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sábado, 16 de abril de 2011

Alain de Benoist no Méridien Zéro


Esta semana, o programa Méridien Zéro recebe o pensador francês Alain de Benoist e tem como tema "Para além da Nação, o Império". Como é habitual, a emissão tem início às 22 horas portuguesas e pode ser escutada através da Radio Bandiera Nera.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Alain de Benoist em Coimbra


Alain de Benoist está de regresso ao nosso país para marcar presença no II Colóquio Intradepartamental "Aprofundar a crise", promovido pelo Departamento de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. A sua conferência, sob o tema “As Origens da Crise Financeira”, será proferida amanhã, às 11.45, no anfiteatro IV da FLUC, com apresentação de Alexandre Franco de Sá.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Alain de Benoist no lançamento da Finis Mundi



Quem não foi ao lançamento da revista Finis Mundi e perdeu a exposição de Alain de Benoist pode agora assistir na internet ao vídeo que o Júlio Mendes Rodrigo teve a feliz ideia de fazer e disponibilizar. Obrigado!

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Entrevista com Alain de Benoist

A propósito da reportagem que fiz para «O Diabo» sobre o lançamento da revista «Finis Mundi», entrevistei os dois apresentadores. Aqui fica a que fiz com Alain de Benoist.


Alain de Benoist
Podemos ainda falar de uma “nova cultura”?
Sim. O problema é que vivemos num mundo de transição – o interregnum. Mais do que isso, a maior questão é a do sujeito histórico da época vem. São os povos os actores.

A globalização é desejada tanto por esquerdistas como por capitalistas?
Ambos querem a abolição das fronteiras. Os primeiros para cumprir o seu grande sonho de unificação mundial, os segundos para concretizar um grande supermercado generalizado. Permanece a ideia de que um estado mundial acabaria com as guerras. Mas, como afirmou Carl Schimtt, acabariam as guerras e passaria a haver apenas guerras civis.

Qual o papel geopolítico de Portugal hoje?
Portugal é o extremo sudoeste da Europa. Faz parte da Europa. É a abertura atlântica que faz a ligação ao Brasil. Este país emergente será muito importante no futuro. Será um pólo de resistência sul-americana à América do Norte. Por fim, Portugal é também uma abertura para o Mediterrâneo e a África do Norte.

Como avalia a influência da Nova Direita noutros países?
A Nova Direita nunca foi para ser uma internacional, mas houve manifestações noutros países. Foi uma rede: política, cultural e nacional.

O que é hoje mais importante, o político ou o intelectual?
Não acredito em acções políticas a curto termo. O trabalho intelectual demora mais tempo e dá mais trabalho. Depois, há em França uma polícia do pensamento, parece que vivemos uma depuração permanente. Em tempos, tentámos dar ideias à Direita, mas a Direita não quer ideias. Mesmo apesar de alguns sucessos técnicos. Hoje trata-se de dar ideias ao mundo.
[publicado na última edição de «O Diabo»]

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Livros para hoje

 

Da extensa obra dos dois oradores que estarão hoje presentes no lançamento da Finis Mundi, escolhi dois livros a (re)ler: "Nova Direita, Nova Cultura: Antologia Crítica das Ideias Contemporâneas", de Alain de Benoist, e "Ensaio sobre o fim da nossa Idade", de António Marques Bessa.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Finis Mundi: A Última Cultura


Realiza-se na próxima quinta-feira, dia 9 de Dezembro, pelas 21 horas, no Palácio da Independência em Lisboa, o lançamento de uma grande novidade editorial. Trata-se do primeiro número da revista de cultura e pensamento Finis Mundi, dirigida pelo Flávio Gonçalves e editada pela Antagonista, esta revista trimestral reúne uma série de artigos e ensaios subordinados a diversas áreas do conhecimento, nos quais se encontra um da minha autoria, procurando suscitar a atenção do leitor para a necessidade de repensar o estado da cultura portuguesa segundo uma perspectiva ou paradigma ocidental.

