No ano em que se completarão 50 anos da saída da França da OTAN (que em Portugal continua a ser mais conhecida pela sigla anglo-saxónica NATO), a primeira edição deste ano da revista de referência “La Nouvelle Revue d’Histoire”, dirigida por Philippe Conrad, dedica um excelente ‘dossier’ à relação entre o Presidente De Gaulle e os norte-americanos.
É um momento histórico de grande importância ainda que pouco recordado, mas decisão de De Gaulle em afirmar a França como potência independente foi uma demonstração de força que hoje julgaríamos impensável. A construção de uma força nuclear francesa autónoma, a crítica da intervenção norte-americana no Vietname, a tentativa de abertura a Leste, a retirada da OTAN ou a questão do padrão-ouro confirmaram as divergências entre Paris e Washington. Diferendo que só se acalmaria com a chegada de Richard Nixon à Casa Branca, em 1969. Meio século depois, como nos diz o texto de apresentação do ‘dossier’ desta edição, a França é membro da OTAN há muitos anos e a ameaça que a motivou deixou de existir. No entanto, a “preparação mais ou menos clandestina do futuro tratado transatlântico que quer completar a integração no ‘bloco ocidental’ deve incitar a uma reflexão salutar a propósito da decisão tomada em 1966”. Assim, o excelente ‘dossier’ tem artigos sobre o duelo entre De Gaulle e Roosevelt entre 1940 e 1945, Giraud e os americanos, a França como potência nuclear e a saída da OTAN, as relações entre De Gaulle e a URSS e a Roménia, bem como a posição contra o “dólar-rei”.
De destacar também nesta edição é a entrevista com o africanista Bernard Lugan, essencial para compreender o actual caos na Líbia, por ocasião da publicação do seu novo livro “História e Geopolítica da Líbia das origens aos nossos dias”.
Ainda neste número, nota para os artigos sobre o desastre grego, o martírio e renascimento do exército sérvio, os militares e a música e entrevista com historiador especialista no mundo germânico Thierry Buron sobre a nova Alemanha.
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quinta-feira, 21 de janeiro de 2016
quarta-feira, 29 de maio de 2013
Genocídio vocabular
Como escreveu Bernard Lugan, o dia "16 de Maio ficará na História do pensamento francês como a de uma grande vitória do obscurantismo. De mão no ar, salivando aos estímulos do politicamente correcto à francesa, à semelhança dos cães de Pavlov, os deputados franceses, por proposta do Front de gauche (Frente de Esquerda), suprimiram a palavra 'raça' da legislação".
Este genocídio vocabular é simplesmente estúpido. Não é eliminando uma palavra que se acaba com o “racismo”. Quais serão as próximas palavras proibidas?
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Apartheid
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| Hendrik Verwoerd |
Com o fim do ‘Apartheid’, muitos se convenceram que nasceria uma “nação arco-íris” que seria a concretização da utopia da diversidade. A realidade não podia ser mais distinta. Já aquando da realização de um campeonato do mundo de futebol naquele país se havia visto como se estava longe do paraíso. Violência e pobreza extremas e o aparecimento de uma nova segregação racial estão a pô-lo a par de outros países vizinhos terceiro-mundistas. Como tem vindo a afirmar, há anos, nas suas análises, o africanista Bernard Lugan: “o milagre sul-africano não passa de uma miragem porque o fracasso do ANC é total e em todos os domínios”.
A África do Sul é um mosaico de povos e essa composição leva-nos à origem do ‘Apartheid’. Aquele que é muitas vezes considerado como o pai desse sistema de desenvolvimento separado defendia algo bastante diferente do que acabou por se concretizar. Hendrik Verwoerd, o primeiro-ministro assassinado em 1966, era partidário de um etno-diferencialismo, segundo o qual o território sul-africano seria partilhado pelos brancos e os vários povos negros e que levaria à criação de estados etnicamente homogéneos. Esta ideia opunha-se ao ‘Baaskap’, o supremacismo segregacionista conservador, para o qual os afrikaners eram um povo eleito por Deus que devia, por direito divino, dirigir e explorar os negros.
Como afirmou Pierre-Olivier Sabalot, autor de uma biografia de Verwoerd: “o desenvolvimento separado é também a valorização das identidades dos nove povos negros da África do Sul, chamados a florescer, ao seu ritmo, nos seus próprios territórios de origem, numa lógica de co-desenvolvimento político, económico e cultural, cada um no seu lugar, em ruptura com o Estado-nação artificial sul-africano, que é uma criação colonial britânica”. Uma ideia a repensar?
Editorial da edição desta semana de «O Diabo».
domingo, 17 de junho de 2012
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
La Nouvelle Revue d'Histoire Hors-Série n.º 1
Dominique Venner não deixa de nos surpreender. Nas bancas está o primeiro número especial de "La Nouvelle Revue d'Histoire" dedicado a África.
quarta-feira, 16 de junho de 2010
O novo racismo sul-africano
Afrique du sud : le racisme anti-blanc
Enquanto a maioria continua a soprar alegremente as insuportáveis vuvuzelas, acreditando na utopia da "nação arco-íris", alguns tentam mostrar a nova realidade sul-africana. É o caso desta reportagem do canal francês M6, que mostra como hoje são os brancos os discriminados. Como os bairros da lata de brancos, sem água nem electricidade, crescem de dia para dia. A chamada discriminação positiva é, de facto, um verdadeiro racismo anti-branco, que atira milhares de pessoas para o desemprego e a miséria apenas devido à sua raça. Racismo? Claro! Mas o racismo anti-branco, ao contrário de todos os outros, não interessa combater nem denunciar. São os dois pesos e duas medidas da ditadura do politicamente correcto.
