Diz que "conviveu com a elites mundialistas, que parecem indiferentes ou inconscientes em relação ao declínio da Europa, porque vivem cada vez melhor com a mundialização", afirmando: "Reforcei a minha convicção de que, face à desindustrialização, à imigração descontrolada, à incapacidade de reformar, não há outra solução credível a não ser restaurar a soberania e mudar o projecto europeu". Por isso, junta-se ao Front National "porque é a última chance para a França salvaguardar a sua civilização". Uma civilização que, para Chauprade, está "ameaçada pelo multiculturalismo".
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quinta-feira, 14 de novembro de 2013
"A civilização francesa está ameaçada pelo multiculturalismo"
Diz que "conviveu com a elites mundialistas, que parecem indiferentes ou inconscientes em relação ao declínio da Europa, porque vivem cada vez melhor com a mundialização", afirmando: "Reforcei a minha convicção de que, face à desindustrialização, à imigração descontrolada, à incapacidade de reformar, não há outra solução credível a não ser restaurar a soberania e mudar o projecto europeu". Por isso, junta-se ao Front National "porque é a última chance para a França salvaguardar a sua civilização". Uma civilização que, para Chauprade, está "ameaçada pelo multiculturalismo".
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Choque de civilizações
Em 2011 saiu uma segunda edição revista e aumentada que vai até às recentes revoluções árabes, passando também pelos despertares africanos, o desafio migratório mundial e o fim de Osama Bin Laden, enriquecendo esta obra essencial para compreender o nosso mundo e as lutas implacáveis das relações internacionais.
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Ideias incorrectas
O caso é praticamente desconhecido fora de França. Em 2009, Aymeric Chauprade, um eminente geopolitólogo, foi afastado das suas funções docentes na Escola de Guerra por razões políticas, depois de ter publicado um livro onde refere algumas teorias que contestam a versão oficial do 11 de Setembro.
Doutorado em Ciência Política, Aymeric Chauprade é um geopolitólogo francês, discípulo de François Thual, responsável pelo nascimento de uma “nova escola” de Geopolítica em França. Ao longo da sua carreira tem publicado diversas obras, colaborado em várias revistas, sendo director da “Revue française de géopolitique”, e ensinado em várias universidades. Entre 1999 e 2009 foi professor no Collège interarmées de defense (CID), a antiga Escola de Guerra, até ser afastado pelo que escreveu.
No seu livro “Chronique du choc des civilisations”, Chauprade dedica um capítulo aos diferentes argumentos e teorias que contestam a versão oficial dos atentados de 11 de Setembro. Na sequência, jornalista Jean Guisnel publica um artigo no jornal “Le Point” criticando-o pelo que escreveu e duvidando da sua autoridade científica. Na sequência desta “denúncia”, o ministro da Defesa, Hervé Morin, decidiu afastar Chauprade do CID. Era a altura do segundo Governo de François Fillon e a França alterara a sua postura internacional para um atlantismo pró-EUA. Chauprade apresentou queixa contra o jornal e o ministro e o tribunal acabou por dar-lhe razão. Para além de vencer a batalha judicial, Chauprade contou sempre com o apoio dos seus alunos e mesmo do director do CID durante a controvérsia, que afirmaram que ele “nunca havia feito proselitismo nas aulas”.
Mesmo assim, o caso não deixa de ser uma mancha num sistema democrático, onde um ministro decidiu cercear a liberdade de um professor e investigador reputado.
Doutorado em Ciência Política, Aymeric Chauprade é um geopolitólogo francês, discípulo de François Thual, responsável pelo nascimento de uma “nova escola” de Geopolítica em França. Ao longo da sua carreira tem publicado diversas obras, colaborado em várias revistas, sendo director da “Revue française de géopolitique”, e ensinado em várias universidades. Entre 1999 e 2009 foi professor no Collège interarmées de defense (CID), a antiga Escola de Guerra, até ser afastado pelo que escreveu.
No seu livro “Chronique du choc des civilisations”, Chauprade dedica um capítulo aos diferentes argumentos e teorias que contestam a versão oficial dos atentados de 11 de Setembro. Na sequência, jornalista Jean Guisnel publica um artigo no jornal “Le Point” criticando-o pelo que escreveu e duvidando da sua autoridade científica. Na sequência desta “denúncia”, o ministro da Defesa, Hervé Morin, decidiu afastar Chauprade do CID. Era a altura do segundo Governo de François Fillon e a França alterara a sua postura internacional para um atlantismo pró-EUA. Chauprade apresentou queixa contra o jornal e o ministro e o tribunal acabou por dar-lhe razão. Para além de vencer a batalha judicial, Chauprade contou sempre com o apoio dos seus alunos e mesmo do director do CID durante a controvérsia, que afirmaram que ele “nunca havia feito proselitismo nas aulas”.
