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segunda-feira, 5 de julho de 2010

Mitos urbanos

Há uns dias, em conversa com um amigo meu, fiquei a saber que um livro recém-publicado (hoje publica-se tudo...) sobre mitos urbanos incluía como tal o arrastão de 2005 em Oeiras. É caso para dizer que a desinformação tem acção prolongada. Tenhamos presente que os negacionistas do arrastão que agora estão calados, atacarão seguramente mais tarde.

Assim sendo, imagino que as notícias que encontrei (numa pesquisa não exaustiva) e que listei abaixo também não passem de "mitos urbanos" para os bem-pensantes de serviço:

- "Agressões e assaltos triplicam no Verão nos comboios de Cascais‎" (Diário de Notícias);
- "Jovens detidos por desacatos na Linha de Cascais sujeitos a apresentações periódicas na polícia" (Público);
- "Bando pára comboio durante 20 minutos" (Correio da Manhã);
- "Facadas e tiros no areal da Linha de Cascais" (Jornal de Notícias);
- "António Capucho diz que policiamento na linha de Cascais é insuficiente" (A Bola);
- "Grupo de jovens apedrejou comboios na Linha de Cascais" (Diário Digital).

Usem o google e perceberão que isto é apenas uma pequena amostra de uma grande desgraça. Algo trazido sob a capa politicamente correcta do multiculturalismo e da integração.

Post Scriptum: Ah! É verdade, se relacionarem estes desacatos com a imigração e as suas consequências deixa de ser "mitos urbanos" e passa a ser "racismo" e "xenofobia", atitudes susceptíveis de acusações judiciais. É este o estranho mundo que habitamos...

segunda-feira, 28 de junho de 2010

O regresso dos negacionistas

Na notícia que referi no post anterior, é recordado o Arrastão de 2005, com o seguinte texto:

ARRASTÃO VARRE PRAIA DE CARCAVELOS
A 10 de Junho de 2005, Dia de Portugal e de Camões, Portugal assistiu, na televisão, a um fenómeno que apenas se tinha visto, até então, em terras brasileiras: um arrastão na praia de Carcavelos, Cascais. Cerca de duas centenas de jovens, oriundos de zonas problemáticas, usaram o comboio para chegar ao local e fugir. No areal, lançaram o pânico entre os milhares de banhistas, com vários a serem agredidos e roubados. A polícia chegou pouco depois e deteve alguns jovens.

Perante isto, aguardam-se as reacções inflamadas dos negacionistas do arrastão, que não só nos voltarão a tentar impingir que este não aconteceu, como provavelmente assegurar-nos que desta vez também nada se passou na Linha de Cascais.

Longe deste tipo de fantasias utópicas que tentam prevalecer através do terrorismo mediático, há que dizer que a intervenção das forças de segurança e o reforço policial são apenas um paliativo. A solução está na revisão da lei da nacionalidade, numa política de imigração controlada e na credibilização do sistema judicial.

Arrastões

Tenho um colega de trabalho que é assíduo leitor do «Correio da Manhã», jornal que não é propriamente da minha eleição, mas que reconheço ser corajoso na divulgação da criminalidade que assola o nosso país e que muitos querem ocultar. Hoje de manhã, o meu colega disse-me: "Tens que ler isto..." E, realmente, tinha.

Em duas páginas era tratada a onda de violência e criminalidade provocada por "grupos grandes de jovens vindos dos bairros sociais à Linha da CP de Cascais, durante o Verão". Alguém se lembrou do famoso Arrastão de 2005? Ora, segundo a notícia, "Para evitar futuros arrastões, a Polícia vai colocar o Corpo de Intervenção (CI) a patrulhar os comboios daquela linha".

Para melhor compreendermos a situação a que chegámos, é de ler a reflexão de Manuel Catarino sobre a "Insegurança", publicada na mesma edição do jornal. Diz ele, sem papas na língua: "Portugal, por muito que as estatísticas demonstrem o contrário, é um País inseguro. Não interessa se o número de crimes tem tendência a decrescer. O que importa é outra coisa: a capacidade de punição dos incorrigíveis apanhados a fazer o que não devem – que é pouca ou nenhuma. Os tribunais de pequena instância criminal – criados precisamente para julgar a pequena criminalidade – demitiram-se dessa função: não ligam, não querem saber, adiam, deixam para a semana. Fazem-no sem o menor respeito pelas vítimas. Isto provoca a revolta de quem espera Justiça – e gera um sentimento de impunidade entre a escumalha". O jornalista exemplifica depois com um caso verdadeiro ocorrido na semana passada, para concluir: "Moral da história: a lei penal ou a má vontade dos magistrados – ou as duas coisas juntas – são um convite ao pior: quem assalta pode continuar a fazê-lo alegremente – e quem é vítima fica a saber que o melhor é não apresentar queixa para evitar mais maçadas."

sexta-feira, 17 de junho de 2005

Os negacionistas do “arrastão”

O jornalismo é a História do presente e, não se tratando de uma ciência exacta, é sempre susceptível das mais diversas interpretações. Assim, um jornal que mais parece o órgão oficial de um dos partidos de extrema-esquerda que se sentam no poleiro do Parlamento, diz hoje que o “arrastão” de Carcavelos nunca existiu. Bom, todos têm direito às suas opiniões, mas atrevo-me a imaginar qual será o próximo exclusivo fabricado numa tentativa de que este jornal tenha uma tiragem a sério: Os assaltos e agressões nos comboios da linha de Sintra nunca existiram. Que imagens seriam então aquelas transmitidas ontem pelo canal de Balsemão?