sexta-feira, 25 de setembro de 2015

A imigração é uma oportunidade?

A vaga imigrante a que a (des)União Europeia assiste quase passivamente, com a excepção de alguns países, nomeadamente a Hungria, levantou de novo a questão da oportunidade da imigração.

Nesta era em que a economia se sobrepôs à política, são muitos aqueles que asseguram que os imigrantes são uma força de trabalho vital para uma Europa envelhecida. Mas estes esquecem-se que o Velho Continente não é o Novo Mundo e que os imigrantes de hoje, mais do que de trabalho, vêm à procura de “apoios sociais”, que exigem sem para eles terem contribuído.

Um esclarecedor artigo de Margaret Wente, publicado no jornal canadiano “The Globe and Mail”, pôs o dedo na ferida, referindo-se ao caso da Suécia, país que tem uma das políticas de imigração mais generosas da Europa. Diz ela que estas políticas são essenciais para dar uma imagem, à semelhança do Canadá, de “superpotência moral”.

A Suécia é um dos países que mais recebe imigrantes, nomeadamente do Médio Oriente e de África, e estes constituem já 16 por cento da população. Mas, apesar de todos os esforços de integração, esta abordagem amigável da imigração não tem tido bons resultados.

Wente falou com Tino Sanandaji, um economista de origem curda que vive na Suécia desde os dez anos de idade, especializado em questões de imigração, que lhe disse que a integração tem sido um fracasso. Segundo ele, quase metade dos imigrantes não trabalha, o que custa uma fortuna ao Estado sueco. Os números da desigualdade no desempenho escolar e na prática de crimes também é abissal entre suecos e imigrantes, mesmo os de segunda geração. Mas, apesar de factual, esta realidade é evitada pelos ‘media’ politicamente correctos.

A conclusão de Margaret Wente é que “o argumento de que estas pessoas são vitais para impulsionar a economia – que eles vão criar por artes mágicas um crescimento europeu e salvar os europeus do seu declínio demográfico – é uma fantasia”. Uma fantasia suicida muito perigosa.

Depois deste exemplo vamos insistir neste erro fatal?

Editorial publicado na edição desta semana de «O Diabo».

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