domingo, 2 de outubro de 2016

O optimismo de Dominique Venner


“O meu ‘optimismo’ não é beato. Não pertenço a uma paróquia onde se acredita que tudo acaba por se arranjar. Vejo perfeitamente tudo o que é negro na nossa época. Pressinto, no entanto, que os poderes que pesam negativamente sobre a sorte dos europeus serão minados pelos choques da História que hão-de vir. Para chegar a um autêntico despertar é ainda necessário que os europeus possam reconquistar a sua consciência indígena e a longa memória das quais foram desapossados. As adversidades que aí vêm ajudar-nos-ão libertando-nos do que nos tem poluído em profundidade. Foi a tarefa temerária a que me dediquei. Tem poucos precedentes e em nada é política. Para além da minha pessoa mortal, tenho a certeza que os archotes acesos não se apagarão. É o que me transmitem os nossos poemas fundadores. Eles são o depósito de todos os nossos valores. Mas constituem um pensamento em parte perdido. Temos assim que reinventá-lo e projectá-lo no futuro como um mito criador.”

Dominique Venner

in La Nouvelle Revue d’Histoire n.° 58 (Jan.-Fev. 2012).

sábado, 1 de outubro de 2016

Esquizofrenia ortográfica


O (des)Acordo Ortográfico é um perigoso disparate no qual, infelizmente, o actual Governo insiste. Os argumentos em sua defesa são contraditórios e reveladores da impossibilidade do seu objectivo unificador.

Na edição de hoje do «Expresso», a Presidente do Instituto Camões dá mais uma prova da esquizofrenia que é defender esta aberração ortográfica.

À pergunta “é preciso um Acordo Ortográfico?”, Ana Paula Laborinho respondeu: “O Acordo Ortográfico é um instrumento até de internacionalização. É a tentativa de, enquanto língua internacional e num contexto de ensino, não termos de ensinar o português nas suas diversas variedades.” Ou seja, o argumento habitual, se bem que defensivamente suavizado ao remetê-lo para uma “tentativa”.

Muito bem, a jornalista pergunta-lhe em seguida: “Foi lançado há uma semana um livro intitulado "Viva a língua brasileira" e está a ser preparada uma revisão curricular no Brasil que pode secundarizar a ligação com Portugal. Portugueses e brasileiros entendem-se ou desentendem-se em português?” E a resposta não podia ser mais contraditória: “Entendemo-nos bem. O reconhecimento da diversidade dos povos não é impeditivo de nos entendermos.

Um caso clínico!