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segunda-feira, 17 de março de 2008

Frente, ou o que lhe queiram chamar...

Na chamada “área nacional” — denominação que, só por si, está longe de provocar consenso — há uma dificuldade extrema em entender ou aceitar “frentes”, “plataformas”, “pontos de encontro”. Os eremitas políticos e os clubes exclusivos que a caracterizam despendem a maior parte — se não a totalidade — da sua energia em lutas intestinas. O lado mais negro desta guerra de “disparar para o lado” é que, na maior parte dos casos, as questões não são ideológicas nem estratégicas, mas meras quezílias pessoais, ofensas particulares, difamações, etc. Isto tudo justificado com purismos delirantes e moralismos de pacotilha. E assim lá vão “cantando e rindo”, não “nós” mas “eles”, ao ver os seus inimigos digladiarem-se entre si.

Nesta ordem de ideias, há dúvidas recorrentes: quem somos “nós”? Existe um “nós”? O meu caro amigo FSantos, em grande forma na sua nova casa, explica. Eu, agradecido por me poupar as palavras, assino por baixo.