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quarta-feira, 10 de março de 2010

Manuel Cavaleiro de Ferreira (II)

Recebi, ontem, um comentário ao post que escrevi sobre Manuel Cavaleiro de Ferreira, mais concretamente sobre o seu filho, que conheci e infelizmente já não se encontra entre nós.

O comentador colocou uma questão pertinente sobre a localização da página que Manuel Cavaleiro de Ferreira (filho) havia dedicado, até aos seus últimos dias, à memória do pai. O que aconteceu é que a página foi desactivada devido à compra da Geocities pela Yahoo!. No entanto, felizmente, houve quem se preocupasse em preservar todos esses conteúdos que corriam o risco de desaparecer. Foi o que aconteceu com a geocities.ws, por exemplo. A página recuperada está, assim, disponível em: http://www.geocities.ws/mcavaleirof/. Ao leitor, resta-me agradecer o comentário, que motivou esta actualização do blog.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2006

Manuel Cavaleiro de Ferreira

Quando li as referências a Manuel Cavaleiro de Ferreira feitas pelo Manuel Azinhal e pelo Jansenista, lembrei-me do seu filho, seu homónimo, que conheci e que também já não se encontra entre nós. O “Manelzinho”, como era conhecido, vivia para o pai e para a sua obra. Recordo as longas conversas que tive com ele, sobre o pai, claro, mas também sobre Salazar e os meandros da política durante o Estado Novo. Admirava o trabalho do pai, como académico e como ministro, e todos os seus esforços eram gastos na preservação da sua memória, conseguindo a publicação de algumas das suas obras, estando envolvido no processo que levou à atribuição do nome do seu pai a uma rua em Lisboa e elaborando de uma página na internet. Essa página tem uma história curiosa. O “Manelzinho” era uma pessoa muito solitária, com o pensamento sempre absorvido pelo seu único objectivo. Quando soube que ele havia iniciado a construção de um sítio na internet sobre o seu pai e onde disponibilizaria vários dos seus textos, ofereci-me para lhe dar algum auxílio técnico, caso necessitasse. Recusou imediatamente. Apesar de não ter computador nem conhecimentos profundos de informática, aprendeu e, utilizando um posto público de acesso à web, dedicou-se a esta empresa. Sabia perfeitamente que esta nova tecnologia era um dos meios fundamentais para a divulgação e preservação da obra do seu pai. Morreu pouco tempo depois da última actualização da página, mas esta ficou e continua a ser visitada e referida. Obrigado ao Manuel Azinhal e ao Jansenista, pois o melhor elogio ao Manuel Cavaleiro de Ferreira (filho) era elogiar o seu pai.