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domingo, 27 de dezembro de 2015

A voz da alternativa cultural

É de saudar a continuação de uma revista portuguesa que se tem afirmado como a transmissora de uma cultura alternativa que contrasta com a massificação imposta pelo pensamento único. A “Finis Mundi” é, assim, uma voz dissidente contra o politicamente correcto que importa conhecer e urge apoiar.

Depois de ter sido dirigida por Flávio Gonçalves, a revista conhece agora uma renovação com um novo director que, não alterando a matriz desta publicação, lhe deu uma marca diferente. O n.º 9 foi lançado no passado dia 16 de Dezembro na Biblioteca Nacional de Portugal, em Lisboa, após o colóquio “Afonso de Albuquerque, 500 anos depois: Memória e Materialidade”.

Em entrevista a «O Diabo», quando assumiu a direcção da revista, João Franco afirmou que “mantendo os seus colaboradores valorosos, a ‘Finis Mundi’ irá aproximar-se mais da Ciência Política, da Geopolítica e da Estratégia, deixando um pouco de lado os textos mais esotéricos e herméticos. Pretendemos abordar também as grandes questões do nosso tempo, sejam elas a protecção do ambiente, as energias alternativas, as migrações, a inteligência artificial, ou mesmo o sistema capitalista actual”.

Neste número, referente ao mês de Dezembro de 2015, podemos ler artigos de Alain de Benoist, Alberto Buela, Brandão Ferreira, Ernesto Milá, Eduardo Amarante, Mário Casa Nova Martins, entre outros, para além de um texto de Eça de Queirós.

A “Finis Mundi” pode ser adquirida através da Internet, em wook.pt, ou encomendada em qualquer livraria Bertrand.

domingo, 22 de dezembro de 2013

Lançamento de “Germania” e “Finis Mundi”

Amanhã, dia 23 de Dezembro, é a sessão de lançamento de duas obras a não perder, no Ibis Saldanha, em Lisboa, numa sessão aberta ao público, com entrada livre.


A primeira, “Germania – Geohistória da Europa Central”, da autoria de Nuno Morgado, será apresentada pelo Professor Doutor António Marques Bessa, professor catedrático do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP). A segunda marca o regresso da mais acutilante revista académica portuguesa, “Finis Mundi”, dirigida pelo Flávio Gonçalves, já no seu sétimo número e contando com a colaboração de dezenas de académicos e intelectuais nacionais e estrangeiros.


A sessão terá início “pontualmente” (aviso dos organizadores) às 18 horas e decorrerá até cerca das 21 horas numa sala do Hotel Ibis Saldanha, além das obras em lançamento estarão disponíveis para venda uma eclética selecção de discos e livros. A organização do evento está a cargo do Instituto de Altos Estudos em Geopolítica e Ciências Auxiliares (IAEGCA).

Sobre “Germania”, o autor, Nuno Morgado, afirmou que “ao ouvir falar em ‘Alemanha’, quantos não convocam imediatamente ao intelecto o Nazismo, Adolf Hitler, brutalidades e impressões afins? Um dos objectivos específicos deste livro é exactamente desvelar que existe um universo de cultura e de tradição cristã milenar no espaço da Europa Central. Assim, o livro não se debruça sobre a história da ‘nação alemã’, ou de qualquer outra nação em particular, mas depois de devidamente identificadas as raízes pagãs da Germânia, ocupa-se em analisar o percurso da Cristandade enquanto unidade política corporizada no Reich. Deste modo, aqui se apresenta um verdadeiro manual da História da Europa Central, escrito segundo o método do historiador e geopolitólogo Vicens Vives”.

Por sua vez o Professor Marques Bessa realça “que o autor fez um bom trabalho de fundo, indo às fontes e reunindo dados importantes para o conhecimento dos factos, deformados pelo repetir de mentiras históricas que acumularam poeira sobre uma autêntica saga notável que desabrocha, outra vez, nos nossos dias. O livro que agora têm na mão deve ajudar os que têm boa vontade a olhar para a árvore singular no meio da floresta nebulosa de mentiras”.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Finis Mundi no Kindle


Para além da edição impressa, o mais recente número da revista "Finis Mundi", dirigida pelo Flávio Gonçalves, está também disponível para o Kindle, por uns módicos US$3.69 (o que não chega a €3). Destaque para a publicação das actas do "Encontro Pessoa/Cioran", que decorreu na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, no dia 30 de Novembro de 2011. 

