sábado, 5 de dezembro de 2015

A nova “Éléments” de sempre


Lançada há mais de quarenta anos como a voz do Groupement de recherche et d'études pour la civilisation européenne (GRECE), liderado por Alain de Benoist, a “Éléments” tem uma longevidade impressionante para uma revista de ideias. Agora, esta publicação de referência ganhou uma nova vida, passando a ter uma periodicidade mensal, mais páginas, um outro grafismo e uma edição totalmente a cores.

Para os que estavam habituados a ler o editorial de Robert de Herte na terceira página desta revista, não será grande surpresa encontrar agora o texto assinado por Alain de Benoist, que nesta renovação deixa o seu anterior pseudónimo a partir deste número. De seguida, um texto apresenta a nova fórmula e conta a história da revista, apresentando-a aos novos leitores.

O destaque nesta edição vai para a grande entrevista com Michel Onfray, um filósofo a quem a esquerda francesa acusa agora de “fazer o jogo” da Frente Nacional, devido às suas posições que contrariam o politicamente correcto. De elevada qualidade e interesse é o ‘dossier’ dedicado à direita face ao veneno liberal.

Nesta edição bastante variada, devemos ainda referir os artigos sobre a crise dos “migrantes”, a “máquina onusiana” que é a Conferência do Clima, o controlo social através do mundo digital, a fenomenologia da indústria da sideração que são as super-produções de Hollywood, o diferencialismo contra ateoria de género, para além das entrevistas com Alain de Benoist sobre a sua imensa colecção de livros e com o entrevistador Nicolas Gauthier. Por fim, uma nota para o anti-manual de filosofia de Jean-François Gautier, que questiona: podemos julgar objectivamente o valor de uma cultura?

Esta é uma nova “Éléments”, mas com a qualidade e criatividade de sempre, capaz de renascer quando o combate das ideias assim o exige. Porque a vanguarda do pensamento não se consegue sendo estático.

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