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segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Do outro mundo...


A propósito da adaptação de “The Man in the High Castle” para série televisiva, o Miguel Freitas da Costa regressou a “um escritor do outro mundo”, considerando - com toda a razão - que Philip K. Dick é há muito o que se chama um escritor “de culto”. Do apontamento biográfico às adaptações cinematográficas de obras suas, passando pela história alternativa, este é um artigo obrigatório para os fãs de PKD, bem como para os que só agora o descobrem.

domingo, 12 de setembro de 2010

Que ler? Venner!


O Miguel Vaz releu "O Século de 1914", uma obra imprescindível de Dominique Venner, publicada em Portugal no ano passado pela Civilização, com tradução de Miguel Freitas da Costa. Este é realmente um livro para ler e reler, e para depois a ele continuar a recorrer. Por isso o Miguel diz que se tornou "de cabeceira". Eu li-o pela primeira vez no original, em francês, e reli-o em português. É, de facto, um livro inspirador, que cito amiúde. Uma síntese formidável para melhor compreender o século XX e perceber a actual situação da Europa.


Da ampla bibliografia de Venner, há outro livro que, na minha opinião, é ainda mais importante: "Histoire et tradition des Européens. 30 000 ans d'identité". Esperemos que um dia seja também traduzida para a nossa língua. Este regresso às origens, às referências europeias maiores, é um apelo ao renascimento de uma identidade multimilenar.


Referência ainda para outro livro excelente, "Le Coeur Rebelle", onde Venner faz uma reflexão autobiográfica profunda, falando do activismo político, da guerra, da prisão e da forma como mudou ao longo da vida sem no entanto se arrepender do passado.


Por fim, não me canso de recomendar aqui a óptima e obrigatória "La Nouvelle Revue d'Histoire", dirigida por Dominique Venner, que se vende nas bancas portuguesas.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Dominique Venner em português


A magistral obra de Dominique Venner — historiador de referência e amiúde referido neste blog — "O Século de 1914. Utopias, Guerras e Revoluções na Europa do Século XX" foi finalmente publicada em português pela Civilização Editora, com tradução do Miguel Freitas da Costa. Um volume obrigatório nas nossas bibliotecas. Foi a surpresa do dia, quando dei de caras com ele hoje, ao passar os olhos nas novidades da livraria, como faço habitualmente. Apesar de já ter a edição francesa, não resisti a comprá-lo automaticamente, não sem antes telefonar a dar os parabéns ao tradutor, que me havia dado conta de ter iniciado este trabalho há algum tempo.

sexta-feira, 21 de abril de 2006

“Política e Estratégia”

Nas primeiras páginas do último número da revista «Futuro Presente», na secção “Cartas dos Leitores”, leio o extracto de uma chamada de atenção que fiz sobre as gralhas e erros ortográficos — como não podia deixar de ser — que encontrei no n.º 58, onde lera o excelente e oportuno texto que muito bem alertava para a falta de revisores. Obrigado ao Miguel Freitas da Costa pela resposta e pelo interesse nesta minha crítica construtiva. O tema central do n.º 60 é “Política e Estratégia” e, a abrir os artigos de fundo, podemos ler “Ética, Política e Sociedade”, de Alexandre Franco de Sá, seguem-se umas “Reflexões (im)políticas sobre Portugal”, de Jaime Nogueira Pinto, e as óptimas “Notas actuais sobre a Teoria do Partisan”, de Teodoro Klitsche de la Grange. Nesta edição merece destaque “Al-Qaeda: a Doutrina”, de Yvan Blot, uma excelente análise dos textos de quatro dirigentes do islamismo radical, para melhor compreendermos as suas posições. Da síntese que faz, depois de tratar, em separado, os textos de Ossama Bin Laden, Abdallah Azzam, Ayman al-Zawahiri e Abu Mussab Al-Zarkawi, cito, de seguida, algumas conclusões. Para a doutrina islamita, de natureza político-religiosa, onde a separação entre religião e política não tem qualquer sentido, para os seus autores, “a soberania de Deus não pode ser partilhada, portanto, a democracia que afirma a soberania do povo é considerada ímpia”, por outro lado “a religião só prospera se estiver territorializada” e “não se deve aceitar a submissão a não-muçulmanos ou àqueles que são muçulmanos hipócritas”, por fim, no que respeita aos seus inimigos declarados, “a guerra não pode ficar limitada ao território muçulmano mas deve ser exportada para a Europa e para a América”.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2006