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Entrevista com Alberto Buela

Alberto Buela, filósofo argentino e professor catedrático, esteve em Lisboa no passado dia 6 de Outubro a convite da “Finis Mundi”, revista dirigida pelo Flávio Gonçalves, da qual é membro do Conselho Científico. A apresentação do n.º 5 foi feita por mim, enquanto director de “O Diabo", ‘media partner’ da revista, perante uma assistência interessada, que depois teve a oportunidade de ouvir uma conferência de Alberto Buela sobre a Teoria da Dissidência. Aqui fica a entrevista publicada na edição desta semana de “O Diabo".


Alberto Buela e Duarte Branquinho


 O que o trouxe a Portugal?
Em primeiro lugar, vim pelo vinho verde (risos), que é melhor que champanhe! E eu venho de um país que produz vinhos muito bons. Também já provei o bacalhau, que é um peixe de ricos. Os portugueses são ricos que agora se tornaram pobres, mas que não perderam o bom gosto, o que é fundamental.
A vinda aqui nasce de um convite de uma Universidade espanhola ao qual se seguiram outros, incluindo de França. Mas vim a Portugal primeiro por vontade própria, porque sempre me interessou o mundo português, depois porque queria conhecer um filósofo português, porque a seguir à guerra eram todos marxistas, por fim, vim por causa do convite formal da revista “Finis Mundi” para falar um pouco na apresentação do número que teve a amabilidade de publicar um texto meu.

O tema era a Teoria da Dissidência. De que se trata?
Trata-se de utilizar a dissidência como um método para terminar com a Teoria do Consenso, com o pensamento único, com o politicamente correcto. A primeira exigência é a preferência de si mesmo. Saber quem somos, dizer ao outro quem somos e esperar que nos diga quem é. É um sistema de valores, que são polares, em termos filosóficos. Quer dizer, temos que preferir um ou outro, não podemos querer os dois. A seguir temos que fazer uma recuperação das tradições nacionais, reencontrar o nosso ‘genius loci’. A dissidência mata o simulacro em que hoje vivemos.

Falou sobre a Universidade hoje e a ultra-especialização. É um grande problema?
Sim. As Universidades perderam o sentido, produziram investigadores da “imortalidade do caranguejo”, ou seja, grandes especialistas no mínimo.

Acha que surgirá de novo um tempo para os grandes pensadores, para os verdadeiros filósofos?
Não sei o que se passará no futuro porque o voo de Minerva, que é o símbolo da Filosofia, parte quando a realidade já se pôs, ao entardecer. Por isso nós, os filósofos, cada vez que falamos do futuro enganamo-nos. Já sobre o passado somos os melhores... Mas este tema, o do filósofo como aquele que tem uma visão do todo, que tem um pensamento especulativo, foi algo que realmente se perdeu. O pensamento especulativo pertence agora aos jornalistas.

Como assim?
Os jornalistas são os novos filósofos. A Revolução Francesa matou os filósofos e substituiu-os por ideólogos. A sociedade de consumo matou os ideólogos e substituiu-os por jornalistas e artistas. É aquilo a que chamo a pátria locutora. Os jornalistas têm que falar ou ficam sem trabalho. Um jornalista é um mestre de generalidades. É como um antigo filósofo, sem sê-lo. As circunstâncias obrigam-no a ser assim.

Porquê?
Porque o que emana da Universidade é um pensamento conformado, metodologicamente trabalhado. Esse pensamento é estéril e às pessoas não interessa a esterilidade. O público, que é quem manda no jornalismo, quer razões gerais. Por isso um jornalista é um grande ensaísta. As pessoas querem isso, querem soluções gerais, querem coerência. Ora, na Universidade, hoje em dia, nada se produz.

Qual é o pior aspecto da crise que atravessamos?
É a representatividade política. Os partidos políticos de há 50 anos para cá, mais ou menos, tomaram o monopólio da representatividade política. Claro que, como em qualquer monopólio, não permitem a participação de outros. Com o passar dos anos, este monopólio acabou por nos conduzir à crise terminal que estamos a viver.

