terça-feira, 28 de abril de 2015

Onze anos

Na era em que as "redes sociais" dominam a rede, manter um blog começa a parecer um acto de resistência. Na verdade, talvez seja apenas teimosia... O Pena e Espada completa hoje 11 anos de existência. É obra! Obrigado aos que por aqui ainda passam.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

O universo estético dos europeus


Como recorda o islamólogo René Marchand, “as grandes civilizações não são regiões num planeta, mas planetas diferentes”. Porque, para Dominique Venner, “são feitas de valores espirituais que estruturam os comportamentos e alimentam as representações” (entrevista com Laure d’Estrée, 01/09/2011).

Ao consagrar o seu segundo colóquio (e o primeiro com este nome) ao “universo estético dos europeus”, o Institut Iliade pretende afirmar a singularidade e a riqueza do nosso património comum. Para aí desenhar a fonte e os recursos de uma afirmação serena, mas determinada, da nossa identidade europeia, hoje ameaçada por outras civilizações.

Com as intervenções de Alain de Benoist (“A arte europeia, uma arte da representação”), Slobodan Despot (“A arte europeia e o sentimento da Natureza”), Christopher M. Gérard ( “A beleza e o sagrado”), Jean-François Gautier (“A polifonia do mundo”), Javier Ruiz Portella (“A dissidência pela beleza”) e as apresentações de altos lugares europeus (Duarte Branquinho, Adriano Scianca, Philip Stein, Marie Monvoisin).

Sábado, 25 de Abril, a partir das 14 horas, na Maison de la Chimie (28 Rue Saint Dominique, 75007 Paris).

domingo, 12 de abril de 2015

Retornados


"Chamaram-lhes retornados" é o título de um excelente artigo de Helena Matos, com ênfase em Moçambique e referência ao 7 de Setembro e a Daniel Roxo. Um tema muito importante que felizmente tem retornado à Imprensa e ao debate.

sábado, 11 de abril de 2015

Juventude



Este é o 'teaser trailer' do novo filme de Paolo Sorrentino, "La giovinezza", que conta com um elenco de luxo (Michael Caine, Harvey Keitel, Rachel Weisz, Paul Dano, Jane Fonda), para aumentar a nossa curiosidade até à estreia em Maio. Promete...

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Um cineasta português


“É tão lento que parece um filme do Manoel de Oliveira.” Este é um exemplo dos comentários ignorantes – supostas piadas – com que muitos portugueses tratavam o cineasta português. A ignorância, esclareça-se, não está no facto de não conseguirem atingir a obra de Oliveira, como pretendem alguns pseudo-críticos, mas pelo simples motivo de nunca terem visto qualquer filme realizado por ele.

Agora, na hora da sua morte, é louvado e apreciado. Mas recorde-se que foi no estrangeiro (quantas vezes já assistimos ao mesmo?) que o seu talento, mestria e valor foram notados e enaltecidos. Por cá, com a aprovação da estranja, foi sendo aceite, mas continuava um desconhecido.

Nos obituários, a ‘intelligentsia’ apressou-se a lembrar a sua episódica prisão antes do 25 de Abril. Sobre o caso, recordei-me da entrevista que deu ao “Diário de Notícias”, em 2011. Quando perguntado sobre os problemas que tinha tido com a PIDE, respondeu: “Não tive problemas com a PIDE. A PIDE é que teve problemas comigo! Fiz uma reunião, disse coisas que eram certas e, por serem certas, meteram-me na cadeia durante uns oito, dez dias. E depois viram que não tinham razão, não podiam, soltaram-me. Houve um movimento também favorável, mas não se pode dizer, a verdade verdadeira não se pode dizer porque é um risco.” Ao que o entrevistador reagiu, “‘Era’ um risco?”, mas o realizador não se deixou ficar: “Era... não sei se ainda é. Sabe que esta história política é muito difícil, muito grave. Há uma desmobilização fortíssima, há uma perda de valores enorme! Hoje a aldrabice monta por aí com toda a força, e isso é triste.”

No final da entrevista, demonstrou a sua humildade, afirmando: “Não me sinto realizado! Estou a tentar realizar-me neste curto espaço que me resta.” Realizou-se. Partiu um grande português que será para sempre um dos maiores da Sétima Arte.

Editorial publicado na edição desta semana de «O Diabo».

segunda-feira, 6 de abril de 2015

O capital não tem pátria


A edição da revista "Sábado" da semana passada publica uma entrevista com John Kampfner, autor do livro "Os Ricos", que afirma que "os super-ricos não se apegam ao país de origem". Nem de propósito, umas páginas mais à frente, pode ler-se, uma peça intitulada "Nem a Onassis quer saber da Grécia", que "Athina recebeu a última parte da herança do avô. Aos 30 anos, vive entre Brasil e Bélgica, vendeu a ilha onde estão enterrados os familiares e nunca mais visitou o país".