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quinta-feira, 11 de setembro de 2014

À esquerda, o vazio...

Os “revolucionários” de Abril estabeleceram um maniqueísmo, simplista mas eficaz, para garantir que o novo regime fosse visto como o melhor de sempre. Antes estava tudo mal e o futuro seria necessariamente bom.

Se até se compreende que naquele tempo muitos aderissem a esta visão binária da História contemporânea de Portugal, em especial as cabeças sobreaquecidas pelo Verão Quente de 1975, quarenta anos depois é inacreditável que se insista no mesmo.

A esquerda cá do burgo, cúmplice do estado em que se encontra o País – nunca é demais recordá-lo –, há muito que repete incessantemente este discurso vazio. Na semana passada voltámos a ter dois exemplos deste recurso a um passado imaginado.

No discurso de inauguração de mais uma “Festa do Avante!”, o secretário-geral do Partido Comunista Português, Jerónimo de Sousa, não hesitou em afirmar que “vivemos o período mais sombrio desde o fascismo”. Não é de espantar, vindo de quem vem, ainda por cima na habitual politização daquele que é considerado por muitos um dos mais antigos festivais de Verão em Portugal, que entretanto se tornaram moda.

Mas não são apenas os suspeitos do costume que papagueiam a cartilha do “antifascismo”. Também o secretário-geral do Partido Socialista, António José Seguro, cozinhou o seu discurso segundo a mesma receita, dizendo: “Estamos a assistir ao regresso de antes do 25 de Abril: serviços a fechar, extensões de saúde a fechar, tribunais a fechar e as pessoas a terem de emigrar novamente porque não têm sustento no interior do nosso país.”

As esquerdas, que se querem progressistas, são afinal estáticas. Agarradas a uma superioridade moral auto-atribuída, mantêm um discurso esgotado e a caravana (eleitoral) passa. A direita parlamentar agradece, mas vence por omissão alheia, já que também há muito esqueceu a Pátria.

Editorial publicado na edição desta semana de «O Diabo».

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Frase do dia


«António José Seguro partilha com alguns mamíferos marsupiais a notável capacidade de se fingir de morto quando sente a aproximação de um perigo.»

João Miguel Tavares
in «Público»

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Frase do dia

“Seguro não quer este Governo mas também não quer ir para o governo.”

Pedro Lomba
in “Público”

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Frase do dia

"Nunca, em quase 50 anos, conheci um político que se aproximasse tanto de não ser nada, como António José Seguro."

Vasco Pulido Valente
in "Público".