Era melhor no Estado Novo?
Ninguém pode contestar que Salazar foi uma das principais referências do Estado do bem-estar. Antes de Oliveira Salazar, nada! Como Franco, ou Perón, ele inventa o Estado do bem-estar, que consagra os direitos de segunda geração: o direito ao trabalho, à reforma, às férias, à escolaridade das crianças, à saúde.

E a seguir?
Por exemplo, na época de Soares, havia um compromisso. Não podemos comparar a representatividade dessa altura com a de hoje. Então ainda havia algum compromisso com o socialismo, ou outras ideologias. Agora, os políticos estão apenas comprometidos com eles próprios e com os seus interesses. Hoje vivemos uma oligarquia partidária.

É essa a causa de tantos protestos?
Sim. Quando falha a representatividade política, estalam os protestos. Quando a representatividade é nula, acaba-se na rua. Mas chegamos a um protesto sem conteúdo.

Que pensa dessa vontade do povo?
O povo transformou-se no “público consumidor”. Chegámos ao máximo da sociedade de consumo. Os políticos de agora, Hollande, Sarkozy, Zapatero, Berlusconi, representam oligarquias fechadas. Um corpo endógeno que se alimenta a si mesmo. Por um lado retiram ao povo a representação política, por outro lado recebe da sociedade de consumo um ataque às suas próprias convicções.

O povo está viciado no consumo?
Hegel diz que o consumo é infinito. Há sempre algo mais a consumir. Há sempre um modelo novo, um mais recente. Se eu corro atrás do consumo, acabo por me tornar parte do público consumidor. Heidegger afirma isto, também. Mas nós não podemos, porque o consumo está constantemente a tentar-nos.
Estas sociedades opulentas, de massas, retiraram o carácter político ao povo. É por isso que cada vez que há eleições, se agitam os fantasmas do dinheiro, do trabalho, da recessão.

É um jogo dos governantes?
O filósofo italiano Massimo Cacciari disse que os governos vivem do conflito. Vivem da paz aparente. Os governos pós-modernos limitam-se a administrar os conflitos, não os solucionam. O conflito é parte da sua própria existência.

A actual crise económica é boa para eles?
Exacto. É como para nós, nos países sul-americanos, o tema da insegurança. Em Lisboa não se compara taxa de criminalidade com as cidades sul-americanas, onde se mata diariamente por nada. A insegurança é lá uma política de Estado. Aqui é a crise económica. A política de Estado é garantir que não desapareça a conflitualidade.

Conferência de Alberto Buela em Lisboa

A representação no peronismo era uma solução?
Sim, falo da dupla representação, ou do duplo voto. Era uma representação comunitária. A questão é que era necessário retirar o monopólio aos partidos políticos e dar uma parte à comunidade. Havia uma representação política e uma representação laboral. Mas isto, hoje, nunca será concedido pelos que detêm o poder. O que não significa que deixemos de propô-lo.

Que acha das manifestações de rua?
A manifestação maciça nas ruas não tem eco se não houver uma instituição que a contenha. No peronismo, o povo solto não existe. Apenas o povo organizado, em instituições sociais, em sindicatos.

Hoje, na Argentina, os sindicatos mantêm essa representação popular?
Na Argentina, os sindicatos são a única força que se opõe ao Governo. Em termos de representação, digo que há 13 milhões de trabalhadores e oito milhões estão sindicalizados.

Mas não são sindicatos marxistas, como tantos que há na Europa...
Não. Há alguns socialistas e até uns trotskistas, mas são pequenos. Os maiores são todos peronistas.

Parece que Perón conseguiu que quase todos os argentinos se considerassem peronistas até hoje...
Costumo dizer que a diferença entre Salazar, Franco, Stroessner e Perón é que os três primeiros estiveram no poder cerca de 40 anos, enquanto Perón esteve apenas dez. No entanto, não há hoje um partido salazarista em Portugal, um franquista em Espanha, ou um stroessnerista no Paraguai, enquanto na Argentina quase todos são peronistas.

