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segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Livros nos filmes (V)


Jamie Bell, no papel de Jimmy no remake de "King Kong" (2005), a ler "Heart of Darkness" de Joseph Conrad.

domingo, 29 de junho de 2014

"Their country - the sea"


«He was a seaman, but he was a wanderer, too, while most seamen lead, if one may so express it, a sedentary life. Their minds are of the stay-at-home order, and their home is always with them -- the ship; and so is their country -- the sea. One ship is very much like another, and the sea is always the same. In the immutability of their surroundings the foreign shores, the foreign faces, the changing immensity of life, glide past, veiled not by a sense of mystery but by a slightly disdainful ignorance; for there is nothing mysterious to a seaman unless it be the sea itself, which is the mistress of his existence and as inscrutable as Destiny. For the rest, after his hours of work, a casual stroll or a casual spree on shore suffices to unfold for him the secret of a whole continent, and generally he finds the secret not worth knowing. The yarns of seamen have a direct simplicity, the whole meaning of which lies within the shell of a cracked nut.»

Joseph Conrad
in "Heart of Darkness"

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Os livros de Kurtz


No final do magistral "Apocalypse Now", de Francis Ford Coppola, quando o Cap. Willard encontra o Col. Kurtz, há uma cena em que se vêem dois livros do Coronel. São eles, "The Golden Bough", de Sir James Frazer, e "From Ritual to Romance", de Jessie Weston, duas das grandes influências do poema "The Waste Land" (1922), de T.S. Eliot, editado por Ezra Pound.

A inclusão destes livros não é obviamente inocente, já que a versão original de "The Waste Land" abria com a seguinte citação de "Heart of Darkness" ("O Coração das Trevas"), o romance de Joseph Conrad em que John Milius se inspirou para escrever o argumento do filme: «Did he live his life again in every detail of desire, temptation, and surrender during that supreme moment of complete knowledge? He cried in a whisper at some image, at some vision, – he cried out twice, a cry that was no more than a breath — "The horror! The horror!"» Porém, a ligação entre o poema de Eliot e o livro de Conrad não se fica por aqui. No início de "The Waste Land", há um verso que é visto como uma antítese ao livro de Conrad: "Looking into the heart of light"  uma clara oposição a "heart of darkness".

As referências de Eliot a esta obra de Conrad repetem-se no poema "The Hollow Men" (1925) — que Kurtz lê numa cena do filme , que abre com a frase "Mistah Kurtz — he dead".

Por fim, para os interessados, diga-se que tanto "The Golden Bough" como "From Ritual to Romance" estão disponíveis gratuitamente para o Kindle.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Escrever nos livros

O Miguel Vaz sabe como sou avesso a escrever nos livros. As notas que tomo são normalmente em cartões que têm também a função de marcadores. Hoje, em jeito de provocação, enviou-me a imagem que partilho abaixo, perguntando: neste caso está desculpado? Trata-se do exemplar anotado de "O Coração das Trevas", de Joseph Conrad, que Francis Ford Coppola tinha quando realizou "Apocalypse Now". A decisão não é tão fácil quanto parece, mas concedo que desta vez foi em prol de uma causa — ou melhor, obra  maior.

sábado, 14 de agosto de 2010

Coração das Trevas

Na iniciativa "Biblioteca de Verão", «Diário de Notícias» oferece hoje com o jornal o livro "O Coração das Trevas", de Joseph Conrad, a obra em que John Milius se baseou para esccrever o argumento do filme "Apocalypse Now". A edição não é das melhores, mas é sempre de aproveitar.