Evocação de Carl Schmitt


Mais uma vez volto aqui a aconselhar a revista «Futuro Presente», que no seu último número, o 59, publica um excelente artigo de fundo de Jaime Nogueira Pinto sobre Carl Schmitt, quando passam vinte anos sobre a sua morte. Para além de lembrar os dados essenciais da vida e obra daquele que considera “um dos nomes essenciais do pensamento político e jurídico-constitucional do século XX”, o autor conclui o texto olhando Schmitt à luz dos dias de hoje. A destacar, também, os artigos “Jean-Paul Sartre: O Poder do Pensamento Negativo”, de Roger Scruton, “Miguel de Cervantes: Meditações de um Economista sobre o Quijote”, de Juan Velarde Fuertes, e “D. Pedro V: Nos 150 anos da sua Aclamação”, de Roberto de Moraes, bem como a continuação do “Inquérito sobre a Europa”. Nas rubricas habituais, chamo a atenção para a “Primeira Página”, de Miguel Freitas da Costa, que, desta vez, tendo como tema a situação actual do continente africano e como título “Será preciso?”, conclui desta forma: “Há uns bons anos, perante a desgraça sangrenta e miserável de quase toda a África independente, sem esperança visível de emenda, um jornalista francês deu como título seu uma pergunta provocatória: Faut-il recolonizer l’Afrique? Será preciso recolonizar África? Foi do Figaro Magazine do famigerado Louis Pauwels, de Paris. Agora, mais delicadamente, faz-se a mesma pergunta – mas é na conspícua revista do council on Foreign Relations, de Washington. O mundo mudou muito.

segunda-feira, 8 de agosto de 2005

“Inquérito sobre a Europa”

Só hoje li o último número da revista «Futuro Presente», o 57, referente aos meses de Maio e Junho, dominado pelo “Inquérito sobre a Europa”. Sob o tema central da questão europeia, podemos ler “Reflexões sobre a História recente”, de Jaime Nogueira Pinto, seguida de uma entrevista feita por este último e por Miguel Freitas da Costa ao Professor Martim de Albuquerque, e ainda, a visão económica de José Alberto Xerez em “Constituição europeia ou o fim da Europa?” e um olhar histórico de Roberto de Moraes sobre a Primeira Guerra Mundial intitulado “Na esteira da Grande Guerra”. Para além da concordância, ou não, com as posições tomadas, este é, sem dúvida, um conjunto de textos a não perder, pela sua qualidade e rigor, bem como pela actualidade e importância do tema.

terça-feira, 26 de julho de 2005

Friend or foe?

Aconselho a leitura do interessante artigo “Ruínas do futuro” de Miguel Freitas da Costa, hoje no «Diário de Notícias», no qual reflecte sobre a guerra que o mundo vive hoje e o terrorismo que, para ele, “cada vez mais tem de se entender como instrumento de certos Estados ou de certos poderes subnacionais ou transnacionais que querem combater os Estados Unidos ou impor-se às respectivas potências regionais”. Quanto a esta interpretação, penso que, infelizmente, o terrorismo não fica por aí, sendo a ponta da lança do islão totalitário expansionista e tendo como um dos alvos principais a Europa. De qualquer maneira, não posso estar mais de acordo com a conclusão do artigo, ainda por cima porque é algo que nunca é lembrado pelos “especialistas” que habitualmente verborreiam sobre o assunto: “O que precisamos de saber é quem nos convém como "amigo" e quem são os nossos "inimigos".” Já dizia Carl Schmitt...

terça-feira, 15 de março de 2005

Direita?

Li hoje no Diário de Notícias a interessante reflexão de Miguel Freitas da Costa, “A direita nunca existiu”, que aconselho a todos. Realmente, concordo com ele quando diz que «a "direita" foi e será sempre o que a esquerda quiser designar como tal. Só por desafio alguém se intitula "de direita". A "direita" não existe e nunca existiu como entidade filosófica ou política autónoma.»

Dizer que alguém é de “direita”, é como chamar um nome feio em política e a “esquerda” não hesita em fazê-lo em relação a tudo o que não concorda. Do outro lado, os partidos ditos de “direita”, muito raramente se assumem como tal. Ora são “democratas-cristãos”, “conservadores”, “republicanos”, entre outros; até a tão diabolizada “extrema-direita” normalmente se diz para além da classificação bipartida da Revolução Francesa.

A “direita” é um diabo que a “esquerda” insiste em preservar, para justificar a sua própria existência, talvez porque sem um mal não possa existir um bem. A “direita” pode até ser um nome feio, mas também é muito feio chamar nomes...