Qual é esse mistério argentino?
Perón criou instituições sociais. Aliás, fê-las criar, não as criou ele; criou as condições para que estas pudessem surgir. Foi um regime verdadeiramente popular.

Como é que esse regime é visto pela esquerda?
Sempre como “fascista”, claro, com o discurso do costume... Mas o que acontece é que a esquerda quando vai a votos obtém um por cento, enquanto os peronistas têm 70 por cento. Nas últimas eleições presidenciais, por exemplo, os três candidatos eram peronistas.

Alberto Buela em Lisboa

Como vê o discurso político hoje?
É um discurso que se compromete, sem comprometer ninguém. Em campanha ouvimos dizer de vários políticos que vão fazer isto e aquilo. Mas depois, quando não fazem, a culpa é dos outros, do partido, etc. nunca é deles. É um compromisso que não compromete. É o cúmulo do simulacro.

Geopoliticamente, acha que a América Latina e os países ibéricos deviam cultivar um entendimento?
Sim, houve pensadores extraordinários nesse campo, como Oliveira Marques ou António Sardinha, com todas as limitações do seu tempo. Portugal e Espanha, que é o que me interessa, que me afecta existencialmente, equivocam-se no caminho. Ninguém pode negar que um português ou um espanhol seja europeu. Mas não são europeus à maneira centralizada francesa. São outro tipo de europeus. Pode-se ser um europeu diferente sem ter que copiar o modelo francês. Nas últimas décadas, Portugal e Espanha copiaram esse modelo, têm um banco na Alemanha e um parlamento em Bruxelas. Já não são donos do seu destino. Imagine-se o poder de uma moeda conjunta entre os países ibéricos, o Brasil e a Argentina, por exemplo. O Brasil percebeu isto e assume agora um papel central no mundo hispano-americano, porque vê que Espanha não faz nada e Portugal ainda menos.

Voltando a Salazar, como o vê enquanto homem e estadista?
Salazar foi o último político justo do Ocidente. Era um homem de uma integridade absoluta. Conheço até casos em que foram feitos pedidos para a sua santificação. Era um homem honesto e inteligente, que pensava pela sua própria cabeça. Salazar, como Perón, distinguiu claramente entre o político e a política. O político é o poder, a política é a organização do poder. Salazar era um mestre na organização do poder e ao mesmo tempo tinha uma ideia do poder. Foi um justo porque fez na sua altura tudo o que devia fazer, sabendo sempre que o que fazia era militado ao seu tempo. Procurou a justiça social. Foi um católico no poder e, por isso, um pré-moderno. Um católico nunca endeusa o Estado, prefere a pessoa, o ser na comunidade.

sábado, 6 de outubro de 2012

Alberto Buela em Lisboa


Cabe-me hoje a honra de apresentar o mais recente número da revista "Finis Mundi", numa sessão que conta com a presença de Alberto Buela e onde este filósofo e professor catedrático argentino falará sobre a teoria da dissidência.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

A cultura alternativa vive

Está disponível o número 4 da “Finis Mundi – A Última Cultura”, um exemplo de como há espaço no nosso país para uma revista cultural alternativa de qualidade, que tem vindo a mostrar uma óptima evolução.



Dirigida pelo Flávio Gonçalves, a “Finis Mundi – A Última Cultura” é a concretização de um projecto do qual muitos duvidaram, considerando não haver espaço para uma revista de cultura alternativa em Portugal. Agora, já com quatro números publicados e um ano de existência (talvez devêssemos dizer persistência), não só desmentiu os cépticos e pessimistas, como se foi melhorando substancialmente, numa evolução natural, para uma publicação que se quer de referência. O conteúdo desta revista assumidamente para-académica é fornecido por uma rede de académicos e intelectuais (nacionais e internacionais) e gerido por um Conselho Científico e pelo director.

Neste número 4, relativo ao último trimestre de 2011, Flávio Gonçalves afirma, em editorial, que apesar do primeiro aniversário da revista e da boa recepção e crítica positiva, não baixará a guarda e que quer fazer mais e melhor. Acrescenta ainda que “por estarmos a assistir a um ‘finis mundi’ tal não quer dizer que assobiemos para o lado e não nos esmeremos”. Uma postura a saudar.