A sessão de apresentação contará com as comunicações de António Marques Bessa e Alain de Benoist. A entrada é livre. A não perder!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Uma capa

Soube hoje da morte de Paulo-Guilherme d'Eça Leal (1932-2010), no passado dia 9 de Outubro. Deste pintor, gráfico, decorador, cineasta, poeta e escritor, lembro-me sempre da capa de um dos livros que mais me marcaram. Falo de "Nova Direita Nova Cultura – Antologia crítica das ideias contemporâneas", de Alain de Benoist, publicado por Fernando Ribeiro de Mello/Edições Afrodite, em 1981. Aqui fica a imagem, em sua memória.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Entrevista com Alain de Benoist

Alain de Benoist esteve em Lisboa e o Flávio aproveitou para fazer uma excelente entrevista que foi publicada no semanário «O Diabo». Finalmente, decidiu reproduzi-la integralmente no seu blog. Aqui fica uma das questões sobre o posicionamento esquerda/direita:

As suas obras parecem ser muito populares entre uma larga franja de activistas, não só entre a direita, alguns vêem-no inclusive como um Noam Chomsky europeu. Pese embora a corrente intelectual a que pertence ter ficado conhecida pelo nome de Nova Direita, considera-se um homem de direita?

Não me insiro de forma alguma na clivagem Esquerda-Direita. Já fui algumas vezes definido como um “homem de esquerda de direita” ou como alguém que tem valores de direita e ideias de esquerda. Nada disto faz muito sentido. A direita e a esquerda nasceram com a modernidade e estão em vias de com esta desaparecer. Para mais, houve sempre uma pluralidade de direitas e de esquerdas muito diferentes. Algumas dessas direitas tinham mais afinidades com certas esquerdas do que com as outras direitas (e vice-versa). Consoante as épocas e os países, as ideias catalogadas à direita ou à esquerda podem igualmente variar. Razão pela qual os politólogos há já muito tempo que renunciaram a dar uma definição unitária da “direita” ou da “esquerda”. A “direita”, hoje em dia, pode ser republicana ou monárquica, democrata ou anti-democrática, cristã ou anti-cristã, favorável à construção europeia ou hostil a essa construção, pró-americana ou anti-americana, liberal ou anti-liberal, reaccionária ou revolucionária, etc. O facto de alguém se apresentar como um “homem de direita” não nos diz pois grande coisa acerca do seu pensamento. O que conta, não são as etiquetas, mas o conteúdo das opções que se fez.

As noções de direita e de esquerda já não são hoje em dia operacionais no campo das ideias. Mantêm-se por hábito no domínio da política parlamentar, mas todas as sondagens mostram que o eleitorado tem cada vez mais dificuldade em identificar o que as diferencia. A sociologia eleitoral mostra também que os sufrágios são cada vez mais voláteis: enquanto que antigamente o voto passava de pai para filho, a favor das mesmas famílias políticas, hoje em dia cada vez mais os eleitores votam sucessivamente em candidatos “de direita” ou “de esquerda”. Enfim, constata-se que todos os grandes acontecimentos destes últimos anos revelaram novas clivagens, que atravessam as famílias políticas.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

O talento não é desculpa

No mesmo país que celebrou como herói nacional um falecido escritor comunista – que saneou vários jornalistas enquanto subdirector do «DN» apenas por motivos políticos –, por este ter ganho um prémio Nobel, o projecto de um voto de pesar pela morte de António Manuel Couto Viana, proposto pelo grupo parlamentar do PS, foi retirado após pressão do PCP e do BE. É bom ver que para esta gente o ideal da cultura literária continua a ser uma União de Escritores Soviéticos. E o talento que se lixe!

