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quarta-feira, 25 de junho de 2014
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Provocações
“Melancolia” ficou marcado desde o início pelas polémicas declarações de Lars von Trier numa conferência de imprensa em Cannes, este ano, aquando da estreia do filme. O realizador dinamarquês declarou que compreendia Hitler e admirava o trabalho do arquitecto Albert Speer, acabando por dizer, ironicamente, que era “nazi”. Desta vez, o conhecido provocador não foi perdoado. O Festival de Cannes declarou-o como ‘persona non grata’.
A abertura do filme é fabulosa, quando vemos cenas que envolvem as personagens principais em câmara extremamente lenta, antecipando o final, tudo ao som de Wagner. Maravilhoso. Seguem-se dois capítulos, baptizados a partir das duas irmãs através das quais vamos ter duas diferentes reacções ao anunciado fim do mundo.
Justine (Kirsten Dunst) é uma bela mulher que aparenta estar bastante feliz. É o dia do seu casamento com Michael (Alexander Skarsgård) e a dispendiosa festa é na luxuosa mansão onde vivem a sua irmã e o seu cunhado. Cedo se percebe que, por detrás deste aparente conto de fadas, algo está errado. Descobrimos uma família disfuncional e uma Justine estranha e depressiva. Na segunda parte, centrada em Claire (Charlotte Gainsbourg) vemos então o tema do planeta Melancolia que está em rota de colisão com a Terra. Mais do que o fim do mundo, o que está aqui em causa é o fim da vida. E como lida uma pessoa, ou uma família, com isso?
Nota para o desempenho extraordinário de Kirsten Dunst, que ganhou justamente o prémio de Melhor Actriz no Festival de Cannes. Com um elenco de luxo, um realizador excepcional – que ainda assim nos oferece momentos inesquecíveis – e um cenário maravilhoso, é pena que se tenha caído em banalidades e revisitações. Aqui, parece que o “fim do mundo” foi afinal uma provocação intolerável… [publicado na edição desta semana de «O Diabo»]
A abertura do filme é fabulosa, quando vemos cenas que envolvem as personagens principais em câmara extremamente lenta, antecipando o final, tudo ao som de Wagner. Maravilhoso. Seguem-se dois capítulos, baptizados a partir das duas irmãs através das quais vamos ter duas diferentes reacções ao anunciado fim do mundo.
Justine (Kirsten Dunst) é uma bela mulher que aparenta estar bastante feliz. É o dia do seu casamento com Michael (Alexander Skarsgård) e a dispendiosa festa é na luxuosa mansão onde vivem a sua irmã e o seu cunhado. Cedo se percebe que, por detrás deste aparente conto de fadas, algo está errado. Descobrimos uma família disfuncional e uma Justine estranha e depressiva. Na segunda parte, centrada em Claire (Charlotte Gainsbourg) vemos então o tema do planeta Melancolia que está em rota de colisão com a Terra. Mais do que o fim do mundo, o que está aqui em causa é o fim da vida. E como lida uma pessoa, ou uma família, com isso?
Nota para o desempenho extraordinário de Kirsten Dunst, que ganhou justamente o prémio de Melhor Actriz no Festival de Cannes. Com um elenco de luxo, um realizador excepcional – que ainda assim nos oferece momentos inesquecíveis – e um cenário maravilhoso, é pena que se tenha caído em banalidades e revisitações. Aqui, parece que o “fim do mundo” foi afinal uma provocação intolerável… [publicado na edição desta semana de «O Diabo»]
sábado, 10 de dezembro de 2011
Anti-Lars von Trier
O título diz tudo: “Von Trier, do nazismo a Utoya”. É de um artigo de opinião publicado no “Ípsilon” de ontem e o autor deste manifesto contra o realizador dinamarquês é Augusto M. Seabra. Diz que “há em Von Trier um profundo e incomodativo desprezo pela condição humana, misantropia a que acresce a misoginia perante as personagens femininas, objectos de sofrimento e expiação”. Mas, claro, vê neste realizador “nazismo” e não só pelas polémicas (apesar de irónicas) afirmações em Cannes. Vai às raízes, nomeadamente da admiração de Von Trier pelos “cultores do romantismo, como Wagner e Visconti”. Diz ainda que “as inclinações pela estética nazi já não são novidade – é ver um filme como “Europa”, já não tão ambíguo no tocante a isso”. Mas, como não podia deixar de ser, este “nazismo” tinha que descambar no massacre de Utoya. Lembra como Breivik disse que o filme “Dogville” (que Seabra considera “o mais repugnante filme que vi em anos”. Uma afirmação que dispensa comentários...) inspirou o massacre na ilha norueguesa e nem o facto de Von Trier ter ficado consternado o demove dos seus intentos.
Mas não é apenas Von Trier o visado neste ataque. Também aqueles que louvaram o seu último filme (que para mim fica muito aquém de trabalhos anteriores) e diz-se “chocado” (!) com a distribuidora portuguesa por ter organizado o ciclo “Persona Grata”, depois do sucedido em Cannes. Para cúmulo, juntando ao anterior a campanha promocional de “Melancolia”, pede: “um pouco mais de decência, Senhor Paulo Branco!”
Acho que, perante este chorrilho de ofensas disfarçadas de críticas a Lars von Trier, aos apreciadores do seu trabalho (onde me incluo) e ao seu distribuidor nacional, a única resposta é a que o próprio realizador dinamarquês daria... e está tatuada nos seus dedos.
domingo, 14 de agosto de 2011
Lars von Trier em entrevista
Mas há outra que me chamou mais a atenção. Diz Von Trier sobre as consequências do ostracismo provocado pelo "incidente" de Cannes: "No fundo, adoro isto, ser 'persona non grata'. Esse papel romântico e solitário assemelha-me aos meus heróis. Acho que não faço nada para me facilitar a vida!"
Estou cada vez com mais curiosidade de ver o "Melancholia"...
sexta-feira, 15 de julho de 2011
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Anticristo
Ele é Willem Dafoe, ela é Charlotte Gainsbourg. Representam um casal que se recolhe para uma cabana no bosque para tentar ultrapassar a morte do filho, caído da janela de sua casa enquanto ambos se entregavam aos prazeres da carne. Este é o filme, de título nietzschiano, escrito e realizado por Lars Von Trier, lançado no Festival de Cinema de Cannes, no ano passado. [continua na edição desta semana de «O Diabo»]
domingo, 21 de setembro de 2008
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
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Dogville, Lars von Trier, 2003. 