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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Le Spectacle du Monde (Déc. 2011)


Mais um número da revista "Le Spectacle du Monde", desta vez com um excelente dossier sobre a História de França, que inclui artigos de artigos Alain de Benoist, Jean-Marie Le Pen, Jacques Heers, Dominique Venner, entre outros. A não perder.

sábado, 15 de janeiro de 2011

O pós-Le Pen

Marine Le Pen foi, sem surpresa, eleita a nova presidente do Front National, que segundo o diário "Le Figaro" teve 67% dos votos e será a candidata natural do partido às presidenciais do próximo ano. Sucedendo ao seu pai, promete alterar a face da maior expressão da extrema-direita francesa através da chamada estratégia de "desdiabolização". A este respeito republico aqui a conclusão do meu artigo "O pós-Le Pen", publicado no semanário "O Diabo", no dia 25 de Maio de 2010. Para ler o artigo na íntegra, basta clicar na imagem ao lado.

Está guardada para Janeiro de 2011 a decisão relativamente ao sucessor de Le Pen. Os militantes escolherão em congresso entre a filha do histórico presidente, Marine Le Pen, ou o eterno número dois, Bruno Gollnisch, debilitado pela saída de vários dos seus apoiantes de peso.

A confirmar-se a esperada eleição de Marine, começa já a especular-se o que será o futuro do partido. Esta mulher divorciada, com bons dotes de argumentação, mas que recusa as polémicas que isolaram o seu pai, é considerada mais “frequentável”. É por isso que muitos começam a aceitar como provável a hipótese de uma “finização” do FN. Quer isto dizer que pode acontecer em França uma alteração semelhante ao que aconteceu em Itália com Gianfranco Fini. Ao tornar um partido de extrema-direita mais “respeitável” e aceite, conseguir que este integre uma coligação governamental de direita.

Uma recente edição da revista francesa “Le Point”, que fez capa com a filha de Le Pen, perguntava se estávamos perante uma “normalização” do FN em curso. Isto porque, segundo uma sondagem, 36% dos simpatizantes da UMP se diziam favoráveis à participação de Marine num governo, ao passo que no FN essa percentagem atingia os 85%.

A moderação de Marine Le Pen, com a qual pretende atingir a desejada respeitabilidade, faz com que produza afirmações sobre o 25 de Abril como as publicadas no jornal “Expresso”. Na edição de 1 de Maio passado desse semanário, afirmou: “Na história política de Portugal, Mário Soares teve um papel fundamental, positivo, para o fim do regime, em 1974, e na luta contra o comunismo, a seguir”. Ou ainda: “Sou democrata e respeito a soberania popular: a revolução dos cravos respondeu ao desejo da maioria dos portugueses”.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Breve nota sobre as regionais francesas


Não posso deixar de fazer aqui uma breve nota aos resultados das eleições regionais francesas, marcadas pela abstenção e a derrota de Sarkozy. Sobre a vitória da esquerda, é de notar que isso não corresponde a uma vitória do PS, como muito bem notou Éric Zemmour numa das suas crónicas radiofónicas. Passando à extrema-direita, apesar de o FN continuar uma das principais forças políticas francesas, ter tido uma votação relevante, passando à segunda volta em 12 regiões e conseguindo mais de cem eleitos, é preciso ter atenção a certos exageros em cantar vitória, como muito bem analisou a revista «Marianne». As outras candidaturas de extrema-direita resultaram num total fracasso. A lista a que me referi aqui, por um dos cabeças-de-lista ser amigo meu, não chegou aos dez mil votos na primeira volta. Nos outros casos, há a destacar o resultado ínfimo de Jacques Bompard, que se apresentava como um rival de Jean-Marie Le Pen em PACA, e o resultado expressivo da sua filha Marine Le Pen, mais que provável sucessora na presidência do partido.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Flash n.º 23

Da última vez que estive em Paris, tive oportunidade de falar com o Nicholas Gautier que me ofereceu vários números do «Flash», que dirige. O n.º 23 deste "jornal gentil e inteligente" tem uma grande entrevista de cinco páginas com Jean-Marie Le Pen na qual este faz a sua rentrée política.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Réfléchir & Agir n.º 31

