
O Harms acha que um chorrilho de dispatates pode ser uma "obra fundamental". Não concordo, mas reconheço que tal o inspirou a fazer um texto genial.
A propósito da fotografia do assassinato de Asanuma Inejiro, Secretário-Geral do Partido Socialista do Japão, há exactamente 40 anos atrás, tirada por Nagao Yasushi e que lhe valeu um Pulizer prize, The Last Nan Ban Jin, o nosso lusitano no Japão, traz-nos um texto de John Nathan sobre as origens de "Patriotismo", conto de Yukio Mishima, assim como das de "Seventeen", conto de Kenzaburō Ōe.
Desmistificar a História
A Voz Portalegrense publica o primeiro apontamento da série "Desmistificando a História", da autoria de Carlos Manuel Faísca, que traça o desempenho económico português e a evolução das contas públicas durante o século passado. Venham mais!
Desnorte
"Passar além da dor" é o lamento do Miguel Vaz sobre a falta de um rumo para Portugal...
Aforismos
São "frases curtas de longo alcance". Quem o afirma é o João Marchante que, melhor que ninguém, sabe do que fala.
Delírios
O Harms acha que um chorrilho de dispatates pode ser uma "obra fundamental". Não concordo, mas reconheço que tal o inspirou a fazer um texto genial.
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Cottinelli continuado
Li hoje no "Público" que cabe a Ana Costa, neta de Cottinelli Telmo e filha do arquitecto e designer Daciano da Costa, reabilitar a estação de Sul e Sueste, um conjunto de edifícios inaugurados em 1932 para servir as ligações Lisboa-Barreiro, da autoria do seu avô.
A arquitecta garante que "todos os elementos que davam escala aos edifícios, os gradeamentos interiores, as lanternas típicas dos anos, tudo, segundo os desenhos originais do meu avô, serão repostos", acrescentando que o projecto "veio parar-me às mãos sem que se soubesse que sou neta de Cottinelli Telmo. Agarrei nele e disse que iria ser reposto na íntegra. Diz-se que o que é bom é pombalino; a arquitectura do séc. XX tem coisas extraordinárias, mas tem sido descurada".
A propósito de Cottinelli Telmo, recordo o excelente apontamento biográfico escrito pelo Miguel Vaz, para a Alameda Digital, com o título "Quem é Cottinelli Telmo?" A (re)ler.
A arquitecta garante que "todos os elementos que davam escala aos edifícios, os gradeamentos interiores, as lanternas típicas dos anos, tudo, segundo os desenhos originais do meu avô, serão repostos", acrescentando que o projecto "veio parar-me às mãos sem que se soubesse que sou neta de Cottinelli Telmo. Agarrei nele e disse que iria ser reposto na íntegra. Diz-se que o que é bom é pombalino; a arquitectura do séc. XX tem coisas extraordinárias, mas tem sido descurada".
A propósito de Cottinelli Telmo, recordo o excelente apontamento biográfico escrito pelo Miguel Vaz, para a Alameda Digital, com o título "Quem é Cottinelli Telmo?" A (re)ler.
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Corações das Trevas
O Miguel Vaz trouxe-me hoje à memória uma recordação de outros tempos ao falar de "Hearts of Darkness: A Filmaker's Apocalypse" (1991), um documentário sobre a complicada rodagem de um dos meus filmes de culto. Na minha adolescência, "Apocalypse Now" (1979) foi, em paralelo com "Taxi Driver" (1976), o filme que mais vezes vi. Como grande fã que era desta obra de Francis Ford Coppola, foi com grande satisfação que, no início dos anos 90, descobri que o vídeo-clube (esse tipo de pequeno comércio em vias de extinção) perto de minha casa era dos poucos que o tinha. Aluguei e gravei. Tudo isto se passou muito antes dos DVD e os seus 'extras'. Foi aí que vi pela primeira vez, por exemplo, a caríssima cena da "plantação francesa", amputada na primeira versão do filme, mas que, por fim, acabou por ser restituída na versão 'redux'.
Mas o Miguel escreveu acerca da concretização da "grande esperança" de Coppola. Repito aqui o que lhe respondi. Essa "grande esperança" era partilhada por muitos e devo confessar que ainda me parece incrível a rapidez com que tudo mudou.
Sobre a atribulada realização deste filme, que é o melhor alguma vez feito sobre a Guerra do Vietname, há uma frase de Coppola que diz tudo: "There were too many of us, we had access to too much equipment, too much money, and little by little we went insane".
Mas o Miguel escreveu acerca da concretização da "grande esperança" de Coppola. Repito aqui o que lhe respondi. Essa "grande esperança" era partilhada por muitos e devo confessar que ainda me parece incrível a rapidez com que tudo mudou.
Sobre a atribulada realização deste filme, que é o melhor alguma vez feito sobre a Guerra do Vietname, há uma frase de Coppola que diz tudo: "There were too many of us, we had access to too much equipment, too much money, and little by little we went insane".
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
A propósito de um centenário (IV)
domingo, 19 de setembro de 2010
Genocídio esquecido
O Miguel Vaz lembrou muito bem, a propósito do povo Karen, que há "genocídios e genocídios". Realmente, os Karen parecem filhos de um deus menor no que toca à solidariedade internacional, pese embora o facto de se recusarem a pactuar com o tráfico de droga que sustenta o regime birmanês. Como disse o Miguel, uma das excepções é a Comunità Solidarista Popoli. Porque as imagens têm mais força que as palavras, ainda para mais neste tempo de ditadura mediática, partilho aqui um vídeo que retrata as atrocidades cometidas contra os Karen pelo exército birmanês. Imagens bastante fortes que mostram aldeias destruídas, crianças chacinadas e um médico voluntário assassinado. Viram na televisão? Felizmente existe a internet!
domingo, 12 de setembro de 2010
Que ler? Venner!