Mesmo assim, o caso não deixa de ser uma mancha num sistema democrático, onde um ministro decidiu cercear a liberdade de um professor e investigador reputado.
domingo, 11 de setembro de 2011
Livro para hoje: Crónica do Choque das Civilizações
Apesar do seu reconhecido mérito, Chauprade viu-se envolvido numa polémica devido a esta obra, concretamente o capítulo dedicado à contestação da versão oficial do 11 de Setembro. Acusado no jornal "Le Point" pelo jornalista Jean Guisnel de dar voz às teorias conspiracionistas, foi afastado da docência no Collège interarmées de défense, por ordem expressa do ministro pró-atlantista Hervé Morin. O longo processo legal que se seguiu acabaria por lhe dar razão.
Com um grande formato, encadernado, 268 páginas e bastante ilustrado, é um livro essencial para perceber como o mundo mudou e os desafios que nos esperam.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Realpolitik

Excelente notícia, o lançamento de realpolitik.tv, um site dedicado à análise geopolítica que inclui conteúdos escritos e audiovisuais, dirigido por Aymeric Chauprade.
A apresentação diz-nos que os autores são todos especialistas de geopolítica de uma área geográfica (Europa, EUA, China, Rússia, América Latina, África) ou de um tema (questões marítimas, energéticas). Provenientes de horizontes variados, desenvolvem um pensamento independente e atento às realidades dos povos e das civilizações. A escolha para o termo realpolitik significa simplesmente que os autores tentam compreender e explicar o mundo como é, não como quereriam que fosse.
Uma ligação que vai directamente para a coluna da direita, um óptimo projecto a acompanhar.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Réfléchir & Agir n.º 32
O último número da excelente «Réfléchir & Agir», a autodenominada “revista autónoma de desintoxicação ideológica”, tem como tema central “A Matriz. A deriva autoritária da democracia”, com artigos de Eugène Krampon, Jacques Kotoujansky, Léon Camus, François Costes, Eric Pinel, e as entrevistas com Thierry Meyssan, Aymeric Chauprade e Éric Delcroix.Destaque ainda para a grande entrevista com Guy Sajer e os artigos “Breve história da floresta francesa”, de Thomas de Pieri, “O monstro de Loch Ness é um mito?”, de Pierre Gillieth, o in memoriam ao escritor chileno Miguel Serrano, por Arnaud Lallement, a reflexão sobre Claude Lévi-Strauss sobre a “afirmação das diferenças”, de Éric Norholm, e “AC/DC Autoestrada para o inferno”, de Pierre Gillieth, sobre o grupo de rock australiano.
Nas muitas notas de leitura, é de assinalar a que se refere ao primeiro número da revista da associação portuguesa Terra e Povo. Sem esquecer as habituais críticas a livros, música e cinema, os breves comentários à actualidade e outras secções habituais, referência ainda para as conclusões de um inquérito feito aos assinantes da revista, através do qual se pode ficar a conhecer melhor o público da «Réfléchir & Agir».
sexta-feira, 12 de junho de 2009
La Nouvelle Revue d'Histoire n.º 42
À venda nas bancas do nosso país está o número 42 da obrigatória «La Nouvelle Revue d’Histoire». O tema central é “1919-1939 Da esperança ao desastre”, em cujo dossier podemos encontrar artigos de Henry Bogdan, Bernaud Bruneteau, Jean-Claude Valla e Jean Bourdier, bem como uma entrevista com o historiador Stéphane Courtois e a cronologia de Philippe Conrad. Destaque ainda para a excelente entrevista com o Dominique Venner sobre o seu último livro “Ernst Jünger. Un autre destin européen”, dedicado ao grande mestre das letras alemão, que considera que “pela sua vida e obra, apresenta-nos um modelo em oposição absoluta com o que nos submerge e asfixia, um modelo que renova com as fontes mais autênticas da tradição”. A não perder, também, os artigos “O enigmático Alexandre I”, de Emma Demeester, e “De Gaulle, a França e a OTAN”, de Aymeric Chauprade, entre outros. Podemos ainda ler as entrevistas com Meinard Pizzinini, sobre Napoleão e o Tirol, e com François-George Dreyfus, sobre a França e a Alemanha. Como sempre, temos a crónica de Péroncel-Hugoz, desta vez sobre o sufismo, e as secções habituais.segunda-feira, 13 de abril de 2009
Terre & Peuple Magazine n.º 39
O último número da revista da associação Terre et Peuple tem como tema de capa “A arma geopolítica” e oferece-nos um excelente dossier com os artigos “Geopolítica da Eurásia. O centro do mundo e os interesses americanos” e “Ocidente e Eurosibéria?”, de Alain Cagnat, “A República não precisa de sábios. Aymeric Chauprade vítima dos inquisidores”, de Pierre Vial, e a análise de fundo “Crónica de uma guerra colonial anunciada”, de Jean-Patrick Arteault.A destacar, o encontro com Gabriele Adinolfi, por ocasião da sua presença em França a apresentar a edição francesa do seu último livro“Pensées Corsaires, Abécédaire de Lutte et de Victoire”, que respondeu às perguntas de Pierre Vial e explicou as perspectivas para a Casa Pound e o Polaris. A não perder, também, a “Crónica da decadência”, de Emmanuel Ratier, a entrevista com Michel Alain sobre o Darwinismo e o artigo “Os nossos antepassados os gauleses. Os nossos antepassados os francos”, de Pierre Vial.