O último número da «Réfléchir & Agir» tem como tema central a “extrema-direita em França”, e faz uma excelente análise e reflexão sobre esta família política. O dossier, muito bem conseguido e de leitura obrigatória, conta com entrevistas com Dominique Venner e Jean-Marie Le Pen, os artigos “Psicopatologia da direita nacional”, de Léon Camus, “Le Pen e a Frente Nacional”, de Michel Schneider, “Viva a crise!”, de Alfred Montrose, e “Queremos verdadeiramente ganhar? Tornemo-nos sérios!”, “As sete famílias da extrema-direita francesa” e “Em direcção a que recomposição?”, de Eugène Krampon. Destaque ainda para os artigos “Platão e as três funções indo-europeias”, de Edouard Rix, “Pierre Drieu La Rochelle. O sonho e a acção”, de Daniel Leskens, e “Quatro bolas de couro”, de Pierre Gillieth, sobre o boxe no cinema.

Nas muitas notas de leitura, é de assinalar a que se refere ao livro “Pensées Corsaires, Abécédaire de Lutte et de Victoire”, de Gabriele Adinolfi, finalmente traduzido e publicado em França, considerado “um dos grandes livros políticos da década”. Sem esquecer as habituais críticas a livros, música e cinema, os breves comentários à actualidade e outras secções habituais, referência ainda para a breve entrevista com Batskin sobre o bar que abriu em Paris e as actividades aí desenvolvidas.

domingo, 19 de março de 2006

O eterno papão

As coisas que se escrevem já não deviam merecer o meu pasmo, mas enough is enough... Não há forma eloquente de dizer isto: já não há pachorra para o eterno papão da “extrema-direita” e do “nazi-fascismo”!

Ontem no «Diário de Notícias», ao ler sobre a recente onda de violência perpetrada pelos meninos-da-mamã burgueses, perante a admiração dos seus papás soixante-huitards, deparo com duas pérolas que de seguida partilho.

No final da notícia, afirma o jornalista preocupado que “bem mais perigoso, para este movimento, será a entrada em cena da extrema-direita, que se envolveu em cenas de pancadaria com os esquerdistas.” Já cá faltava, todos os estragos até agora são “excessos” a perdoar, já que se vislumbra no horizonte o aparecimento do papão. De seguida, uma advertência: “a esquerda não pode esquecer o seu erro estratégico de 2002, quando a segunda volta da presidência foi disputada por Jacques Chirac, da direita tradicional, e Jean-Marie Le Pen, da extrema-direita, que é suposto não existir em França.” Por outras palavras, a vontade popular é perigosa porque nem sempre coincide com o pensamento único.

Por fim, ladeando a notícia, temos a opinião do “especialista”. Sobre as últimas eleições presidenciais francesas, diz M. Villaverde Cabral: “o mais provável é que não tivesse sido eleito, mas como Jospin se deixou ultrapassar por Le Pen então toda a gente se escondeu atrás de Chirac, que pelo menos não seria um ditador.” Não sabia que a République previa a figura do “ditador”, serão influências romanas? Fora de ironias, verificamos que se persiste na mesma lógica da batata(da): extrema-direita/nacionalismo = nazi-fascismo = mal absoluto do universo.

terça-feira, 1 de junho de 2004

Enciclopédico

Abrindo o volume 12 da Grande Enciclopédia Universal (aquela que tem vindo a ser distribuída com o Correio da Manhã), mais concretamente na página 7825, podemos encontrar a seguinte entrada:

«LE PEN, Jean-Marie (1928- ). Político francês de extrema direita. Entrou na política em 1956, como o mais jovem deputado do partido direitista e populista de Pierre Poujade. Em 1972, funda e dirige a Frente Nacional que consegue guindar à posição de um dos partidos mais votados de França. O seu discurso violento e simples contra os imigrantes, numa época de forte crescimento do desemprego em França e na Europa, colocou a questão da imigração no centro do debate europeu.»

Com direito a fotografia e tudo. Pas mal...