O Miguel Vaz releu "O Século de 1914", uma obra imprescindível de Dominique Venner, publicada em Portugal no ano passado pela Civilização, com tradução de Miguel Freitas da Costa. Este é realmente um livro para ler e reler, e para depois a ele continuar a recorrer. Por isso o Miguel diz que se tornou "de cabeceira". Eu li-o pela primeira vez no original, em francês, e reli-o em português. É, de facto, um livro inspirador, que cito amiúde. Uma síntese formidável para melhor compreender o século XX e perceber a actual situação da Europa.

Da ampla bibliografia de Venner, há outro livro que, na minha opinião, é ainda mais importante: "Histoire et tradition des Européens. 30 000 ans d'identité". Esperemos que um dia seja também traduzida para a nossa língua. Este regresso às origens, às referências europeias maiores, é um apelo ao renascimento de uma identidade multimilenar.

Referência ainda para outro livro excelente, "Le Coeur Rebelle", onde Venner faz uma reflexão autobiográfica profunda, falando do activismo político, da guerra, da prisão e da forma como mudou ao longo da vida sem no entanto se arrepender do passado.

Por fim, não me canso de recomendar aqui a óptima e obrigatória "La Nouvelle Revue d'Histoire", dirigida por Dominique Venner, que se vende nas bancas portuguesas.
terça-feira, 22 de junho de 2010
Em obras...
O meu amigo HNO, muito avesso a "modernices", como ele diz, ficou escandalizado com as alterações nesta casa. Realmente, hoje tem sido dia de grandes mudanças. Decidi finalmente aproveitar as novas possibilidades oferecidas pelo Blogger e aplicá-las aqui. Contei, claro, com a preciosa ajuda do Miguel Vaz. Espero que gostem e, principalmente, que fique mais funcional.
segunda-feira, 1 de março de 2010
Viagem para o Miguel
Há muito que o Miguel Vaz me perguntava onde podia comprar a "Viagem ao Fim da Noite" do Céline, esse mestre das letras francês que é uma referência maior para ambos. Nem de propósito, uma das primeiras edições da recém-criada Babel foi a republicação desse livro através da sua chancela Ulisseia. Pode ser que uma notícia destas o traga de volta à Blogosfera, onde tanta falta faz.
domingo, 18 de outubro de 2009
O efeito Venner
Ainda ontem o comprou e já o citou... O Miguel Vaz associa muito bem uma passagem do livro de Dominique Venner — recém-publicado no nosso país e que referi aqui ontem — "O Século de 1914. Utopias, Guerras e Revoluções na Europa do Século XX", com uma notícia sobre a recente manifestação contra o aborto em Espanha.
sábado, 17 de outubro de 2009
Obama e a paz
Ontem, ao ler a revista «Sábado» desta semana, lembrei-me do Miguel Vaz que, quando se atreveu a criticar a atribuição do Nobel da Paz deste ano, foi imediatamente acusado de cegueira, entre outros mimos. Criticar o "Santo" Obama é pecado nos dias que correm, é por isso que não resisto a citar aqui a linhas de Alberto Gonçalves nessa revista: "Obama merece o prémio? Repito: não é essa a questão. No máximo, admito que, depois de distinguir terroristas, belicistas, pantomineiros, demagogos, genocidas e uma freira tresloucada, o Comité é coerente em celebrar o pacifismo de um homem que, no dia do anúncio, discutia no Congresso o aumento de tropas e armamento no Afeganistão."
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Estado: ocupado
Estes últimos dias têm sido muito preenchidos, felizmente com activismo. Do apoio ao Humberto Nuno de Oliveira no debate na RTP1, na passada segunda-feira, que correu optimamente, à gravação do tempo de antena, o trabalho de campanha eleitoral do PNR está em alta. Por outro lado, a preparação do fim-de-semana romano que se aproxima, naquela que é “a primeira vez que uma delegação portuguesa organizada visita a CasaPound”, como disse o Miguel Vaz, tem sido igualmente esgotante. Resumindo, ando ausente da blogosfera, mas pelas melhores razões. Até para a semana.
sábado, 9 de maio de 2009
Agora são séries
O Miguel Vaz enviou-me uma daquelas correntes blogosféricas que eu não recebia há muito e não tinha saudades. Mas ele, como me conhece, tratou de me avisar antes e garantir que eu respondia. Esperto! Ora, desta vez são séries televisivas, mais concretamente “o top 15 das séries que deram consistência à minha vida”. Poupando-me a discursos, aqui ficam por ordem cronológica 15 séries pelas quais fui apanhado e a imagem um Eagle. Eu simplesmente adorava aquelas naves...


- Alfred Hitchcock Presents
- The Twilight Zone
- Thunderbirds
- Monty Python's Flying Circus
- All in the Family
- Space: 1999
- Conan, O Rapaz do Futuro
- Yes Minister
- Twin Peaks
- Verano Azul
- The Black Adder
- O Tal Canal
- La Piovra
- The Simpsons
- Seinfeld
Por fim, como a quem é praxado só lhe falta praxar (esta é para ti Vaz), passo esta coisa ao Harms, ao Nonas, ao BOS, ao José Carlos e ao Mário Martins.
quinta-feira, 19 de março de 2009
Notícia blogosférica do dia
O regresso a solo do Miguel Vaz. Quem disse que a nossa blogosfera tinha esmorecido?
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