O variado conteúdo está dividido em cinco secções, a saber: “A Última Cultura”, “Actualidade”, “Resenha”, “História”,”Cultura” e “Tradição”. Na primeira, para além do editorial, podemos ler os artigos “A Balcanização do Sistema, Ernst Jünger e Os Dias do Fim”, do ex-diplomata croata Tomislav Sunic, “O Fim de Portugal e o Seu Futuro”, de Renato Epifânio, e “Sociopatologia, o ónus da Inversão social e subse quente involução civilizacional e da Pessoa Humana”, de João Lino Santos. Na secção de actualidade, o destaque vai para os artigos “Não derretam os escudos”, de Rainer Daehnhardt, “Geração Erraste”, do jornalista João Filipe Pereira, “Prossegue o Rapto da Europa”, de João Franco, e, especialmente, para “A Imigração, exército de reserva do Capital”, do pensador francês Alain de Benoist. Na secção de História, há a destacar os artigos “Bandeirantes: A Canoa contra o Cavalo”, de Alberto Buela, “A descoberta portuguesa da ‘Grande Terra do Sul’ e da Nova Zelândia”, de Kerry Bolton, “O Integralismo Lusitano”, de Vítor Figueira Martins, e, principalmente, “Portugal: Do Integracionismo Imperial ao Etno-nacionalismo. Pistas de investigação, do historiador e investigador italiano sedeado no nosso país Riccardo Marchi. Na secção cultural, refira-se o artigo sobre “A Chegada de Corto Maltese a Portugal”, de Mário Casa Nova Martins, e “Reconquistar Tudo: Identidade”, do filósofo italiano Adriano Scianca. Por fim, na secção “Tradição”, o destaque vai para os artigos “As Festividades de Solstício de Inverno nos Açores”, de Luís Couto, “A Doutrina da União Divina na Tradição Helénica”, de Claudio Mutti, e “Lar: O Fogo Central”, de Luiz Pontual.

Última referência para a apresentação gráfica que foi profundamente renovada e está de parabéns. Não só pela sobriedade chamativa da capa, como pela paginação cuidada e a escolha e tratamento das imagens que ilustram os artigos, até ao pormenor do logótipo do cabeçalho.

A “Finis Mundi” é uma voz dissidente num mundo uniformizado pelo politicamente correcto. Um verdadeiro espaço de liberdade, reflexão e pensamento.

Encomendas para o endereço electrónico antagonistaeditora@gmail.com (disponível a opção de envio à cobrança). O preço da revista são 12 euros, e a editora oferece os portes. Também disponível através da Amazon.com.

sábado, 21 de maio de 2011

Para hoje: Lançamento do n.º 2 da Finis Mundi


A sessão de lançamento do segundo número da Finis Mundi, revista de cultura e pensamento, é hoje às 16 horas, no Hotel ibis Lisboa Saldanha, onde decorrerá uma apresentação subordinada ao Regresso do Elmo de D. Sebastião, levada a cabo pelo conhecido especialista de armas antigas, Rainer Daehnhardt.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Alain de Benoist no lançamento da Finis Mundi



Quem não foi ao lançamento da revista Finis Mundi e perdeu a exposição de Alain de Benoist pode agora assistir na internet ao vídeo que o Júlio Mendes Rodrigo teve a feliz ideia de fazer e disponibilizar. Obrigado!

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Entrevista com Alain de Benoist

A propósito da reportagem que fiz para «O Diabo» sobre o lançamento da revista «Finis Mundi», entrevistei os dois apresentadores. Aqui fica a que fiz com Alain de Benoist.


Alain de Benoist
Podemos ainda falar de uma “nova cultura”?
Sim. O problema é que vivemos num mundo de transição – o interregnum. Mais do que isso, a maior questão é a do sujeito histórico da época vem. São os povos os actores.

A globalização é desejada tanto por esquerdistas como por capitalistas?
Ambos querem a abolição das fronteiras. Os primeiros para cumprir o seu grande sonho de unificação mundial, os segundos para concretizar um grande supermercado generalizado. Permanece a ideia de que um estado mundial acabaria com as guerras. Mas, como afirmou Carl Schimtt, acabariam as guerras e passaria a haver apenas guerras civis.

