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sexta-feira, 15 de maio de 2015

A afirmação pela beleza


Nestes tempos conturbados, assistimos à destruição de importantes obras de arte pelos fundamentalistas islâmicos, por um lado, e à imposição de uma dita “arte contemporânea”, subvencionada, que se pretende única, com os seus padrões incompreensíveis. É o ataque do vazio e do feio.

Ora, como escreveu o filósofo britânico Roger Scruton, “a beleza pode ser consoladora, perturbadora, sagrada ou profana; pode revigorar, atrair, inspirar ou arrepiar. Pode afectar-nos de inúmeras maneira. Todavia, nunca a olhamos com indiferença: a beleza exige visibilidade. Ela fala-nos directamente, qual voz de um amigo íntimo. Se há pessoas indiferentes à beleza é porque são, certamente, incapazes de percebê-la”.

Tive a honra de representar o nosso país no passado dia 25 de Abril, no colóquio consagrado ao “Universo Estético dos Europeus”, organizado pelo Institut Iliade, que juntou mais de 800 pessoas em Paris e contou com a presença de oradores de vários países europeus. Reflecti sobre o simbolismo da Torre de Belém e de como este navio de pedra ancorado no Extremo-Ocidente da Europa representa, entre outros, a afirmação do poder pela beleza e um instrumento de mobilização colectiva.

Um exemplo de que não é só pela política ou pela ideologia que afirmamos o que é mais importante defender – a nossa identidade.

A beleza é assim um horizonte que deve guiar-nos na nossa afirmação perante os que querem destruir uma cultura, uma civilização e, consequentemente, um povo.

Tenhamos, hoje mais do que nunca, presentes as máximas de Dominique Venner: “a Natureza como base, a excelência como fim, a beleza como horizonte”.

Publicado na edição desta semana de «O Diabo».

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Pelo renascimento da cultura europeia

No passado dia 25 de Abril, o Colóquio consagrado ao “Universo Estético dos Europeus”, organizado pelo Institut Iliade, juntou mais de 800 pessoas em Paris e contou com a presença de oradores de vários países europeus, incluindo Portugal. A iniciativa foi um êxito que mostra o renascimento da cultura europeia.


O Institut Iliade (Instituto Ilíada) foi criado após a morte voluntária do historiador francês Dominique Venner, em 2013, por vontade expressa do próprio. Philippe Conrad, que sucedeu a Venner na direcção de “La Nouvelle Revue d’Histoire”, uma publicação de referência no campo da divulgação histórica que se encontra à venda no nosso país, assumiu a presidência deste instituto.

O Institut Iliade definiu como objectivo trabalhar para que os europeus se reapropriem do seu destino e assumiu como modelos e princípios de vida: “a Natureza como base, a excelência como fim, a beleza como horizonte”. Recordando a máxima de René Marchand de que “as grandes civilizações como a nossa não são regiões de um planeta: são planetas diferentes”, o Institut Iliade considera que o grande apagamento é a matriz da grande substituição. Assim, é preciso responder com um “grande enraizamento”, um recurso às nossas raízes. A escolha do nome da instituição – Ilíada –, segundo o Institut Iliade, não é apenas uma referência aos gregos.

É um “poema do destino” próprio ao universo mental dos europeus. Depois de consagrar o seu primeiro colóquio à memória de Dominique Venner, no ano passado, e ter iniciado vários cursos de formação, o Institut Iliade dedicou este ano o seu segundo colóquio ao “universo estético dos europeus”, com o objectivo de afirmar a singularidade e a riqueza do nosso património comum, para aí desenhar a fonte e os recursos de uma afirmação serena, mas determinada,da nossa identidade europeia, hoje ameaçada por outras civilizações.


O Colóquio teve lugar na Maison de la Chimie, no centro de Paris, perante uma audiência de exactamente 847 pessoas, e contou com as intervenções do filósofo francês Alain de Benoist, com a comunicação “A arte europeia, uma arte da representação”, o escritor sérvio Slobodan Despot, que falou sobre “A arte europeia e o sentimento da Natureza”, o escritor belga Christopher M. Gérard, que reflectiu sobre “A beleza e o sagrado”, o musicólogo Jean-François Gautier que salientou a importância da “polifonia do mundo”, e o espanhol Javier Ruiz Portella, director do jornal “El Manifiesto”, que mostrou como se pode fazer “A dissidência pela beleza”.

Publicado na edição desta semana de «O Diabo».

quarta-feira, 15 de abril de 2015

O universo estético dos europeus


Como recorda o islamólogo René Marchand, “as grandes civilizações não são regiões num planeta, mas planetas diferentes”. Porque, para Dominique Venner, “são feitas de valores espirituais que estruturam os comportamentos e alimentam as representações” (entrevista com Laure d’Estrée, 01/09/2011).

Ao consagrar o seu segundo colóquio (e o primeiro com este nome) ao “universo estético dos europeus”, o Institut Iliade pretende afirmar a singularidade e a riqueza do nosso património comum. Para aí desenhar a fonte e os recursos de uma afirmação serena, mas determinada, da nossa identidade europeia, hoje ameaçada por outras civilizações.

Com as intervenções de Alain de Benoist (“A arte europeia, uma arte da representação”), Slobodan Despot (“A arte europeia e o sentimento da Natureza”), Christopher M. Gérard ( “A beleza e o sagrado”), Jean-François Gautier (“A polifonia do mundo”), Javier Ruiz Portella (“A dissidência pela beleza”) e as apresentações de altos lugares europeus (Duarte Branquinho, Adriano Scianca, Philip Stein, Marie Monvoisin).

Sábado, 25 de Abril, a partir das 14 horas, na Maison de la Chimie (28 Rue Saint Dominique, 75007 Paris).