A este propósito, recordei-me de uma passagem do livro de Alain de Benoist, "Comunismo e Nazismo: 25 reflexões sobre o totalitarismo no século XX (1917-1989)", publicado em Portugal pela Hugin Editores, em 1999: "O nacionalismo é frequentemente assimilado ao fascismo, e este ao nazismo, enquanto que o socialismo nunca é considerado como potencialmente estalinista. A direita é sempre suspeita de «fascismo», enquanto que o comunismo, apesar dos seus erros, é tido como pertencente às «forças do progresso». A venda de um livro nazi suscita veementes protestos (e pode cair na alçada da lei), a de um livro comunista não se presta a nenhum comentário particular. Um velho nazi fica infrequentável para sempre, enquanto que o facto de ter sido comunista não implica nenhuma perda de prestígio nem de estatuto social, mesmo para quem nunca exprimiu arrependimento. O mínimo laço, real ou suposto, com uma ideologia apresentada como tendo, de perto ou de longe, algum parentesco que seja com o nazismo, é uma marca de infâmia indelével que leva à denúncia e ao ostracismo. (...) Pablo Neruda, Bertold Brecht ou Einsenstein são, e com razão, celebrados pelo seu talento. Drieu, Céline ou Leni Riefenstahl, ainda que não vejam negado o seu, continuam envoltos numa aura sulfurosa, que leva a lembrar que «o talento não é desculpa»."

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Le Choc du Mois n.º 37

O último número da revista francesa «Le Choc du Mois» dedica um dossier a um assunto de extrema importância hoje em dia, os perigos da alimentação moderna, que inclui vários artigos e três entrevistas. Nos muitos artigos que se seguem, merece especial destaque o encontro entre “dois gigantes no século, Jünger e Heidegger”, visto por Alain de Benoist. Referência também para o artigo “Purificação contabilística e branqueamento estatístico”, de François Bousquet, que analisa a forma como os demógrafos oficiais fazem desaparecer os imigrantes das estaísticas em França. Nota ainda para a secção de economia, onde se questiona “Capitalismo: em direcção à crise final?”, numa série de artigos sobre a situação económica actual e uma entrevista com Jean-Luc Gréau, e ainda, na secção de cultura, entre vários textos, o ensaio de Philippe Marsay “A identidade não existe”, sobre o livro de Jean-Luc Nancy, e “Uma visão geopolítica à francesa”, sobre a reflexão de Maurras neste domínio.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Éléments n.º 135

Alain de Benoist e a «Éléments», a sua “revista das ideias”, são referências que acompanho regularmente, pese embora algumas discordâncias. O último número que comprei foi o 135, que abre com o editorial de Robert de Herte “A justiça ou a vingança?”, uma óptima reflexão para entrar no excelente e pertinente dossier com o tema “A justiça que mete medo”, que inclui artigos “A justiça vítima das ideologias” e “A justiça penal em questões”, de Alain de Benoist, “Os romanos não confundiam direito e lei!”, de Jean-Charles Personne, e uma entrevista com o magistrado François Franchi sobre a perda de credibilidade da justiça.

A destacar, também, ao debate “Marx, Stirner e a questão proletária”, a entrevista com o especialista em política social e professor na Universidade de Múrcia Jerónimo Molina Cano e os artigos “Michel Déon é um escritor trágico”, de Christopher Gérard, e “George Orwell previu o pior”, de Pierre Le Vigan. Nas 64 páginas da revista há ainda muitas outras coisas a descobrir, como artigos, ideias, críticas a livros e filmes, etc. Última nota para o texto de Michel Marmin em memória de Jean-Claude Valla.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Nova cultura

Esta expressão resumia o combate cultural empreendido pelo GRECE na década de 70 do século passado, naquilo que considerava um “gramscianismo de direita” e que foi uma inspiração para uma forma de agir contra a ditadura de uma esquerda que se apropriou da área cultural. No trabalho contínuo contra essa imposição, há que actuar sempre em vários campos, estar atento e apoiar as iniciativas que para tal contribuam.