Qual o papel geopolítico de Portugal hoje?
Portugal é o extremo sudoeste da Europa. Faz parte da Europa. É a abertura atlântica que faz a ligação ao Brasil. Este país emergente será muito importante no futuro. Será um pólo de resistência sul-americana à América do Norte. Por fim, Portugal é também uma abertura para o Mediterrâneo e a África do Norte.

Como avalia a influência da Nova Direita noutros países?
A Nova Direita nunca foi para ser uma internacional, mas houve manifestações noutros países. Foi uma rede: política, cultural e nacional.

O que é hoje mais importante, o político ou o intelectual?
Não acredito em acções políticas a curto termo. O trabalho intelectual demora mais tempo e dá mais trabalho. Depois, há em França uma polícia do pensamento, parece que vivemos uma depuração permanente. Em tempos, tentámos dar ideias à Direita, mas a Direita não quer ideias. Mesmo apesar de alguns sucessos técnicos. Hoje trata-se de dar ideias ao mundo.
[publicado na última edição de «O Diabo»]

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Entrevista com António Marques Bessa

A propósito da reportagem que fiz para «O Diabo» sobre o lançamento da revista «Finis Mundi», entrevistei os dois apresentadores. Aqui fica a que fiz com António Marques Bessa.


António Marques Bessa


Com a sociedade a alhear-se e a consumir, cada vez mais, informação e conteúdos imediatos, faz sentido uma revista como a “Finis Mundi”?
Hoje existe um espaço cultural para o pensamento alternativo, por oposição à globalização. Os enraizados têm o direito a pensar.

Não há o risco de ser algo demasiado intelectual, uma vez que são artigos de pensamento?
Não deve cair no intelectualismo ou academismo. Deve ser aberta, de forma a ser entendida por um número maior de leitores.

Mas nem por isso é para o povo?
O povo está estupidificado. Não se pode contar com ele. Só pode atingir intelectuais. Continuam válidos os ensinamentos de Gramsci e o que se chamou o “gramscianismo de Direita”, levado a cabo por Benoist e a Nova Direita.

Então, o movimento parte de cima?
De cima para baixo. Das elites. É sempre assim, porque o povo é bovino.
[publicado na última edição de «O Diabo»]

sábado, 11 de dezembro de 2010

Lançamento da Finis Mundi


Decorreu anteontem o lançamento do primeiro número da revista de cultura e pensamento “Finis Mundi”, dirigida pelo Flávio Gonçalves e editada pela Antagonista. A sessão de apresentação, que contou com a presença de Alain de Benoist e António Marques Bessa, teve lugar sala do Instituto D. Antão Vaz de Almada, no Palácio da Independência, em Lisboa, que se mostrou exígua para o público que aí acorreu e ultrapassou a centena de presentes. Também a banca montada para a venda da revista e de outras edições da Antagonista foi um êxito. Não quero deixar de congratular o Flávio Gonçalves e a equipa por ele mobilizada por este projecto tão necessário. Precisamos sempre de homens livres.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Livros para hoje

 

Da extensa obra dos dois oradores que estarão hoje presentes no lançamento da Finis Mundi, escolhi dois livros a (re)ler: "Nova Direita, Nova Cultura: Antologia Crítica das Ideias Contemporâneas", de Alain de Benoist, e "Ensaio sobre o fim da nossa Idade", de António Marques Bessa.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Finis Mundi: A Última Cultura


Realiza-se na próxima quinta-feira, dia 9 de Dezembro, pelas 21 horas, no Palácio da Independência em Lisboa, o lançamento de uma grande novidade editorial. Trata-se do primeiro número da revista de cultura e pensamento Finis Mundi, dirigida pelo Flávio Gonçalves e editada pela Antagonista, esta revista trimestral reúne uma série de artigos e ensaios subordinados a diversas áreas do conhecimento, nos quais se encontra um da minha autoria, procurando suscitar a atenção do leitor para a necessidade de repensar o estado da cultura portuguesa segundo uma perspectiva ou paradigma ocidental.

A sessão de apresentação contará com as comunicações de António Marques Bessa e Alain de Benoist. A entrada é livre. A não perder!