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quarta-feira, 28 de junho de 2017

Philippe Conrad fala sobre D. Sebastião



Philippe Conrad, director de "La Nouvelle Revue d'Histoire", fala sobre D. Sebastião, a Batalha de Alcácer-Quibir, os falsos D. Sebastião, a crise sucessória, o sebastianismo e a Restauração da Independência, na mais recente emissão de "Passé Présent", o programa da TV Libertés dedicado à História.

sábado, 10 de setembro de 2016

No 450.º aniversário de Alonso Sánchez Coello


A revista espanhola "Descubrir el Arte" deste mês tem como tema central o pintor Alonso Sánchez Coello, a propósito dos 450 anos do seu nascimento. Formado em Lisboa e com uma ligação estreita a Portugal, Coello pintou um belo retrato do nosso D. Sebastião que abre um dos artigos. Uma edição bastante interessante.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Ressurgimento de Restauração

Quando vi pela primeira vez o magistral “Non, ou a vã glória de mandar” estava ainda no liceu. Foi a minha estreia na obra cinematográfica de Manoel de Oliveira, da qual os meus colegas troçavam sem ter visto. O aspecto bélico do filme atraiu-me, mas só depois de o ver me convenci de que é obrigatório para qualquer português.

Nesta viagem pela História de Portugal e pela vontade imperial da nossa Pátria, o Alferes Cabrita, um militar formado em História, que vai relatando aos seus camaradas de armas na Guerra do Ultramar vários episódios marcantes do nosso percurso enquanto nação, dá ênfase à Batalha de Alcácer Quibir. Para ele, foi um “mito que se tornou uma verdade. Verdade, algo de secreto e inexplicável. Em vez de ter sentido lógico, esta verdade inacessível possui um sentido último que tudo explica”.

De jovem me ficou uma ideia que guardo até hoje: será que o mito do sebastianismo não é uma derrota, antes a certeza da nossa vontade nacional? O nosso espírito trágico português?
Como o Império, o Alferes Cabrita morreu, depois de ferido em combate, no dia 25 de Abril de 1974. Mas Portugal não morreu nesse dia, nem a 4 de Agosto de 1578.

Como escreveu Goulart Nogueira, “um Portugal renunciando às linhas geratrizes que o criaram e lhe deram o modo de ser, um Portugal mudando de alma, de espírito, já não será Portugal. Todos os que subscrevem essa orientação diferente arrastam um suposto corpo da Pátria que de Portugal mantém, apenas, o nome. Mas, para além da demissão e da mascarada, existem os que permanecem fiéis ao mesmo sentido, ao mesmo desígnio, à mesma tessitura de sonho (o prodigioso e, no entanto, autêntico consórcio de saudosismo e sebastianismo que leva aos ressurgimentos de restaurações)”. O poeta não tinha dúvidas em afirmar que “o impossível dos incrédulos tornar-se-á realidade”.

Editorial publicado na edição desta semana de «O Diabo».

terça-feira, 4 de agosto de 2015

O Desejado


Onde quer que, entre sombras e dizeres,
Jazas, remoto, sente-te sonhado,
E ergue-te do fundo de não-seres
Para teu novo fado!

Vem, Galaaz com pátria, erguer de novo,
Mas já no auge da suprema prova,
A alma penitente do teu povo
À Eucaristia Nova.

Mestre da Paz, ergue teu gládio ungido,
Excalibur do Fim, em jeito tal
Que sua Luz ao mundo dividido
Revele o Santo Gral!

Fernando Pessoa
in «Mensagem».

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Ressurgimento de Restauração

D. Sebastião, Cristóvão de Morais (1572)

"Um Portugal renunciando às linhas geratrizes que o criaram e lhe deram o modo de ser, um Portugal mudando de alma, de espírito, já não será Portugal. Todos os que subscrevem essa orientação diferente arrastam um suposto corpo da Pátria que de Portugal mantém, apenas, o nome. Mas, para além da demissão e da mascarada, existem os que permanecem fiéis ao mesmo sentido, ao mesmo desígnio, à mesma tessitura de sonho (o prodigioso e, no entanto, autêntico consórcio de saudosismo e sebastianismo que leva aos ressurgimentos de restaurações). Deus quer, o homem sonha, a obra nasce (F. Pessoa). O impossível dos incrédulos tornar-se-à realidade. Como tarefa primordial, porém, há que expurgar do corpo da Pátria aqueles que a negaram. Nesse empreendimento, um papel decisivo cabe aos não conspurcados, aos jovens iniciadores. Afonso Henriques tem 28 anos quando proclama a independência de Portugal. D. Sebastião tem 24 anos, quando morre, valorosamente, a batalhar em Alcácer Kibir, hasteando o acicate de Camões."

Goulart Nogueira
in «Acção», n.º 3.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Refundação

Não deixa de ser curioso ouvir falar em “refundação” nos tempos que correm. É mesmo irónico, já que é exactamente do que Portugal precisa. O problema é que há uma confusão semântica nesta afirmação.

Quando o primeiro-ministro fala em “refundação do Estado”, o que parece querer dizer é reforma da Administração Pública. Senão, vejamos: o que está em causa é a redução de funcionários públicos e uma série de cortes no chamado Estado social. Ou seja, apesar de tais alterações poderem provocar modificações no funcionamento da máquina estatal, o regime continua a ser o mesmo.

Podemos considerar que da última vez que o Estado português foi “refundado” – para muitos foi, pelo contrário, “reafundado” – tal se deveu ao golpe militar de 25 de Abril de 1974. Será que os nossos políticos querem alterar o que foi instituído nessa altura?

Não temos D. Afonso Henriques com a sua determinação em tornar o Reino livre e independente. Já nem esperamos D. Sebastião, último rei do mundo antigo, que deve estar sempre presente no nosso espírito. Definhamos numa pobreza a todos os níveis depois de a ditadura do consumo e do conforto nos ter amolecido enquanto Povo.

A vontade de mudança não surge em períodos de abundância. Durante a bonança não sopram os ventos que enchem as velas e nos fazem mudar de rumo – que nos fazem avançar.
É nestes períodos conturbados que surgem os homens providenciais, aqueles que se destacam dos funcionários, dos técnicos, dos sujeitos mecânicos. Verdadeiros comandantes de navio, são eles que despertam os conformados da sua sonolência e que lhes mostram que onde há uma vontade há um caminho.

Esperemos que esta crise acabe por fazer emergir uma tão necessária refundação. Que neste processo se possa reaportuguesar o País e que tomemos consciência do nosso destino comum.

Editorial da edição desta semana de «O Diabo».

sábado, 21 de maio de 2011

Para hoje: Lançamento do n.º 2 da Finis Mundi


A sessão de lançamento do segundo número da Finis Mundi, revista de cultura e pensamento, é hoje às 16 horas, no Hotel ibis Lisboa Saldanha, onde decorrerá uma apresentação subordinada ao Regresso do Elmo de D. Sebastião, levada a cabo pelo conhecido especialista de armas antigas, Rainer Daehnhardt.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

O Desejado


Retrato de D. Sebastião
Cristóvão de Morais (actividade c.1551–c.1573)
Portugal, século XVI (c. 1572-1574)
Óleo sobre tela
A 100 x L 85 cm

domingo, 31 de janeiro de 2010

Numa manhã de nevoeiro...

O Zentropa referiu o nosso D. Sebastião, o último rei do mundo antigo, que pouco é referido entre nós. Hoje, mais que nunca, urge reinterpretar o sebastianismo.