Vem isto a propósito das duas páginas culturais que o reformulado «O Diabo» nos oferece semanalmente. Na edição de ontem, para além de uma coluna de sugestões de televisão e a minha de cinema, é de destacar as “Munições”, de Henrique Afonso, na qual é de notar a referência, entre outras, ao livro de Alain de Benoist “Demain, la décroissance ! Penser l'écologie jusqu'au bout”, e na rubrica sobre livros, de Hugo Navarro, um apontamento sobre a proibição do “Mein Kampf” na Rússia.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Livros para o Natal

Aqui fica uma breve lista de livros saídos recentemente que são óptimos presentes de Natal:


O Século de 1914. Utopias, Guerras e Revoluções na Europa do Século XX”, de Dominique Venner, publicado pela Civilização.



Guerra Justa, Terrosimo, Estado de Urgência e Nomos da Terra: A Actualidade de Carl Schmitt”, de Alain de Benoist, publicado pela Antagonista.



Folhas Ultras. As ideias da direita radical portuguesa (1939-1950)”, de Riccardo Marchi, publicado pelo ICS.

Império, Nação, Revolução. As direitas radicais portuguesas no fim do Estado Novo (1959-1974)”, de Riccardo Marchi, publicado pela Texto.


Nuno Álvares Pereira - Homem, Herói e Santo”, obra colectiva, publicada pela Universidade Lusíada Editora.


Antologia poética Rodrigo Emílio”, com organização e introdução de Bruno Oliveira Santos e prefácio de António Manuel Couto Viana, publicada pela Areias do Tempo.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Flash n.º 26


Excelente dossier, neste número do «Flash», sobre os "soixante-huitards esquecidos" da Ordre Nouveau, com as recordações de Alain Renault e Jack Marchal e o comentário de Alain de Benoist que diz: "quando a extrema-direita e a extrema-esquerda se enfrentam, a burguesia esfrega as mãos..."

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

DisidenciaS n.º 7

A imagem da capa deste número da «DisidenciaS» foi retirado do respectivo sítio e tem a indicação de que já está esgotado. No entanto, consegui comprar esta excelente revista, cujo dossier é sobre a "Espanha e a reconstrução do Estado", com artigos de Juan A. Aguilar, Jesús Neira e José Ortega y Gasset, para além das "Notas sobre o problema enegético" de Alain de Benoist, entre outros, na Casa del Libro, em plena Gran Via, quando estive há semanas em Madrid. Vale mesmo a pena. Mesmo que não seja possível comprar este número, já saiu o seguinte.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

A Actualidade de Carl Schmitt

A novíssima Antagonista lançou-se no mercado editorial português com o livro de Alain de Benoist “Guerra Justa, Terrosimo, Estado de Urgência e Nomos da Terra: A Actualidade de Carl Schmitt”. Aconselhando a todos esta obra bem interessante, desejo vida longa e muito sucesso a esta editora que tem já previstos vários lançamentos. Abaixo fica a capa e a sinopse da contracapa.

Neste seu trabalho Alain de Benoist contesta radicalmente a legitimidade teórica, política e moral do conceito de “guerra justa”, contra o terrorismo “global”.

Demonstra como este pode ser remetido às suas dimensões mais simples e naturais, que permitiriam combatê-lo sem o alimentar.

Relaciona-o com o fenómeno, tipicamente moderno, da criminalização do inimigo, segundo a análise de Carl Schmitt, cuja actualidade é apurada por Benoist. O terrorismo, com efeito, não tem apenas raízes islâmicas, mas igualmente ocidentais e até estatais.

De facto a “globalização” do terrorismo lembra irresistivelmente as teses de Schmitt na sua Teoria da Guerrilha.

O autor chega à conclusão de que o “globalitarismo” americano contém um perigo mortal para o mundo moderno, ao ocultar a origem do elemento político e conflitual na vida do homem. Consequentemente um planeta “definitivamente pacificado” pela hegemonia “benévola” dos Estados Unidos da América pode vir a produzir uma guerra civil mundial sem fim e de proporções catastróficas.