É melhor continuar cego pela cortina do futebol, apesar de intervenções como a de Bernard Lugan, especialista em assuntos africanos, que alertou para o facto deste país se dirigir para a catástrofe.
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Bernard Lugan sobre a África do Sul
No dia em que começa o Campeonato do Mundo de Futebol na África do Sul, é de ouvir o africanista Bernard Lugan sobre este país que considera "em perdição", recusando a fantasia da "nação arco-íris".
sábado, 5 de junho de 2010
La Nouvelle Revue d'Histoire n.º 48
O número 48 de «La Nouvelle Revue d'Histoire», a revista de referência que habitualmente aconselho aqui, já está disponível nas bancas do nosso país. A sua leitura é obrigatória pela sua qualidade, mas desta vez acresce a actualidade do tema. O dossier desta edição é “A África do Sul: entre negros e brancos”, com artigos de Dominique Venner, Philippe Conrad, Henri Nérac, Philippe d'Hugues, Pierre-Olivier Sabalot e, como não podia deixar de ser, do africanista Bernard Lugan, que também dá uma entrevista sobre a evolução da historiografia relativa à África do Sul.Destaque ainda para três entrevistas: a primeira e mais longa sobre a Europa do Norte e os Vikings com o incontornável Régis Boyer; a segunda com Dominique Venner sobre De Gaulle; a última com Aymeric Chauprade, sobre o novo sítio na internet Realpolitik.tv. Nos artigos, nota para “Mauras na Universidade” de François-Georges Dreyfus, “O centenário de Jean Anouilh”, de Jean Mabire, a evocação de Joseph Kessel, de Anne Bernet, e a memória de Jean-Claude Valla, num “retrato de um amigo desaparecido demasiado cedo” assinado por Alain de Benoist. Como habitualmente, temos a crónica de Péroncel-Hugoz e as secções do costume.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
O 1148.º fazendeiro
Eugène Terre'Blanche (31/1/1941 – 3/4/ 2010), líder do AWB (Movimento de Resistência Afrikaner), foi o 1148.º fazendeiro a ser assassinado na África do Sul desde a subida ao poder do ANC, em 1994. É um dado importante para perceber a realidade sul-africana de hoje. Mais importante ainda se analisarmos a comparação com dados do passado que faz o africanista Bernard Lugan no seu comunicado, onde refere também o discurso de ódio anti-branco que chega até altos responsáveis do ANC. Mas, é claro que neste inferno que se tornou a África do Sul, não são só os brancos as vítimas. Os dados impressionam e falam por si – mais de cinquenta homicídios diários! Um número superior a vários teatros de guerra contemporâneos.Não obstante, Terre'Blanche foi a vítima perfeita para os media ocidentais, politicamente correctos. A sua postura, o seu discurso e – melhor ainda – a sua imagem (uniformes e iconografia a fazer lembrar o III Reich) foram ideais para distrair as massas da real situação de um país desastroso. Nada como o fantasma do nazi-fascismo para assegurar a eficácia do ilusionismo mediático.
Apesar destas manobras, às quais podemos juntar a hipocrisia da realização de um campeonato do mundo de futebol para celebrar o sucesso da nação "arco-íris", é cada vez mais difícil escapar à realidade e negar o descalabro vísivel de um país vítima da utopia da diversidade.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
A África por quem sabe

Bernard Lugan é um africanista francês que incomoda uma certa esquerda (que normalmente demonstra uma ignorância gritante sobre o assunto) e os politicamente correctos do costume, devido ao seu profundo conhecimento da realidade do continente negro e às suas posições livres. Doutorado em História, é professor na Universidade Lyon III, conferencista noutras universidades e leccionou durante onze anos na Universidade Nacional do Ruanda. Colabora em várias revistas, nomeadamente «La Nouvelle Revue d'Histoire» – que costumo referir aqui –, na Radio Courtoisie e é autor de vários livros sobre a História africana, o Ruanda, o Egipto, Marrocos, a colonização, a Guerra dos Boers, os franceses na construção da África do Sul, a Luisiana, entre outros. Das suas obras destacam-se "Pour en finir avec la colonisation", publicado em 2006, e a monumental "Histoire de l'Afrique, des origines à nos jours", publicada no ano passado. Foi também perito no Tribunal Penal Internacional para o Ruanda e dirigiu a revista "Afrique réelle", entre 1993 e 2005, e anunciou recentemente o lançamento de uma revista electrónica, inspirada nessa, intitulada "L'Afrique réelle. La lettre africaine de Bernard Lugan".
Por tudo isto, vale a pena visitar o blog oficial de Bernard Lugan. Para ler e ouvir quem sabe.
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