Para além de outros artigos, podemos ainda ler críticas a livros, bem como comentários sobre a actualidade e as habituais rubricas sobre genealogia e culinária.
sábado, 11 de abril de 2009
La Nouvelle Revue d'Histoire n.º 41
À venda nas bancas em Portugal está o número 41 da obrigatória «La Nouvelle Revue d’Histoire». O tema central é “Catástrofes verdadeiras e falsas”, em cujo dossier o destaque vai para o artigo sobre o terramoto de Lisboa de 1755, assinado por Jean-Michel Baldassari, onde encontramos também artigos consagrados à Atlântida, ao saque de Roma, ao ano mil, às invasões bárbaras, ao progresso, bem como uma entrevista com François-Georges Dreyfus e a cronologia de Charles Vaugeois.Destaque ainda para a excelente entrevista com o geopolitólogo francês Aymeric Chauprade sobre a sua visão da História e o seu último livro “Chronique du choc des civilisations”, que lhe valeu o afastamento como professor da École de Guerre, ordenado pelo atlantista ministro da Defesa. A não perder, também, os óptimos artigos “A Alemanha secreta de Claus von Stauffenberg”, de Dominique Venner, e “A brilhante geração Brasillach”, de Philippe d'Hugues.
Podemos ainda ler os artigos “Luísa da Prússia”, de Emma Demeester, “Há três séculos: O fim da supremacia sueca”, de Éric Mousson-Lestang, e as entrevistas com Jean-Pierre Poussou, sobre a História comparada, e Pierre de Meuse, sobre o catarismo. Como sempre, para além de outros artigos, temos a crónica de Péroncel-Hugoz, desta vez sobre a monarquia suíça, e as secções habituais.
terça-feira, 10 de março de 2009
Laranja podre
A situação na Ucrânia é desastrosa. A Revolução Laranja, apregoada por tantos como a via a seguir para a “ocidentalização” (leia-se americanização) do Leste da Europa, “deu origem a um enorme pântano onde ninguém se entende”, como diz Miguel Monjardino na sua análise publicada última edição do semanário «Expresso», onde considera que “o país está num impasse político” e “a caminho de um precipício económico”.
Sobre este tema e a sua complexidade falei aqui em tempos e, infelizmente, nada se alterou no que toca à posição encolhida da UE, sem vontade de afirmar a Europa como uma super-potência. A Europa não se pode fazer contra a Rússia e a mando dos EUA.
Para auxiliar à compreensão da geopolítica ucraniana, recomendo o mapa “As quatro Ucrânias”, que publico abaixo, retirado do “Dictionnaire de Géopolitique”, 2.ª edição, de 1999, de Aymeric Chauprade e François Thual, bem como a entrada relativa à Ucrânia, onde se questiona: “sobreviverá a Ucrânia nas suas fronteiras actuais, ou conhecerá divisões e separações territoriais?”.
Sobre este tema e a sua complexidade falei aqui em tempos e, infelizmente, nada se alterou no que toca à posição encolhida da UE, sem vontade de afirmar a Europa como uma super-potência. A Europa não se pode fazer contra a Rússia e a mando dos EUA.
Para auxiliar à compreensão da geopolítica ucraniana, recomendo o mapa “As quatro Ucrânias”, que publico abaixo, retirado do “Dictionnaire de Géopolitique”, 2.ª edição, de 1999, de Aymeric Chauprade e François Thual, bem como a entrada relativa à Ucrânia, onde se questiona: “sobreviverá a Ucrânia nas suas fronteiras actuais, ou conhecerá divisões e separações territoriais?”.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Aymeric Chauprade no grand débat
Só recentemente vi o grand débat, dedicado ao tema «De Munich a Kaboul. La paix a tous prix ?», que aconselho vivamente. Um programa do canal francês Histoire, conduzido por Michel Field, com os comentários de Eric Zemmour, do Figaro Magazine, e a presença dos convidados Hubert Védrine, antigo ministro dos negócios estrangeiros, Olivier Wieviorka, professor de História na ENS, Rony Brauman, antigo presidente da MSF, e Aymeric Chauprade, professor de geopolítica na École de guerre. O destaque vai para a participação deste último, geopolitólogo brilhante, director da «Revue Française de Géopolitique», colaborador habitual de «La Nouvelle Revue d'Histoire», entre outras publicações, e autor de várias obras, sendo a mais recente Chronique du Choc des Civilisations.
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